ReNa: Mesmo assim ainda te amo
52 Lição de vida
Notas iniciais
Espero que gostem,esse capítulo está bem emocionante boa leitura
ReNa: "Mesmo assim ainda TE AMO" – Capítulo 52
Helena chega à escola e coloca as crianças em fila as fazendo entrar para sala e sentarem em seus devidos lugares.–Crianças, tenho uma coisa para dizer para vocês.–O que foi professora? -Pergunta Carmem –Hoje eu liguei para todos os pais e pedi autorização para todos vocês irem a um passeio.–Passeio? -Pergunta a Classe em coro.–Sim, mais eu pedi para eles não dizerem nada, queria fazer uma surpresa pra vocês. –E que passeio é? -Pergunta Jorge. –É um lugar onde vocês nunca estiveram antes, onde pensamos em nossa vida, nas nossas atitudes, onde temos a honra de conviver com pessoas diferentes de nós. –E que passeio é esse mamãe? Você não me falou nada -diz Carol –Claro que eu não falei, era surpresa para todos. Bom, hoje visitaremos um orfanato e levaremos roupas, brinquedos, acessórios, tudo que seus pais já tinham mandado para a escola. –Eu não vou pro orfanato -Diz Jorge –Eu que não vou pra um lugar onde as pessoas são diferentes de mim -Fala Carolina –Eu não suporto esse tipo de lugar, nós não queremos ir. Você vai nos obrigar professora? -Pergunta Maria Joaquina. –Larga de ser frescos eu estou doida para conhecer essas crianças, e vai ser uma experiência única. –fala Valéria e todos os outros alunos concordam. –Carolina, Maria Joaquina e Jorge comigo na sala dos professores agora- fala Helena brava com os alunos, as três crianças vão até a sala com Helena e em silêncio. –Respondendo a sua pergunta Maria Joaquina, eu não vou obrigar ninguém ir, mais é um trabalho de escola e que vale nota. –Eu prefiro fazer uma prova –resmunga Carolina. –Imagine que vocês três fossem órfãos, vocês não iriam gostar de receber carinho, atenção, roupas de pessoas que tem de tudo? Imagine se essa fosse a realidade de suas vidas, sem o carinho de pai, mãe, irmãos, que seriam cuidados por pessoas que vocês até então não conheciam. Imagine se cada um de vocês fosse uma criança daquela sendo maltratada pelas demais que tem tudo, como vocês sentiriam? Como vocês pensariam? Com certeza iam se sentir rejeitados, iam se sentir sem rumo. Eu sei que vocês três tem uma forma diferente de pensar! Mas por que não começar a mudar um pouquinho o mundo? Por que vocês não dão carinho e atenção para crianças que nem sabe o que é isso? Com certeza vocês não queriam está na pele daquelas crianças, você Maria Joaquina não teria um pai médico, não seria uma das mais ricas da escola, Carolina a mesma coisa, você não seria tão mimada pelo seu pai e nem por mim as vezes, e você Jorge não seria o menino mais rico da escola, e agora pensando em tudo que eu disse a vocês, vão querer ir ou não? ~Helena Narrando~ Quando terminei de falar os três estavam com os olhinhos cheios de lágrimas, os três se olhavam e eu sabia que eles queriam ir, mais o orgulho não deixava. Carolina então veio até a mim e disse -É claro que eu não queria ser uma dessas crianças sem família, e é claro que eu quero ir mamãe. -Maria Joaquina também veio a mim dizendo -Professora eu sei que sou uma pessoa difícil até porque se eu for uma pessoa fácil de lidar, ninguém me daria valor, e eu também quero ir. –E você Jorge? –Perguntei com um pouco de medo da resposta, e Jorge me olhou por um bom tempo me deixando aflita. –Eu vou professora Helena. -abracei os três e disse -Prometo que vocês não vão se arrepender. -voltamos para a sala e fomos para o ônibus, foi a maior festa todos queriam conhecer o orfanato, Jorge, Maria Joaquina e a Carolina ficaram em silêncio o caminho todo, só conversavam baixinho entre si. Chegando ao orfanato todos correram para conhecer as crianças, tinham crianças de todos os tipos, negras, brancas, com olhares felizes e outras tristes, todos entraram menos Carol que ficou paralisada no portão do orfanato, voltei e a observei, ela estava com um olhar distante. –Filha está tudo bem? –Não sei, não tô conseguindo entrar. –Por que não? –Porque eu nunca fui em um lugar assim. –Assim como? De crianças carentes e sem pais para fazer as vontades? –Sim – Carolina responde, logo veio uma menina linda, ela era morena e uma de educação imensa. –Oi tudo bem? -ela perguntou. –Tudo sim, e como você chama? –Eu me chamo Carolina -Carol me olhou profundamente, e a sua xará perguntou -e como vocês se chamam? –O meu nome é Helena, e o nome dela também é Carolina. –Que legal, vocês não vão entrar? Vamos sim-peguei na mão de Carol e ela observa as outras crianças brincando e felizes. ~Carol Narrando~ Eu vi todas aquelas crianças felizes e meus colegas estavam dando a maior atenção a elas, até o Jorge e a Maria Joaquina, mas será porque que eu fiquei deslocada? Minha mãe foi dar atenção a uma daquelas crianças a diretora do orfanato disse que ela tinha câncer, minha mãe pegou a menina no colo e eu percebi que ela sorria. Aos poucos algumas crianças se aproximavam de mim, eu fiquei bem feliz com isso, fui me soltando aos poucos, estava com medo, mais elas me passaram confiança, Carolina e suas amigas me levaram até um pequeno parquinho que tinha ali, e começamos a brincar, nunca me diverti tanto. Já estava na hora de irmos embora, a gente se despediu de todas aquelas crianças, a minha Xará me deu um abraço que eu não esperava, me emocionei bastante com todas aquelas crianças, mais a Carolzinha como comecei a chama-la, mexeu muito comigo, eu achava que só os brancos eram legais, mais hoje tive uma lição que com certeza levarei para toda a vida. Voltamos para a casa e comecei a pensar no dia que eu tive ao lado daquelas crianças.
–- ~Helena Narrando~ Não sei por que, mais estou sentindo a Carol diferente, está quieta, não fala nada desde que chegamos, o que será que está acontecendo com ela. –Aconteceu alguma coisa meu amor? –pergunta Renê ao perceber que eu estava distante. –Eu achei que a Carolina está diferente desde quando saímos do orfanato, eu acho que ela ficou mexida mais não confessa porque é muito orgulhosa. –Mesmo que ela não assuma, já é um bom começo Helena. –Será? –Claro Helena, pense comigo, a Carolina quando chegou não se comovia com nada e a sua criação fez com que ela de pouco a pouco fosse mudando, querendo ou não você fez parte dessa mudança, é claro que não é uma mudança rápida mais com amor, carinho e um pouco de disciplina ela vai mudando. –É por isso que eu te amo muito, você fala da Carol como se fosse sua filha e eu acho isso lindo. –Querendo ou não a Carol é a minha filha, porque ela é filha da mulher que eu amo. — Sorrimos juntos e nos beijamos. –Sabe de uma coisa, eu sozinha não teria conseguido mudar certos comportamentos que a Carol tinha. Sem você Renê eu jamais conseguiria isso. Obrigada por sempre estar ao meu lado meu amor. –Renê me olhou com um sorriso no rosto, aquele sorriso que eu amo. –Sempre estarei aqui meu anjo, sempre! –Eu te amo tanto. –Renê me abraçou, foi um abraço longo, ele repousava sua cabeça em meu ombro enquanto eu fazia carinho em seus cabelos e alisava suas costas, Renê então se afastou para me olhar, acariciou meu rosto e me encarou. –Helena, eu te amo, amo muito. –abri um sorriso imenso –Eu amo quando você sorri assim, e a cada novo sorriso seu, serei feliz por amar você. — olhei dentro de seus olhos que brilhavam. Envolvi meus braços no seu pescoço e o beijei, ele me abraçou pela cintura me trazendo pra mais perto dele. ~Pensamento de Renê~ Estou sentindo que a Helena está bastante feliz, pelos seus beijos e abraços, depois daquela decepção com a Carol ela merece estar feliz, mais não é o suficiente, e eu já sei o que fazer para deixa-la ainda mais contente. ~Continua~
Notas finais
FIQUEI FELIZ EM VÊ QUE A CAROL COMEÇOU A MUDAR SEU COMPORTAMENTO E SEUS PENSAMENTOS, ESPERO QUE ELA NÃO VOLTE COM OS MESMOS! E O QUE SERÁ QUE O RENÊ ESTÁ APRONTANDO EM?! CURIOSA...
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