ReNa: Mesmo assim ainda te amo
89 A Descoberta
Notas iniciais
ReNa: "Mesmo assim ainda TE AMO" – Capítulo 89
Chegamos em casa e enquanto Renê e Carol estavam no banho aproveitei pra dar um olhada no meu e-mail e vi que a mãe de Gabriel havia enviado dois e-mails, apesar de estar esperando por eles fiquei um pouco tensa.
E-MAIL
1- Achou que eu estava brincando e que fosse desistir tão fácil? Eu sei que não, a prova disso está aqui em minhas mãos. Ficou com medinho foi? Não sabe resolver assuntos de família sozinha e precisa de advogados? Ridícula, fraca, perdedora, isso combina muito mais com você do que esse seu nome cafona. Só quero dizer que não vai ser seus advogados incompetentes que vão me parar, inclusive eu tenho os melhores e se é guerra que você quer, é guerra que você terá!
2- ME AGUARDE!
–Estava tudo muito bom pra ser verdade. –no mesmo instante Renê entra no quarto e tentei disfarçar ao máximo, mas parece não ter funcionado.
–Amor, ta tudo bem? –não respondi –Ei, aconteceu alguma coisa? –ele disse enquanto acariciava meu rosto, não queria mentir, mas também não queria preocupa-lo ainda mais.
–Ta tudo bem sim, é só minha cabeça que está doendo, mas já tomei remédio não se preocupe. –menti e ele me encarou por alguns segundos, mas pareceu acreditar, ou fingiu.
–Então faz assim, toma um banho e deita que eu vou preparar a janta. –Apenas sorri, ele me deu um selinho demorado e desceu.
–-
~Renê Narrando~
Logo cedo, eu preparei o café pra Helena e levei na cama, ela estava espantada, talvez porque não esperasse que eu fosse fazer isso, ou simplesmente por estar acontecendo alguma coisa e ta se perguntando agora se me fala ou não, e nesse instante percebi que as pequenas coisas são as mais importantes. Ela me deu um sorriso lindo, decidida que não iria me preocupar, mal sabe ela que não me contando preocuparia o dobro. Coloquei a bandeja de lado e peguei sua mão que estava esticada em minha direção, ela segurou firme em meu rosto, me encarou por um breve momento e sem dizer nada fechou os olhos e se aproximou unindo nossos lábios, percebi que uma lágrima insistia em rolar pelo seu rosto.
–Não diz nada, só me beija. –ela disse num sussurro quase impossível de ouvir, comecei a beija-la sem parar e logo tudo ficou quente. Já era quase hora de trabalhar e ainda não tínhamos feito tudo o que queríamos, tava intenso demais e quando vimos já tínhamos perdido a hora do trabalho, mas continuamos ali na cama fazendo amor sem pensar em mais nada. Chegamos ao ápice juntos e ela deitou sobre o meu peito ainda com a respiração ofegante.
–Amor? –ela me olhou esperando que eu continuasse –Não precisa dizer se não quiser, mas saiba que aqui tem homem que te ama mais do que você possa imaginar, e ele sempre estará ao seu lado independente do que aconteça.
–Você vai saber, só não vai ser agora. Não ousaria estragar esse momento nunca.
–Não querendo estragar também, mas já estragando...
–Já sei, você está com fome.
–Também – ri e ela colocou o dedo em minha boca.
–Nem ouse continuar a frase professor Renê, vou me levantar acordar nossa filha e vamos agir normalmente como se não estivéssemos atrasados, quando voltar espero encontrar a água da banheira quente.
–Sim professora Helena, seu pedido é uma ordem. –Helena foi e quando voltou eu já estava dentro da banheira.
–Apressado você em?!
–A água está maravilhosa, só não está mais que você. –disse quando ela deixou o roupão cair e virou lentamente pra mim -Assim eu não trabalho hoje. –rimos e ela entrou na banheira se aconchegando em meus braços, tomamos banho, nos arrumamos e mesmo atrasados deu tempo de tomar um café e ir trabalhar.
–-
~Sonho on~
–Filha nasceu!! –Renê grita ao ver Carol encolhida no canto da sala de espera.
–Sério? –Ela corre e pula em seu colo lhe abraçando forte, logo em seguida corre pra sala em que Helena estava. –Mamãe, mamãe! –Helena estava com o bebê em sua mãos.
–Oi meu anjo.
–É menino ou menina?
–É um príncipe!
–Uhuuuul –Carol começa a pular e Helena ri com a cena. –To feliz.
–Percebi.
–Qual o nome do meu irmãozinho mãe?
~Sonho off~
–Ah, eu tava sonhando. –resmungou Carol ao acordar –Nada mal se ele se tornasse realidade, na verdade eu preciso que ele se torne.
–-
~Helena Narrando~
Apesar de todos os problemas que estão crescendo no decorrer da semana, hoje sinto como se nenhum deles existissem, porque finalmente vou descobrir o sexo do meu bebê. A ideia de poder chama-lo de “minha filha” ou “meu filho”, de poder escolher o nome dele me deixa animada, feliz e ansiosa ao extremo. Carol sempre apostou em um menino, morria de medo de ter que dividir a atenção com outra menina, por mais que ela não quisesse admitir isso. Renê e eu nunca conseguimos decidir a nossa preferência, acho que se viesse um casal de gêmeos pra nós seria perfeito. As horas passaram lentamente, já estávamos no hospital esperando Doutor Miguel nos chamar.
–Eu sei que a gente já falou sobre isso e você disse que não se importa com o sexo, mas o que você acha que vai ser? –Renê perguntou enquanto acariciava minha barriga.
–Eu realmente não sei, meu amor.
–É um menino, já disse! –resmunga Carol.
–E como você tem tanta certeza disso?
–Eu sonhei pai, já disse isso mil vezes. Mas eu também sinto que é.
–Filha senta aqui no colo do pai. –ela vai e eu os observo calada –Me promete uma coisa?
–O que?
–Me promete que você vai amá-lo independente se for menina ou menino?
–Eu sei que é menino, mas só pra vocês ficarem felizes, eu prometo.
–Carol nã...
–Helena Fernandes! –chama a secretária –Doutor Miguel está a sua espera –levantamos e a seguimos.
–Salva pela secretária! –Diz Carol piscando pra mim e eu retribui sorrindo.
–Oi família linda! –disse Miguel assim que entramos em seu campo de visão.
–Oi! –respondemos.
–Então, como vai a mamãe? Tem sentido dores ou algo do tipo?
–Estou melhor do que nunca, os enjoos passaram, me sinto leve.
–Só os desejos que estão cada dia mais loucos –diz Renê e todos riem.
–Está preparada Helena?
–Ansiosa e preparadíssima.
–Então deita aqui, vamos descobrir juntos. –me deitei na mesa de exames e Miguel passava gel em minha barriga, assim que encostou o aparelho de ultrassom em mim, uma imagem preta e branca aparece na tela e meu coração dispara.
–Aqui estão as mãozinhas, os ombros e a cabeça. Você consegue enxergar?
–Agora que você disse, consigo sim. –respondi com os olhos marejados e sinto Renê segurar minha mão, mas não olho pra ele.
–Agora a parte que você mais espera, está vendo aqui esse pedacinho no meio das perninhas? –fiz que sim com a cabeça –Então, você dará a luz a um menininho!
–Sabia, sabia!! –comemorava Carol, olhei pra Renê e um sorriso bobo se formou em seu rosto.
–E um menino? Um menininho?
–Sim meu amor, o nosso menininho! –Renê segurou meu rosto em suas mãos e percebi que ele também chorava, lhe dei um selinho demorado e ficamos vendo nosso filho por mais alguns minutos.
–Como está se sentindo Helena?
–Nunca estive tão feliz Miguel!
–Nunca mamãe?
–Quer dizer, já estive sim. Mas nos últimos dias eu tenho andado bem triste, isso veio pra deixar tudo bem novamente. –a abracei e saímos de lá logo após Miguel passar umas receitas e fazer algumas recomendações, não tão abertas pela presença da Carol, mas entendi muito bem o recado. Ainda no carro liguei pra minha mãe.
~Ligação On~
–Alô.
–Mãezinha!
–Oi minha filha, tudo bem?
–Melhor impossível.
–Já sei que dia é hoje e estou ansiosa pra saber, como está meu bebê?
–Nosso príncipe está ótimo.
–Quer dizer que... –a voz falha.
–Mãe, é um menino! –ela não responde -Mãe??
–Desculpa, não consegui segurar a emoção.
–Gracinha.
–Diz que não vai sair hoje a noite? Preciso te ver e sentir meu netinho de perto.
–Te espero lá em casa, ta?
–Até mais tarde filha, te amo.
–Também te amo, mãe.
–Beijos.
~Ligação off~
–Mãe vai lá em casa hoje a noite amor, chama seus pais também.
–Vou chamar, e pra comemorar esse dia vamos à sorveteria.
–Como sempre né papai?
–Ei Carol, finge que não vamos lá todo dia, por favor?
–Ah claro, amei a ideia paizinho, amo sorvete!
–Assim está melhor!
–Vocês dois não tem jeito mesmo em. –o fim do dia foi incrível, era nítido nossa felicidade. A noite eu esperava apenas meus sogros e minha mãe, mas Renê fez questão de convidar meia cidade e dar uma festa, o que não foi ruim, amei ser paparicada por todos. Ao fechar os olhos para dormir eu penso em tudo e agradeço a Deus por cada detalhe. Já era madrugada mas eu não conseguia dormir, estava feliz demais. Me virei pra Renê lentamente para não acordá-lo, acariciei seu rosto e sorri por tê-lo ali, o abracei um e depositei um beijo em seus lábios. –Te amo meu anjo.
–Também te amo pequena.
–Desculpa, não quis te acordar.
–Não me acordou, eu ainda não dormi. –Apenas sorri e o beijei, ele me trouxe pra mais perto de si, me aconchegando em seu corpo –Dorme princesa -começou a cantarolar e acariciar meus cabelos.
Continua....
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