ReNa - Mas... Eu Te Amo!

21 Acertando as contas


Notas iniciais
Desculpem a demora! Minha conta deu uma pequena bugada hehe

Renê narrando: Fazia um tempo desde a minha última conversa com a Helena. Ela disse que queria ficar sozinha no quarto, e eu decidi dar essa privacidade à ela. O dia não foi fácil pra nós hoje. Por um momento, pensei que seríamos felizes depois que ela descobriu a verdade sobre o Mathias. Mas não! Ele sempre tem um jeito de acabar com a felicidade dela. Isso é um dom, só pode.

Depois de muito tempo, decidi ir até o meu quarto ver a Helena. Faz no mínimo umas três horas que eu não escuto aquela perfeita voz... e isso dá muita saudade.

Como de costume, subi as escadas correndo. Caminhei pelo corredor, até estar na frente do meu quarto. Coloquei a mão na maçaneta, abri a porta bem devagar, e logo a fechei novamente. Fui até a cama, me ajoelhei em frente da Helena. Ela estava dormindo. Fiz carinho em seus cabelos, e comecei a falar:

– Que dia, hein! Depois que você descobriu o que o Mathias nunca te amou de verdade, que ele só queria nos ver longe, pensei que poderiamos ter paz! Pensei que ficaríamos bem, cuidando do nosso bebê... mas o Mathias só quer nos prejudicar, né? Ele vai pagar por tudo! Tenha certeza disso meu amor. -Beijei sua testa, e fiquei a admirando por um tempo.

Tomei um banho rápido. Eu não estava com sono, mas queria me deitar logo com a Helena, dormir abraçadinho com ela. Nem que eu fique acordado a noite inteira fazendo carinho nela. Eu amo essa mulher, e fazê-la feliz é minha obrigação.

Quando saí do banheiro e olhei pra cama, Helena estava escorada na cabeceira, me olhando com tristeza. Não imaginaria outra emoção nesse momento. Antes de um estalar de dedos, já me encontrava sentado ao seu lado, e sua cabeça estava escorada no meu ombro.

– Achei que estava dormindo. -Novamente, comecei a fazer carinho em seus cabelos.

– Eu não consigo dormir! No máximo eu dou uns cochilos. É muito estranho acordar grávida, e ir dormir completamente seca! É a pior sensação do mundo.

– Você não está seca. Não entendi muito bem essa comparação, mas fica calma. Nós ainda vamos ter muitos outros filhos! Tenha só um pouco de paciência.

– Por que o Mathias é assim? Eu o amava tanto...

– Não vamos falar dele, ok? O maior prazer desse canalha, é te ver exatamente assim: triste, chorando, sem dar aquele lindo sorriso que você tem, sem beijar o homem que mais te amo nesse mundo.

– Será que ele vai ser preso? -Helena me olhou, praticamente implorando para que a minha resposta fosse positiva.

– Depois da grana que eu dei para os policiais, não tenha dúvidas sobre isso.

– Espera, você subornou eles? -Ela me olhou assustada.

– Meu amor, me diz outra maneira de fazer os caras trabalharem direito. E outra, assim o caso vai ter uma atenção mais especial, e você vai ficar livre dele rapidinho.

– Você é muito fofo! -Ela fez carinho no meu rosto, e abriu um sorriso forçado.

– Eu não aceito um sorriso assim! Você sorrindo espontaneamente fica tão linda... espera! Já sei.-Comecei a fazer cócegas nela, que tantava escapar. Era bom vê-la gargalhando incenssavelmente! Me fazia bem. Parei só quando ela já estava quase ficando sem ar.

– Por que você fez isso? -Perguntou sorrindo e recuperando o fôlego.

– Você é a pessoa mais importante da minha vida. Ver você triste acaba comigo!

– Já falei que você é fofo? -Depois de perguntar isso, ela simplesmente me jogou na cama e se deitou por cima de mim.

– Caramba, cê mudou de humor rapidinho, né?

– Verdade! Desculpa. -Helena se sentou do meu lado, e ficou me olhando sorrindo.

– Que foi?

– Nada.

Assim que ela terminou de pronunciar essa palavra, o meu celular tocou. Quando li o nome da pessoa, fiquei animado. A ligação durou menos de um minuto, e quando desliguei, comecei a trocar de roupa.

– Hey, quem era? Por que ficou tão animadinho?

– Não precisa ficar com ciúmes não! Era da delegacia.

– Sério? Prenderam o Mathias?

– Aham, e ele estava quase fugindo do Estado.

– Sabia! Você vai pra lá?

– Sim! -Falei colocando a camiseta.

– Eu quero ir junto! -Ela segurou meu braço, me olhando seriamente.

– Amor, não é uma boa ideia. Agora que você deu uma melhorada, não é bom encontrar com ele de novo.

– Eu preciso ver ele! Por favor, deixa eu ir junto.

– Tá bom!

Depois que nos trocamos, fomos até a delegacia. A Helena parecia anciosa pra ver o Mathias, e eu só imaginava o motivo.

Quando chegamos lá, o delegado logo veio falar com a gente, e depois fomos até o delinquente.

– Olha se não são os papais aqui. Adorei a visita! -Mathias falou cinicamente quando nos viu.

– Bom, agora você vai pagar pelo que fez, né? Já era pra você estar aí a muito tempo. -Falei.

– Renê, em poucos dias eu saio daqui, ok? A vida é assim!

– A vida não é assim, Mathias! Você é um homem bonito, de boa índole... não precisava estar aqui. Nunca sentiu nada por mim, me fez acreditar que você era especial. Todos me diziam que você era um idiota, um canalha. Falavam que não valia nada, e eu estava completamente cega por você! Pra que fazer tudo isso? Qual a necessidade? A única pessoa que vai sofrer com tudo isso, é você!

– Muito comovente seu discurso, Helena! Você não é, e nunca foi a única que me acha bonito! -Mathias sorriu maliciosamente.- Você é muito ingênua. Acha mesmo que esse aí é fiel a você? Acha que sempre vai te respeitar? Acorda Helena! Você é uma mal-amada, ninguém gosta de você, ridícula! -Isso foi demais pra mim! Eu já estava irritado com ele antes mesmo dele abrir a boca, mas eu não admito que ele fale assim com a Helena... não admito mesmo! O estranho, é que ela olhava pra ele, com a cabeça erguida, e com um falso sorriso ainda, transmitindo a mensagem de que nada que ele falava, afetava ela.

– Cala a sua boca! -Foi só isso que consegui falar, antes de dar um soco bem no meio da cara dele. Eu continuaria batendo nele, mas a Helena me segurou.

– Deixa ele vim, meu anjo!

– Eu não vou deixar ele sujar as mãos dele com você! Mas eu vou ter o prazer de fazer isso por ele. -Logo após acabar a frase, Helena deu um tapa na cara dele. Mas não foi um simples tapa! O som do estalo ecoou na sala inteira, sem contar que a marca da mão dela ficou quase tatuada no rosto dele.

– O que aconteceu? Você não tinha força nem pra matar uma formiga, e agora me bate assim... nossa! -Mathias tava reclamando, e pela sua expressão, estava com dor mesmo.

– Você não viu nada ainda! -Ela tirou os sapatos, e do nada, chutou o braço do cafajeste. Eu só queria saber aonde foi que ela aprendeu isso.- Eu não quero mais ver você na minha vida, exceto na coluna mortuária de algum jornal, ok? Eu te odeio Mathias! ODEIO!

_____X_____

– Tá vendo meu amor? Eu falei pra você não ir. Não queria te ver triste assim de novo! -Novamente, ela estava na cama chorando.

– Desculpa! Eu precisava fazer isso.

– Aonde foi que você aprendeu a fazer aquele chute? Nem eu que treinava Muay Thai, conseguia!

– Foi na hora da raiva! Renê, deita aqui comigo, por favor. -Helena me chamou toda manhosa, coisa mais fofa.

– Claro!

Depois de namoramos um pouco, dormimos bem agarradinhos! A Helena merece um bom descanso agora. Hoje ela me surpreendeu... e muito.

Notas finais
o/ Comentem!!! ❤❤
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.