Notas iniciais
Não vou prometer o tempo que será postado de um capitulo por outro, pois já fiz isso e não deu muito certo. Mas logo que terminar e revisar os seguintes, será postado. Não prolongarei o tempo também.

— Vamos, anda logo com isso. Preciso chegar ao trabalho rápido! Já acordei atrasada.

O Transito de Boston não colabora com Emma e a faz ficar presa no mesmo por vários minutos, podendo muito bem a deixá-la por horas. Por ser uma mulher bastante impaciente, sua única alternativa no momento é aguardar. Assim que finalmente o transito parece circular as vias Emma é ultrapassada, e xingada, por um cara estupido.

Depois de vinte minutos em um congestionamento eis que finalmente Emma consegue estacionar seu carro amarelo na sua vaga da maior empresa de jornalismo e comunicação, Boston Herald. Emma acelera os passos até o elevador, chama-o e ao chegar ao térreo à garota adentra solicitando pelos botões o seu andar.

— Bom dia Srta. Swan. Atrasada como sempre não?!

— Oh Patrick, bom... dia. Por favor, não conte ao supervisor dessa vez.

— Não adiantaria não é mesmo? – Patrick ironiza. — Cinco anos chegando praticamente atrasada e não te demitiu.

— Isso mesmo. Bom garoto.

Patrick Ashwell era um ótimo jornalista. Sua coluna de esportes era a mais aguardadas pelos leitores do jornal, pois suas críticas sobre tais jogos eram excelentes e sempre abordavam os mesmos questionamentos que o público tinha sobre determinados times. Sr. Ashwell, pelo que todos do jornal sabiam, é um homem sozinho. Sem esposa, filhos e nenhum parente por perto e vivo. Que Deus a tenha sua falecida mãe no outono passado.

— Olha Patrick, sei que você não me suporta e vice versa, mas eu não preciso de uma demissão logo agora. Tenho problemas pra resolver. Vários. Problemas.

Emma se desespera ao sair do elevador acompanhado por Patrick que por um momento se encontrava parado diante a sala do supervisor do senhorita Swan bloqueando a entrada.

— Você pensa que o jornal, a cidade de Boston, o planeta Terra gira em torno da senhorita não é mesmo?! — Emma fica intrigada com a tal pergunta e cruza os braços.

— Desculpa, não entendi.

— Que bom que você, senhorita Swan, está aqui. — Dominic sai do escritório e encontra ambos parados do lado de fora do seu escritório.

— Supervisor, eu recebi o recado da reunião. — Patrick se manifesta.

Emma fica confusa com aquilo tudo e deduz que Patrick Ashwell estava até a sala do seu supervisor porque tinha uma reunião marcada, e não para fazer uma advertência da sua colega de trabalho. Ótimo. A garota não precisava mais de um motivo para receber sua demissão num dia que mal começou e já está repleto de estresse.

— Que bom, não... — Emma sorri de lado. — Bom qualquer coisa estarei no meu escritório trabalhando Sr. Davis.

— Pelo visto você não checou as mensagens que deixei pra você Swan? — Dominic Davis, seu supervisor, faz uma pergunta retórica. — Você também participará dessa reunião. Eu, Sr. Ashwell e você senhorita Swan.

Emma fica de boca aberta ao escutar aquilo. Emma numa reunião? Pelo visto as coisas andaram pelo lado mal. Emma sempre foi àquela garota que criava uma perspectiva sobre tudo antes de acontecer. Perspectiva ruim nas maiorias das vezes. Podia ser que o resultado acabasse sendo positivo, mas podia ter certeza que Swan estava com aquele pensamento ruim. A garota apenas sorri quando seu supervisor abre caminho para que a mesma adentrasse no escritório do rapaz e logo atrás estava Patrick.

— Então, não quero ocupar o tempo de vocês e muito menos o meu... Está tudo bem Swan?

Emma permanecia com a cabeça abaixada desde o primeiro segundo que pisou naquela sala. A garota não sabia absolutamente nada do que estava acontecendo e nem esperava o que estava por vir.

— E-eu... Estou bem. Pode continuar.

— Ok. Como estava dizendo, quero que ambos trabalhem num projeto grande que venho desenvolvendo, mas preciso de dois cérebros excelentes e escalei vocês.

— Como é? — Emma e Patrick falam uníssono.

— Trabalhar com ela?

— Trabalhar com ele? — Sem acreditar, Swan continua. — Você não pode estar falando sério. Nada pessoal, na verdade é pessoal. Há poucos dias entreguei a você meu pedido de férias.

— Srta. Swan aceita esse trabalho. Ambos receberão a parte o trabalho extra de vocês e depois disso a senhorita poderá ir pra Istanbul ou sei lá onde curtir suas férias.

Sr. Davis entra em mais detalhes sobre esse projeto que requer Emma e Patrick como autores da obra. Tanto Emma quanto Patrick escutam com atenção todos os requisitos, as coordenadas para tal projeto ser um sucesso futuro. Uma coisa cabula na cabeça de Swan após sair do escritório do supervisor da mesma, o motivo de ela estar escalada para tal missão, ainda mais Patrick sendo seu parceiro. Ambos são de funções diferentes e ambos se odeiem. Ódio é uma palavra forte, mas Emma não só suporta a ideia de uma pessoa como Patrick existir, ela o odeia realmente.

Emma volta naquela noite chuvosa de Boston para seu apartamento e percebe que seu aniversário está se aproximando. Dentre alguns dias Swan passará mais um aniversário sozinha. Exausta, a garota se dirige ao banheiro para ter aquele refrescante banho que a mesma necessita. Conforme a água escorria por seu cabelo louro seu consciente dizia que tudo aquilo terminaria logo e logo estaria livre do Patrick e do Dominic.

— Meu Deus, até na minha própria casa eles me atormentam. — Swan pensava alto. — Agora dou uma que fala sozinha. Tudo bem então.

Emma Swan usa o micro-ondas para preparar seu jantar, macarrão instantâneo, e caminha até seu aconchegante sofá. Emma ignorou totalmente seu celular durante o dia todo e após ter ficado satisfeita com o macarrão a mesma larga o pote na mesa de centro e acaba pegando no sono.

HÁ MUITO TEMPO ATRÁS

FLORESTA ENCANTADA

Por um descuido do Rei Stephan, Malévola castigou sua filha, Aurora e todos aqueles que trabalhavam no reino e serviam ao Rei com uma grande maldição do sono. A maldição dizia que ao por do sol do décimo sexto aniversário de Aurora, a garota espetaria o dedo numa agulha de fiar e ela e todo o reino entraria num sono profundo e sem nenhuma maneira de revogar tal feitiço. Conforme a garota vinha crescendo, o Rei e todos seus subordinados vinham tentando achar uma maneira de quebrar o que a bruxa fez.

— Senhor, talvez o que eu venha falar seja a única maneira de salvar a princesa Aurora.

Um servo do Rei se manifesta na reunião que Rei Stephan havia marcado. Faltando alguns anos pra ocorrer, Stephan não vê outra alternativa a não ser escutá-lo. Depois de ordenado a continuar, o rapaz comunica que há outra bruxa no reino próximo que está preparando uma maldição de mandá-los todos a um mundo sem magia.

— Talvez, meu Rei, ela possa reverter.

Sem mais delongas, Rei Stephan reúne poucos cavaleiros e entra numa viagem até o castelo da Rainha Má em busca de ajuda. São algumas horas de estrada separando tais reinos. Chegando a entrada do castelo, Stephan percebe que a Rainha Má tem muitos soldados vigiando seu castelo e ordena seus cavaleiros manter distância e sozinho, o Rei adentra no aposento.

— Mas que bela surpresa Stephan.

— Reg...

— Rainha para você. Não tome meu tempo, tenho negócios a realizar.

Rei Stephan diz o motivo de sua presença ali mostrando que não há outra opção e nem a quem recorrer.

— Fico feliz que meu plano chegou a outros reinos a mais do que esperava. E devo admitir que Malévola renovou dessa vez.

Com um sorriso sarcástico Rainha Má perambula pelo cômodo. Processando o que o Rei Stephan queria que ela fizesse. Um Rei, a favor da maldição? Bom, mas ele só estava a favor da Rainha Má porque o alvo de Malévola era sua queridíssima filha. Ele não está nem ligando para o reino todo, está fazendo isso pela Aurora. As palavras de Malévola foram bem claras, nenhuma maneira de revogar tal maldição já lançada. A Rainha Má fica com seus pensamentos por um longo tempo até perceber que o Rei Stephan ainda a aguarda com uma resposta.

— Nós, vilãs, temos essa mania de amaldiçoar os heróis para que nunca consigam os “Felizes Para Sempre”. Não posso abolir, mas posso modificá-la.

— Faço qualquer coisa para proteger minha Aurora. — O Rei suplica.

— Realmente ela adormecerá aos seus 16 anos, porém a única maneira de sair desse sono profundo é com o beijo do amor verdadeiro.

Rei Stephan permanece ouvindo a Rainha Má e sua maneira de ajudá-lo é a única opção nesse tempo desesperado.

— Ela precisa ser mandada logo para esse mundo. Vai demorar pra eu preparar tudo e lançar a maldição. Posso abrir um portal para a princesa ir antes.

— Venha até meu reino Rainha, viaje comigo até lá e poderá abrir esse tal portal.

Após retornar com a Rainha Má, Rei Stephan a conduz ao aposento de Aurora. Aurora estava acompanhada de sua mãe quando o Rei, junto com a Rainha Má, adentrou seu quarto. Preparada, Aurora se despediu de sua mãe com um beijo na testa e se afastou, se posicionando a frente da vilã.

DIAS ATUAIS

BOSTON

— Aurora, você vai realmente fazer isso? Não está sendo precipitada?

Ao soar o ultimo sinal, Aurora sai do colégio às pressas sendo perseguida por uma colega de turma. Quando Aurora aparecera naquele mundo com treze anos, a garota não tinha ninguém e logo foi mandada a um orfanato só para meninas. Não ficou muito tempo esperando para ser adotadas. Logo um casal resolveu dar um lar para tal garotinha e por dois anos Aurora veio a conviver com uma família meio complicada.

Agora, com quinze, Aurora está decidida em sair de casa. Vinha planejando isso há muito tempo e agora estava na hora. Era sexta, seus pais adotivos estavam num show beneficente na escola do filho biológico e iria chegar ao fim da tarde. Dá tempo suficiente de ir para casa, pegar algumas coisas de comer e partir para estrada.

— Não Kelly, está mais que na hora. Preciso sair daqui. — Aurora para no caminho e se vira para sua amiga. — Eles falam que meus pais são de uma cidade vizinha e não de Boston, preciso achá-los ou pelo menos saber algo deles.

— Tudo bem... — Sua amiga, Kelly, tenta se despedir. — Cuidado então, e nunca se esqueça de mim.

Kelly sorri de lado e Aurora retribui. Kelly segue seu caminho para um lado e Aurora para o lado oposto.

Aurora entra na casa correndo, pega poucas coisas e decide se deixa um bilhete ou parte sem fazer tal ato. Quando a garota se dá conta já estava trancando a residência e depositando a chave debaixo do tapete sem deixar um bilhete. Sem olhar para trás e nem pensar muito sobre sua decisão, Aurora coloca o pé na estrada.

Dominic e o restante do jornal aplaudia a palestra dada na sala de reunião pela senhorita Swan e pelo Patrick. O trabalho que Dom passara para ambos realizarem juntos foi um sucesso, todos do jornal iriam comentar tal parceria pelo resto da vida. Dominic puxa Emma de canto após terminar e conclui.

— Aqui está Swan, sua férias. Não se esqueça de fazer um telefonema quando chegar ao seu destino.

Seu chefe se despede com alguns tapinhas de leves nas costas da funcionária e a mesma agradece com um sorriso curto. Swan não tinha planejado nada, mas queria sair de Boston o quanto antes. Ao chegar a seu apartamento, Swan vai direto ao banho, pois a mesma quer sair dali o mais rápido possível. Com um mapa entre os braços, Emma dirige estrada a fora, sem destino. Apenas ela e seu querido companheiro fusca amarelo. Poucos minutos na estrada Emma avista uma garota andando no acostamento e fica intrigada. Decide parar.

— Oi? Está indo para onde sozinha criança? — Emma pergunta ao sair do carro e caminha até a garota.

— Bom... An...

Aurora tenta dar uma desculpa, mas na cabeça da garota nada aparece.

— Tudo bem, venha. Levo você de volta para casa. Está à noite para estar sozinha na estrada.

— N-não. — Aurora se desespera. — Preciso ir para cidade vizinha, meus pais estão lá. — Mente.

Emma tem o “dom” de saber se a pessoa mente ou fala a verdade. Aquela garota acabara de mentir pra Emma.

— Tudo bem criança, entra no carro que assim que acharmos um posto ligaremos pro seus pais.

Emma caminha de volta para seu carro e Aurora a segue. O caminho é silencioso, nem Emma e nem Aurora fizera pergunta uma a outra apenas olhares trocados e nada mais. Por fim, Emma resolve abre a boca.

— Sou Emma. Emma Swan e você?

— Aurora.

Depois de saber o nome da garota, Emma começa a questionar mais e mais, mas percebe que a garota estava dormindo no banco do carona. Swan sorri de lado e segue seu caminho, sempre reparando se aparece um posto pela estrada.