Razões Para Amar

10 • Love Is Weakness


Notas iniciais
Pessoal sei que vocês estão esperando acontecer SQ e Aurora/Mulan (não sei como fica esse ship) logo, mas tenha paciência, preciso desenvolver bem a história. Esse capítulo inteiro se passa na Floresta Encantada e conta como Regina conheceu Tinkerbell, meio diferente da história contada em OUAT. Boa leitura ;D

FLORESTA ENCANTADA

HÁ MUITO TEMPO ATRÁS

Nuvens acinzentadas denunciavam que o dia seria melancólico. O dia estava nublado, ventos agitavam as restantes folhas da árvore no meio de um campo aberto e sem nada, exceto por uma casa um pouco distante. Não havia vizinhança, nem nenhuma outra forma de contato com pessoas. Era apenas aquela humilde casa e seu estábulo. E a árvore.

Uma carruagem se aproximava do local, sendo puxada por poucos cavalos. Havia uma moça observando da janela da casa a aproximação daquela carruagem e no momento que ela parou – diante da árvore – as cortinas foi fechada.

Regina descia elegantemente vestida de preto da carruagem com apenas uma simples rosa em sua mão. Não estava usando coroa e seu cabelo descia em seu ombro. Seu vestido não era nada comparado aos que se acostumou a usar, era um preto básico e comum para a ocasião.

Já fazia algum tempo desde a morte de Daniel e quando se tornou rainha nunca havia retornado onde tudo começou. Lá estava Regina, diante da sua velha e antiga casa e do túmulo do homem do estábulo pelo qual se apaixonou perdidamente. Regina se martelava pensando quando terá seu final feliz ou se ao menos ela merecia ter um final feliz. Desde que sua mãe mostrou que ser rainha era a única coisa mais importante, desde que se casou com o Rei Leopoldo e – sua mãe – o matou, Regina procurou magia, aprendeu a usá-la e usa para mostrar a sua mãe o quanto forte és, mas mexer no seu passado – principalmente em Daniel – sabia que a antiga Regina apareceria.

Todos seus pensamentos foram interrompidos devido a uma aproximação insignificante. Regina revirou os olhos e baixou a cabeça bufando ao se manifestar.

— Você nunca vai me dar um tempo, não é mesmo?

— Minha querida, você é uma rainha agora. — Cora depositou uma de suas mãos no ombro da filha. — Por favor, vive como tal.

— Não preciso dos seus conselhos agora.

— Esse rapaz pelo qual lamenta não poderia te oferecer nada. Você finalmente alcançou o que queria.

— Não.

Cora recuou ao ver Regina virando-se para si e alterando sua voz. Havia frustração em sua voz. Frustrada por estar sempre seguindo os planos de sua mãe e não o que sempre sonhou.

— Isso não era o que eu queria e sim, o que você queria para mim. — Sem notar o que estava fazendo, Regina caminhava passos curtos de encontro com Cora que ao mesmo tempo se afastava. — E sim, Daniel tinha tudo para me oferecer: Amor. Coisa que você nunca foi capaz de sentir.

Cora estava assustada com a reação da filha, mas ao mesmo tempo estava surpresa. Regina nunca havia afrontado sua mãe daquele jeito, pois sabia que as mães sempre sabem mais e busca aquilo que é melhor para seus filhos e Regina estava disposta a provar o contrário. Pelo menos sabia que Cora estava na contramão diante das outras mães.

— Poupe-me Regina de suas teorias sobre fantasiar um final feliz com aquele rapaz do estábulo. — Cora contra-ataca. — Sabemos que amor é fraqueza e só os fracos tem tempo para amar. Não sei por que deixo essa coisa aqui ainda.

Regina acompanha o olhar de sua mãe para a lápide de Daniel. Sabia que Cora não irá fazer nada com aquilo, mas ainda tinha suas dúvidas. A mesma lembrara que ainda estava com a rosa em suas mãos e resolve, então, agachar e deixar onde pretendia: na lápide do homem que um dia pôde sentir o que é ser amada.

Enquanto Cora dizia coisas banais, Regina se levantava endireitando sua coluna e caminhando de volta para sua carruagem. Cora, por fim, para de falar e vê a filha se afastando cada vez mais, voltando para seu castelo, sua verdadeira vida.

O dia fora longo para a rainha e o que mais desejava naquela noite escura e silenciosa era descansar em seu quarto sem perturbações, mas sua mente fora atormentada por pensamentos que fez duvidar de suas próprias conclusões.

Saiu de frente da penteadeira e direcionou-se para a sacada do seu quarto. Regina só conseguiu ver tristeza por todo reino e não sentira nem um pouco de rancor, muito pelo contrário, estava feliz em ver que o povo a temia. Talvez isso deve ter puxado de sua mãe.

— Será que amarei novamente?

Regina nem notou que dissera aquilo em alto e bom som. Em seguida bocejou e achou melhor se deitar, afinal vida de rainha má não é para muitos.

— Vejamos o que temos aqui... Urgh, isso é nojento.

Uma voz desconhecida dentro de seu quarto fez com que despertar-se imediatamente, prestes a lançar algum feitiço contra quem for que seja que invadiu seu quarto. O feitiço atingiu a porta do guarda-roupa onde o invasor estava. Pode ser que ele estava ali para roubar os vestidos da rainha, mas quando o impacto do feitiço na porta produziu um barulho, tal invasor nem sequer mexeu um músculo.

— Que bom que acordou rainha, vamos por o plano em ação.

Era uma voz feminina e Regina ficou intrigada.

Ainda com a porta do guarda-roupa tampando sua visão, Regina decide levantar da cama para ver quem estava futricando suas coisas naquela manhã. Vestiu-se seu roupão de dormir e se aproximou cuidadosamente da mulher.

— Sério vossa alteza que não tem nada a não ser preto, preto e mais preto? — A mulher passava a mão peça por peça em busca de algo que lhe agradasse. — A propósito, sou Tinkerbell, mas pode me chamar de Tinker e estou aqui pra te ajudar.

— Não preciso de sua ajuda, caia fora do meu palácio. — Com um movimento brusco, Regina tenta agarrar o braço da garota, mas a mesma consegue desviar.

— Claro que precisa. Ouvi ontem à noite você querendo amar novamente e atenderei seu pedido.

Regina parecia confusa. Não se recordava de ter falado isso ontem, mas logo notara que havia dito aquilo em voz alta e sua expressão de confusa passou para preocupada.

— Como você irá me ajudar? — Hesitou.

— Amanhã partiremos pelo céu anil e você nos guiará até seu amor verdadeiro, mas você não pode ir vestida de preto. É muito dark.

— Como irei nos guiar?

— Seu coração na verdade fará isso. Não vou entrar em muitos detalhes agora porque irei lhe ensinar algumas coisas amanhã antes de partimos, agora nosso foco é achar uma roupa para você.

— Não tem nada de errado com as minhas roupas.

Tinkerbell olha estranhamente para Regina desviando seu olhar para o guarda-roupa aberto. Sem se dar conta, a garota estava soltando algumas risadas leves e a rainha não estava nem um pouco gostando da atitude de Tinkerbell. Na verdade não aprovara de princípio, mas ao ver que a garota não iria parar de rir, Regina resolve abrir um sorriso sutilmente acompanhando os risos de Tinkerbell. Um sorriso que não sentia a sensação de como era há muito tempo.

Ambas passaram a manhã toda em busca de algo que não era preto para a rainha vestir. De fato, foi a manhã que Regina deixou de ser rainha e foi apenas a Regina. Para recompensar a ajuda de Tinkerbell, Regina preparou um banquete no almoço e quando ambas ficaram a sós na sala de jantar – sem nenhum empregado por perto – a loira ensinou com detalhes como funcionaria o processo de encontrar o amor verdadeiro da rainha.

Prontas para seguir o coração de Regina, Tinkerbell se prepara para voar da sacada do quarto da mesma.

— Está pronta Rainha?

— Eu não sei...

— Do que teme realeza?

Regina não sabia o que responder e nem se era necessário respondê-la.

— Vamos logo com isso. — Apressou.

Com um sorriso estampado em seu rosto, Tinkerbell desamarra de sua cintura um saquinho marrom, derruba em sua mão um pouco de pó mágico e ao lançar contra Regina, a mesma começa a flutuar. Tinkerbell, usando suas asas, segue-a tentando fazê-la manter o equilíbrio. Muitas risadas foram tiradas de ambas e, de certa maneira, Regina estava pronta para amar alguém novamente.

Aquela sensação de voar fez Regina sentir desconforto e náuseas durante o caminho e tomando como consequência, não conseguia prestar toda atenção em seu coração. A voz de Tinkerbell não saia de sua cabeça. “Você precisa, mais do que nunca, ouvir seu coração. Deixá-lo te guiar.” Essa parte da lição em encontrar o amor verdadeiro era a qual Regina mais temia, não sabia se seu coração estava apto a ter esses tipos de sentimentos.

Não demorou muito para seu coração encontrar uma direção. Tinkerbell e Regina foram levadas até um vilarejo não muito próximo do reino da rainha, mas também não tão longe. A fada fez com que ambas descessem na mesma proporção e velocidade. A mesma pousou segura e sorridente e ao perceber que Regina não tivera o mesmo resultado, riu.

— Desculpe-me rainha. — Ainda rindo, Tinker estende a mão em direção da rainha caída.

— Seu método de viajar a lugares é inseguro, talvez arrancarei seu coração por isso.

Regina ignora a ajuda de Tinkerbell e se levanta sozinha, batendo várias vezes em seu vestido branco cetim limpando-o da queda.

— Sua felicidade está por aqui. — Tinkerbell observa tudo ao seu redor. — Agora só deixar seu coração dizer onde está o sortudo.

— Você fala desse jeito como se fosse fácil. — Rainha revira os olhos e sai bufando.

Percorreram praticamente o vilarejo todo. Era de se esperar que Regina não conseguisse logo de cara achar o homem destinado a ela e Tinker sabia que a mesma estava com receio do tal encontro.

Regina de repente parou. Travou como se estivesse imobilizada e que não conseguisse dar nenhum passo a mais. Assustada, segurou o braço da loira ao seu lado que não havia percebido desde então.

— O que aconteceu?

— Talvez seja aqui onde ele se encontra. — Tinkerbell direcionou seu olhar para o estabelecimento logo a sua frente e Regina o acompanhou. — Espere um pouco.

Delicadamente Tinkerbell retira a mão de Regina que apertava seu braço e caminha até uma pequena janela embaçada que havia na porta do estabelecimento. Era ali. A fada começou a saltitar de alegria dizendo alguma coisa que foi incapaz de Regina entender.

— Então praga?

— Ele está aqui. — Enfatiza Tinker. — Espia pela janela. É o moço à sua frente com um símbolo de um leão no braço.

Acatando a ordem da loira, Regina repete o caminho da mesma, indo até a porta do local. Fora fácil de encontrar o homem com as características que Tinkerbell citou há pouco tempo. Estava feliz com o resultado, – mesmo não conseguindo ver o rosto – mas estava indecisa.

— O que faço agora?

— Vá até ele e não o deixe escapar.

— Está... Bem...

Sua voz estava trêmula e Tinker percebeu.

Tocando no ombro da rainha, a fada tenta acalmá-la.

— Vai ficar tudo bem. — Suspirou felicidade. — Vá até ele e diga tudo que lhe ensinei. Amanhã farei uma visita para saber com se saiu.

Tinkerbell lançou uma piscadela e se endireitou para poder voar, mas Regina a interveio.

— Leve isso com você. — Com um passe de mágica algo apareceu em suas mãos. — É um sinalizador. Serve para nos reencontrar, caso uma de nós precise de ajuda.

— Obrigada vossa alteza.

Aceitando o presente de Regina, Tinkerbell voa acenando para sua nova amiga.

O dia amanhecera cedo para os camponeses. Muitos já estavam a caminho do seu ganha-pão e o castelo não estava adormecido como costumava ser logo cedo.

O sorriso em seu rosto não era sobre ter conseguido algo na noite passada e sim, estava contente em voltar usar preto. Regina sai de frente do espelho – cansada de se admirar logo cedo – e se retira de seu quarto caminhando rumo à sala de jantar. Ao chegar ao seu destino, encontrou com uma visita desagradável.

— Pensei que ia dormir até mais tarde alteza. — Tinkerbell manifesta ainda de boca cheia.

— Mas que diabos está havendo aqui?

— Seu criado preparou esse banquete para mim por ser a única amiga sua. — Leva o guardanapo a boca, limpando-a. — Adorei.

— Então terá duas mortes desagradáveis aqui.

— Mas que mau humor é esse? — Tinkerbell se coloca de pé em direção da rainha parada na entrada. — Me conta tudo. Vamos.

Regina impede Tinkerbell de chegar perto e lança um feitiço contra a fada, arremessando-a na parede. A rainha manteve forte o suficiente para permanecer parada, vendo-a gritando de dor e tentando se colocar de pé novamente. Regina ainda se importava com Tinkerbell.

— Não estou entendendo Regina. — Suas pernas bambas denunciava que não aguentaria ficar de pé por muito tempo. — Te mostrei o homem da sua vida e...

— Amor é fraqueza e só os fracos tem tempo para amar. — Regina a interrompe. — Meu dever é destruir Branca de Neve e todos os finais felizes que encontrar. É isso que os vilões fazem.

— Regina... — Com dificuldades, Tinkerbell estende a mão. — Por favor, você conse...

— Já basta. Ou você sai daqui por bem ou conhecerá do que uma a rainha má é capaz de fazer.

Tinkerbell abaixa a cabeça, decepcionada consigo mesma e acata as ordens da rainha. O voo foi lento e a fada permanecia cabisbaixa, não acreditando que havia falhado. Já bem longe do castelo da rainha Tinkerbell encontra um lugar seguro para ficar a sós com seus pensamentos. Ao sentar no chão de terra abaixo de uma árvore Tinkerbell encosta no tronco depositando sua bolsa de lado e suspirando em busca de entender o que aconteceu após ter deixado Regina no meio daquele vilarejo prestes a conhecer o homem a qual está destinada.

Um objeto saiu de sua bolsa ao larga-lo e isso chamou a atenção de Tinkerbell. Era o sinalizador que tinha ganhado de Regina. Sua vontade era de jogar aquilo o mais longe possível, mas algo em sua cabeça dizia que iria ter sua amiga de volta.

Notas finais
Espero que tenha lhes agradado, não deixe de comentar, favoritar, acompanhar, tudo rsrs Ah, queria saber se meus leitores sabem qual o tamanho adequado para colocar uma foto nos capítulos, pois fiz tipo uma co-capa para cada capítulo, mas aparece uma coisa estranha, então se souberem me avisem. Até o próximo. ^^
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.