Notas iniciais
Oi amores!Vocês devem estar se perguntando, por que essa mulher não atualiza as fics em andamento dela, e para de postar histórias novas?Eu precisava me manifestar diante de tudo que tenho lido a respeito do ultimo episódio, e gente, ela está certa, então do meu jeito resolvi mostrar o que penso a respeito.Espero que gostem!

Por que tudo precisa ter uma proporção absurda? Por que não posso me apaixonar pelo Manuel da cafeteria, que é até bonitinho, e não tem nenhuma vocação na luta contra o crime? Às vezes penso que eu sou um imã gigante de heróis, não existe mais nenhuma outra explicação plausível. Reprimo minha vontade de ligar para Barry ao fim de cada dia, e pedir uma carona para o Pólo Norte, de onde não pretendo voltar.

Starlling está uma loucura. Volta do Vertigo, Laurel e Oliver em pé de guerra com a história da Canário, depois eles aceitando trabalhar em equipe. Thea como mais novo membro não oficial do time Arrow, e eu que não consigo fugir desse altruísmo alheio irritante. Não me entenda mal, altruísmo é legal e admirável, mas quando ele te leva a ser uma besta quadrada, ai deixa de ser altruísmo e passa a ser estupidez.

–Não faz a barba mais não? –pergunto com sarcasmo entrando na sala de Ray no fim do dia.

–Está muito perto agora. –fala sem nem mesmo tirar os olhos do que estava fazendo. –Acho que estou finalmente fazendo progresso...

–Okay, isso já está me dando nos nervos Macaco Louco. –murmuro tirando a luva da armadura de suas mãos. –Você precisa viver, sabe? Ou fazer o mínimo, como comer e tomar banho, e por mais que o look naufrago tenha seu charme... –me perco em lembranças da ilha por alguns segundos antes de me tocar que Ray me encarava confuso, balanço a cabeça como se isso tirasse as imagens de minha mente. –O que eu quero dizer é que, você vai ir para sua casa, e vai ir agora! –ele sorri se levantando, o que me surpreende e parece o divertir ainda mais.

–Feliz? –abre os braços antes de pegar seu casaco. Eu apenas aponto para porta, por onde ele passa contrariado e o sigo a caminho do elevador. –Vai me escoltar até minha casa?

–Bem que você queria... –só percebo que falei em voz alta ao escutar sua gargalhada. –Desculpe, não estou em um dia bom.

–Tem estado em um dia não bom, a mais de uma semana. –sussurra me olhando de lado. –Posso ajudar em alguma coisa?

–Claro, pode ir para sua casa, dormir no mínimo sete horas e fazer a barba. Esse definitivamente não é seu estilo. –sorrio sarcástica para ele que revira os olhos.

–Posso fazer isso em cinco horas, não preciso ficar fora por...

–RAY! –Respiro fundo contendo minha fúria quando a porta do elevador se abre. –Se você aparecer nessa empresa antes das onze horas da manhã, de amanhã, Deus me ajude, mas juro que me demito. –ameaço o encarando e ele engole em seco assentindo. –Fico feliz por chegarmos a um acordo. –sorrio para ele de forma doce antes de sair em direção a meu carro no estacionamento.

Chego na caverna sem nenhuma vontade de estar naquele local, e mais frustrada ainda por meus hormônios me traírem com essa animação involuntária por saber que hoje é quinta feira, e saber o que me esperava ao descer essas escadas. Merda, eu preciso me controlar para não correr, me controlar mais ainda para manter minha fachada de quem não quer nada com essa besta quadrada, e verde, e linda, que saltava pendurado na barra de um degrau a outro... Sem camisa e suado, concentrado em seu exercício. Vou para minha cadeira assim que consigo sair do maldito transe, infelizmente tarde demais para que ele não percebesse que eu estava babando.

Não tem condição, Oliver secretamente deve fazer isso para me tortura. Ninguém é assim tão inocente, e ele definitivamente não é. Maldita hora que eu fiz questão de deixar minha mesa de frente para isso, é difícil não olhar. Ah, dane-se! Desisto dos gráficos que analisava em meu computador e me acomodo melhor para aproveitar o show.

–O que está fazendo? –pergunta sem esforço continuando o que fazia.

–Você ganhou mais uma cicatriz. –desvio da pergunta e Oliver pula para o chão, pega uma toalha e vem em minha direção secando o suor de seu corpo perfeito, tão perfeito que sinto vontade de estender minha mão e perguntar se posso tocá-lo. Só para ter certeza se aquilo era mesmo real, nada de mais...

–Bem aqui. –aponta para o abdômen e eu quase choro de frustração, raiva, desejo, tudo isso junto em uma proporção absurda. –Você está bem? –sua voz sai preocupada e vejo em seus a mesma frustração que está nos meus.

–Fantástica! –digo rapidamente desviando o olhar e volto a procurar seja o que for que esteja ameaçando nossa cidade agora.

–Felicity...

–Não, Oliver. –olho novamente para seus olhos, ele parecia uma pessoa quebrada, sei que eu estou, mas não vou o ver morrer por ser estúpido demais, e se essa for a forma de abrir seus olhos, então eu pago o preço necessário. –Não precisamos falar mais disso.

–Como quiser. –força um sorriso triste que acaba de amassar meu coração antes de pegar sua camisa e sair. –Me avise se encontrar algo.

Espero que ele desapareça, dando espaço para o bolo em minha garganta sair. Preciso arrumar um jeito de aprender a controlar melhor o que sinto, parar de me deixar envolver assim, tão facilmente por sua presença. Cansei de sofrer por perder pessoas que amo. Não posso mais fazer isso, não tenho mais forças. Digito um nome em meu sistema de dados e espero.

5 anos atrás...

Eu estava esperando na fila do presídio em que Cooper estava preso, o sol quente queimava minha pele, e o calor estava insuportável. A regata preta que eu usava não estava sendo de grande ajuda. Enrolo meus cabelos negros em um coque frouxo no alto da minha cabeça afim de tornar a espera mais agradável. A fila começa a andar e quando passo pela porta e dou seu nome para a visita, um guarda me leva a um caminho diferente, entro em uma sala, e de repente me sinto novamente no escritório do diretor do colégio.

–Felicity Smoak? –uma mulher loura me chama.

–Sou eu. –sinto meu coração gelar, talvez Cooper tenha desistido de levar a culpa pelo meu vírus, não o julgo por isso, eu o criei, eu deveria estar presa com ele.

–Eu sou a detetive Sawyer. –estende a mão para mim e me indica a cadeira a sua frente.

–Cooper está bem? –pergunto e imediatamente “o olhar” surge em sua face, o mesmo olhar que minha mãe fez no dia em que meu pai nos deixou.

–Sinto muito, mas seu namorado cometeu suicídio. –naquele momento percebi que nada no mundo, pode ser perfeito. E que a dor física não é nada comparada com um coração partido.

Agora...

Eu sei que ele não está morto, e que nunca esteve, mas de certa forma o Cooper que eu amei morreu naquele dia. E pelo que posso ver essa é uma maldição que me ronda. Todo homem que eu amei me fez pensar que estava morto, e depois ressurgiu como alguém que eu desconheço. Seco as lágrimas da minha face, decidida de que agora seria diferente, eu tenho uma vida, tenho dois empregos que absorvem boa parte do meu tempo, e tenho um propósito maior, algo pelo qual vale apena lutar.

–Desculpe, precisava pegar algumas coisas. –só então percebo que Oliver está de volta a caverna.

–A quanto tempo você está ai? –pergunto Fechando os dados do caso de Cooper que estava abertos em meu computador rapidamente, mas não o suficiente para passar despercebido.

–O suficiente. –responde puxando uma cadeira para se sentar a meu lado.

–O que está fazendo?

–Acabo de entender o que está acontecendo com você... E como isso deve estar sendo difícil.

–Oliver eu não quero conversar...

–E eu não quero continuar ignorando o que está acontecendo. –ele respira fundo passando as mãos nos cabelos. –Eu não sou ele Felicity, não sou seu ex namorado, e também não sou seu pai.

–Essa doeu. –murmuro abraçando meu próprio corpo.

–Não estou dizendo para te machucar, essa é a ultima coisa que eu faria. –o encaro erguendo a sobrancelha. — Propositalmente. –corrige e eu continuo o encarando. –Eu só estou fazendo o que é preciso para deter o Ra’s. –sorrio com sarcasmo. –E proteger as pessoas que amo.

–Okay, quer mesmo ter essa conversa? –pergunto com os olhos semicerrados o encarando com falsa distancia.

–Não é o que eu estou tentando fazer aqui? –abre os braços olhando em volta.

–Não passou por sua cabeça, nem mesmo por um segundo que Malcom vai te trair assim que tiver a primeira oportunidade? Não pensou que ele sempre terá vantagem sobre você, por ser o pai de Thea? O pai que a usou quando precisou de você limpando a sujeira dele, um fato que você parece ter esquecido por sinal. –o encaro com toda a raiva que eu sentia em meu peito refletida em meus olhos. –Ele matou Sara. –quase grito irada. –Matou Tommy e outras 502 pessoas inocentes, ele te matará Oliver, fará isso assim que não precisar mais de seus serviços. Ou talvez não mate, por que você pode ser útil acabando com todos os inimigos dele.

–Você não enfrentou Ra’s Al Ghul, eu enfrentei. –agora ele estava tão bravo quanto eu, apesar de sua voz baixa e contida, eu o conheço o suficiente para saber que mais um pouco e ele explodiria. –Era como se eu nunca tivesse lutado em minha vida Felicity, foi o equivalente ao que seria uma luta sua, comigo.

–Hey! –exclamo ofendida. –Não sou mais tão ruim assim, para você ficar me usando como base da cadeia alimentar. –mesmo bravo, Oliver esboça o menor dos sorrisos.

–Não duraria um segundo comigo Felicity. –sussurra, e não pude evitar o calafrio que percorreu minha espinha, e minha mente pervertida pensando em coisas sujas. –Felicity! –chama minha atenção e eu preciso piscar algumas vezes para clarear minhas idéias. –Está me escutando?

–O ponto não é esse. –fecho a cara desconversando, para que meus devaneios passem despercebidos. –Parece que todos se esqueceram de quem ele é. Do que ele fez...

–Eu não esqueci, e você está certa, eu nunca faria isso antes, nunca me aliaria ao Merlin. –nesse momento ele consegue minha atenção, e eu conserto minha postura na cadeira. –Eu estou... Estou tentando fazer o que você me pediu. –sussurra me olhando com intensidade.

–Não pedi que você vendesse sua alma para o diabo. –sussurro de volta ofendida por ele ter usado tal argumento.

–Não, você me pediu para matar o demônio. –sinto meu corpo estremecer. –E mais uma vez você estava certa, não sou assim mais, não tenho mais a capacidade de tirar a vida de alguém...

–E espera que Malcom Merlin te ensine a deixar de lado a melhor coisa que adquiriu ao longo desses anos? –pergunto sem conseguir conter o choro.

Só um aprendiz é capaz de derrotar o mestre. –Oliver olha para as próprias mãos. –A mulher que me salvou, esposa do Maseo. –começa a contar. –Ela me disse isso, e também me alertou que para derrotar alguém como Ra’s Al Ghul, o custo seria o que eu tivesse de mais precioso...

–Sua honra. –respiro fundo secando as lágrimas que escorriam por minha face.

–Não, você. –sinto o ar me faltar, e por um momento não sei o que fazer ou como agir. –Sinto muito. –balanço a cabeça concordando e me levanto pegando minha bolsa, não conseguia mais estar no mesmo lugar que ele. –Eu sonhei com você. –grita quando estou prestes a subir as escadas me fazendo parar. –Quando eu estava desacordado, quase morto, sonhei com nós dois.

“-O primeiro cara interessado em mim em anos, e acaba sendo atingido por uma raio. –Dou risada da ironia. –Típico!

–Talvez ele esteja sonhando com você. –Oliver diz me olhando nos olhos.”

–Eu sei que você vai ficar longe de mim por um tempo, mas ir embora não está em meus planos. Quero que saiba disso. –ele diz e eu me viro em sua direção. –Eu abri mão das minhas esperanças, e dos meus dos meus sonhos por essa vida... Que nem mesmo é uma vida boa. –ele solta uma risada estranha embargada pela frustração que reprimia. –Posso morrer a qualquer hora, não posso ficar com a mulher que eu amo, e preciso me aliar a um psicopata para manter minha irmã a salvo...

–Por que você está me dizendo essas coisas então Oliver? –pergunto chorando com meu coração partido.

–Por que eu preciso te contar o que eu quero!

–O que você quer?

–As coisas podem piorar se eu tentar, mas existe a possibilidade de ser pior ainda se te deixar sair por essa porta hoje sem te dizer...

–Diz logo Oliver... –interrompo impaciente.

–Se tudo isso não fosse minha realidade, a nossa realidade, só que eu te falaria agora é, fica comigo... Apenas, fica comigo? –as palavras saem com esforço. Todos os meus sentimentos vêem à tona, olhando para seu rosto torturado, distorcido em súplica, de uma forma que eu nunca o vi antes. –Por que esse preço é caro demais para mim, perder você... É demais para que eu consiga suportar.

–Não tem como você perder uma coisa que nunca...

–Sabe que é mentira. –me interrompe dando dois passos em minha direção. Não respondo por que ele está certo, ele está completamente certo. –Vou manter minha promessa.

–Que promessa? –pergunto com a voz tremula.

–Você nunca vai me perder. E se pensa que minha aliança com Merlin fará isso, está errada. O que é estranho, por que você não costuma estar errada.

–Eu disse isso outro dia... –solto sem querer, o vendo sorrir de lado.

–Não vou deixar de ser quem eu sou, só quero manter todos vocês vivos. E se não pode ficar comigo, da forma que eu quero estar com você, só me prometa que continuará sendo minha amiga, minha parceira. Por que você é “a única”, e não “uma mulher que eu amo”. –engulo em seco chocada, ele caminha em minha direção e toma minha mão na sua, me olha como se só tivesse olhos para mim no mundo, antes de enxugar uma lágrima em minha face. –Pode fazer isso?

–Alguém precisa manter sua cabeça no lugar. –dou de ombros com um sorriso abobado em meus lábios, e nesse momento tudo parece ser como era antes, antes de saber que ele me ama, antes do beijo. –Não te deixaria Oliver, não sei se sou capaz de fazer isso, mas nunca odiei algo de verdade, sabe? –ele balança a cabeça concordando. –Mas descobri que até então eu não tinha motivos para isso, até que um dia Diggle, Roy e eu chegamos aqui, e a porta estava aberta. –aponto para o alto das escadas. –Eu desci desesperada, correndo e chamando seu nome. Pensei que meu coração sairia pela boca. –seguro minha garganta olhando para meus pés. –Só que não era você, era Merlin. Ele veio nos perguntar se tínhamos alguma noticia sua. Naquele momento eu senti algo fervendo dentro de mim, uma fúria que nunca havia sentido em minha vida.

–Felicity, eu sinto muito...

–Eu nunca vou o perdoar Oliver. –ele me olha assustado por um momento diante do rancor atípico em minha voz. –Não posso, por que ele me tirou você. –digo como se fosse obvio o olhando nos olhos e vejo o espanto em sua face enquanto ele absorvia o que eu havia acabado de dizer. –Não consegue entender isso?

–Eu estou aqui. –sua voz sai em um surro.

–Não graças a ele. Como não consegue enxergar isso?

–Você não consegue mesmo fazer isso, não é?

–Nem em um milhão de anos eu vou esquecer. –digo cheia de convicção.

–Então isso é tipo, “ele ou eu”? -se aproxima parando em minha frente.

–Deus, não! –exclamo horrorizada por ele pensar isso. –Eu o odeio Oliver, com todas as minhas forças, mas não é o Malcom que nos mantém separados.

–O que é então?

–Você. –ele me encara confuso. –Não posso estar com alguém que não quer ter uma vida, alguém que está disposto a morrer, já tive minha cota disso por uma vida inteira.

–De novo, eu não sou ele.

–Não é, e isso que me deixa ainda mais apavorada. –confesso. –Eu amei o Cooper. –ele faz uma careta involuntária diante de minha confissão. –Mas o que eu sentia por ele não chega a ser uma fração do que eu sinto por você.

–Ou...

–E nada me machucou tanto quanto a sua morte, me deixou vazia, sem motivação. E agora, você quer trabalhar com o verdadeiro homem que te matou? Ra’s Al Ghul pode ter atravessado seu corpo com aquela espada, mas Merlin foi o verdadeiro assassino nessa história... Eu não posso concordar com isso, não consigo.

–Felicity... –sussurra e eu solto a minha mão das dele.

–Não posso ver a morte do homem que eu amo por duas vezes seguidas. –digo o olhando nos olhos antes de o dar as costas e sair da caverna antes que não pudesse mais fazer isso.

Os dias se passaram e o treinamento de Oliver começou, ele estava passando cada vez mais tempo com Merlin, e eu estava passando cada vez menos tempo com ele, por motivos óbvios. A tensão que já existia entre nós, tomou uma proporção enorme agora que eu disse o que sentia por ele. Mas Oliver fez sua escolha, ele escolheu o Arqueiro. E eu escolhi a vida, duas coisas que não combinam.

Estranho ao entrar na caverna e encontrar apenas Diggle sentado em frente meus computadores com o semblante tenso. –O que aconteceu? –pergunto parando ao seu lado e vendo que ele fazia uma busca por Oliver.

–Oliver sumiu.

–Como assim sumiu? –minha voz sobe uma oitava e Dig se levanta para que eu assuma as buscas, imediatamente entro no satélite da ARGUS, procurando por algum rastro dele.

–Desde ontem, ele e Thea desapareceram. –eu gelo imediatamente, quase não conseguindo respirar.

–Não estão com Merlin? –minha voz sai em um sussurro baixo.

–Não, Roy já o confrontou. Não sabe onde eles estão.

Então percebo algo diferente em meu sistema, algo que não deveria estar ali. Um cavalo de Troia, bem abaixo do meu nariz. Como não enxerguei isso antes? Me levanto sem deixar transparecer o que estava prestes a fazer e lanço um olhar de advertência para Diggle, que percebe imediatamente que existe algo errado, mas segue minha onda.

–Vou procurar por ele. –falo a primeira coisa que me vem a mente, pegando minha bolsa.

–O que? –Diggle me olha como se estivesse drogada, o que é bom de certa forma. –Não pode simplesmente sair dirigindo pela cidade a procura dele Felicity!

–Então vem comigo, mas aqui parada eu não fico. –saio apressada com John atrás de mim.

–O que aconteceu? –pergunta assim que entramos em meu carro.

–Estamos sendo espionados, existe outra pessoa em meus sistemas. E a assinatura já tem mais de um mês de uso, para ser exata o dia em que Malcom Merlin invadiu a caverna pela primeira vez.

–Desgraçado! –exclama furioso. –Como conseguiu passar despercebido por tanto tempo?

–Digamos apenas que eu não estava em minha melhor forma. –resumo e Diggle assente compreensivo.

–O que fazemos agora?

–Encontramos Oliver e Thea, onde for que eles estejam, depois acertamos as contas com esse miserável. –chego a estar tremendo do mais puro ódio nesse momento, misturado a um desespero que eu tento conter.

Três dias se passaram sem haver nenhuma noticia, eu não sabia mais onde procurar, e só Deus sabe em que perigo Oliver estava nesse momento. Então eu penso no único lugar que o manteve escondido do mundo, Deus o ajude se isso for algum tipo de treinamento que ele está fazendo com Thea, por que juro que o mato se for esse o caso. John foi verificar com Laurel e Roy ficou na cidade comigo, isso aconteceu ontem, e agora os dois também desapareceram do mapa.

–Você estava certa. –pulo na cadeira ao escutar a voz de Oliver, quando me viro em sua direção ele parece o brinquedo destrocado de um gato.

Ele se senta sobre a maca, e eu vou buscar o quite de primeiros socorros para limpar as feridas de seu rosto e quando ele tira a jaqueta com dificuldade vejo um corte profundo em seu braço. Não falo nada, por que estava muito aliviada, mas também morrendo de vontade de gritar um “eu te avisei”, aos sete ventos. Começo por seu braço que estava pior, faço a sutura em pouco tempo, depois começo a limpar o corte em sua sobrancelha, sentindo seu olhar queimando sobre mim.

–Não vai dizer nada? –balaço a cabeça em negativa. –É a primeira vez que eu chego de algo perigoso, e você não corre para meus braços, deve estar furiosa. –merda! Esboço um pequeno sorriso devido sua provocação, não estava preparada para isso. Continuo a trabalhar, mas agora ele tinha um sorriso contido nos lábios que estava me levando a loucura. –Sei que está se perguntando onde os outros estão. –realmente estava, mas não perguntaria, então apenas o olho interessada. –Em minha casa, com Thea, pedi que me deixassem a sós com você, precisava ouvir o “eu avisei” que você está se segurando para não falar, e sabe como eu sou, não gosto de estar errado.

–Você é um idiota! –sussurro e isso só o faz sorrir mais.

–Ele me traiu.

–E qual a novidade? –suspiro o encarando nervosa, e Oliver me surpreende tocando minha face.

–Não vou mais trabalhar com ele. –toco sua mão que ainda estava em minha face. –Ele me jogou com Thea na ilha. E isso não é nem de longe a pior coisa que fez. Você não vai gostar do que vou te contar...

Ele tira sua mão do meu rosto cedo demais e eu continuo parada a sua frente. –Você me ganhou no “não vou mais trabalhar com ele”. –digo com um sorriso contido que ele acaba por refletir.

–Slade escapou da ilha.

–Filho da... –me interrompo antes de acabar a frase e vou em direção aos meus computadores. –Eu avisei! –solto jogando as mãos para o alto e Oliver sorri, um sorriso de verdade, com todos os dentes a mostra.

–E ai está ele!

–Eu não queria dizer...

–Queria sim. –me interrompe. –E eu mereço escutar, se sente melhor agora?

–Um pouco, na verdade. –sorrio.

–Vou precisar de você, e de um plano para deter os dois agora. –respira fundo deixando transparecer todo o seu cansaço.

–Vamos conseguir Oliver, eu sei. –ele balança a cabeça concordando.

–Então termina meu curativo. –Oliver estende a mão em minha direção e eu volto aceitando. Estava indo para seu lado quando ele me guia, me fazendo parar entre suas pernas, e sem aviso puxa meus lábios para os seus.

Fico estática por um segundo, ainda de olhos abertos. Oliver segura com a delicadeza de sempre minha face entre as suas mãos, empurrando de leve meus lábios com os seus para que eu o cedesse passagem. Que se dane, fecho meus olhos e me entrego a uma enxurrada de sensações indescritíveis, suas mãos passam para minha cintura e sem que eu perceba como aconteceu, nós já trocamos de lugar e agora eu estava sentada sobre a maca. Ele se afasta para me fitar e sinto meu rosto queimando.

–Quer fazer isso? –pergunta me olhando com seriedade.

–Não sei do que você está falando Oliver, mas pedindo dessa forma acho que eu faria qualquer coisa que quisesse. –solto mais uma das minhas pérolas e ele dá risada.

–Bom. –responde e eu sinto suas mãos no zíper do meu vestido, olho para ele assustada e Oliver para imediatamente se afastando.

–Não! Quer dizer... Sim... –começo a me atrapalhar o vendo confuso. –Continua.

–Tem certeza? –parece temeroso agora.

–Só foi surreal demais para mim, entende? Talvez mais devagar...

–Não precisa ser agora.

–Eu quero que seja. –era tudo o que ele precisava ouvir.

Assim fazemos amor, pela primeira de muitas vezes que se seguiriam (todas no mesmo dia).

Notas finais
Quero agradecer a você que chegou até aqui e teve o trabalho de ler minha história, me conte o que achou, por que sua opinião é o mais importante no fim das contas. Agradecimento especial a minha amiga, quase uma parceira no crime rsrs que lê tudo antes e sempre me ajuda quando preciso Sweet Rose. Comentem galerinha! Bjs
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!