Razor War - Guerra das Raças
3 Prelúdio
Notas iniciais
"Huginn e Muninn voam a cada dia
sobre a terra espaçosa.
Eu temo por Huginn, que ele não volte,
ainda mais ansioso estou por Muninn."
Bem-vindo ao Mundo Norðri, esarim
Somos Huginn e Muninn, teus servos, esarim
Tua memória e pensamento
Liberte-nos e libertaremos você.
Use as forças da imaginação para dar vida à vossa sessão de telepatia.
I Invasão
A luz verde é acesa e os paraquedistas felinos pulam para lutar pelo seu império. As nuvens se amontoavam e a neve que caía estava se intensificando, assim como os paraquedas no céu. Acima, luzes dos zeppelins de guerra chamados de "cruzadores" eram confundidas com as estrelas. Abaixo, apenas o caos reinava com explosões furiosas e tiros intermitentes, uma base militar estava sendo atacada.
Os dois países mais poderosos do mundo, Runion e Felynxia, ambos irmãos de cultura carregando da tradição da população felina do continente Principal. A espionagem e o avanço da tecnologia fizeram com que Runion ousasse atacar esta rica região, os felintches foram pêgos de surpresa. O que eles não sabiam era que os runians fizeram uma descoberta revolucionária: a Arquenergia. Uma força que poderia ser manipulada pelos antropomórficos como poderes psíquicos e paranormais. O treinamento secreto com a arquenergia já havia começado e o primeiro teste será aqui nesta região coberta pelo inverno de ano novo.
Porém, um soldado paranormal runian havia desertado.
Não porque queria fugir, mas porque tinha um objetivo a cumprir: capturar uma criança chamada Aninerak.
Ele pulou de paraquedas e fingiu um pouso malsucedido. Pousou no solo e soltou-se do paraquedas que caiu sobre ele. Botou o rifle em mãos, cobriu sua face abaixo do nariz com pano e levantou os óculos aéreos que protegiam seus olhos do vento. Sua percepção aguçada pela arquenergia nada sentia nos arredores, estava seguro. O som dos tiros e das explosões ressoavam até ele atrasados, os clarões chegavam rápidos como flashes de relâmpagos. Queria ele estar sentindo o doce cheiro da pólvora e do sangue de seus inimigos.
Penetrou na floresta de pinheiros ao lado, esgueirando-se entre árvores e arbustos, olhos e ouvidos atentos a qualquer sinal de vida. Seu treinamento o fazia andar escaneando 360º, por mais que os animais involuídos se escondessem em suas tocas nas sombras da noite, mais assustados do que nunca por causa dos sons furiosos da guerra que rugiam como monstros para devorá-los. Talvez o pior monstro que pudessem ver é um que anda sobre duas patas, um antropomórfico. Um monstro que diz ser racional e justo. Ainda pior este que anda pela floresta deles com uma arma de fogo em mãos, enganados estariam eles e os felintches se pensassem que aquilo é a coisa mais perigosa que tinha, pois, na verdade, seria a sua mente.
As orelhas do soldado tentaram se levantar do capacete quando ele ouviu um "por aqui!" Logo apontou a arma para onde vinha o som e movimentou-se a passos leves em direção ao som.
Viu soldados felintches desertando, em meio a uma trilha na floresta.
— Rápido, vamos! — exclamou um soldado com um lampião.
O soldado paranormal queria se divertir um pouco, mas teria que guardar as energias para o que faria mais tarde. Esperou até os soldados passarem, um soldado felino ainda parou junto a outro e falou: — Vamos para a aldeia avisar o que está acontecendo. Eles não têm comunicação alguma.
A aldeia. Iriam para a mesma aldeia que ele, teria que se apressar caso quisesse raptar a garota.
II Coragem
O inverno parece ter congelado as mazelas do mundo enquanto ele chora em nevasca com trovões reverberando pelo ar frio da noite.
A pequena gatinha, Aninerak, estava prestes para dormir em sua cama quente, mas não dormiu porque tem medo de trovões. Sua mãe sabia disso e chegou para confortá-la.
— Anine, você está bem querida? — perguntou ela da porta do quarto.
— Não, mamãe, tenho medo de trovões.
A mãe gata se sentou na cama junto com a filha e pegou sua mão. Trovões frequentes rugindo e o som urrante do vento e da neve penetram pela casa de madeira e tijolos de pedra.
— Escute — começou. — Por que você teme trovões, Anine?
— Porque eles são fortes e fazem muito barulho — explicou ela.
— Você só está com medo porque não conhece os trovões, você não os conhecem — e quando ela disse isso, um trovão ecoou mais forte.
A menina grudou na mãe com medo.
A mãe dá carinho à filha e então diz no ouvido dela.
— A única coisa que você deve ter medo é o próprio medo, minha anjinha.
Confusa, a filha pergunta: — Você não tem medo de nada, mãe?
— Tenho sim — respondeu sorrindo depois de outra trovoada. — Todos nós temos.
Aninerak fica calada enquanto observa a noite pela janela. A mãe diminuiu a luz do lampião e Aninerak não reagiu enquanto escutava os trovões.
— Vai conseguir dormir agora?
Ela então diz: — Vou sim.
Sempre soube que sua filha fosse corajosa. A pessoa mais corajosa que conhecera, mais corajosa que o mais bravo dos bravos.
Ela se levantou indo em direção à porta. Parou e olhou sua filha dando-lhe um sorriso de motivação: — Boa noite.
Aquela não seria uma boa noite.
A mãe se dirigiu à sala de estar com o lampião em mãos, suas patas descalças tocavam no chão frio de madeira e parou com as orelhas eretas após ter percebido algo muito estranho.
Viu na janela, um brilho avermelhado que vinha do outro lado da aldeia. Seria um incêndio? No meio do inverno? À esta hora da noite? Não deve ser mera coincidência acidental.
Foi quando ouviu, o som de coisas rasgando os ares e de vários relâmpagos nas colinas.
A aldeia começou a ser bombardeada por artilharia pesada.
Percebera então que os trovões eram na verdade explosões.
III Fuga
Lágrimas de tristeza e gritos de desespero de vítimas são entoados enquanto os aldeões felinos veem tudo o que construíram sendo destruído pela guerra. A mãe sabia que perderia tudo o que construiu em sua vida, por mais duro que fosse, ela sabia o que estava por vir, por mais que quisesse acreditar que não viriam atrás de sua filha, não podia correr riscos. Sabia que sua filha deveria escapar de alguma forma.
Chamou-a com a porta dos fundos já aberta e Aninerak assustada veio até ela.
— Anine — começou tentando conter os gaguejos de nervosismo. — Minha filha, você tem que fugir para a floresta e ficar escondida lá.
— Não quero ir sem você, mamãe!
— Eu vou te alcançar, Anine, eu sempre estarei com você! — Disse ela abraçando-lhe. — Promete para mim que vai na frente?
A menina assente quase que obrigada a concordar.
— Escute, Anine... — disse ela tentando conter as lágrimas. — Se eu não aparecer até os primeiros raios de sol, vá para o leste, ouviu? Vá para o leste e não pare por nada.
— Por que, mamãe? — Disse ela com o rosto já em lágrimas.
— Lá é mais seguro. Eu irei encontrá-la. Eu prometo.
A garota assente novamente. Sua alma estava despedaçando por ter de separar-se de sua mãe.
—Promete? — Perguntou mais uma vez.
— Prometo.
E como se fosse uma ordem divina, a mãe a solta e diz: — Agora vá e não olhe para trás.
A garotinha criou coragem para deixar a sua mãe e saiu correndo em direção à floresta de pinheiros. Tudo o que ela quer é encontrar-se com sua família novamente sã e salva. Não queria perder a vida que tinha.
Aninerak foge das balas de artilharia que rasgam o ar antes de explodirem em casas de madeira indefesas e frágeis. Pedaços de pedra e madeira voam em estilhaços à cada explosão. O cheiro das cinzas invade as suas narinas deixando as vias olfativas roucas enquanto seus olhos tentam se proteger do fogo quente e faminto que devoram as casas.
Lá ela ía em direção à floresta enquanto a mãe tentava arrumar as coisas para acompanhá-la, tinha um plano B, mas, não queria chegar a ter de fazê-lo.
Até uma figura sombria aparecer na porta de sua casa com os olhos felinos brilhando.
— Olá, mãe — disse o soldado paranormal.
Ela o fita com um olhar borrado de tristeza, raiva e medo. Atrás dele, as labaredas das casas que ardiam o faziam parecer que veio direto do inferno.
— O que você quer, Artam? — disse ela mastigando o seu nome. Um nome que antes tinha muito significado, mas que agora, só lhe trás mágoas e saudades de alguém que não existe mais.
Ele iria atropelar a mãe e vasculhar a casa à procura da garota, mas, parou e ficou tentado a confrontar a mãe. A garota podia esperar, não deve ter fugido sem ela, devia estar escondida em algum lugar. Devia estar escondida em algum lugar.
— Artam? — ele sorriu. — Você sabe muito bem que este não é mais o meu nome.
Pesadas palavras que a faz rachar por dentro como vidro. — Você sempre será Artam, meu primogênito. Eu sempre te amarei. Sempre.
Aquilo o fez vacilar tentado pela sua mãe, lembrou-se do quanto era feliz quando ela e seu pai ainda estavam juntos, desde então, estava fatiado, quebrado. Queria que sua memória nostálgica voltasse à realidade que sempre quis, como uma peça de quebra-cabeça que faltava para ser feliz.
— Por favor... venha comigo, meu filho. — pediu ela com a voz melancólica e os olhos pesando de saudade.
Queria poder abraçar sua mãe novamente, fazer coisas para ela e dar-lhes presentes, beijá-la e ouvir seus sermões quando fizer alguma besteira como nos velhos tempos. Queria poder amá-la, mas...
com uma dor no coração ele levanta a sua pistola e diz: — Não se pode consertar o que já está quebrado — e atira nela.
O corpo da felina caiu no chão, a vida dela se esvaiu antes do tiro. Deixara este mundo com lágrimas de tristeza de um mundo que antes era colorido com sua família.
Estava para procurar pela garota quando alguém gritou: — Runian!
Olhou para trás e viu um soldado felintche apontando um rifle para ele. Como se não fosse nada, o coração do soldado é apertado por um poder psíquico do paranormal e ele morre. Ninguém apareceu para ajudá-lo.
Procurou pela menina, mas não a encontrou, ficou enfurecido, toda sua raiva foi descontada na aldeia e seus aldeões. Destruiu o que restava ser destruído e matou conforme sua raiva ainda estava sedenta por sangue e morte. Sua tristeza e melancolia havia se tornado em ódio cego de poder e supremacia, já não há mais nada antropomórfico nele, apenas uma máquina que existe apenas para matar havia tomado o lugar de sua alma. Em meio às chamas e cinzas de destruição, ele continuou o seu caos, ainda dado por insatisfeito por causa da missão fracassada de capturar Aninerak.
Aquela aldeia se tornara um verdadeiro inferno no mundo.
IV A Rainha nasce
Horas depois as explosões haviam parado e a nevasca tinha aliviado e reduziu-se à neves que caem serenos no chão. O inverno parou de chorar.
Aninerak que tinha se escondido num buraco tem os pelos cheios de neve, não se movera tanto devido ao sono que havia invadido seu corpo. A garotinha conseguiu aliviar as tensões e concebeu na mente que sua mãe chegaria em breve.
Mas, uma coisa acaba tirando-lhe a atenção.
Em meio ao céu que estava se abrindo e revelando o lindo céu noturno recheado de estrelas, um cometa azul passa lentamente pelo céu acima.
Aninerak... sussurrou uma voz ecoando.
Os pelos da garota se arrepiaram derrubando um pouco da neve amontoada em seu corpo.
Aninerak... mais uma vez.
— Mãe, é você? — perguntou ela ao vazio.
Ela saiu de sua toca com a neve ainda caindo solenemente pelo terreno, seus olhos curiosos olhavam de um lado para o outro à procura da origem da voz.
Venha...
Olhou para o lado acreditando ter encontrado de onde veio a voz.
Venha para mim.
Facilmente maleável pela sua inocência, Aninerak caminha pela neve com seus pés envoltos de botas de couro e pelos de animal. Seu rosto transparece uma sensação de esperança e de curiosidade, seus braços não se mexem enquanto se move como se estivesse em transe e em sintonia com a voz. Na sua caminhada, a luz do cometa ainda iluminava com sua pálida luz azul em meio a noite obscura pela guerra.
Seus instintos a guiaram para uma caverna oculta em meio arbustos e árvores. A entrada obscura nas rochas pareciam abrigar sua futura tumba, nada podia ser visto, a luz fraca da noite não conseguia iluminar aquilo. Mesmo na escuridão, ela entrou na caverna, a sensação de ter alguém chamando-a para a caverna parece ser estranhamente reconfortante.
Seus olhos felinos conseguiam ver mais facilmente um braço de distância através da penumbra da caverna. Haviam estalagnites que brotavam do chão como lanças e estalagtites perfeitamente pontiagudas no teto irregular da caverna, a caverna cheia de ondulações e pequenos buracos onde devem abrigar vermes inséticos nojentos e estranhos. O vento urra como um fantasma pelas veias da caverna, o ar que consegue entrar é ainda mais frio do que lá fora, seus pelos arrepiam-se por debaixo de sua roupa de couro, não por medo ou qualquer outra coisa semelhante, mas, por frio, somente pelo frio.
Sob tais circunstâncias, ela não deveria estar vendo absolutamente nada. Sua visão felina não conseguiria enxergar nada nessa penumbra. Alguma coisa está fazendo-a enxergar mesmo que pouco.
De sua visão fraca, aparecem esqueletos em seu caminho. De súbito então para e vê vários esqueletos com armaduras antigas em formatos felinos. Seus olhos jovens jamais haviam visto tais corpos que antes tinham vida.
Você não tem medo disso, Aninerak.
— Não. — Respondeu ela ao vazio embora ainda estivesse com os pelos eriçados e a cauda dura.
Somente os mais corajosos e de coração mais puro conseguem atravessar as sombras e ver o quanto ela é linda.
Aninerak nada diz enquanto olha ao redor vendo os esqueletos esverdeados e macabros junto às rochas. Suas mandíbulas estão abertas como se gritassem por socorro. Alguns nem mandíbulas possuem.
— Cadê você? — Geralmente ela costuma chamar as pessoas por senhor ou senhora, mas não sabe se este seria um pronome adequado para este que a chamava.
Venha a mim na penumbra.
E olhando em frente, ela enxerga na escuridão enquanto se aproxima, um fosso que se aprofunda ainda mais na caverna. O vento fantasmagórico fala com ela enquanto se aproxima do buraco, passando frio por seu corpo e a chamando para dentro.
Entre.
Seu corpo e sua mente seguiram a ordem e ela entrou no fosso obscuro escalando alguns poucos metros para baixo. Sua visão já não vê mais nada, a escuridão total dominou o local junto ao silêncio. Estava já acostumada à voz do vento entrando pela garganta da caverna, mas agora, o silêncio parece ter voz. O medo não a assolou, a paranóia e a desconfiança também não, apenas a curiosidade preenche suas emoções, enquanto ela fica lá no silêncio e na quietude por alguns segundos...
Até olhos brancos brotarem em meio a penumbra. Os sentidos de Aninerak não conseguem traduzir uma forma comum para dizer o que estão sentindo, um animal que não se sabe dizer se é felino ou lupino simplesmente aparece diante de Aninerak e ela literalmente consegue sentí-lo.
Um corpo estranho que aparenta estar entre a vida e a morte. Quatro patas magras parecendo ter só uma camada de pele tocando osso e pelos pequenos que brotam desta mesma pele e se acentuam formando uma juba maior ao longo do pescoço, suas patas da frente na verdade parecem ser mãos de longos dedos, o braço que segura essas mãos é tão longo quanto as patas de trás. De sua face esquelética de focinho alongado revela-se os seus olhos brancos, quatro chifres, dois superiores e dois inferiores ao longo do queixo tornam sua figura ainda mais macabra. De seu peito também brota ossos do tórax em meio os seus pelos negros. Uma cauda balança atrás dele, rasgada e com a ponta preenchida com um tufo de pelos negros.
— Então nos conhecemos finalmente, Aninerak. — disse o animal macabro.
Com curiosidade e coragem, ela ousa perguntar: — Quem é você?
— Eu a escolhi. Sou Índigo, seu animal espiritual e este é seu destino — disse ele olhando para o lado e apontando para uma pequena lâmina nas sombras. Aninerak não a avista com sua visão, ela apenas sente a lâmina como um radar em 3D o que existe no local. Ela sente uma pequena caverna irregular e sem saída com mais corpos esqueléticos e uma armadura mais preservada com outro esqueleto dentro dele. Ao lado dele está uma lâmina pequena enfixada numa pedra.
— Aquele que tirar esta navalha da pedra, está destinado a ser rei ou rainha de Runion — disse Índigo atrás dela. Ela se aproxima da navalha e ele diz: — Você tem esse destino, Aninerak.
Aninerak se retém com medo: — Mas, eu só quero a minha mãe.
— Não olhe mais para trás. Este é seu destino, Aninerak. — Aquelas palavras ecoaram pela sua mente como as palavras de sua mãe.
Embora que ela costumasse brincar de ser rainha ou princesa, aquilo já era bem diferente, o peso da realidade decai sobre ela, mesmo que fosse apenas uma lenda que ela brincava mais quando tinha sete ou oito anos de idade.
— Por que eu devo virar rainha? — Perguntou ela.
— Você não apenas deve como você irá. O destino irá encontrar um jeito para fazê-lo.
Aquelas palavras confundiam sua cabeça inocente. Soava como o peso da responsabilidade adulta decaindo sobre ela — Eu tenho medo.
— Não precisa ter medo. — O animal passa roçando seu corpo carinhosamente nela com a cauda abanando. — Eu estou aqui com você.
Um sentimento de paz e tranquilidade entra em seu coração, é como se estivesse com sua mãe. — Você é lindo — disse ela tentando elogiá-lo de alguma forma.
— Obrigado. A maioria me acharia feio e assustador.
— Mas, você não é.
Índigo ainda passa alguns segundos tentando confortá-la enquanto Aninerak alisa o seu corpo suavemente. Até que finalmente ela para e sente a navalha ao seu lado. Seu formato é de uma navalha ondulada com um cabo em formato de lua e então ela apalpa a navalha e a retira lentamente da pedra com facilidade. A navalha agora está livre nas mãos de seu novo dono, Aninerak. A Rainha fora "coroada."
— Vida longa à Rainha — disse ele.
Um novo começo, um novo nascimento. Esta guerra terminaria com a vitória de Runion e ocupação da Alsákia. Felynxia havia perdido seu prestígio e Runion emergira como potência mundial com um poder sombrio e autoritário que assolava todo o mundo.
Entretanto, uma nova jogadora iria surgir no cenário geopolítico e iria mudar o mundo para sempre.
Esta nova jogadora estaria destinada a ser Rainha.
Uma Rainha das trevas.
Sua vontade iria dobrar os destinos de vários outros mortais.
Seu nome é Aninerak e este é apenas o começo do que seria conhecido como a Guerra das Navalhas.
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Gostaria de pedir-lhes uma coisa, caro leitor.
Por favor, não deixe prossiga o capítulo sem comentá-los, isto vale não só para meu livro, mas para todos os livros de internet.
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