Razões Para Amar

4 • Into the Woods, Part II


Notas iniciais
Capítulo 04 fresquinho com muitas emoções hehe :3

A floresta não era tão assustadora de dia. Árvores enormes, gramas rasas, a maioria do caminho era feito de terra e vários troncos caídos. Phillip permanecera a frente de Aurora, mostrando o caminho para achar Killian e sua amiga Emma. Muitas coisas chamara a atenção da loira no rapaz, mas seu modo de andar era tão másculo para um garoto de sua idade e ele caminhava como alguém que sabia onde estava indo, então decidiu confiar no rapaz.

Ele não podia ser um vigarista ou algo do tipo ruim já que era lindo. Um verdadeiro príncipe pensou Aurora.

— Estou confusa. — Aurora faz uma pausa. — Killian é seu irmão e vocês moram dentro da floresta?

— Não. — Phillip tira sarro da pergunta da garota. — Moramos na cidade, mas Killian tem um estilo aventureiro. Pode ser que ele trouxe Emma para conhecer a floresta, quem sabe.

Aurora não fazia ideia do que fazer para interagir com o rapaz, conhecê-lo mais além de seu nome e também Phillip não media esforços para querer saber mais da vida da estranha e o que a trouxe em Storybrooke. Sem muito que conversar, eles foram caminhando sem parar.

A floresta era imensa e intensa. Era comum ouvir cigarras e corujas cantando assim como pássaros voavam em várias direções no céu azul anil. Também, ao longo do caminho, a loira percebera a presença de aranhas de todos os tamanhos e cobras cortavam seu caminho. Phillip se surpreendeu de não a ver gritar como qualquer outra garota. Aurora corou quando percebera o olhar intenso do rapaz acompanhado com um sorriso.

A manhã foi se passando. Já passara do meio-dia quando ambos avistaram uma casa abandonada perto de um poço. A troca de olhares foi inevitável e concordando com a cabeça foi o sinal que ambos sabiam o que fazer após. Resolveram se aproximar da casa de madeira.

Ao acordar, desnorteada ainda, Emma leva a mão até seus olhos e o coça percebendo que sua vista está embaçada, mas com muito esforço consegue ver ao seu redor que estava em um lugar onde nunca esteve antes. Aos poucos a loira consegue distinguir tais objetos a sua volta sendo que muito deles tinha aparência de antiguidade.

Sentando na beirada de que seria uma cama improvisada à loira tenta se colocar de pé. Parecia mais uma missão impossível quando se está um pouco fora de si, mas Emma não demonstrou nenhuma desistência mesmo usando a parede para apoio. Cambaleando para lá e para cá, Swan chega até uma mesa cheia de objetos quebrados para serem consertados. Ela se perguntara onde estava, o que fazia ali e como chegou a tal.

— Senhorita Swan, se fosse você ficaria na cama. — Atravessando uma cortina vermelha, Gold manifestou. — Ainda não está com condições de andar.

— O que... Onde estou?

Andando em círculos Gold se permite em aproximar de Emma colocando uma de suas mãos nas costas da mulher como se alguém precisasse de consolo.

— A encontrei caída em frente a minha loja. Apenas a trouxe para dentro.

— Agora tenho que ir. — Emma tenta dar alguns passos em direção à cortina de onde Gold surgira segundo antes. — Preciso devolver uma garota a seus pais.

Gold a segura pela cintura quando a mulher teve um leve deslize. O homem que a segurava dizia algumas coisas que foram impossíveis de Emma escutar, mas tudo parou quando Emma avista Killian atravessando tal cortina e a carrega no colo. Emma também percebera que Killian não estava com uma expressão boa em seu rosto, mas não tinha forças para perguntar o que estava acontecendo.

Algumas horas se passaram e Swan se sentira que estava dormindo demais em menos de vinte e quatro horas. Agora, percebendo que tem força suficiente para fazer alguma coisa a não ser ficar deitada, Emma se colocara de pé, sabendo finalmente onde estava. No quarto que alugou quando chegaram à cidade, a loira percebe um movimento brusco na cozinha e resolve ver quem invadira seu aposento.

— Finalmente você acordou. — Killian se levantou da cadeira e acompanhou o olhar de Emma para a xícara quebrada. — Me desculpe pela xícara.

— Você... — Emma corou ao sorrir. — Pensei que fosse Aurora.

Meio sem jeito Killian abaixa a cabeça levando seu gancho à cabeça, coçando-a.

— Sr. Gold quer que você e Aurora vão a um jantar com a prefeita amanhã. Na verdade, o jantar será para vocês.

Emma franziu a testa e se sentiu surpresa com tal convite. A loira cruzou seus braços pensando o motivo de ser convidada a um jantar com a prefeita, talvez seja porque a cidade não recebera muitos visitantes ou ela esteja interessada para que as duas fiquem permanentes na cidade. Para saber, só indo.

Dentro da casa não havia nenhum móvel apenas uma grande parte do telhado caído e telhas quebradas para todos os lados. Era difícil se movimentar ali por isso Phillip estava à frente para abrir caminho e usava sua mão para Aurora se apoiar.

— Quero sair daqui. — Aurora soava fria ao soltar à mão de Phillip e cruzando seus braços. — Daqui a pouco o sol se põe, estou com fome e já vi que Emma não está aqui.

Aurora vira-se e caminha em direção à entrada quando Phillip interdita seu caminho. Sem dizer nada o rapaz segura a mão de Aurora e, juntos, eles saem da casa abandonada. Ao se distanciar poucos metros da casa, Aurora voltou a sentir que estava sendo observada e interrompe, parando, o caminho de volta a cidade.

— Acho que tem alguém nos observando. — Comenta olhando a sua volta.

Aurora tenta encontrar um vestígio, uma pista, uma sombra para provar para si mesma que não está ficando louca. Phillip olhara fixamente ao poço dando um passo a frente, deixando a jovem poucos centímetros atrás do cavaleiro.

— Apareça intruso. — Ordenou Phillip.

O que saiu atrás do poço deixou Aurora intrigada. Com uma espada de bronze em mãos, uma espécie de armadura de metal e um elmo com plumagem vermelha se aproximava de Aurora e Phillip com passo lento e pequeno. Phillip reagira erguendo uma de suas mãos em sinal para que tal guerreiro parasse. Sem prolongar, ele retirou seu elmo. Na verdade, ela.

— Desculpe senhorita Aurora, — A garota de armadura fizera uma reverência. — mas você deveria ter mais cuidado com pessoas com quem anda.

Phillip e Aurora se entreolharam por uns segundos até o rapaz tomar uma posição.

— Conheço você. Ela trabalha para o inimigo, Aurora. Vamos.

Aurora dividia sua atenção entre os dois e estava muito confusa em relação a isso. Como ela sabia seu nome e Aurora não a conhecia? O que Phillip queria dizer com “ela trabalha para o inimigo”? E quem seria esse inimigo?

Não conseguindo processar tudo de uma vez só, a loira aceita a mão estendida de Phillip e ambos dão as costas para a guerreira que permanecera imóvel. Conforme se distanciava, ainda no campo de visão da guerreira, Aurora olhava várias e várias vezes para trás até ouvir algo parecido com um rugido, só que mais assustador e os três olharam em direção de tal barulho. Para o céu.

Encarando os dois a guerreira decide se aproximar novamente antes de ouvir novamente o rugido que cortava o céu como um trovão o corta numa forte tempestade. Seus olhos ficaram petrificados olhando para cima esperando o responsável de tal monstruosidade aparecer. Não esperaram muito e logo se viu com clareza um monstro com um par enorme de asa e uma cauda maior que dificultava Aurora de saber a medida com apenas o olhar.

— Mas que diabos... — Aurora, apavorada, se afastava dos cidadãos de Storybrooke. — É aquilo?

— O inimigo para qual ela trabalha. — Phillip responde tentando mantê-la calma.

— Vocês têm um dragão como inimigo? Meu Deus, onde estou?

— Aurora não corra. — Pronunciou a guerreira.

Nada a impedira de sair correndo e algumas vezes a garota desviava seu olhar para cima enquanto nem Phillip e nem a tal garota de armadura correra atrás da mesma, apenas a deixando voltar para a pousada assustada demais. Aurora estava aterrorizada para descobrir se aquilo era realmente um dragão ou não.

FLORESTA ENCANTADA

Voando em círculos e subindo cada vez que rodava Malévola observara o que acabara de fazer. Ainda podia ouvir alguns gritos de ordem do rei ou dos próprios guerreiros do castelo que se arriscavam a sair do palácio onde a maioria, com arco e flecha, lançava suas flechas com a intenção de acertá-la. Se mantendo parada no ar dando leves batidos com as asas, Malévola soltou um grunhido antes de descer rasgando os sete ventos e seus cálculos resultaram proximidade suficiente para Malévola cuspir fogo e mais fogo, derrotando seus inimigos.

Várias torres e muros do reino foram destruídos nesse show de Malévola. Rei Stephan perdera a maioria dos seus guardas para tentar destruí-la. Passeando em forma humana entre os mortos a bruxa adentra no castelo. Poucos guardas que sobraram atravessaram corredores com lanças enormes para fincar no peito da bruxa, mas aquilo não seria suficiente para detê-la. Com um cajado em uma das mãos a bruxa apontara em direção aos guardas do palácio citando poucas palavras, saiu de tal cajado uma fumaça verde afastando todos, prensando-os contra a parede, os impedindo de se mover nem um dedo.

Desfilando pelo corredor passando pelos guardas presos a sua magia a bruxa alcança a entrada do salão principal. Não custou muito para abrir a porta, fora só movimentar seus dedos que, com força, a porta batera contra a parede. O rei Stephan estava com uma feição de pasmo atrás de uma mesa redonda ao ver Malévola invadir o salão com facilidade. O Rei sacou de sua cintura uma espada e partiu para cima da feiticeira berrando até sentir sua garganta arder. A bruxa permitiu que o rei se aproximasse um pouco para depois erguer seu cajado em direção do mesmo fazendo a espada ir para um canto do salão e o rei se posicionando de joelhos.

— Ora, ora, ora. — Malévola estava com uma mão levemente apoiada na cintura, mostrando superioridade a ele. — A que ponto chegou Stephan?!

— Você não tem poder sobre mim.

— Nesse exato momento tenho. — Perambulava circulando o rei. — Você pensou mesmo que iria me deter?

— Sem sua magia você não é nada. Como antes.

As palavras do rei a insultou causando raiva na feiticeira que ousou em bater a base de seu cajado no chão com tamanha força, afetando Stephan que contorcendo seu corpo para trás, berrou de dor e agonia.

— Um rei só governa se houver um reino, certo? — Malévola se posicionara perante o rei e sem esperar uma resposta, continua com um sorriso sarcástico. — Vejamos, eu destruí seu reino, portanto não a necessidade de haver um rei.

STORYBROOKE

A lua era a única que pairava em cima de Storybrooke sem a companhia de nem uma estrela. Todas as lojas estavam fechadas, exceto o Granny’s. Era de costume os anões encherem a cara depois de soar muito na única mina que por sinal estava fechada, mas mesmo assim eles iam para não ficar apaisano. Mais adiante do Granny’s Diner localizava a Delegacia, aonde o xerife Graham chegava a mais um fim de expediente apagando todas as luzes do seu local de trabalho e seguindo para sua casa utilizando uma das três viaturas.

Storybrooke já era uma cidade quieta e todos tinham vínculos com todos. Podia ser amigos ou não, mas se perguntarem “quem é fulano” para qualquer um, a pessoa responderia sem problemas. Agora quando o sol dizia adeus e a lua trazia a escuridão, Storybrooke era terrivelmente assustadora. Nem as luzes dos postes permaneciam acessas.

Mas naquela noite uma luz foi acessa. Seu salto ecoava no taco conforme atravessara o corredor da prefeitura que dava acesso à sala da prefeita. A porta produziu um grunhido ao ser destravado utilizando a chave. A prefeita depositou sua bolsa Chanel preta de couro no canto do sofá e continuou a caminhar até alcançar sua mesa. Recheada de afazeres, a prefeita faz um monte com as pilhas de papéis deixando em um canto só da mesa. Jogando contra a confortável cadeira macia de rodinhas colocando todo o seu peso no objeto a prefeita fecha seus olhos por um instante e suspira.

— Estou louca para te ver Aurora. — Malévola exibia um sorriso irônico após soltar uma risada suave.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Ficaria contente se houvesse reviews *--*