Ravings of a Dreamer
4 Parece até uma briga...
Notas iniciais

POV Charlotte
Depois que o banquete foi anunciado, fiquei olhando para a comida em meu prato sem ter realmente vontade de comer. Eu sinto que uma serie de problemas esta para começar em minha vida e uma vontade de chorar me invadindo... Olhei para trás de mim e vi Aliny conversando com Draco e outra garota. Ela já entrou uma substituta pra mim? Agora que eu choro mesmo.
– Olá! – vi um fantasma aparecer no meio da comida da mesa da Grifinória. Ah não! Odeio fantasmas, na minha casa tem quadros dos meus avos e bisavós, eles falavam comigo desde muito pequena que qualquer dia o fantasma deles iam me visitar. Eu fiquei traumatizada! Eles não gostavam da minha mãe e aparentemente de mim também não. A visita ia ser aterrorizante! – como estão? Bem vindos a Hogwarts! – essa educação é só pra depois nos assustar. Eu sei.
E outros foram aparecendo pelo salão. Eu vi um passando por cima da minha comida! Nem queria comer mesmo...
– Olá senhor Nicolas – falaram atrás de mim. Estava de costas para a Grifinória e vi que o fantasma continuava lá. – como foi seu verão? – o garoto falava naturalmente. Pirado!
– Foi péssimo – como assim? O que fantasmas fazem no verão? – meu pedido para ir à caçada dos sem-cabeça foi negado! – e saiu voando para longe.
– Eu conheço você! – falou o Weasley, Ronald acredito – é o Nick quase-sem-cabeça!
– Eu prefiro senhor Nicolas se você não se importa – eu me importe e ai?
– Quase sem cabeça? – perguntou a... Granger – como pode ser quase sem-cabeça? – ah não!
– Assim – falou e tirou quase que a cabeça toda do pescoço, mostrando o que tem por dentro.
– Oh – cai no chão com a visão. Sentia-me zonza e enjoada.
– Charlotte! – escutei ao longe – você esta bem? – e me puseram de volta a cadeira.
– Eu tô bem – disse ainda um pouco tonta.
– Tem certeza? – voltou a perguntar.
– Tenho – disse e olhei para o meu ajudante. Era o Harry! – Oi Harry! Obrigada e parabéns pela entrada na Grifinória. – disse sincera.
– Obrigado. E parabéns pela Corvinal – sorri agradecida – mas seria legal ter você na Grifinória também.
– Ah não mesmo! – eu disse rápido demais.
– Por quê? – perguntou desconfiado.
– Bem... Meu pai é Sonserino... – eu deixei a frase morrer.
– Oh – disse compreendendo – mas ele vai aceitar você na Corvinal? – perguntou preocupado.
– Olha – eu comecei – aceitar eu não sei, mas a minha mãe talvez ajude... E é melhor que as outras duas casas. Sem ofensa.
– Tudo bem.
*******************Um tempo depois********************
– Charlotte – escutei me chamarem em meio à multidão que saia do salão principal. Virei e vi Aliny me olhando. Fui ate ela.
– Sim?
– Como isso aconteceu? – me perguntou incrédula – como foi parar nessa casa? – fui só eu, ou vi um pouco de nojo ao falar na MINHA CASA?
– Como assim? O chapéu seletor que fez a escolha – expliquei o obvio.
– Mas você poderia ter escolhido!
– Não funciona assim e você sabe disso! – acusei – e você não gostava dos corvinos?
– Gostava ate a minha melhor amiga me trocar por eles! – acusou.
– Não troquei!
– Trocou sim! E se você quiser continuar minha amiga, vai ter que viver estilo Sonserino. Sei que não pode sair da casa...
– Espera ai! – eu a interrompi – você esta dizendo, que eu vou ter que renegar a minha própria casa e viver as sombras da Sonserina? Pra poder será sua amiga? – perguntei ainda em choque.
– Não é bem assim... – tentou se explicar ao perceber que disse.
– É assim, sim! – falei dura – e agora eu que digo Aliny, se você quiser ser a minha amiga, vai ter que aceitar a minha casa e meus novos amigos! – e sai andando a deixando pra trás. – Ah! Ia me esquecendo: nunca fiquei tão feliz ao ir pra Corvinal!
E sai andando pras escadas aonde iam os corvinos. O salão comunal era tão lindo. Todo em azul e prata. Nossa nunca percebi, mas a Corvinal é uma casa tão bonita... Acho que estava cega com o que Aliny me contava.
Mas vou esquecer ela, enquanto não me aceitar não vou voltar a ser sua amiga. Mesmo que isso me doa.
Fui ate meu dormitório e só achei uma garota lá arrumando suas coisas.
– Oi – falei.
– Oi – respondeu de volta – eu sou Katherine Schmitz – se apresentou. Ela era loira, branca de olhos verde e muito bonita.
– Sou Charlotte Delpérier. Feliz com a escolha de casa? – perguntei indo ate a cama que tinha meu malão. Preciso ajeitar minhas coisas, amanha já tem aula...
– Claro! Apesar de que seria melhor pra eu ir pra Grifinória... – deixou a frase morrer.
– Por quê? – perguntei curiosa.
– Sou mestiça – assenti com a cabeça entendendo – minha mãe é bruxa e meu pai trouxa. E você?
– Puro sangue. Meu pai era da Sonserina e minha mãe estudou na Beauxbatons.
– E como você veio pra Corvinal? Não seria o certo ir pra mesma casa que o seu pai?
– Por que todo mundo diz a mesma coisa? – perguntei retoricamente – olha, eu sou eu, meu pai é outra coisa. Eu não fui pra Sonserina e estou feliz com isso – falei um pouco exaltada.
– Ei, tudo bem! Calma, foi só uma pergunta. Não quis te ofender.
– Não, eu que me desculpo. É que todo mundo diz a mesma coisa e eu tô tão feliz por ter vindo pra essa casa... – me joguei na cama.
– Se você esta tão feliz, não deveria se importar com os outros – aconselhou.
– É – disse e fiquei olhando para o teto.
Tudo o que eu preciso agora é dormir...
******************No outro dia*****************
– Bom dia – Katherine de ao sentar do meu lado na aula de transfiguração. Vejo Aliny entrando com seus novos amiguinhos e sentando ao meu lado do corredor.
– Bom dia – respondo – bom-dia – digo para os outros ao meu redor.
– Bom dia – me respondem inclusive a Hermione. Ela parece legal, é aparentemente amiga do Harry...
– Bom dia alunos – saldou a Prof.ª McGonagall – vamos para a primeira aula...
*****************
A sala estava em silencio enquanto fazíamos nossa tarefa passada. A professora tinha se transfigurou gato, como demonstração e assim ficou, e cima de sua mesa.
A porta se abre com tudo fazendo um enorme estrondo. Olhamos para trás e Harry e Ronald entram correndo.
– Puxa, conseguimos – disse o ruivo – imagina só a cara da Minerva se a gente se atrasasse... – e ela se destransfigurou bem na sua frente – isso foi mesmo brilhante! – tentou consertar. Otário!
– Que bom que gostou Sr. Weasley – ela respondeu com sarcasmo – quem sabe se eu não transfigurasse você e o Sr. Potter em um relógio, um dos dois chegasse na hora!
– Nos perdemos – Harry argumentou.
– Ou quem sabe num mapa – rebateu – precisam de um para acharem seus lugares?
Acenaram que não com a cabeça e se sentaram. Eu ria silenciosamente como alguns dos meus colegas.
A aula de poções foi a pior! O Snape parecia um morcego. Chegou logo falando que poderia ensinar ate acabar com a morte... O coitado do Harry não estava prestando atenção e Snape fez uma serie de perguntas que eu não sei nem pronunciar... Pelo visto vou me dar muito mal em poções...
Na hora do almoço eu já estava desanimada.
– Eu definitivamente estou morta em poções Katherine – disse pra ela.
– Relaxa Charlotte, todo muno que não é da Sonserina esta. E me chame de Kathy.
– Claro Kathy. Mas a coisa é que eu nem sei se vou conseguir... – ouvi uma explosão atrás de mim. O que a com o pessoal grifo? Tinha um menino todo sujo. Ri com Kathy. O correio chegou nessa hora. Jornal e cartas de mamãe.
Bonjour mon amour!
Como você esta? Fiquei sabendo que foi para a Corvinal, estou muito feliz por você! Seu pai que ficou meio balançado...
Mas não importa agora! Quero noticias suas o mais rápido possível! E quero saber também como esta por ai
Maman vous aime,
Baisers!
– Olha só Charlotte – chamou Kathy – parece que tentaram roubar Gringotes. Deve ter sido trabalho dos bruxos das trevas desconhecidos. Os duendes de Gringotes mesmo reconhecendo o ocorrido, negam que algo foi roubado. O cofre que foi aberto, 713, tinha sido esvaziado naquele mesmo dia – leu a manchete – Legal, nem Gringotes, o lugar mais seguro do mudo bruxo tirando Hogwarts foi assaltado. Nada escapa...
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Era aula de voo. Minha preferida! Papai não gostava de me ver perto de uma vassoura, mas ele não podia fazer nada agora que eu tinha até aula.
– Boa tarde turma.
– Boa tarde professora.
– Bem vindos à primeira aula de voo – começou – o que estão esperando? Quero que fiquem no lado esquerdo de sua vassoura, estique a mão direita sobre ela e diga suba.
– Suba – todos disseram.
A de Harry foi a primeira a subir. Malfoy logo e seguida, vindo por mim e depois Aliny. A de Ronald bateu em seu rosto gerando uma onda de gargalhadas. As de todos subiram, mas Hermione foi a ultima a conseguir.
– Agora – recomeu a professora – assim que segurarem a vassoura, quero que montem nela e segurem firme. Quando eu apitar, quero que vocês deem um impulso bem forte com os pés. Quero que segurem firme, fiquem no ar por alguns segundos e depois curvem o corpo e voltem para o chão. Quando eu apitar, 3, 2... – e apitou.
Parece que a vassoura de Neville não obedece a ele, pois saiu voando sem o seu comando. Deu varias voltas, quase bateu nos alunos e deu vários encontros com os muros do castelo. Acabou ficando preso numa estatua e caiu no chão.
– Saiam da frente – falou um pouco mais alto a professora – ah não, você quebrou o pulso.
Kathy me cutucou e me mostrou que Malfoy pegava algo do chão. O que mais me magoava era que Aliny estava lá com a outra nojentinha.
– Quero que todos fiquem os pés bem no chão enquanto levo o Sr. Longbottom na enfermaria – disse a professora – se eu vir uma vassoura no ar, quem estiver nela estará expulso da escola antes que diga Guadribol! – e saiu andando.
– Viram a acara dele? – Malfoy perguntou índio para o meio da roda com uma bolinha na mão – se aquele gorducho tivesse lembrado de apertar isso, talvez se lembrasse de cair com o traseiro – e todo mundo riu.
– Me dá isso Malfoy! – Harry mandou.
– Não! – respondeu grosso.
– Malfoy, devolva – pedi a ele – isso não é seu.
– Não se mete onde não é chamada – disso ignorante.
– Não fale assim com ela – Harry me defendeu.
– Tá defendendo a namoradinha é Potter? E isso – mostrou a bolinha – vou deixar em algum lugar para o Longbottom pegar – Subiu em cima da vassoura e saiu voando – que tal no telhado? Qual o problema Potter, é muito alto pra você? – gritou lá de cima. Harry acabou subindo em cima da vassoura.
– Harry não pode – Hermione disse – você ouviu a professora. E você nem sabe voar.
– Além de ser perigoso – me meti – escuta ela Harry.
Ele os ignorou e fui ate o Malfoy.
– Mas que idiota! – Hermione praguejou.
Vimos Harry tentar pegar a bola de Malfoy e este acabou dando um giro de 360 graus com a vassoura.
– Ele treina em casa – Aliny disse se achando com os seus amiguinhos.
Depois disso, Malfoy lançou-a para longe e Harry foi atrás. Malfoy veio para baixo rindo. Estava um pouco acima de nossas cabeças flutuando.
– Você perdeu o juízo Malfoy? – perguntei quase gritando. Eu sentia que meu sotaque estava carregado – o Harry pode sofrer um acidente. Ou pior, ser expulso!
– Estou pouco me importando com aquele testa rachada – respondeu rindo.
Subi em cima da minha vassoura e fui pra cima. Com o final da minha, bati no final da sua de um jeito que fez ir de cara ao chão. Todos menos os Sonserinos estavam rindo.
– Pensa que é o único que sabe andar de vassoura querido? – perguntei sarcástica – isso é só um aviso do que vai acontecer se você fizer de novo maldades Malfoy.
Desci e vi Harry voltando com bola. Todo mundo comemorou! Mas a animação durou pouco, Minerva vinha chegando e levou Harry com ela.
– É, parece que o Potter se deu mal – Malfoy disse rindo.
Depois disso fomos dispensados e descobrimos logo depois que Harry tinha virado o novo apanhador da Grifinória. Saíram boatos verídicos da própria Minerva que Harry era o apanhador mais novo do século!
Vi ele com seus amigos num intervalo entre aulas e fui dá meus parabéns.
–... Você nunca vai dar vexame. Esta no seu sangue – dizia Hermione quando cheguei.
– Hey Harry! Parabéns!
– Obrigado – disse corando.
– Do que falavam? – perguntei. Estava curiosa.
– De como o Harry tem sangue de apanhador – respondeu Hermione.
– É verdade – eu confirmei
– Como é que vocês sabem? -perguntou o ruivo.
– Está no mural de Guadribol – respondi e eles me olharam confusos – vai lá ver Harry. Mostra pra ele Hermione. Tenho que ir, nos vemos depois!
Sai correndo, tenho aula e ainda nem peguei meu material...
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Estava nas escadas e vi o meu trio preferido sendo levados para o terceiro andar. O que será que eles foram fazer lá? Fiquei um tempo esperando, mas ouvi a voz de Sr. Fitch e me escondi. Ele entrou no mesmo lugar que Harry e os outros... Meu Merlin! Eles vão ser pegos! Mas ele saiu pouco tempo depois sozinho. Os meninos saíram um tempo depois, mas não me viram. Falavam sobre algo com três cabeças... Melhor eu sair daqui antes que me vejam.
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Era dia das bruxas. Nossa! Como o tempo voa! Estávamos em aula e aprenderíamos o feitiço wingardium leviosa.
–... É de levitar os objetos – falava o professor –todos estão com suas penas? Ótimo! Bom, não se esqueçam do movimento do pulso que praticamos: é só girar e sacudir. Todos juntos.
– Girar e sacudir – falamos juntos.
– Muito bem, agora falem em voz alta wingardium leviosa.
– Wingardium leviosa! – falamos juntos.
A minha frente estava Ronald e Hermione.
– Wingardium leviosá! – Ronald disse sacudindo a varinha demais.
– Para, para, para! – disse Hermione – vai acabar arrancando um olho assim! – fiquei prestado atenção nos dois – e você está falando errado. É leviosa, não leviosá.
– Faz você então se é tão esperta! Vai lá, vai lá! – ironizou o ruivo.
– Wingardium leviosa – Hermione disse e sua pena começou a flutuar.
– Ah muito bem! – exclamou o professor – estão vendo meninos, a Srtª. Granger conseguiu. – vi que o ruivo ficou emburrado.
De repente ocorreu uma explosão. Era Simas. De novo.
– Professor – falou Harry tomo cinza da explosão – acho que vamos precisar de outra pena aqui – e a sala começou a rir.
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– É leviosa, não leviosá – o ruivo ia dizendo. Ia atrás de Harry porque queria respostas do ocorrido da escada e acabei escutando. Mas o que Ronald não viu, foi que Hermione estava logo atrás deles – é serio, ela é um pesadelo! Por isso que não tem amigos! – ai meu Merlin! Ele não disse isso! Hermione saiu esbarrando nele de proposito, ele parecia chorar...
– Eu acho que ela ouviu – disse Harry.
– Se eu ouvi – falei assustando eles – ela também.
– De onde você veio? – o ruivo perguntou.
– Do mesmo lugar que você – respondi – Harry, queria te fazer umas perguntas.
– Sobre?
– A escada – ele arregalou os olhos – eu vi vocês lá. Só quero saber o que tinha lá.
– Isso não é da sua conta – o ruivo tentou me intimidar.
– Olha Ronald...
– Rony – me corrigiu.
– Rony, ou vocês me contam, ou eu conto pra Dumbledore que vocês foram lá.
– Mas foi um acidente – Harry tentou se defender.
– Vamos ver em quem Dumbledore acredita – disse me virando.
– Espera – Harry segurou meu braço – nós contamos.
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Já era o jantar quando eles me contaram o final da historia.
– Vocês são loucos – eu disse.
– Eu sei – respondeu Rony de boca cheia. Estava sentada na mesa da Grifinória escutando o relato – você não deveria esta na sua mesa?
– Deveria, mas queria saber o que vocês faziam lá.
– Gente – Harry chamou a atenção – vocês viram a Hermione?
– Não vi o dia todo – respondi olhando pra Rony e Harry também. Ele só eu de ombros.
– Parvati Patil disse que ela passou a tarde chorado no banheiro feminino – Neville respondeu.
– Deveria ter ido ver ela... – meditei.
– Por quê? Você não é nada dela – Rony perguntou.
– Mas sou bem mais do que você! – rebati com raiva.
– TRASGO! – o professor Quirrel gritou – NAS MASMORRAS – ele continuou gritando. Parou e disse com calma – achei que devia saber – e desmaiou no meio do salão.
Eu fui uma das primeiras a gritar BEM alto. Eu morro de medo de trasgos, na verdade eu morro de medo de qualquer coisa que possa me machucar! Nem parece que sou bruxa!
– Silencio! – era a primeira vez que eu via Dumbledore gritando. E deu certo, todo mundo parou – não quero que ninguém entre em pânico – já era tarde – bem, monitores, levem seus alunos para seus dormitórios. Professores, vocês vão comigo para as masmorras.
E a galera saiu andando. Mas uma coisa me preocupava: Hermione. Sei que não somos exatamente amigas, mas eu gosto dela, como eu gosto de todo mundo. Isso sim é um grande defeito. Vi Harry e Rony correndo em direção aos banheiros e fui atrás.
– Onde você pensa que vai? – vi Aliny segurando minha roupa.
– Atrás da Hermione!
– Pra que? -perguntou incrédula. Quem deveria estar assim era eu, ela vem falar comigo depois de meses e pensa que esta tudo como antes.
– Ela não sabe do trasgo.
– Mas você morre de medo deles – ela era mesmo minha melhor amiga.
– Mas ela tá em perigo – e sai correndo. Bati nas costas de Harry e senti um impacto atrás de mim.
Os meninos fizeram sinal de silencio e eu vi o trasgo passando em direção ao banheiro feminino. Um arrepio de puro medo subiu pela minha espinha e senti minha mão sendo apertada. Olhei para o lado e Aliny estava ali, comigo.
– Vamos – Harry chamou.
Entramos no banhei escutando o grito de Hermione. Vimos boas partes quebradas e o trasgo tentando acertar ela. Harry segurou no taco (?) no trasgo e acabou sendo pego.
– Faz alguma coisa! – ele gritou.
– O que? – Rony perguntou.
– Gira e sacode – disse Hermione pra ele. Eu e Aliny estávamos tentando tirar Hermione do lugar, mas estava difícil.
E eu vi o trasgo desmaiando quase em cima da gente com a varinha de Harry no nariz dele. Eca!
– Ele esta morto? – Hermione perguntou.
– Não – respondi.
– Definitivamente não – Aliny concordou.
– Só está desacordado – Harry completou. Pegou sua varinha e veio uma gosma junto – meleca de trasgo!
Os professores chegaram nessa hora.
– Ah minha nossa! – McGonagall – eu exijo uma explicação de vocês dois!
– A culpa foi minha professora – Hermione interviu. É melhor eu falar antes que ele suspenda todos nós.
– Ela veio ao banheiro antes de toda a confusão – fiquei em sua frente. Aliny me olhou estranha – vim atrás com a esperança de levar Hermione pros dormitórios antes de ver o trasgo, mas não dei sorte.
– E por que você faria isso sozinha?
– Pode não parecer, mas eu valorizo e gosto muito dos meus amigos.
– E você, Srtª Thompson?
– Mesmo estando em casas diferentes – ela começou falando baixo – e sendo praticamente rivais... Charlotte sempre vai ser minha melhor amiga.
Sorri pra ela com isso. Ela correspondeu. Acho que finalmente tudo pode ser resolvido.
– E os senhores?
– Eles vieram ajudar – Aliny respondeu. Ela esta mesmo defendendo Grifinórios?
– Se não fosse por eles, nós duas não estaríamos aqui – Hermione completou.
– Pela irresponsabilidade, tirarei 5 pontos da Grifinória, Sonserina e Corvinal – abaixamos nossas cabeças com essa – mas, darei 10 pontos para cada um, pela cumplicidade da amizade de vocês. – sorrimos felizes.
É, não foi tão ruim assim...
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