Notas iniciais
Sei que estou em debito com Across, e desculpe pelas mensagens que não respondi, eu tenho passado por tempos muito conturbados, de modo que até a faculdade que é algo que eu amo tem se tornado um martírio, não sinto vontade de ir, me sinto descolada e parece que não pertenço a lugar nenhum, isso se somando ao fato de que saio de casas as 8 e volto as 23, tenho estado cada vez mais cansada, e meus finais de semana eu passo ao lado do meu Camus, só ele consegue tornar tudo que esta acontecendo a minha volta em algo mais suportável, então dou toda minha atenção a ele e fico longe do pc, estou pensando seriamente em colocar Across em Hiatos, pelo menos até eu estar melhor psicologicamente para me focar nela, visto que é algo mais pesada aquela historia ( ou deveria ser) vou tentar aos poucos, escrever coisas mais leves e mais fáceis, não sei se lembram, as Across foi minha primeira e nasceu de um sonho, então acho que comecei por algo meio difícil, bom.... desculpem esse texto imenso e sei que ninguém tem nada haver com isso.
Essa pequeno conto é para o desafio da minha amiga Isabella do Grupo do face saint saiya yaoi translation do facebugs ^^ espero que gostem, eu tentei fazer algo legal sz

A Lua brilhava no céu, seu reflexo avermelhado demonstrava a dia majestoso, em que nos era dado o direito de andar entre os homens, dia onde a linha que separa o mundo dos homens e o sobrenatural era extinguida, mesmo que por apenas uma noite, podíamos nos infiltrar por entre os ratos sem caldas e fazer do mundo deles, nosso parque de diversões, e trazer o caos, e nos divertir com a o quanto aquela raça era pouco evoluída, apenas gado, era isso que eram essas criaturas que destruíam o planeta, e manchavam a história, por milênios fui amaldiçoado a conviver com esses seres asquerosos, e me alimentar dessa raça imunda.

Minhas presas cravaram no pescoço daquele rapaz, seu nome não me importa, sua aparência não me importa, sua vida não me importa, apenas o que me importa é saciar essa sede que consome minha carne, seu sangue, a força vital que habita esses ratos imundos, algo que eu invejaria se não tivesse tamanho asco por eles, era minha sina, forçado a me alimentar daquilo me mais odiava, em vida fui um amante da natureza, desde meu nascimento eu amei os animais, as arvores, e os homens, mas com o passar dos anos, percebi que eles eram a fonte do mal no mundo, eles destruíam tudo que tocassem, mesmo aqueles que buscavam fazer o bem, acabavam por destruir algo, apenas para saciar a estupidez primitiva dessa raça, descartáveis.

Engoli mais uma doce do doce néctar que me preenchia, a sensação do sangue tocando minha língua áspera, se assemelhava aos céus, a vida, minha alma a muito tirada, tirada por, por aquele ser, homem, mulher, ser divino e maldito, que tomou tudo que me era caro, e mesmo assim, eu era apaixonado por ele.

— Ainda não é a hora deste homem – escutei a voz que tanto esperava atrás de mim, sua voz era forte como trovão, tão dignos daquele ser, nada combinaria mais com ele do que aquela oz grave- sabes bem que não era o homem certo para se alimentar.

—que posso fazer? Se esta é a única forma de atrair lhe a atenção – lhe respondi soltando minha presa que caiu desfalecida no chão, não bebi o suficiente para causar a morte, mas certamente aquele rapaz estaria muito debilitado por um tempo.

—Nosso acordo foi claro, não deves Matar.

—Apenas assim preservarei minha imortalidade, sei sei.

—acaso estas a zombar o presente que lhe proporcionei?

—Não querida Morte, jamais zombaria de tal dadiva proporcionada para que esse pobre infeliz possa continuar vagando neste mundo decrépito e imundo. – respondi de modo zombeteiro.

Milenios se passavam e aquela figura ainda me causava arrepios, antigamente de medo, mas agora, de prazer, paixão, expectativa, lentamente ele abaixou seu manto me revelando seu rosto, feições tão duras, tão dignas do trabalho que ele empunhava, desde o início dos tempos, era ele a cortar a linha da vida de todos os seres, homens, animais, plantas, tudo, ele ceifava sem perdão a vida de filhos, maridos, esposas, era tão cruel e doce ao mesmo tempo, ela dele que partia o que todos os seres ansiavam, o beijo eterno, a quietude, a cura de todas as doenças, a Morte, seu olhos dourados estavam fixados em mim, ele era ocupado, eu sempre arrumava um meio de encontra-lo mesmo que ele fosse necessário em todo o mundo, a todo instante, mesmo assim, ele estava ali, apenas para mim.

—Já lhe disse Valentine, me chame do meu nome, es o único que tens esse direito, e sabes o porquê.

—Radamanthys- um trovão cortou o céu, aquele nome atraia calamidade, e estremecia seu corpo, cada célula sua gritava para que corresse, era essa sensação que tornava o que tinham em algo tão arrebatador, o nome daquele ser, destruía nações, guerras eram travadas e desastres naturais aconteciam, por vezes humanos descobriam o nome dele e o desastre acontecia, tsunamis, terremotos, vulcões, eu bem sei o que aquele nome pode causar, foi a causa da queda de pompeia, milhares de mortos, apenas por que um estudante descobriu o nome dele, destruirá a cidade que havida o acolhido.

Mesmo depois de 900 anos, depois de descobrir aquele nome, seu corpo tremia de antecipação, cada célula tremia e gritava, tanto para se atirar sobre ele, como para fugir dele, não conseguia se livrar daquele jogo, aquelas orbes douras ainda o fitavam, aqueles olhos eram o sol que ele não poderia mais ver, era deles que vinham o calor do sol, era eles que lhe queimavam alma e lhe ardiam o corpo nos momentos de prazer.

—o que queres Valentine? Queres que lhe tire a vida?

— quero que me faça sentir vivo novamente, do jeito que apenas a morte pode fazer, tome-me como fez em Pompeia, por cima da lava fumegante, e os gritos desesperados.

— queres ser o arauto do caos novamente?

— quero que me possuas novamente.

31/10/XX Halloween, o dia em que os vivos e os mortos vagam pela terra, o dia em que a morte, não permanece em seu posto obrigatório, dia em que os mortos estão livres para atrair o caos e destruir vidas, o dia em que a morte dolorosa ronda, onde todos que sofrerem acidentes ou ataques, apenas serão agraciados com o doce beijo da morte, ao amanhecer da aurora do dia 1 de novembro, que deus tenha piedade dos homens, pois, os monstros, não os tem, e que maneira melhor de gozar de prazer, se não com os gritos desesperados, e o sangue jorrando por todo o planeta.

Gostosuras ou travessuras, sempre fui um garoto muito travesso, e era o momento de ser castigado.

FELIZ HALLOWEEN

Notas finais
Eu tentei escrever um antes, mas ficou muito confuso, nunca escrevi com mais de duas pessoas no mesmo local, bom, vou colocar ele como extra apenas para não ficar no esquecimento, adorei a piadinha do final XD se divirtam sz