Rather Be
2 Again? No!
Notas iniciais

NY não é o pior lugar do mundo. Ao contrario, nessa cidade se guarda os melhores, esconderijos, festas, casas e escolas do universo. Mas como sempre tem alguém para estragar sua boa visão de lugar perfeito, comigo não foi diferente.
– Annie? – minha mãe me chamou e logo vi que estávamos todos parados em frente a minha nova casa – o que achou querida?
– Ah... – hesitei olhando para casa/mansão. Não que eu não tivesse gostado, só achei que era um exagero e tanto morar numa casa desse tamanho — É demais, mãe – literalmente falando. Sorri e sorriu de volta animada.
Depois disso passamos o resto do dia carregando caixas, desempacotando caixas e dando um breve “oi” para alguns vizinhos que vinham nos cumprimentar. Devo admitir que este lugar é um tanto agradável, tirando o fato de que eu terei o cabeça de alga como vizinho.
– Annabeth – suba aqui – minha mãe gritou do andar de cima.
Fui guiada em direção aos barulhos e logo entrei num quarto dos sonhos de qualquer garota. Ele era grande, muito grande. Suas paredes eram de um vinho escuro, a cama era em cima de uma espécie de degrau gigante. Uma janela ficava bem do lado da cama, possibilitando uma vista maravilhosa das estrelas.
– Meninas. – meu pai entrou no quarto — Nosso querido e bom samaritano novo vizinho nos convidou para um jantar de boas vindas hoje ás 19h30min da noite.
– Papai, – olhei pro relógio – já são 18h00min.
– Deuses, – minha mãe deu um pulo – Annie querida, vá se arrumar. Parece que hoje o tempo não colaborou conosco. Venha querido – puxou meu pai pra fora do quarto.
Fui em direção ao banheiro que fica dentro de meu quarto e tomei um banho relaxante. Depois de quase meia hora lá dentro, sai de lá parecendo uma uva passa. Sequei meu cabelo, o deixando naturalmente liso. Pois é, minha família tem uma genética esquisita, minha mãe é dona dos cabelos ondulados mais lindos que eu já vi, meu pai é loiro dos cabelos também não lisos. Mas, uma vez ela me disse que eu puxei pra minha avó que tinha o cabelo escorrido que só. Enfim, apliquei algumas mechas azuis falsas nas pontas do meu cabelo e fui em busca de um vestido “descente” para usar. Escolhi um vestido azul que ia até a metade das coxas e um sapato de salto cinza. Peguei meu celular e vi que já marcava 19h30min, desci correndo as escadas. Provavelmente encontraria meus pais bravos comigo pela “demora”. Dito e feito.
Chegamos lá e antes mesmo de entrar na casa/mansão hiper gigante, um idiota tropeça no meu pé, acho que nem preciso dizer quem é.
– Cabeça de alga. – digo dando uma bolsada em seu braço – Além de lerdo, também é cego?
– Sabidinha – cerrou os olhos me olhando. Tenho que admitir que o idiota estava bonito. Usava uma camisa azul escura, um jeans escuro e um vans também azul escuro. Como podem ver, ele ama azul. – O que faz aqui?
– Pergunto o mesmo.
– Vejam só – Tia Sally chegou nos olhando gentilmente. Ela usava um vestido vermelho que ia até os joelhos e um salto da mesma cor. Estava acompanhada do Tio Poseidon e de meus pais cuja eu tinha esquecido de que acabei os deixando pra trás.
– Escutem os dois – meu pai começou –Eu não quero saber de brigas ou provocações hoje, escutaram?
– Sim senhor – respondemos em uníssono. O que não era totalmente verdade, pois eu sabia que ia acabar jogando Percy contra o prato principal.
Íamos bater na porta, porém uma garota Punk a abriu nós olhando de olhos cerrados. Percy tentou se esconder atrás de mim e eu a encarei tentando não rir.
– Zeus! – meu pai disse cumprimentando o homem de terno que vinha em nossa direção.
– Frederick. – sorriu dando um aperto de mãos – Vejam só, Athena Chase. Bela como sempre.
– Obrigada – minha mãe sorriu.
– Sally e Poseidon – cumprimentou os pais do Percy.
– Ah e vocês devem ser Percy e Annabeth? – perguntou.
– Percy e Annabeth? – uma galera que estava na sala gritou em coro, o que me faz olhar em direção ao grito e dou de cara com minha turma do ginásio vulgo melhores amigos. Thalia, a garota punk que eu não reconheci de imediato, Nico, Jason, Piper, Bianca, Will, Frank, Hazel, Reyna, Léo e Calipso.
– Ah – eu gritei indo em direção a eles e caímos num abraço grupal animado.
– Crianças – nossos pais disseram e logo riram. Saíram de cena, presumo que foram conversar coisas chatas sobre suas empresas.
– Thalia, ta me amassando – disse tentando me mexer debaixo daquele povo todo.
– Diz pro seu namorado que ta com a bunda na minha cara – falou fazendo careta.
– Ele não é meu namorado – falei indignada. De onde ela tirou isso?
Logo todos saíram um de cima do outro e nos sentamos à mesa para acompanharmos nossos pais no jantar. Porém, mal sabia eu que depois daquele jantar, minha vida iria virar de cabeça pra baixo.
Tudo começou quando a companhia tocou.
– Senhor e Senhora Dare – Percy que estava tomando água quase morreu engasgado ao meu lado – e pequena Rachel. – pronto agora quem quase morreu engasgada fui eu.
– Annabeth, você esta bem? – Léo perguntou e eu olhei pra Thalia que olhava pra porta com os punhos fechados. Thalia estudava com a gente quando o corrido com a Rachel aconteceu, e ela mais do que ninguém morria de raiva daquela cadela – To sim, Léo. – disse sorrindo. Os demais ficaram nos observando curiosos.
– Pessoal – Zeus começou aparecendo na sala e Percy enfiou a cabeça quase dentro do parto quando vimos figura do furacão ruivo adentrando na sala. Meus pais e Tia Sally, nos olharam curiosas, mas logo se ajeitaram quando eu disse em um resmungo “essa Rachel”.
– Rachel acredito que você já os conhece, – apontou para os demais – e esses são... — não deixou Zeus terminar e disse.
– Percy e Annabeth? – disse numa espécie de pergunta resposta, se é que isso existe.
– Droga – sussurrei só pra mim, mas parece que Percy escutou e concordou com a cabeça.
– Rachel! – dissemos em uníssono e forçamos um sorriso. E ela deu seu sorriso diabólico. Ato que fez meu coração gelar na hora. Droga, eu sabia que a partir daquele momento, meu inferno iria começar de novo.
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