Ratón?
5 Prólogo
Notas iniciais
Ficamos aquele mês juntos. Não fiz questão de conhecer mais gente, com isso fiquei mais próximo e mais íntimo. Também me diverti com o japonês estranho.
Um dia estávamos sentado, eu e Nicholas, em um banco à beira mar. De repente ele me olhou. Parecia desconfiado e um pouco angustiado.
— Você não derramou aquele café na minha mão de propósito, derramou?
Se eu falasse a verdade, ele me atormentaria mais que o barulho.
— Claro que não. Por que eu faria isso?
— Para eu não roer as unhas.
— Não era tão ruim assim.
E sorri para ele. Mas era óbvio que era.
Quando acabaram as férias, além de longos beijos, trocamos os números e e-mails para contato. Guardei na mochila, peguei as malas e fui embora.
Por que resolvi lhes contar essa história? Provavelmente, essa é uma daquelas questões que não devem ser feitas. Afinal, não tem resposta.
Aliás, caso esteja curioso, eu vou ligar para ele.
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