Rastro Assassino
3 Capítulo 3
Notas iniciais
O principal suspeito do assassinato era o jovem professor. Mesmo que ele não parecesse suspeito, os CSIs não podiam arriscar. Nick estava analisando algumas fibras encontradas no uniforme da vitima quando Wendy entrou na sala.
– Oi Nick. Tenho os resultados dos epitélios encontrados debaixo das unhas da garota e os resultados não são animadores.
– Oi Wendy. Porque diz isso?
– Bom... Eu comparei o DNA e ele não está no nosso sistema. Sinto muito.
– Obrigado Wendy.
– Tchau.
– Tchau.
Nick percebeu que as fibras de poliéster encontradas nas roupas eram parecidas com o casaco que o professor estava usando no interrogatório. Saiu correndo, pra ver se o suspeito ainda estava no laboratório.
– Hey! Jim! – Gritou. – o professor ainda está ai?
– Sim. Até que prove o contrário, ele estará sob custódia. Por quê?
– As fibras que eu achei na roupa da garota são de poliéster, muito parecidas com o casaco do cara.
– As roupas dele estão com Greg.
– Valeu.
Nick foi até onde Greg estava.
– Greg! Você já fez a análise da roupa do suspeito?
– Está quase pronto. Por quê?
– Preciso compará-las com estas fibras aqui.
– Olha só. Que sorte! Os resultados saíram. Todos seus. – Disse com bom humor, entregando os papeis a Nick, que fez a comparação, mas não obteve o resultado que queria.
– Droga! – Praguejou.
– Ele não tem cara de assassino Nick. Não foi ele. Eu sinto.
– Greg. Nunca julgue alguém por sua aparência. Às vezes, as piores fragrâncias estão nos melhores vidros.
– Você está passando muito tempo com o Grissom cara. – Deu um tapinha nas costas de Nick e saiu, encontrando com Sara nos corredores.
– Descobriu alguma coisa Sidle?
– Sim. Uma amiga próxima da nossa bonequinha de gelo está aqui para nos contar o que sabe. Vamos?
– Claro.
Foram em direção ao interrogatório. A menina tinha a mesma idade de Gabriella, era morena, alta, olhos bem verdes.
– Oi Sophie. – Disse Sara, educadamente, sentando-se na cadeira. – o que tem pra nos contar?
– Bom. – deu um suspiro e continuou. – na noite em que a Gabi morreu, ela iria dormir em casa.
– E ela não foi? – Perguntou Greg.
– Na verdade não. Ela disse pra mãe dela que iria dormir lá, mas na realidade, ela iria se encontrar com alguém.
– E você sabe quem é esta pessoa? – Completou Sara.
– Não. A Gabi andava muito misteriosa ultimamente. Na hora do Intervalo, ficava sozinha na biblioteca, mexendo no celular ou no notebook. Quando a gente perguntava pra ela o que estava fazendo, ela mudava de assunto, desconversava. Estava muito estranha.
– E ela não te contava nada. Pelo que sabemos você era a melhor amiga dela. – disse Sara.
– Eu era sim. Sabe às vezes ela me esnobava como fazia com todo mundo que ela não gostava e que não tinha o status que ela tinha naquela escola. Eu nunca fui tão bonita quanto ela e as pessoas só se aproximavam de mim por causa dela. Isso me deixava triste.
– Você sabe alguma coisa do professor?
– O Sr. Lefèvere? Bom... Ela dava na cara que estava afim dele. Mais ele não dava bola pra ela. Ele é muito tímido. Ele mal conversava com a Gabi. Ele não fez isso. Eu sei.
– Como pode ter certeza disso? – desafia Sara.
– É que... – faz uma pequena pausa. – eu sei de uma pessoa que tinha motivos suficientes para matá-la.
– Quem?
–Bom. Ano passado, ela estava de namorico com um veterano do último ano. Seu nome é Rafael. Ela o largou depois de aproveitar dele um pouquinho. Que ironia não? Geralmente, quem faz isso são os garotos. Gabi era terrível. O tal do Rafael ficou com muita raiva dela. Ameaçou-a e tudo. E ameaçou o Sr. Lefèvere também. Disse que ela iria pagar por ter feito ele de idiota. Dois meses depois, ela começou a namorar o Lucca. Esse sim, ela amava. E como. Só que ai, o Sr. Lefèvere entrou na escola, isso tudo acompanhado de uma traição de Lucca. Os dois terminaram e ela começou a correr atrás do professor. Sabe, o Rafael não era uma pessoa muito boa não. Ele usa drogas e se eu não me engano, ele foi preso em Nova Iorque, por posse de entorpecentes, antes de vir embora para Vegas.
– Seu depoimento foi muito útil Sophie. Obrigada. – Disse Sara, colocando sua mão sobre a da menina, que estava nervosa.
Saiu da sala e foi encontrar Grissom, que lia alguns artigos em seu escritório.
– Gil? Posso entrar? – disse com uma voz doce.
– Claro. Entre e feche a porta. Como andam as investigações?
– Bom. Estamos na estaca zero. O caso não sai do lugar. Mais temos mais um suspeito.
– Quem?
– Seu nome é Rafael e ele era ex namorado da menina.
– Quantos ex namorados a vítima tinha?
– Alguns.
– Bom, parece que ele a ameaçava há algum tempo.
– Por quê?
– Parece que a garota feriu os sentimentos dele.
– Os tempos mudaram.
– E como.
Foi nessa hora, que Wendy os interrompeu.
– Desculpas. Eu encontrei algumas informações.
– Pode entrar Wendy. – disse Gil.
– Eu comparei os epitélios encontrados debaixo das unhas da vítima com o DNA fornecido por Sophie, amiga dela e adivinhem?
– Elas batem. – completou Gil
– Exatamente. – confirmou Wendy
– Acho que nossa coleguinha não nos contou toda a verdade. – disse Sara. Levantando-se e voltando até a sala de interrogatório.
– Bom, já sabemos que você estava com Gabriella Bowen na noite em que ela foi assassinada. Você vai me contar a verdade ou eu vou ter que te prender?– disse Jim, sarcasticamente.
– Do que você está falando?
– Não se faça de boba. Seu DNA estava debaixo das unhas dela. Vocês brigaram? Você a matou?
– CLARO QUE NÃO!– disse a menina, exaltada.
– Ei! Ei! Pode ir abaixando seu tom de voz porque eu não sou seu pai para falar desse jeito comigo. – repreendeu o Capitão, já sem paciência. – vai, me conte o que aconteceu porque eu não tenho o dia todo.
– Tudo bem. – começou. – antes da Gabriella sair para seu encontro misterioso, eu fui até a casa dela. Eu queria conversar apenas. Só que como sempre, ela não me ouviu.
– O que você queria conversar?
– Eu iria dizer pra ela para deixar o Sr. Lefèvere em paz. E se ela fosse se encontrar com ele, para ela não ir, porque isso poderia acarretar problemas graves. Ela disse pra eu não me meter na vida dela e que ela iria ser feliz com o Sr. Lefèvere. Mesmo ele não amando ela.
– E como você sabe que ele não a amava?
– Porque ele tem um caso com uma menina do último ano. Mariah é seu nome.
– E essa menina é menor de idade?
– Não. Ela já tem dezoito anos. Mariah é muito minha amiga e eu não queria que ela sofresse, por isso fui lá. E a Gabriella estava meio bêbada, por isso não quis saber de conversa e partiu pra cima de mim. Eu me defendi é claro. Depois ela se acalmou e eu fui embora. Só isso.
– Que horas eram quando foi embora?
– Umas onze e pouco da noite. Eu juro que quando sai de lá, ela estava viva. Eu juro.
– Tudo bem. Pode ir. – liberou Jim. – esse caso está mais difícil do que eu pensava. – murmurou para si mesmo.
E Jim estava certo. O caso não era tão simples assim. Eles deveriam estar bem atentos, pois um assassino estava à solta e poderia fazer mais vítimas.
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