Rascunhos de um Viajante
17 Sem esperança
Naquela noite fria em seu quarto
Quando você pensa em tudo que deu erradoQuando a ultima coisa que te fazia ter esperançaQuando a ultima coisa que te mantinha em péSimplesmente se vai...Quando tudo parece desmoronar em tiQuando você já não vê um amanhãQuando todos já se esqueceram de seu legadoSe é que você já tenha tido algumQuando seu maior feito Não passa de um punhado de ilusões Que você mesmo cria em sua menteDizendo a si mesmo que tudo valeu a penaQuando na verdade não valeuE onde estão todos? Todos que se importavam com vocêMas será que se importavam? Quando aquele telefonemaNaquela tarde chuvosaTe faz crer que nada é realQue a sorte não está com você...Quando você escuta aquela músicaMaldita músicaQue te faz lembrar de rostos antigosDe um amor passageiroDe uma amizade verdadeiraMaldita música que te faz chorar...E aquelas medo Que te corroi todos os diasQue não te deixa esquecer dos seus errosComo todas as outras pessoas que te julgamApenas por causa destes erros...E quando você dormeE finalmente sonhaDepois de tanto tempoAquele sonho que te faz esquecerDos pesadelos da realidadeVocê queria ficar ali para sempreMas bem no fundo sabe que não podeAfinal, é apenas um sonho...E então, sem aviso prévioLá está você novamenteNa maldita realidadeMas mesmo sabendo que é impossívelVocê fecha os olhos e tenta voltar para aquele mesmo sonhoPois sabe que sua vidaÉ uma vida sem esperançaEm que os dias passam lentos E cada vez mais você se pergunta O que ainda está fazendo ali...
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