Chegou a hora
Sob nossos pés a terra treme
Diante tamanha grandeza
O inimigo avança ao nosso encontro

A alvorada se aproxima
As ultimas fogueiras se extinguem
O silêncio é ensurdecedor

Os corvos esperam impacientes
Sabem do banquete
E aqui estamos nos
Não podemos recuar nem desistir
Somos guerreiros
E seremos até o fim

A ordem foi dada
A marcha iniciada
E quando o enimigo se deparou com a nossa presença
Gritos foram dados..."atacar"
Já não ouvíamos mais nada
Já não víamos mais nada
"Cortar e retalhar, mate todos" era tudo oque minha mente dizia

Pouco após a alvorada, silêncio novamente
Corvos grasnando felizes
Afinal, tem comida para todos

O lamentar dos moribundos
Talvez eu seja um deles
A cor do sangue é linda
Pintamos a campina de carmesim

Agora a dor está parando
Não sinto raiva
Eu não sei qual lado é o vencedor
Mas quem se importa?
Em uma guerra não se tem certo ou errado
Apenas visões diferentes

Eu estava tão confuso
Até que uma linda senhora de branco me estendeu a mão
Ela me disse seu nome
Era Morte