Eram 13h da tarde quando cheguei em Ninsética, era um país cheio de florestas, tecnicamente era o pulmão do nosso planeta.

Não havia cidadãos naquele local, eram apenas animais e insetos.

Eu andei por aí, estava em busca da Mãe Natureza, mas era um local tão fechado que não conseguia nem ver o céu.

Continuo andando perdidamente, e cheguei a uma lagoa com uma caverna.

Ouço vários barulhos lá e resolvo dar uma espiadinha (Eu sou muito idiota, li tantos livros de terror e ainda acabo indo parar nessas emboscadas)

De repente um vampiro veio pra cima de mim:

— Ora, ora, ora. Temos um petisco novo, pessoal — Disse o vampiro

Assim, chega vários outros vampiros

— Aí sim, não aguentava mais comer sangue de veado, finalmente um humano — Respondeu uma vampira

— C-Como vocês sabem que sou humano? E o que querem de mim? — Respondo bem assustado

— Somos vampiros, seu babaca, vampiros conseguem sentir cheiro do sangue de cada criatura, e a mais suculenta é a dos humanos — Responde um vampiro com um roupa bem chique.

"Deve ser o líder do bando" — Pensei

— Por favor não me comam, eu apenas cheguei aqui por engano — Respondi

— Sinto muito menininho, mas por conta dos poderes da Mãe Natureza, ficamos preso nesse país de merda e quando aparece um sangue fresco e suculento como esses, não tem como negar — Responde o vampiro chique

Logo os vampiros mostraram suas presas e iam me atacar, entretanto aparece outro vampiro entre nós e diz:

— NÃO O MORDAM

— Mario é você? — Respondo assustado

Mario olha para mim com cara de enojado

— Sai da frente Mario, temos um delicioso jantar — Responde a vampira

— É Mario, sai da frente — Responde outro vampiro

— Ele é da minha escola galera, não mexam com ele — Diz Mario

— Não ligamos pra sua escola de merda. APENAS SAIA — responde o vampiro chique levantando sua mão

Simplesmente Mario começa a dizer umas palavras estranhas e de repente as arvores começam a lançar cipós nos vampiros que desviam

— Não se metam comigo seus merdinhas — Diz Mario me pegando na mão

— COMO OUSA ME ATACAR, SEU TIO — Grita o vampiro chique

Mario apenas diz bem calmo:

— Árvores, peguem eles

Assim as árvores se deslocam do chão, suas raízes criaram pernas, seus galhos eram milhoes de braços e suas folhas pareciam shurikens. Mario com as mãos dada comigo anda em alta velocidade e saímos dali

— EU TE PEGO AINDA SOBRINHO — Grita o o vampiro chique

Andamos por alguns minutos, quando Mario para em frente a uma casa na árvore.

— Estamos seguros aqui — Diz Mario

— O-Obrigado — Respondo

— Você não devia estar na escola? — Pergunta Mario

— E você não devia? — Pergunto

— Eu sou um vampiro, eu consigo correr em alta velocidade, além de fazer clones — Responde Mario rindo de mim com uma cara de nojo e logo em seguida diz:

— Da próxima vez vou deixar-los o comer

Mario pula entre as arvores igual um macaco

— Mario, volta aqui — Digo

— Some daqui criatura de papel — Responde Mario pulando mais alto

— MARIO EU SEI QUE VOCÊ É FILHO DA MÃE NATUREZA — Grito

Mario se joga pra perto de mim, tampando minha boca.

— Cala a boca, como você sabe dessas coisas? — Diz Mario olhando para todos os lados

— Eu fui atrás de pesquisas e do Sábio dos Sábios — Respondo

— Não espalha pra ninguém isso — Diz Mario

— Me leve a Mãe Natureza — Respondo

— Por que eu faria isso? — Diz Mario

— Pois se não, todos irão saber sobre você ser um vampiro hibrido — Digo

— Você sabe que posso te matar aqui e culpar aqueles vermes, não sabe? — Responde o Mario

— E você sabe que sua Mãe tem total controle e sincronia com a Floresta, sabendo de tudo que você faz — Afronto ele

— Seu .... Ok Irei te levar a ela — Diz Mario

Mario me carrega no colo e corre em alta velocidade até chegarmos a uma arvore enorme, gigante mesmo

— É aqui, a mamãe está lá dentro — Diz Mario

— Você não vem? — Respondo

— Não, tivemos uma briga feia hoje de manhã e não quero ver ela — Diz Mario indo embora.

Fiquei sozinho novamente, e não sabia como entrava dentro da arvore, porém um instinto me dizia:

'Siga em frente, não precisa ter medo'

Andei para perto da árvore e coloquei minha mão nela, automaticamente minha mão atravessava aquele tronco grosso. Assim atravessei o tronco chegando dentro dele.

Logo sinto um frio lá dentro e chamo:

— Mãe natureza.

— Sim meu jovem — Responde o nada.

— Onde você está Mãe natureza, preciso falar com você.

De repente o vento se concentra em uma massa de um corpo humano e diz:

— Estou aqui, jovem.

— Quero saber a verdade. Por que você esconde o Mario como seu filho?