Notas iniciais
Oi gente bonita!!! Tudo bem? Saudadeeees, ando meio sem tempo :'(. Hoje tem cap com música :') Gente o que foi o 4X04? Pirando com Captain Swan, mas não gostei do Hook malvado não u.u Louca pelo próximo, fica cada vez melhor!!! Enfim, falando da fic: Esse cap vai ser narrado pela Emma e pelo Killian, mudando frequentemente o POV, começando pelo Killian, espero que não se percam :s. É isso meus amorecos, boa leitura, beijoo.

– Nada não. — digo, suspirando. — Trouxe comida? — pergunto para Dan.

– Sim, chega mais. — ele me chama e vou ao seu encontro. — Jones, pelo amor de Deus, se controla.

– Eu não fiz nada. — digo, mesmo sabendo não é completamente verdade.

– Ela tá em forma de estátua desde que você se soltou dela! — ele sussurra, empurrando um saco para mim. — Come lá fora vai, deixa eu falar com ela.

– O que você vai dizer? — pergunto, olhando o saco.

– Nada além da verdade. — ele pisca para mim, mas não parecia estar brincando. — Mas acho melhor você ter autocontrole da sua bipolaridade Killian, ou ela vai se afastar de você.

– Ok, mas você bem que poderia falar para a sua amiguinha que ela não tem que desconfiar de mim. Todo mundo tem segredos.

– Eu sei. — ele apertou meus ombros. — Mas ela não é sua amiga? — e ergueu a sobrancelha. Daniel merece um soco por ler nas entrelinhas.

– Acho que a pessoa deixa de ser seu amigo quando você fica com vontade de beijar a mesma. — revirei os olhos.

– Como é? — Dan abriu um sorriso malicioso e semicerrei os olhos. — Tá ficando apaixonadinho, é?

– Vou comer, tchau. — disse e fui em direção a saída.

Tudo o que eu menos queria era machucar Emma, de qualquer forma, eu devo ter pegado pesado e eu precisava reverter esse jogo.

*

– E ai princesa, como você está? — disse Dan, me dando um beijinho na testa.

– Melhor agora. — admito.

– Em, eu preciso lhe contar uma coisa. — ele começou. — O Killian não bate tão bem da cabeça, acho que você já percebeu né? — ele solta uma gargalhada e faço uma careta. — E ele cuida muito disso, ele odeia ser assim. E nós, como amigos dele, estamos sempre o ajudando, entende?

– Uhum.

– Pois é, mas tem uma exceção: Você. — ele morde alguma coisa e tento roubar um pedaço, pois está divinamente cheiroso.

– Como assim eu? — digo, mordendo o que acabei de roubar. Ah, bolo de fubá.

– Você tira ele do sério. Sua curiosidade vai além dos limites, sacou? — bebo um gole do suco dele. — Eu entendo sua curiosidade, mas quero muito que você tente ir com calma, porque o Killian não controla isso, sabe? Ele, ao mesmo tempo, todo românticozinho de merda — ele mostra a língua e rio — é também um bruto.

– Isso explica várias coisas.

– Do tipo?

– Eu cheguei a te contar sobre uma dança que tivemos?

– Acho que sim. — ele franze a testa.

– Enfim, as músicas que ele botou eram absurdamente jovens, tipo muito mesmo. Ele botou One Direction e High School Musical, Dan.

– Não acredito! — disse Dan, gargalhando. — Bem, espero que ele te explique isso ai. — ele falou. — Pois eu não faço a menor ideia do que deu na cabeça do meu amigo para ele fazer isso.

– Ah, ele também disse que queria me propôr algo, mas ficou nisso. Depois saiu sem mais nem menos e ficou puto quando eu perguntei o que aconteceu.

– A proposta eu sei o que é e o outro deve ser algo pessoal, Em.

Ouvimos a porta abrir e dela sai, além do médico, Killian, Branca, James e Thiago. Branca está com um vestido florido e carrega algumas flores na mão, James está uniformizado e Thiago usa blaser. Além de Killian e Dan, que não estavam trabalhando(acho que estavam de férias ou sei lá), era a primeira vez que os via, depois do que aconteceu.

– Emma, boas notícias. — disse o doutor, vindo até mim. — Você pode começar a se arrumar e ir para casa daqui a uns 30 minutos. Só quero que siga essas recomendações e preciso que assine aqui. — ele disse e abri um sorriso. Assinei o papel e as enfermeiras(que chegaram depois, eu acho) começaram a tirar tudo que estava me prendendo. Depois, tanto o médico quanto as enfermeiras, saíram, ficando apenas o pessoal.

– Emma, querida! — disse Branca, me abraçando calorosamente. Eu adorava ela. — Dan me deu as chaves de sua casa e peguei uma roupa limpinha para você vestir, — ela pegou uma sacola dentro da bolsa e me entregou, depois tirou sapatos e outras coisas dentro da mochila de James e me entregou também. — Ah, isso aqui é para por na sua mesa, aquelas estão murchas e essas eu consegui hoje. Não são lindas? — sorri e peguei as flores, botando-as num copo com água para não secarem. Queria ser meiga e fofa como a Branca, será que era possível?

Me levantei com ajuda de Dan e cumprimentei todos. Depois peguei o que Branca tinha trago para mim e fui em direção ao banheiro.

*

– Você precisa se desculpar com ela cara. — disse Dan, aproximando-se de mim.

– Eu vou fazer melhor. — disse, sorrindo.

– Melhor? — Dan franziu a testa.

– É, eu disse que tinha uma proposta a lhe fazer, mas acabou que não fiz nada. Vou chamar ela para viajar conosco.

– Saquei. Já tinha minhas dúvidas em relação a isso. — Dan me deu um soquinho e revidei. — Não sei se ela vai aceitar não hein... Vocês mal se conhecem... — ele cantarolou e fuzilei-o com os olhos.

– Ah, mas duvido que ela vá querer ficar sozinha em Storybrooke, sem nenhum amigo sequer.

– Ela tem os clientes dela... — Dan dá uma piscadinha e depois fica sério, percebendo minha cara completamente seca para ele.

– Foda-se os clientes dela. — digo, um pouco alto demais, já que o casal ternura e o engomadinho ao lado olham sem entender. — Por mim ela poderia ser perita em tempo integral, além do mais, se ela não fosse a vítima, seria um ótimo projeto né?

– Ah claro, você quer que saia no SB Jornal "Perita estuprada quer vingança"? — diz Dan, mexendo as mãos simultaneamente fazendo um retângulo no ar. — Pelo amor de Deus Killian.

– Sei lá... — dei de ombros. — Vai que né.

– Foco Jones. Você vai chamar ela hoje?

– Não. Hoje eu vou pedir desculpas. Daqui a alguns dias eu proponho isso.

– Posso saber como você vai pedir desculpas?

– É claro que pode, você inclusive vai me ajudar. — digo e depois volto todo meu corpo para uma porta que está se abrindo, Emma está saindo do banheiro toda linda e sorridente. Ela usa um vestido rosa bebê e um rabo de cavalo prende seus cabelos loiros, parece uma boneca e tenho vontade de apertá-la, mas não posso, já que estamos brigados.

*

– Você está maravilhosa. — diz Branca, vindo até mim. — Amei esse modelito em você.

– Eu também amei, engraçado que não me lembro dele no meu closet! — digo, rindo. Branca vira uma pimenta de tão envergonhada e a abraço forte.

– Eu quis lhe fazer um agrado. — ela diz, fazendo bico e não consigo parar de sorrir.

– Tá tudo bem, — falo — só me diz quanto foi esse agrado, para eu poder lhe reembolsar. — dou uma piscadinha.

– Nada disso! Tudo por conta da casa, Emma. — disse James, intrometendo-se na conversa. — Ah, a propósito, você está linda mesmo. — ele me deu um abraço e beijei seu rosto. James era um verdadeiro príncipe, ah se ele não fosse comprometido(e se eu tivesse alguma atração por mocinhos...).

– Emma, eu tenho que ir, mas vim aqui só para lhe dar um beijo mesmo, quero que você melhore logo, para curtimos a Private mais vezes! — Thiago dá uma piscadinha para mim, cumprimenta o resto do povo e depois sai.

– O Graham queria que você fosse na delegacia dar a queixa e fazer a busca do Rumple. — disse Killian, sua voz era puro ódio e eu sabia disso. O que será que ele e o Rumple tem para ter tanta amargura por parte de Killian?

– Eu vou. — digo. — Calma ai, ele fugiu? — digo, sem acreditar. Que covarde.

– Fugiu. — diz Killian, mexendo nos anéis. Dan sussurra algo no seu ouvido, já que estão abraçados e Killian respira fundo antes de continuar. — Ele levou até o filho, que não tem nada a ver com a história.

– E a mulher ficou? — pergunto, me olhando no espelho. Dan fez questão de levar minhas coisas, então minha bolsa estava com ele e apenas meu celular junto a mim.

– Ele não tem mais mulher. — disse Dan. — Mas enfim, vamos Emma? Levo você até a delegacia. — ele estendeu a mão e peguei a mesma. Saímos e atrás de nós, Killian, James e Branca também.

*

Aquele psicopata tinha levado meu filho e eu não podia fazer nada em relação a isso. Eu precisava falar isso para alguém, mas não podia ocupar a cabeça dos meninos.

"S.O.S. Eu vou acabar com a raça daquele marginal."

"Calma capitão. Quer conversar? Estou resolvendo umas coisas com Robin na prefeitura, se quiser, só chegar."

"Posso ir mais tarde? Preciso fazer uma coisa antes, mas é rápido, quer dizer, eu quero que seja."

"Tudo bem, quando puder, me avisa. Beijinhos, Regina."

James deixou Branca em casa e depois pedi para ele me encontrar junto com Dan em frente ao Granny's.

– Então, eu preciso muito da ajuda de vocês. Eu quero pedir desculpas para a Emma e vocês sabem e podem me ajudar nisso. Eu ia pedir para o Thiago também, mas ele disse que estava muito ocupado e que não poderia sair, então nem perguntei.

– Ok. O que você quer fazer? — pergunta James.

– Bem, tanto eu, quanto a Emma, temos uma ligação com a música. — limpei a garganta e olhei para eles, Dan estava segurando o riso e resolvi o questionar o porquê disso.

– Ah, ela me disse sobre isso, One Direction e High School Musical né? — ele diz, gargalhando e reviro os olhos. James começa a rir também e eu queria muito ter meu gancho naquele momento para furar a língua de Dan, talvez assim ele calasse essa boca.

– Isso não vem ao caso. Foco em mim gente, por favor! — imploro. — Eu quero cantar uma música para a Emma, mas preciso da ajuda de vocês, eu já sei a música e vou mudar umas coisas nela. Eu vou pegar a minha jukebox e preciso que vocês façam a Emma não desconfiar de nada. Enquanto o Dan faz hora e impede ela de ver eu arrumando as coisas, o James vai me ajudar a arrumar, até porque precisamos de uma tomada e bom, teremos que usar a da casa da Em. — digo, balançando os braços de um lado para o outro.

– Tá, qual a música? — pergunta Dan.

Perfect, Simple Plan. — digo, sorrindo.

*

Assim que chego em casa, Dan vai embora, dizendo que tem um compromisso. Graham liga para mim falando que podemos resolver as coisas amanhã, mas que ele já está fazendo buscas e procurando pistas por Storybrooke, inclusive na minha casa, que está meio revirada.

Guardo tudo do hospital e arrumo o máximo possível a casa. Nem parece que eu fiquei dois dias fora daqui. Depois de umas horas, Dan diz que vai passar aqui em casa e tento finalizar a arrumação logo.

No meu quarto, há uma pilha de fichas todas reviradas e quando percebo o que são, tenho vontade de matar quem mexeu nelas. São fichas com os nomes de todos os meus clientes por idade, classificados em: homens(18-45) e idosos(46-60). Tinha mais de 500 fichas organizadas e agora tá tudo bagunçado, ah merda! Como me dei umas férias e o movimento está fraco, pego as fichas e jogo-as num canto do quarto. Nem sei se irei arrumá-las alguma hora.

Após deixar tudo organizado, caio em cima do sofá e Dan toca a campainha logo em seguida.

– Oi princesa. — ele diz, me dando um abraço forte.

– Oi. — digo, estalando as costas. — Tudo bem? — pergunto, enquanto Dan fica cantarolando e estalando os dedos.

– Tudo sim, vamos ver um filme na sala?

– Ah, ok. Vou fazer pipoca. — digo.

– NÃO! — ele grita e o encaro confusa. — Quer dizer, vai lá que eu te mimo, deixa que eu faço. — ele fala e sai disparado em direção a cozinha enquanto vou para a sala.

*

"Estou na cozinha, podem trazer as tomadas que eu conecto aqui."

Assim que vi a mensagem de Dan, James e eu pegamos os fios do amplificador, da jukebox e do microfone. Após deixar os fios nas tomadas, tratamos de ligar as coisas o mais rápido possível, já que Dan não parava de mandar mensagem dizendo que Emma queria dormir e não sei mais o quê.

"Pronto, leva ela para o quarto e quando chegar, me avisa, que eu mando uma mensagem para ela."

"Estamos no quarto."

"Em, me faz um favor? Pode ir na sua janela e olhar para baixo, quero te mostrar um negócio."

"Tá bem."

Agora eu tinha que esperar. Depois de uns 5 minutos, Em apareceu na janela e abaixou o olhar. Dei de ombros e sorri. Ela pousou o rosto nas mãos e ficou olhando para baixo. James ficou apoiado na camionete, um pouco afastado e vi Dan indo em direção a ele. Vi que estava sozinho naquele momento, ô delícia. Respirei fundo e levei o microfone a boca.

– Emma Swan, você já deve ter percebido esse nosso lance em comum com a música né? — perguntei e ela fez que sim com a cabeça.

– O que você quer? — ela gritou de lá, mas não parecia furiosa nem mal. Ponto para mim.

– Me desculpar. — disse e botei a música para tocar, olhando para baixo.

"Hey Em, look at me
Think back and talk to me
Did I grow up according to plan?
And do you think I'm wasting my time doing things I wanna do?
But it hurts when you disapprove all along
(...)
'Cause we lost it all
Nothing lasts forever
I'm sorry
I can't be perfect
Now it's just too late
And we can't go back
I'm sorry
I can't be perfect"

Ao finalizar, olho para cima e Emma não está mais ali. Os meninos me olham e apontam para a casa e entro sem pensar duas vezes. Emma continua no quarto, mas agora está sentada na cama, com as mãos no rosto.

– Em, fiz algo errado? — pergunto, me sentando do seu lado. Ela nega com a cabeça, limpando os olhos. — E porque você está assim?

– Eu só me emocionei com a música. — ela disse, sorrindo e abracei-a de lado. — Tá desculpado. — Em beijou meu pescoço e mexi no cabelo dela. — Já disse que você canta bem? — ela pergunta, olhando para mim.

– Sei fazer coisa melhor com a boca... — me aproximei dela, fechando os olhos no mesmo instante. — Em... — puxo seu rosto para mais perto e dou um selinho demorado. Depois beijo seu pescoço, e ela estremece. Ao chegar no seu ouvido, sussurro: — Boa noite, minha princesa. — e saio do quarto, querendo mais que tudo, ficar ali com ela.

Notas finais
E aí, o que acharam? huehuehe. Não esqueçam de comentar, quero muito saber o que estão achando! Beijinhos.