Rapunzel Prostituta
19 Capítulo 19
Notas iniciais
– Mandou bem! — disse Thiago, dando tapinhas nas costas de Killian, que ria que nem um bocó.
– Mandou bem? Ele mandou super bem! — agora Dan.
Gente, ele só beijou uma mulher, que coisa mais divina hein? Nossa, deixa eu soltar fogos aqui.
– Pegou a loira no laço hein... — mandou James, levando um soco na barriga de Branca. Tive que rir.
Killian olhou para mim e sorriu, como se tivesse visto o passarinho azul. Avá.
– Que foi? — perguntei.
– Nada não. — ele disse, ainda sorrindo. — Vai Branca, pode rodar a próxima.
Branca girou e puft! Minha vez de responder para Dan. Escolhi verdade, até porque não tinha motivos para mentir.
– Emma, você tá apaixonada? Melhor, melhor. Você está gostando de alguém?
Filho da puta! Brincadeira, dona Rosa.
– Isso é pergunta de sim ou não. Tem que ser pergunta para ela dizer se é verdade ou se não é. — explicou James.
– Dá no mesmo! — disse Killian.
– Ei, gente. — falei, estalando os dedos na frente dos dois. — Deixem eu responder. Daniel Salvador, para sua informação: Não, eu não estou apaixonada, mas sim, eu estou gostando de alguém! — disse, sorrindo sarcasticamente e depois encarei o chão.
– Vish, a tampinha será tacada duas vezes agora. — disse Branca, jogando a primeira vez. Deu verdade. Rá! Porém, na segunda... tá, também deu verdade. Uh, ponto para mim!
– Próximo vai! — bati palminhas. — Estou adorando esse jogo.
Um senhor todo elegante veio até nossa mesa e deu a Killian um envelope, que o fez sair da mesa por uns minutos.
– Emma pergunta para James. — disse Branca. — Ai meu Deus, estou até com medo disso. — James escolheu verdade e eu quase cai dura para trás. Céus, o que eu ia perguntar a ele?
– É verdade que... — tentei ganhar tempo. — Ah não James, passa pra desafio, por favor! — implorei.
– Ok, ok. — ele disse, rindo. — Mas algo rápido.
– Tá. — sorri, quase beijando ele. Não era muito próxima nem dele nem do Thiago, não teria como mandar na lata um desses de "É verdade que você...". Resolvi dar uma de romântica e ser bem rápida, até porque, Killian estava lendo o tal envelope e eu queria muito saber o que tinha ali dentro, além de, claro, querer saber o porquê de tanta demora. — Eu te desafio a fazer uma coisa que você sonha em fazer há um tempo. — disse sorrindo, mas James me olhou confusa. — Ok, deixa eu explicar. Vamos supor que você queira muito fazer uma coisa de uns tempos para cá, mas está sem coragem. Eu te desafio a fazer isso. — falei, dando língua.
– Acho que entendi. — ele falou. — Bem, o que mais quero e estou sem coragem de fazer... — ele olhou para mim, depois para o outro lado e por último para Branca. — Amor, — disse ele, segurando suas mãos. — você quer ir morar comigo? — disse ele.
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Nem preciso falar a resposta né?
É obvio que isso não é um pedido de casamento nem nada, mas porra, eles não tem nem 3 meses juntos, então já acho isso um grande passo. Branca ia girar a garrafa de novo(dessa vez ela estava sorrindo que nem besta), mas Killian tomou-a da mão de minha adorável amiga.
– Gente, acabou a brincadeira. — ele falou, sério. Depois soltou um sorriso só dele. — Não, sério, acabou mesmo. Pelo menos para mim. Mas podem continuar, se quiserem.
Merda. Só porque eu estava gostando daquela brincadeira.
Me levantei e fui até ele.
– Porque você vai sair? Duvido que seja sono... — alfinetei.
– Eu tenho que resolver umas paradas.
– Tem a ver com aquele envelope? — perguntei.
– Tem. É um email que eu recebi, tenho que responder.
– Hum... Posso ir contigo? Fazer companhia. — sorri.
– Em, desculpa mas não dá. Termina de jogar ai, mais tarde eu volto. Juro que volto.
– Ok, — esbocei um sorriso fraco. — mas volta logo hein. Vou ficar com saudades. — dei um beijo em sua bochecha e voltei a mesa com o pessoal.
*
– James pergunta para Emma. Verdade ou Desafio, Em? — disse Branca.
– Verdade.
– É verdade que você perdeu a virgindade na adolescência?
– É. — falei, rindo. — E vocês já sabem. — franzi o cenho. — Mas tá, o que mais vocês querem saber?
– Detalhes desse dia. — disse Thiago, arqueando as sobrancelhas.
– Foi na escola, no banheiro mais velho que tinha. Eu era do primeiro ano e o garoto, Geovan, do terceiro. Ele falou que estava a fim de mim, nós ficamos várias vezes, até que um dia, matamos aula juntos e fomos para esse banheiro. Ai nós transamos lá. Todo mundo aqui sabe como é a primeira transa né? E foi isso, depois ficamos mais umas vezes, ai terminou o ano. — fiz biquinho, depois comecei a rir.
– E aí você começou a gostar disso? — perguntou Branca.
– É. Mais ou menos assim. — falei, finalizando.
– Entendi, então porque parou seu "trabalho"? — perguntou Thiago.
– Digamos que eu tenha me dado uma folguinha e como esse período quase não tenho serviço na delegacia também, resolvi pegar esse tempo para mim. — falei, sorrindo.
Todos ficamos em silêncio por um minuto.
– Emma, porque você não vai ver se o Killian já terminou? Ele tá demorando né... — disse Dan.
E ele estava com toda razão.
– Vou mesmo. — falei, levantando-me. Peguei meu livro e joguei um beijinho no ar, indo em direção aos quartos.
*
Bati na porta do quarto de Killian umas duas vezes antes de entrar, ele fez sinal para me aproximar, mas esperei ele sair do telefone.
– Uhum, entendi. Ok, se tiver mais notícias, pode me mandar por email. Tentarei ver sempre o mais rápido possível. Obrigada Xerife. — disse ele, antes de desligar.
– O que houve? Algum problema em Storybrooke? — perguntei.
– Não, nenhum. É aquele caso privado que eu estava resolvendo, nada com o que se preocupar.
– Só Rumple né? — revirei os olhos.
– É, só ele. — Killian me puxou pelo braço e começou a beijar meu pescoço. — Mas, aproveitando que já estamos aqui, não quer conhecer as acomodações do dono do navio, senhorita Swan?
Ah, ele não tinha noção de como eu queria! Mas calma Emma, foco!
– Nada disso! — falei, me desviando da tentação. — Eu falei que ia te buscar e eu vou fazer APENAS isso, vamos. — falei, puxando ele pela mão.
– Só se você me der um beijo. — ele fez biquinho e aproximei-me para lhe dar tal beijo. Killian aprofundou o beijo, fazendo nossas línguas entrarem em sintonia constante, óbvio que o ar faltou, mas isso não impediu de ficarmos dando selinho e rindo que nem crianças.
– Ok, vamos. — falei, puxando ele para fora do quarto.
– Vamos. — ele disse, fechando a porta atrás de si.
De: Xerife Graham
Para: Capitão Killian
Novidades!
Killian, estava lendo mais o caderno de Milah, tentando achar algo para encriminar Rumple, mas acho que irá gostar de ler o que eu achei sobre vocês. Estou mandando em anexo o que achei de maior relevância.
Anexos:
28-02
Querido diário,
Hoje ele apareceu mais cedo lá, mas quase não nos falamos. Sinto-me tão culpada, mas ao mesmo tempo tão viva. A vida com Rumple é morna, sem graça. Ele fica no antiquário o tempo inteiro e eu trabalho no bar, quando nos encontramos damos um selinho e depois vamos dormir. Não tem ação, não tem amor. Eu quero sexo. Quero um filho! Com o Rumple não conseguirei isso. Ah meu Deus, o que eu estou fazendo?
02-03
Querido diário,
Eu preciso conversar com Rumple. Como disse ontem, ele não me dá o que quero e não me faz feliz. Se é que já fez algum dia, pois juro que não me lembro. Ele é o contrário de mim, como foi que pensei que isso daria certo? Ele é todo antiquado e eu super moderna, ele é cansado e eu sou ativa. Ele gosta do silêncio e eu amo um barulho. Ele não pode ter filhos e eu NECESSITO de filhos. Está decidido, eu preciso dar um fim nesse casamento.
05-03
Querido diário,
Falei com Killian sobre esse meu problema, ele disse que ficaria feliz com qualquer decisão minha, mas que estava se segurando para não me beijar, pelo simples fato de eu ser casada. Quase gritei: ME BEIJA!, mas como ele mesmo disse, sou casada, e isso não está certo.
Assim que tiver mais informações, avisarei.
Abraços,
Xerife.
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