Raposa

1 O Começo?


Notas iniciais
Mais uma história que eu faço... Primeiramente obrigadíssima por pelo menos terem notado a existência dessa fic, então, sem mais delongas, obrigada OwO

Tudo começou em uma gélida manhã, acho que estava próximo demais ás muralhas de King’s Landing, estava caçando algo para jantar, afinal nem todos têm a luxúria de ter o que comer em tempos como esses, o glorioso Robert Baratheon era o rei, a Mão era Jon Arryn.

Internamente me divertia com aqueles pensamentos, principalmente por tudo o que eu sabia, eu poderia ser a Mão do Rei se quisesse, não porque eu tenho direito, mas porque eu sei mais do que Jon Arryn, não me leve a mal, meu trabalho exige uma dose exagerada de conhecimento nas mais diversas áreas.

Enfim, estava caçando quando ouço um movimento, rapidamente me escondo por trás de uma árvore, não estava nervosa, muito pelo contrário, a calma me dominava, afinal, eu sempre cacei por ali.

Era outra vigia Lannister, meu dono dizia que eles eram fáceis de lidar, para falar a verdade, para o meu dono tudo é fácil de lidar, fechei os olhos lembrando-me de seu ensinamento:

“Você pode se sair bem de situações as quais envolvem desde leões até águias, só tem que saber as palavras...”.

Eu sempre sei as palavras, sorri com a possibilidade de ser pega desprevenida, olhei cuidadosamente para os guardas, eles já estavam indo embora, respirei fundo e saí caminhando para a floresta, ainda não tinha comida, estava divagando quando vi um cervo caminhando a uns cinco metros de distância, ajoelhei e preparei a flecha no meu arco, mirei e atirei, pra variar o tiro foi certeiro, meu dono iria ficar contente, ele gostava de cervos...

Peguei o cadáver e caminhei sorrateiramente para o castelo, a Fortaleza Vermelha tinha várias passagens secretas, eu só precisava pensar qual usar, onde meu dono estaria? Provavelmente conversando com adversário, provavelmente a única pessoa que conseguia confrontá-lo, eu particularmente já trabalhei para ele em uma das suas casas de prazer, mas ele nunca foi meu dono, em fato, meu dono atual é meu dono desde quando eu tinha uns seis anos.

Apertei uma pedra qualquer na torre e adentrei a passagem que se formou, o cervo deixava um rastro de sangue, a passagem não tinha iluminação, mas isso não era problema, ele me ensinou a ver no escuro e a ouvir no silêncio, subi escadas, atravessei túneis e tropecei em alguma pedra solta, acho que tinha quebrado a unha...

Cheguei á um beco sem saída e apalpei a parede, empurrei uma das pedras e adentrei o recinto silenciosamente, larguei a carcaça do cervo em um canto e comecei a cuidar do meu pé, meu dedo havia torcido, ah sim, eu sei umas coisinhas sobre medicina, meu dono chegou depois de uns cinco minutos:

-Cervo? Minha querida, você me mima demais.

-Se você acha senhor.

- Foi muito longe dessa vez?

-Fui longe o suficiente, senhor.

-Para que?

-Para ver outra vigia Lannister na floresta, senhor.

-E para que seria?

-Para armar alguma, talvez, meu senhor.

-Está atiçando-me?

-Talvez, senhor.

-Você realmente aprendeu bem.

-Obrigada senhor.

-Tem notícias novas raposinha?

-Tenho senhor.

-Maravilhoso! Você nunca me decepciona querida.

-Fico honrada senhor, primeiro: O escudeiro de Lorde Arryn anda bem íntimo da rainha.

-Íntimo como Jaime?

-Não, eles são vistos conversando regularmente, senhor.

-Faces?

-Preocupadas.

-Olhos?

-Acusadores.

-Rapidez da fala?

-Extrema.

-Tom?

-Indignado.

-O escudeiro é primo da rainha...

-Exatamente senhor.

-Não precisa me chamar de senhor...

-Desculpe, então... Segundo: Jon Arryn está particularmente interessado em um dos bastardos de Robert Baratheon, chamado Gendry, um aprendiz de ferreiro adorável.

-Ouviu a conversa?

-Cheguei a subir no telhado, mas só consegui ouvir fragmentos, nada que pareça valer, mas todos entrelaçados com algo maior com certeza.

-Esses fragmentos falavam o que?

-Eram só perguntas, nada demais...

-Raposinha, raposinha, eu não me lembro de ter lhe perguntado a sua opinião, só quero saber da informação, seria possível parar de ganir a melodia errada?

-Ganir senhor?

-Prefere o termo ladrar?

-Senhor, não cabe a mim, julgar suas denominações.

-Minhas? Eu estou falando de você- Ele foi até mim e apertou minhas bochechas brutalmente- Você sua raposa matreira e tão rudemente adorável, vai me contar o que eu quero saber ou prefere ficar com o ferreiro adorável?

-Senhor, foi só um adjetivo, só quis dizer que- Ele bateu em minha face- Senhor, como preferir, os fragmentos eram todos de Jon Arryn, ele estava perguntando se Gendry estava sendo bem tratado na ferraria e tinha uma pergunta sobre a mãe dele...

-Diga logo!

-Ele perguntou se ele sabia onde sua mãe estava, se ela estava bem.

-Só isso?

-Não senhor, eu ainda tenho mais uma notícia relevante.

-Qual seria?

-A senhora Lysa anda interessada em um dos frascos de meistre Pycelle.

-Algo específico?

-Sim, uma espécie de veneno, se não me engano o nome é Lágrimas de Lys.

-Isso soa absurdo.

-O senhor me ensinou que nem sempre o que soa falso é falso e...

-Eu sei, eu sei, mas mesmo assim, quero que acredite que é mentira, entendeu?

-Sim senhor

-Mais alguma notícia

-Não senhor.

-Não vai me contar do seu pé?

-Senhor?

-Seu pé, torceu o dedo não é?

-Torci senhor

-Então trate de arrumar, preciso de serviçais competentes e com os dedos certos.

-Sim senhor- Eu me abaixei e coloquei o dedo no lugar, ouvi o estralo e soltei um gemido de dor- Pronto senhor.

-Ótimo- Ele continuou com sua face zombeteira- Está dispensada por enquanto.

-Obrigada senhor

-Vá embora

Notas finais
E então??? Comentem pessoas!!!! Até a próxima OwO