Raposa
5 Fidelidade tem um preço
Notas iniciais
Aproveitem esse!!!!!
Nadamos até quando Gendry conseguiu segurar a respiração, eu já estava quase desmaiando e já havia engolido um monte de água, só sei que ele me deitou na margem e eu finalmente respirei ar puro, nunca mais entro na água, só no banho, se bem que eu não queria tomar banho... Mas enfim, ele sentou ao meu lado e sorriu:
-Até que nem foi tão difícil não é?
-Como?- Perguntei indignada- Eu quase morri afogada!
-Calma- Ele abriu o sorriso e me abraçou- Eu estava brincando!
-Eu tenho que voltar para o castelo- Falei séria, o sorriso de Gendry se desvaneceu- De verdade, me desculpe.
-Tudo bem, mas eu vou junto.
-Não pode- Eu sorri triste e selei aqueles lábios que eu já conhecia tão bem- Adeus.
-Adeus.
Levantei o capuz e corri pela mata que ficava ao lado das muralhas de King’s Landing, adentrei os portões e aumentei a velocidade, meu dono precisava saber disso, meu âmago estava com um péssimo pressentimento, mas eu ignorei e corri até sentir que meus pulmões iriam estourar, estava deixando uma trilha de água, afinal, minhas roupas não secam assim tão rápido, fora que a minha cauda estava empapada também, apertei uma das pedras da Torre da Mão, uma passagem escura se abriu, adentrei e fui tateando as alavancas que estavam pelo caminho, meus pés estavam ardendo, quando cheguei à vigésima, puxei e uma luz fraca iluminou o corredor, olhei para o chão e vi um pouco de sangue se misturar a poça que se formava onde eu pisava, entrei no cômodo, aquele era meu quarto, um escondidinho de pedras, com panos jogados por tudo e uma trilha de buracos pequenos na parede para eu escalar e chegar ao telhado da Fortaleza Vermelha. Sentei no meu amontoado de panos, aquela era minha cama, eu tirei minhas botas e abafei um gemido de dor, sanguessugas estavam espalhadas pelos meus pés, fui puxando uma por uma, quando terminei, apertei um pouco do meu vestido por cima dos meus pés, a água refrescou o machucado e eu fiz uma careta, tirei toda a minha roupa, me sequei com um pano e troquei de roupa.
Aquele vestido me enojava, mas eu iria me “misturar” na corte da rainha aquela manhã... Peguei meu capuz e cobri minhas orelhas, saí do meu quarto e caminhei até a sala apertada e abafada de meu dono, ele estava sentado, analisando um pedaço de pergaminho gasto, pigarreei e ele virou-se para mim:
-Ah, a minha raposinha voltou- Ele disse abrindo um sorriso- Você está adorável neste vestido, creio que o capuz ofusque um pouco...
-Tenho que usar o capuz senhor
-Claro que tem, não queremos uma anomalia solta por aí não é?
-Não senhor
-Fale as notícias e vá se preparar para falar com a rainha, o dia vai amanhecer em instantes.
-Senhor, uma tropa Lannister estava na clareira ao lado das muralhas de King’s Landing.
-Ah sim, eles vieram de Rochedo Casterly, eu creio, a rainha pediu reforços...
-Se acha que sim, senhor.
-Acho realmente, mas agora me diga, gosta tanto daquele ferreiro?
-Eu... Bem... Sim senhor.
-Mataria ele se eu pedisse?
-Não sei senhor.
-Sim ou não?
-Não senhor
-Não foi tão difícil assim falar a verdade não é?- Ele se levantou, pegou o pergaminho e uma faca- Agora o que realmente interessa, o ferreiro te seguiu e descobriu a passagem...
-Mas ele disse...
-Nada de “mas” ele te seguiu e ponto, vai matá-lo?
-É realmente necessário?- Falei começando a chorar.
-Sim
Assenti e saí de lá aos prantos, Gendry havia sido a pessoa mais maravilhosa que eu já conheci, o único que me aceitou pelo que eu sou e agora... Agora eu teria que dar um fim em tudo, um fim na minha única chance de felicidade, eu teria que matar Gendry Waters.
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