Raposa

19 A queda da águia


Notas iniciais
Olha quem voltou!!!!!!!! Eu disse que com o fim das provas ia escrever mais né??? Hahahahaha estou eufórica aqui, dia dos namorados e eu forever alone, mas dane-se, fico escrevendo e dando um "meio feliz" para minha raposa Nyme (é um apelido tão fofo *--*), então.... Acho que próximo capítulo tem hot, hehehehe

–Vou perguntar mais uma vez senhorita, o que faz aqui?- Ele tornou a questionar dessa vez a fuzilando com o olhar, a moça permaneceu com a expressão de dúvida, o terror consumia seu interior, o homem achava que era um bom jogador... Será de fato tão bom?

–Senhor- Ela choramingou se encolhendo- Por favor, se ouvirem... Se ao menos pensarem...

–Ora criança- Ele a confortou- Venha, falaremos em um local seguro- Ele a conduziu pelos corredores até a Torre da Mão, "péssima escolha" a ruiva pensou "esse é um dos lugares mais vigiados..."

–Senhor, eles me ouvirão- Ela sussurrou apavorada e com os olhos arregalados

–Estes são meus aposentos, ninguém além de mim poderá te ouvir, todos tem um mínimo de honra- Ele explicou, ela podia imaginar seu dono rindo em uma situação dessas

–Se o senhor diz- Respondeu receosa

–Agora fale

–Senhor, estava indo para a cozinha a mando da rainha...

–A verdade senhorita, sem mais delongas- Ele exigiu irritado

–Esta é a verdade, ouça-a por competo, estava indo para a cozinha para buscar algo para ajudar a rainha a tomar seu chá de lua- A ruiva soprou em um sussurro tímido enquanto encarava o chão

–Perdão, chá de lua?

–Sim, a rainha não quer ter filhos

–Não tente me enganar, todos sabem que ela não se deita com Robert há muito tempo

–Desculpe senhor, mas não me recordo de ter mencionado o rei em momento algum- Ela deixou um risinho indiscreto escapar, como uma moça inocente compartilhando mexericos

–Se não com o rei, então com quem?

–Essa é a questão senhor, não sei ao certo, não sirvo à rainha durante a noite

–Entendo- Jon Arryn havia caído com seu enorme ego na boca da raposa, ele coçou a barba enquanto ruminava a informação- Pode se retirar agora

–Senhor- Ela disse em uma reverência e saiu, foi fácil demais, a Mão do Rei ficaria o resto do dia buscando informações em livros indicados pelo Meistre Pycelle e nem se lembraria da esposa, agora a moça só precisava escoltar a Tully louca até o bordel do dono

Ela entrou em uma pequena abertura pelas paredes, estava literalmente no interior do castelo, chegou rapidamente aos seus aposentos e trocou de roupa, uma calça preta, botas de mesma cor, um corpete também preto e um vestido de linho cinza por cima, um xale azul cobria sua cabeça, típico traje de quem iria à um Septo, que coincidentemente ficava próximo ao bordel, ela caminhou até os portões, lá encontrou uma ultra chamativa Lysa Arryn com seus trajes patéticos e sorriso nojento:

–Senhora Lysa- A moça a chamou, esta se virou e abriu ainda mais o sorriso

–Vamos logo!- Ela quase berrou, a ruiva trincou os dentes, odiava aquele poço de gordura andante

–Assim que a senhora colocar algo mais discreto

–Não colocarei nada, ele me ama assim- Ela esganiçou naquela voz irritante

–Com todo o respeito, está muito chamativa assim, dessa maneira os guardas saberão e...

–Todos deveriam saber quem eu amo!- Ela esganiçou- Eu sempre disse para o meu- Nymeria puxou a mulher para o estábulo próximo e a empurrou brutalmente na parede enquanto tampava sua boca

–Ouça bem seu saco de banhas- A ruiva sussurrava quase em um rosnado, o nariz se franzindo e os lábios esticados mostrando os dentes- Você vai colocar uma capa e vai calar a boca se não eu vou te amarrar à uma carroça assim como fazem com um barril- Lysa tentou protestar, a moça rosnou apertando a mulher contra a parede- Eu vou te amarrar tão apertado que terão que amputar essas linguiças que você chama de braços, quer que eu faça isso?- A Tully negou com a cabeça- Ótimo- A moça mal soltou a mulher quando a mesma gritou

–SOCO...!- Nymeria bateu na cabeça de Lysa com o cunho da adaga fazendo-a desmaiar, depois a arrastou até uma carroça onde a amarrou no meio de alguns barris, cobriu a carroça com um pano branco, atrelou-a à uma mula de carga e começou a conduzi-la para o bordel

Depois de refrear seu desejo por sangue três vezes, a ruiva finalmente alcançou o bordel, uma construção discreta e ao mesmo tempo chamativa, vários tapetes pendiam de suas varandas que tinham as cortinas cerradas, a moça lembrava muito bem daquele local, já havia trabalhado ali:

–Em que posso ajudar?- Uma moça se aproximou da carroça

–Carregamento de vinhos para o bordel

–Deixe aqui fora, depois levaremos para dentro

–Tenho certeza que seria melhor descarregar no jardim, Lucy- A ruiva levantou a cara sorrindo para a conhecida que sorriu e concordou discretamente, era de praxe que prostitutas soubessem ser discretas, a carroça parou no jardim fechado, a ruiva desamarrou a Tully já acordada e a encarou longamente com um sorriso cínico nos lábios- Eu disse que faria, não disse? Agora me siga, quieta

As duas seguiram por corredores sinuosos, várias jovens nuas passeavam naturalmente com sorrisos maliciosos estampados nas faces, casais se beijando, homens usando mulheres de todos os jeitos possíveis e imagináveis, o ar fedia a suor e prazer, o sol mal se infiltrava naquele covil do pecado, quartos fechados escondiam gemidos de pessoas supostamente importantes ou santas, no final do corredor uma porta semiaberta esperava, a ruiva indicou para Lysa entrar, fechou a porta se permitindo ficar de fora daquele cômodo, sabia que seu dono acabaria na cama com aquela porca.

Ela nem precisou pensar muito no que fazer, não teria que trazer a "nobre" Arryn de volta ao castelo, logo, se apressou a deixar a casa de prazeres, aquele ambiente a deixava tonta, caminhou calmamente até o castelo, mal chegou e guardas a seguraram com firmeza:

–O que aconteceu?- Ela perguntou fingindo medo

–O príncipe exige sua presença- Um dos guardas respondeu e começou à arrastá-la pelos corredores

–Por que ele gostaria de me ver? Sou serviçal da rainha, ela deve estar no meu aguardo

–A rainha está repousando no momento, acho que o príncipe também pode usufruir dos serviços da senhorita

Nymeria bufou, teria que lidar com Joffrey novamente, não que ela não gostasse da companhia do príncipe, era ótimo ficar com ele, uma pessoa tão fácil de manipular era um alívio no meio de tantos desconfiados, finalmente chegaram ao quarto do príncipe, fizeram a ruiva bater na porta:

–Entre logo- A voz de Joffrey soou irritada, assim a moça fez o que lhe foi pedido, fechando a porta após adentrar

O quarto era magnífico, várias tapeçarias lutavam pela atenção do observador, uma cama enorme com dossel tinha aparência majestosa com seus lençóis bordados nas cores dos Lannister, cabeças empalhadas estavam penduradas na parede, mais ao fundo uma mesa pequena com duas cadeiras ficava onde se podia ver a cidade como um todo, era lá que Joffrey se encontrava, com uma blusa branca simples e calças marrons, provavelmente trajes de repouso, ele estava de costas, o sol refletindo seus cabelos cor de ouro, cor de Lannister:

–Meu senhor- A ruiva se pronunciou quase ronronando, ali começava o pequeno jogo particular

–Meus guardas foram buscar você?- Ele perguntou ainda de costas

–Sim, estava procurando você após entregar vinho para a senhora sua mãe

–É o que você diz- Ele soltou seco, ela se aproximou do loiro e o abraçou por trás, depositando um singelo beijo em seu pescoço

–Sim, é o que digo- Ela sussurrou ao pé do ouvido dele que fechou os olhos e bufou

Ela pensou que ele iria simplesmente brigar, gritar ou concordar, mas ele não o fez, virou-se de frente para a moça e a beijou, começou com um roçar de lábios, e acabou com um roçar de lábios, Nymeria não deixou ele se aprofundar e se afastou sorrindo:

–O que a minha dornesa está tramando?- Joffrey perguntou compartilhando o sorriso da moça

–Nada de mais...- Ela respondeu subindo na cama e sentando na mesma- Só práticas dornesas- Completou o chamando com o indicador

Ah sim, sei que tais trocas de palavras desvirtuam nosso príncipe, como assim aquele loiro repugnante estava sendo tão afável? A resposta, caros curiosos, está na moça dos cabelos cor de fogo, existe uma teoria de que o meio se comporta do jeito que você o deixa se comportar, sem mandar, sem brigar, só com a manipulação plena de interesses alcançamos nosso mais puro poder e potencial para mudar os outros nem que momentaneamente.

E era isso que a moça fazia, contrariando seu dono, é claro, Joffrey caminhou até a jovem, ela não queria que ele chegasse a dormir com ela, mas teoricamente já havia quebrado o acordo com seu dono mesmo... Antes que o loiro pudesse relar na moça, a mesma rolou pela cama se afastando dele que riu e a seguiu:

–O que a faz pensar que pode desordenar minha cama?- Ele questionou subindo na cama e alcançando a ruiva, ele não perdeu tempo e a beijou, dessa vez aprofundou o tocar de lábios, o fôlego fez falta e ele se afastou minimamente dela
–Senhor- Ela chamou manhosa- Tenho que lhe contar algo

–Depois- Ele resmungou beijando o pescoço de sua dornesa, uma das mãos indo apertar sua coxa

–Não, tenho que contar agora- O príncipe parou e a encarou- O senhor tem que saber que eu não sou como as outras moças...

–Claro que não, é a minha dornesa- Ele respondeu tentando a beijar mais uma vez, mas ela o impediu

–Escute, eu talvez seja considerada proveniente do Estranho

–E por que diz isso?

A ruiva puxou o xale e os grampos que o mantinham escondendo suas orelhas felpudas e laranjas, Joffrey segurou um grito, arregalou os olhos e se afastou dela, a ruiva já esperava isso, deitou-se na cama e respirou fundo, grande erro contar a ele, pelo menos foi o que pensou até ouvir a voz vacilante do loiro:

–Tens uma cauda também?- Com isso ela sorriu e sentou-se novamente

–Por que não vem descobrir?- O príncipe podia ser o monstro que falavam, mas ele sorriu, Joffrey, apesar de tudo, parecia gostar de falsas dornesas com possível proveniência do Estranho

Notas finais
Eu sei, eu sei, vocês estão querendo me matar, mas eu não posso fazer nada, Joffrey é um nojento, de verdade, um ser humano horrível, mas ele não é tão ruim quando as pessoas sabem manipulá-lo, quando concordam com el, é como uma criança pequena, a Margaery conseguia lidar com ele numa boa, por que a nossa Nymeria não pode??? Fora que ela tinha o Gendry pra ser legal com ela, agora ela não o tem mais, nada mais justo do que ela querer atenção!!!!! Mandem reviews por favor!!!!!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.