Raphaella Harmon: A Volta De Um Velho Inimigo
7 Eles Voltam e Juntos Batalhamos
Notas iniciais
Abri os olhos e nós estávamos em um barco. Digo, eu estava em um barco. Eu e Píton. Olhei para trás. Percy, Annabeth, Luke, Clarisse, Silena, Katie, Lee, Will e Jenna estavam lá, na praia, há uns 17 metros do nosso barco. Acenei para eles. Eles acenaram de volta. Todos lá, incluindo eu, estávamos aborrecidos. Menos eu e Percy. Você acha que nós não tínhamos um plano? Há. Olhei para ele, que piscou para mim, com um sorriso maroto. Ele enganara Píton. Eu me segurei para não rir também.
Eu: Para onde nós vamos, monstro?
Píton: Para o quartel-general.
Eu: Quartel-general de quê?
Píton: Do nosso exército.
Eu: E onde isso fica?
Píton: Longe daqui. Bem longe.
Sério, Píton era muito burra. Me virei de volta para trás. Percy entendeu que já era a hora. Ele se abaixou e colocou as mãos na água. Uma mão gigante de água se ergueu veio na minha direção. Aquilo era meio assustador. A mão me agarrou e me levantou para cima. O que eu mais temia aconteceu: Píton olhou para mim.
Píton: O que está acontecendo?
Eu: É isso aí, Píton. Você perdeu. Eu tenho meus irmãos, o Espírito de Delfos, meu namorado e eu. Eu só faço o que eu disser.
Píton: Não, não pode ser.
A mão gigante foi me levando em direção a praia. Me colocou o chão, bem ao lado de Percy, afinal, era ele quem estava controlando aquilo. Bati continência para Píton.
Eu: Até mais, filha da terra.
A serpente sibilava, muito irada.
Píton: Issssso terá uma dolorosa vinganççççççça! Me aguarde!
E então Píton desapareceu na névoa. Todos começamos a rir. Me lembrei de meus irmãos.
Eu: Vocês três, seus desgraçados! Nunca mais vão sair em uma missão perigosa como essa sem me avisar!
Lee deu de ombros.
Lee: Seria perigo multiplicado por quatro, mas você nos protegeria.
Eu: Seus idiotas.
Dei um abraço nos três.
Eu: Jenna, sua vaca! Você contou pra Quíron que eu me encontro com Percy na praia!
Jenna: Como você sabe?
Eu: Hello! Eu sou o olho que tudo vê.
Jenna: Cale a boca e me abrace! Aquilo lá foi uma tortura!
Ela me puxou para perto e me abraçou de novo.
Jenna: Eu nem comi! Até cheguei a tomar água, mas estou morrendo de fome!
Me virei para trás, para pegar a minha mochila, mas eu não estava com ela.
Eu: Legal. Perdemos nossas coisas e não temos como voltar para Nova York.
Jenna passou os braços por cima dos meus ombros.
Jenna: Rapha, nós perdemos nossa carona em Manhattan. Viemos andando de lá até o Maine.
Meu queixo caiu.
Eu: Sério? É quilômetro que não acaba mais, Jenna!
Will: Sua preguiçosa.
Eu: Eu estou falando que é quilômetro demais, Will, não que eu não vou andar porque estou com preguiça.
Will: Ótimo. Então, ande até Nova York.
Abri a boca para protestar, mas era a opção. Teríamos de andar à pé até Long Island.
Eu: Vamos logo.
Saímos andando, ainda na praia, perto do mar. Fui abraçada com Jenna. Saudades dela.
Eu: Jenna, William DeVille veio te procurar no chalé um dia depois de você sair. Foi te chamar para sair. Ele disse que você era bem legal e bonita.
Ela sorriu, encantada.
Eu: Acho que ele gosta de você...
Jenna: Não tire conclusões precipitadas. Ele só veio me ver.
Eu: Ok. Você gosta dele.
Jenna: Raphaella!
Eu: Por que você se recusa a aceitar isso? Você está apaixonada por ele, Jenna Alexander! E ele também está afim de você. Cara, vocês dois vão casar!
Jenna: Você já está irritando.
Eu: A Jenna tem namorado – cantarolei.
Jenna: Cale a boca, cara! Que saco!
Eu: Você está apaixonada! Está crescendo! Seus sentimentos estão aflorando e aparecendo! Você acaba de conhecer o amor da sua vida!
Jenna: Acabo não. Há três semanas.
Ela tapou a boca. Abri um sorriso de orelha a orelha.
Eu: Então você admite que ele é o amor da sua vida!
Jenna: Não foi isso que eu disse.
Eu: Indiretamente, foi!
Jenna: Tá! Eu admito! Nas últimas duas semanas que eu passei em cativeiro, a única coisa na qual eu conseguia pensar era em ver o rosto dele mais uma vez antes de morrer, beleza? Eu estou muito apaixonada por ele.
Continuei sorrindo.
Eu: Lembra-se no ano passado quando você insistia que Percy e eu deveríamos ser namorados? E insistia que eu gostava dele e que ele gostava de mim?
Jenna: Lembro.
Agora parei de sorrir.
Eu: Sua vez, palhaça.
Empurrei ela.
Jenna: Você é malévola.
Eu: A vingança é um prato que se come frio. Eu nunca soube o que essa frase significa, mas eu acho que estou usando ela na situação certa.
Ela bagunçou os meus cabelos.
Jenna: Tem razão.
Eu: Mas me fale uma coisa. Como você achou o Espírito de Delfos?
O rosto dela assumiu uma expressão séria.
Jenna: Não ache que você é a única filha de Apolo que nasceu com um poder inédito. Eu... – Pausa dramática. – Sempre pude sentir o Espírito de Delfos. Algo como um sexto sentido. Minha mãe sempre soube que eu era filha de Apolo, então eu sempre soube o que era. Quando cheguei ao acampamento, sentia o Espírito, bem forte. Quando ele foi roubado, eu já havia criado uma suspeita sobre isso. Eu não conseguia mais sentir o Espírito, por isso já sabia que algo estava errado. Mas eu segui o meu instinto e achei o Espírito, em Píton.
Percy: Gente!
Todos olhamos pra ele.
Percy: Nós estamos afundando!
Olhei para os meus pés. Estavam afundando na lama, assim como meus amigos.
Bufei e bati em minhas coxas.
Eu: Claro. Píton é filha de Gaia. Tem poder sobre a terra.
Agora, vocês não fogem de mim, disse voz de Píton, não mais! Sinto muito, Raphaella Harmon, mas você perdeu o seu poder de escolha. Percy Jackson virá comigo!
Annabeth: Dracaenae!
Olhamos para trás e vimos uma falange de dracaenae vindo na nossa direção. Sabe, eu não sei porque as dracaenae lutam por Píton. Eu acho que tem alguma coisa a ver com o fato de todas serem cobras, quem sabe uma irmandade, ou um lema do tipo Cobras unidas jamais serão vencidas! Ou coisa do tipo. Sei lá.
Elas usavam armaduras gregas e tinham lanças em suas mãos. E nós estávamos afundando, usando vestido, e sem nossas armas. Ou seja, elas estavam em total vantagem.
Vamos, Ópera, pensei, apareça em meu pescoço!
Graças aos deuses, naquele mesmo segundo, Ópera voltou ao seu lugar original. Mas eu só tinha uma flecha. E agora?
De qualquer jeito, arranquei Ópera do pescoço, joguei-o para cima e o peguei já armado. Vi uma dracaena levando a ponta de sua lança na direção de Percy. Soltei a flecha nela e, graças aos seus reflexos de semideus, Percy desviou. Quando a dracaena virou pó, ele pegou a flecha começou a defender todos que podia das dracaenae que chegavam. Eu as agredia com meu arco.
Jenna era uma excelente guerreira, especialmente junto com Will e Lee. Eles pareciam prever o movimento que o outro iria fazer.
Preciso mesmo falar o quanto Clarisse e Annabeth iam bem?
Silena se defendia e tentava persuadir as cobras a pararem e irem embora, mesmo que não estivesse dando certo.
Katie estava afastando as dracaenae com suas plantas que fazia crescer.
Luke estava vivo. Isso já é informação o suficiente.
Em um descuido, uma dracaena veio na direção de Jenna e levou a lâmina com tudo na direção do rosto dela, que se abaixou em defesa. Quando a cobra voltou, me joguei nos braços da minha irmã, que me segurou pelo braço, quase me fazendo cair no chão. Encostei uma das mãos na terra e mandei um fio de calor na direção da dracaena que logo entrou em combustão.
Jenna: Valeu.
Eu: Disponha.
E a luta continuou.
Venha conosco, Percy Jackson, dizia Píton, e todos ficarão em paz.
Ele parou por um segundo e ficou pensativo. Será que estava pensando em aceitar a proposta de Píton?
Eu: Percy, não!
Ele olhou para mim.
Percy: Vocês vão ficar bem!
Eu: Não, não sem você!
Percy: Rapha, você não entende! Eu tenho de ir!
As palavras de Afrodite voltaram à minha mente. Quando seu namorado tiver de ir, deixe-o ir. Eu não queria. Ela também disse que ele saberia quando teria de ir. Mas eu não queria. Não queria ele longe de mim. Muito relutante mesmo eu assenti.
Eu: Vá. E não se esqueça de mim.
Percy: Nunca.
De algum modo, ele conseguiu se soltar da terra e sair de lá.
Percy: Píton! Eu já estou aqui.
Podem parar, garotas, disse Píton. Ele já está conosco.
As dracaenae pararam de nos atacar. Percebi que Sess estava lá.
Sess: O que fazemosss agora?
Venham para o barco, dissera Píton. E é bom que você não tente lutar, Percy Jackson. Acha que esse é o único exército pronto para vocês aí na terra? Claro que não.
Percy: Não vou voltar. Não dessa vez.
As dracaenae foram andando com ele na direção de um barco que estava ali e eu não havia notado antes. O barco de Píton. Percy subiu a bordo com elas. Eu sentia uma fraqueza absurda. Tudo ao meu redor girava. Ele se sentou, encostado na grade. Dessa vez, não havia volta. Ele não poderia lutar contra Píton.
O barco partiu. Meus batimentos cardíacos estavam acelerados. Procurei a mão de Percy para segurá-la, como normalmente fazia quando estava nervosa, assustada, magoada, mas não a achei. O que fez com que eu me sentisse pior ainda. Então mordi a unha. Olhei para trás e vi Annabeth, tão perplexa quanto eu. Lágrimas não me permitiram mais ver, e eu as deixei cair. Aquele era o dia mais triste da minha vida.
Eu: PERCYYYYYYYYY!!!!!
E saí correndo atrás do barco. Senti que os braços de alguém me seguraram, me impedindo de ir em frente. Fiquei me debatendo, tentando escapar, mas eu sabia que a pessoa que me segurava estava certa. Eu deveria deixa-lo ir. Parei de lutar contra a pessoa que me segurava, que agora já me abraçava e fazia carinhos no meu cabelo e dizia coisas como “shhh” e “Vai ficar tudo bem”. Era a voz de Lee falando. Debulhei-me em pranto. Sentia que uma parte de mim havia sido levada junto com aquele barco. Que sem essa parte que se fora, meu corpo inteiro seria destruído. Meu coração costumava ser um pequeno cubo de gelo, que agora estava sendo derretido em gotas de sangue. Minha vida estava acabada.
Annabeth: Rapha, olhe.
Levantei meu rosto e olhei de volta para o barco. Estava afundando. Sério. Estava simplesmente permitindo que a água o invadisse. Indo, literalmente, por água abaixo. Eu não podia entender. Não podia. Percy tinha uma expressão sombria no rosto. Ele olhou para mim.
Percy: Desculpe.
Então, ele pulou do barco. Sem mais nem menos. Não estou brincando.
Pelo que eu pude ver, ele foi para debaixo do barco. E só então eu percebi o que ele pretendia. Você ainda não? Provavelmente.
Ele queria garantir que Píton jamais voltaria. Lutando com ela, no território onde ela não podia ganhar: a água.
E, sim, todas as dracaenae afundaram, juntamente com Píton.
E foi quando o pânico me invadiu. Ele dissera que dessa vez não iria votar. Percy não é cara de mentir, sabe? E se ele dissera que não iria voltar, ele não voltaria. O que não era reconfortante.
Eu: NÃO!
Contra tudo o que eu deveria fazer, eu corri. Corri até onde ele estava, e a água não ajudava. Era difícil, hein? Ô louco. Depois de um tempo lutando contra a água, eu pude submergir, mas não o via. Não via Píton. Não via as dracaenae. Não via nada. Nadei mais para o fundo, onde ficava mais escuro. Quanto mais fundo eu estava, mais escuro ficava. Mas eu me esqueci de que, ao contrário de Percy, eu não respirava debaixo d’água. Então, subi, tentando loucamente emergir, e peguei bastante ar. Desci novamente, dessa vez, mais fundo, e localizei um borrão. Um borrão que eu amava. Fui nadando na direção dele, já perdendo a segunda bateria de ar, e vi que ele tinha um grande corte no peito, e um roxo na perna. Quando, finalmente, cheguei nele, agarrei-o pelos braços e fui tentando emergir. Mas era difícil, e o ar estava acabando, o que me deixava ainda mais desesperada. Após uma longa tentativa de emergir, eu consegui conquistar o meu objetivo. Emergimos. Mesmo que a água diminuísse seu peso, Percy ainda estava pesado. Eu estava ofegante. Comecei a sacudi-lo, tentando acordá-lo.
Eu: Percy! Percy, acorde! Percy!
Nada.
Eu: Percy!
Sem resposta.
Eu: Vocês aí atrás, vão ficar apenas olhando a gente ou vão vir me ajudar?
Por mais estranho que pareça, apenas Clarisse entrou na água e veio na minha direção.
Então, eu ouvi um barulho que parecia o apito de um barco. E era mesmo um barco. Estava vindo na nossa direção, pra completar meu dia bom com chave de ouro.
Eu: Ai, meus deuses!
Agarrei Percy novamente e fiquei me debatendo em uma tentativa desesperada de nadar para longe. Mas eu estava muito distante da superfície. Não adiantaria nada.
O barco estava ainda mais perto. Perto demais. Eu praticamente tinha de ficar vesga para ver o barco.
Eu: MOÇO! TÊM GENTE AQUI!
Graças aos deuses, o barco virou. E só aí eu pude ver quem o estava pilotando.
Poseidon: BEM-VINDOS AO S.S. DEUS DO MAR!
Sorri. Eu tinha o melhor sogro do mundo.
Eu: E... será que a gente poderia entrar a bordo?
Poseidon: Como podem ver, hoje eu acordei com um nível absurdo de generosidade.
Considerando que ele é um deus, eu concordava.
Percy e eu havíamos sido acomodados em um dos quartos do S.S. Deus do mar. Nunca pensei que um deus poderia ser tão generoso quanto Poseidon fora. Me surpreendi absurdamente. Três favores no mesmo dia? Uau. Isso é um record. Percy estava deitado na cama do quarto, ainda desmaiado, e eu afagava seus cabelos. Já havia passado néctar em seu corte e tirado o veneno de Píton. Ele já estava no processo de cura. Eu já havia comido arroz cozido em uma panela de ferro e feijoada, e já havia comido uma laranja. Tudo o que eu podia fazer era esperar a minha anemia se curar e Percy acordar. E, claro, chegar ao Acampamento Meio-Sangue.
Percy começou a gemer. Os gemidos dele são fofos. Eu gostava de ouvi-lo gemendo. Então deu umas piscadas, e, aos poucos, seus olhos foram se abrindo. Quando estavam abertos por completo, ele me examinou um pouco, como se tentasse se lembrar dos detalhes do meu rosto. Depois, examinou um pouco o quarto em que estávamos.
Eu: Qual é o meu nome?
Percy: Raphaella Elizabeth Harmon.
Eu: O que eu sou sua?
Percy: Melhor namorada do mundo.
Suspirei de alívio. Saber que ele se lembrava daquilo já era o suficiente para mim.
Percy: Que dia, hein, Raio de Sol? Brigamos, lutamos, lutamos de novo, eu quase te perdi...
Interrompi suas palavras com um tapa no rosto.
Ele esfregou a área em que eu bati.
Percy: Ai. Por que isso?
Eu: Trouxa.
Ele franziu a testa.
Percy: O quê?
Eu: Trouxa. Babaca. Idiota, sem noção, cabeça de alga, cérebro de peixe, pacote de burrice, filho da mãe...
Dessa vez, ele interrompeu minhas palavras. Com um beijo. Mas eu me afastei.
Eu: Eu estou brava de verdade, tá legal? Hoje foi um dia muito estressante. Charlie morreu. Você quase morreu. Eu quase morri. Luke quase morreu. Você quase morreu de novo. Você quase me perdeu, eu quase te perdi. Hoje foi o pior dia da minha vida, Percy Jackson. E essas foram experiências tristes que eu não quero repetir.
Ficamos em silêncio por um tempo.
Percy: Pelo menos recuperamos seus irmãos. E o Espírito de Delfos.
Eu: Pelo menos isso.
Percy: E como eles estão?
Eu: Eles quem?
Percy: Seus irmãos. Will, Lee e Jenna.
Eu: Ah... bem. Lembra-se do William DeVille?
Percy: Aquele garoto que queria comer uma pizza com a sua irmã?
Eu: Sim, esse daí. Bem, Jenna está apaixonada por ele.
Ele ergueu as sobrancelhas.
Percy: Legal. Eles vão casar.
Eu: Eu sei.
Percy: Aliás, onde nós estamos?
Eu: Em um barco. De seu pai.
Percy: Meu pai?
Eu: Pois é. Ele excedeu o limite de generosidade dos deuses.
Rimos um pouquinho.
Ele respirou fundo.
Percy: Acho que eu já posso... – Ele tentou se levantar, mas eu impedi.
Eu: De jeito nenhum. Você está acabado.
Percy: Mais do que você, garota anêmica?
Eu: Você estava com veneno de Píton.
Percy: Ah é? Não podia ser tão ruim assim.
Eu: No peito.
Ele comprimiu os lábios.
Percy: Mas já estou me sentindo melhor.
Eu: Não interessa. Eu quero que você descanse. Temos muito trabalho pela frente nos próximos meses.
Percy: Tipo o quê?
Eu: Precisamos achar Píton, mata-la, reparti-la e esconder as partes, do mesmo jeito que o meu pai fez no passado.
Percy: E queimá-la.
Eu: Se adiantar alguma coisa, tentar é bom.
Afaguei seus cabelos mais um pouco.
Eu: Agora durma. Você precisa descansar.
Percy: Tem certeza? Não quer que eu fique acordado com você?
Eu: Não. Eu estou mandando você dormir. Agora.
Percy: Ok.
Ele fechou os olhos. Parecia um anjo dormindo. E eu amava esse anjo.
Puxou o meu rosto e me deu um beijo.
Percy: Eu amo você.
Eu: Eu amo você também.
E assim ele adormeceu.
Bem, como você já pode julgar, eu estava quase em paz, pela primeira vez em um ano. Mas eu sabia que essa paz não seria duradoura. Em alguns meses, eu faria dezoito anos e, provavelmente, mataria Percy. Píton estava muito certa de que iria me ter me seu exército, então, deve ter uma estratégia infalível. E eu tinha medo dessa estratégia.
Porém eu decidi não pensar nisso agora. Aquele era um dos poucos momentos que eu teria em paz com meu namorado, e eu não poderia estraga-lo. E fiquei apenas observando aquele rosto angelical que eu tanto amava. Aquele rosto que aceitou ir até o Mundo Inferior comigo. Aquele rosto que, mesmo sabendo que eu o mataria, decidira ficar comigo. Aquele rosto que, em alguns meses, iria comigo para a guerra.
FIM!!!
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