Notas iniciais
Oi gente!! Voltei...
Capítulo 27

-Erak! Cumprimentou Horace. -Não sabe como estou feliz em ver você.

-Como vai, Horace? perguntou Erak apertando a mão do jovem.

-Bem e aliviado em ver vocês.

O jovem cumprimentou os trinta escandinavos que faziam parte da tripulação de Erak, os apresentou a Crowley e os convidou para sentar.

-Então, como vieram parar aqui? perguntou o guerreiro.

Erak e Svengal contaram sobre o convite do casamento, da tempestade no mar e sobre como Trobar havia os achado na costa e os convencido a segui-lo.

-Ele tentou falar o nome de Will e Halt, e depois alguma coisa sobre invasão e luta, falou Svengal.

Trinta machados Escandinavos subiram acima das cabeças dos homens, e o grito de guerra Escandinavo surgiu. Horace teve a certeza de que poderia contar com esses homens.

-O fato é, começou Crowley. -Halt e Will estão presos pelos inimigos e dentro de um castelo que temos que tomar.

-Então o que estamos esperando? perguntou Erak.

-Temos que arranjar um plano, respondeu Horace.

-Plano, repetiu Erak. Os Escandinavos não eram conhecidos por sua inteligência.

-Sim. Temos de ter um plano, explicou Crowley. -Se fosse só tomar o castelo, eu poderia pensar em um pequeno plano rápido. Mas Halt e Will estão lá, e eu não vou por a vida deles em risco.

-Tem razão, concordou Svengal.

O grupo ficou em silêncio por vários minutos, enquanto quase todos os cérebros trabalhavam a todo vapor para pensar em um plano. O silêncio foi quebrado por Horace, que tinha se levantado impaciente.

-E agora? perguntou.

-Nós vamos continuar com o plano de Will, respondeu Crowley.

-Então me dê licença. Vou começar a treinar os homens.

Horace se virou para ir até o outro lado da clareira, mas parou assim que ouviu o chamado de Erak.

-Horace? chamou o Escandinavo.

-Erak? Horace fez sinal para que continuasse.

-Até a invasão do castelo, os meus homens são os seus homens. O capitão tinha aumentado o tom de voz para que seus homens escutassem. A partir de agora, você é o general.

Horace deu um sorriso envergonhado e inclinou a cabeça para o lado.

-Obrigado, Erak.

Ele se virou e continuou a andar até o grupo de homens parados.

-Deixe que ele se ocupe em treiná-los falou Crowley olhando por cima do ombro na direção do grupo. -Eu vou começar a treinar os arqueiros.

-Ótimo! disse Svengal.

-Mas... Malcoln tinha se aproximado. -Eu acho que alguém deveria se infiltrar no castelo.

Todos se viraram na direção dele sem entender.

-Se infiltrar no castelo? perguntou Svengal. -Você quer dizer...

-Que um de nós entre disfarçado no castelo, finja ser um deles e fique de olho na situação... e se possível, saber notícias de Halt e Will terminou Erak.

-Isso mesmo! respondeu o curandeiro ansioso.

-Seu posto de Oberjaro te fez bem, Erak! Você compreendeu a idéia

antes de todos! disse um Crowley surpreso.

-Muito obrigado pelo elogio agradeceu o Escandinavo.

-Bem, a idéia é ótima, mas... Crowley estava confuso.

-Mas...? perguntou Svengal.

-Quem irá? continuou Crowley.

-Eu vou respondeu Erak.

O resto do grupo trocaram olhares indecisos. Todos sabiam que Erak não conseguiria passar despercebido por muito tempo.

-Você? perguntaram Crowley e Svengal juntos.

-Sim. Algum problema? o capitão olhou de um para o outro esperando para ver qual dos dois ousaria a dizer que sim. Como ninguém disse nada, ele continuou. -O nosso amigo arqueiro estará ocupado treinando aqueles homens, e Horace tem que se responsabilizar pelos os outros guerreiros. Svengal pode ajudá-lo com os nossos. E aí quem sobra?

Crowley desviou os olhos na direção onde Horace dava ordens aos seus novos guerreiros. O jovem estava gritando as séries de exercícios de prática com a espada:

-Golpe lateral! Golpe por cima! Cortada a esquerda! Golpe direto! Cortada a direita! Cortada por baixo! Direto!

Ele nasceu para isso, pensou Crowley antes de levar um leve empurrão de Erak.

-Sobra quem? perguntou o capitão outra vez.

Crowley bufou impaciente e se virou para encarar o enorme Escandinavo.

-Sobra você, Oberjaro Erak! Satisfeito?

-Satisfeito respondeu Erak dando um sorriso para a carranca do arqueiro. Quando eu vou?

-O mais breve possível respondeu Crowley. -É só o tempo de nós pensarmos em um nome e uma história para você.

-Ele pode se chamar Rodrick falou Malcoln.

-Bom, — respondeu Crowley. -Rodrick, você veio de Pícta, e quer ver esses Araluans mortos. Tudo bem?

-Tudo bem concordou Erak.

Quase de madrugada, quando Horace dispensou os homens do treinamento pesado, Crowley o informou de toda a conversa que tivera com Erak e Malcoln.

-Será que vai dar certo? perguntou o jovem saindo do banho frio.

-Não sei começou Crowley. -Mas espero que sim. Uma pessoa de confiança dentro do castelo é tudo que precisamos, ou, que Halt e Will precisam.

-Então vamos rezar para ocorrer tudo bem.

No outro dia de manhã, Erak já estava preparado para sair da floresta e ir se juntar as tropas dos escoceses.

-Você já sabe não é? perguntou Horace.

-Sim, sim! exclamou o Escandinavo. Eu sou Rodrick, vim de Pícta e estou morrendo de ódio dos Araluan. Não tenho família, não tenho piedade e que sou leal para com as pessoas que me pagam.

-Exatamente! disse Crowley. Quando puder nos dê notícias, suas e deles.

-Não se preocupem falou Erak. Nós vamos libertar Halt e Will, e assim tomar o castelo.

-Boa sorte falou Horace apertando a enorme mão.

-Obrigado.

Erak virou o cavalo e saiu a galope em direção ao castelo Macindaw.

Notas finais
Gostaram desse cap? Bjãos!