Rangers -ordem Dos Arqueiros -a Lealdade
25 Capítulo 25
Notas iniciais
Capítulo 25
-Morta? Perguntou Alyss.
Todos que estavam em volta da fogueira se entre olharam.
-Sim, respondeu Shigeru.
-Como assim? Morta? Alyss não estava acreditando no que estava ouvindo.
-Eu não sei de muitos detalhes, começou Shigeru. -Mas um homem disse ao seu rei que tinha visto você ser morta.
-Eu... Alyss estava tentando imaginar como tudo acontecera.
-As pessoas de sua vila ficaram revoltadas; a mulher de Halto-san...
-Pauline? Perguntou Alyss. -O que tem ela?
-Sim, ela mesma. -Bem, parece que Chocho ficou revoltado, e ela teve que segurá-lo para que não viesse atrás de você, informou o imperador.
-Will... disse Alyss sentindo uma grande saudade do marido, e ela se deixou levar até o dia em que os dois ficaram noivos...
Ela e lady Pauline estavam sentadas em uma mesa reservada no canto do restaurante de Genny, esperando Will, Halt e Horace chegarem.
-Se acalme! Falou Pauline vendo Alyss nervosa.
-Não consigo, respondeu a jovem. -Falta quanto tempo para Will chegar?
-Halt e Horace estão terminando de aprontá-lo. Eu já te disse a três minutos atrás, falou a diplomata sorrindo.
-Desculpe, respondeu a garota envergonhada.
Os garçons de Genny trouxeram as taças e algumas bebidas para elas, mas é claro, Alyss não conseguiu dar um gole se quer.
A porta da frente se abriu e as duas mulheres se viraram na direção da entrada.
-Eles chegaram! Disse Alyss entusiasmada.
-Sim, concordou Pauline admirando Will.
O jovem arqueiro estava sendo conduzido por Halt, que não largava seu braço de jeito nenhum. Ele estava usando calça azul escura, um gibão de veludo azul claro, e preso aos seus ombros estava um manto branco com um arco longo desenhado em suas costas, e um prendedor prata com o formato de uma flecha prendia a capa no gibão.
As duas mulheres repararam que a barba estava mais curta do que o normal, pois o jovem a deixava igual a de Halt. Logo atrás dos dois arqueiros vinha Horace, com sua armadura brilhante e sua espada presa na cintura.
Os três se aproximaram da mesa e se cumprimentaram. Quando Alyss foi abraçar Will, os dois perceberam que ambos tremiam.
-Está nervoso? Perguntou Pauline quando foi abraçar o jovem.
-É claro que... não! Respondeu Will com a voz trêmula.
-Claro que não! Ajudou Horace. -Se Halt não tivesse dado uns tapas nele, nós dois ainda estaríamos tentando arrumar esses tufos de cabelo!
-Cala a boca, retrucou Will.
-Crianças, crianças! Falou Halt sério.
-Que tal nós nos sentarmos? Sugeriu Pauline.
-É uma ótima idéia, respondeu uma voz familiar vindo de trás. Todos se viraram e viram Crowley.
-Crowley! Cumprimentou Halt. -Você veio.
-Mas é claro que eu vim! Acha que eu ia perder o pedido de casamento mais desajeitado do mundo?
Will deu um passo a frente e cumprimentou Crowley.
-Tinha certeza que você viria, disse o jovem sorrindo.
Todos se sentaram e Genny trousse o prato principal. É claro, Horace encheu seu prato de cordeiro assado com mel, presuntos, arroz e uma fatia de pão recém tirado do forno.
-Ele nunca vai perder esse costume? Will sussurrou no ouvido de Halt que estava ao seu lado.
-Nunca, respondeu o arqueiro com um pequeno sorriso no canto da boca.
A cada minuto que passava, mais Will ficava nervoso. O pedido de casamento, que ele tinha planejado e replanejado, estava ficando bagunçado em sua mente.
Horace, que era o melhor amigo do jovem, viu sua aflição e se inclinou por cima da mesa.
-Fique calmo, Will. Está tudo bem, disse o jovem guerreiro sorrindo para o amigo.
Alyss também estava ansiosa; na verdade ela estava explodindo de ansiedade e nervosismo. Ela olhava para todos os lados e não encontrava nada com que pudesse se distrair, e era aí que seu olhar se encontrava com o do jovem sentado a sua frente.
“Ah Will, não sabe como estou feliz”, pensou a diplomata.
O jantar acabou e logo chegou a sobremesa: uma bandeja cheia de tortas que a própria Genny fez, os maravilhosos bolinhos de creme de mestre Chub e pudins de vários sabores.
-Will, você tem que se casar todos os meses! exclamou Horace pegando quanto doce seu prato podia suportar. -Isso está maravilhoso!
-Esquece isso! falou Halt irritado. -Não foi você quem pagou, foi? Um jantar desses por mês eu vou direto para a falência!
-Pão duro! Mão fechada! falou Horace de boca cheia. -Você tem mais dinheiro do que todos nós juntos! Esqueceu que Clomel é rico?
-Esqueceu que eu não sou o rei de Clomel? devolveu Halt.
-Pare de responder uma pergunta com outra pergunta, disse Horace engolindo o que quer que estivesse comendo.
-Ah! Vá para o inferno! Praguejou Halt irritado.
-Chega! Interrompeu Will.
Todos se viraram para ele e ficou um silêncio na mesa, que foi interrompido por lady Pauline.
-Bem, será que podemos ir direto ao pedido? perguntou na direção de Will.
-Eu já volto, anunciou o jovem se levantando.
-Will! chamou Horace. -Volte aqui agora!
-Está tudo bem, falou Halt se levantando. -Eu vou atrás dele.
Depois de dez longos minutos, Halt voltou trazendo Will pelo braço. Eles se aproximaram e sentaram em seus lugares.
-Está tudo bem? perguntou lady Pauline para Halt.
-Sim. Só foi uma leve crise de nervosismo e desespero.
Will se ajeitou em sua cadeira e olhou na direção de Alyss.
-Alyss? Chamou o jovem.
A garota se sentou ereta na cadeira e olhou para o jovem.
-Will?
-Bem... eu... ah!
-Fique calmo, recomendou Halt.
-Tudo bem... o jovem tomou fôlego e soltou tudo de uma vez.
-Alyss será que você aceita se casar comigo e ser minha esposa?
A jovem abriu um grande sorriso e piscou para os outros.
-Será que poderia repetir o pedido?
-Bem... ah! Você entendeu... quer se casar comigo?
-É claro que sim! Respondeu a diplomata.
Todos que estavam na mesa deram vivas de alegria. Will e Alyss se abraçaram, e o jovem arqueiro a beijou delicadamente.
-Perfeito! Falou Horace abraçando o amigo.
-Obrigado, Horace! Respondeu Will retribuindo o abraço.
Will abraçou Genny e Crowley, que é claro, não deixou de se divertir com o pedido mal feito. Ele avistou Pauline e Halt em pé atrás dele, e o jovem abraçou a diplomata que era como sua mãe.
-Parabéns, disse ela sorrindo. -Que vocês sejam muito felizes.
-Obrigado, disse Will abraçando a mulher e dando um beijo em seu rosto.
Ele se virou e encarou os olhos escuros de Halt. E... ele estava sorrindo! O jovem abraçou seu mestre, que passou a ser seu pai.
-Halt... você está sorrindo! Will falou feliz. -Obrigado.
-Bem, começou o arqueiro ainda o abraçando. -Acho que você merece esse sorriso.
Agora, lembrando dessa noite, Alyss ficou muito triste.
-O que aconteceu? Perguntou Eiko.
-Nada, respondeu a jovem. -Só estou cansada.
-Então pode ir se deitar, sugeriu Shigeru.
-Bem, acho que estou indo. Boa noite.
Alyss entrou na tenda do imperador, e se dirigiu ao espaço que ele tinha reservado para si. Deitou no meio dos cobertores e logo adormeceu pensando em Will.
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