Notas iniciais
Vamos voltar ao nosso reino! Vamos para Araluen

Capítulo 1

A estrada que levava até o ponto de encontro anual do corpo de arqueiros estava vazia, exceto por uma figura solitária envolta em uma capa verde-cinza e um cavalo pequeno e desgrenhado, que não parava de jogar a cabeça para trás e relinchar.

–O que foi? — perguntou Will.

O cavalo começou a olhar para todos os lados.

–Tem alguém aqui, não tem? — perguntou sussurranddo no ouvido de Puxão.

O cavalo bateu com as patas no chão e olhou para seu mestre.

–Bom rapaz. Onde está?

Puxão disparou em um galope rápido e entrou no meio dos arbustos.

Neste meio temppo, Will viu uma figura conhecida emergindo de trás de uma árvore.

–Gilan!

O arqueiro alto se aproximou e com um leve sorriso disse

–Você e Halt são muito chatos! Não consigo surpreendê-los nunca!

–Você deveria estar feliz, afinal eu, o mais jovem arqueiro consigo não ser surpreendido!

Gilan sorriu e se inclinou para apertar a mão de Will.

Blaze deu um relincho de boas vindas para Puxão, e o mesmo retribuiu a saldação.

–Quanto tempo. . . você não mudou nada! disse Gilan sorrindo.

–Ao contrário de mim, você parece ter crescido mais de dois metros! respondeu Will ironicamente.

Gilan deu aquele sorriso zombeteiro e olhou para os lados.

–Onde está Halt? Ele não veio com você?

–Eu ia lhe fazer a mesma pergunta — disse Will um pouco preocupado.

–Não. . . respondeu Gilan meio contrariado.

–Esperamos ele, ou iremos seguir? — perguntou Will, deixando as rédeas caírem para Puxão mordiscar a grama.

Gilan pensou por um instante e disse -Vamos. Ele que corra atrás de nós.

Eles cavalgaram durante as próximas duas horas naquele rítimo dos arqueiros, 20 minutos de um trot rápido e 20 minutos de galope devagar.

Quando estava para começar a tarde, Will e Gilan entraram no acampamento dos arqueiros e por onde passavam, os outros iam fazendo perguntas sobre Halt.

–Será que nós nascemos grudados com Halt e não sabemos? — perguntou Gilan quando ele e Will começaram a montar as tendas no lugar de sempre.

–Eu não sei, mas alguma coisa estranha está acontecendo. Você não acha? Halt não é de se atrasar. A não ser que aconteceu alguma. . . — Will não conseguiu terminar a frase.

–Coisa? — concluiu Gilan sombriamente.

–Pode ser. . . — disse uma voz conhecida.

Os dois se viraram e deram de cara com Crowley.

O comandante dos arqueiros parecia estar muito abatido e cansado.

–Boa tarde, Crowley! — cumprimentou Will.

–Não sei até que horas vocês poderão dizer isso.

–O que aconteceu? — perguntou Gilan. -Onde está Halt? — indagou Will. -Ele está bem? — interrompeu Gilan. -Que horas ele chega? — perguntou Will, mas nesta pergunta Crowley levantou a mão pedindo que se calassem.

–Esta é a questão. Infelizmente Halt não virá.

–Como assim? — perguntaram os dois jovens.

Crowley tirou um papel do bolso e o deu para Will.

–Eu não posso esconder isso de vocês. Cedo ou tarde iriam descobrir. . .

Will desenrrolou o papel e começou a ler. A cada palavra que lia, ele sentia suas entranhas revirarem. Halt não. . . Ele não pode. . . Ele é invencível! Will terminou de ler e atirou a carta no chão e saiu andando.

–Will! — chamou Gilan, mas Crowley o interrompeu. -Deixe que fique sozinho.

–Mais o que dizia esse papel? — e se agachou no chão para recolher o bilhete que Will tinha jogado.

A Carta dizia:

"Crowley, estou desesperada. Halt não está bem. . . ele foi invenenado por um veneno que estava na ponta de uma flecha que ele tinha achado na floresta. Halt foi testar a ponta e acabou se cortando. De início, achamos que não seria nada, mas, depois de duas semanas ele piorou. Tem desmaios freqüentes, e delírios. Todos os curandeiros da região não fazem idéia de qual veneno está no corpo dele. A única certeza é de que se não descobrirmos, ele não terá muito tempo. Nas poucas horas que ele está lúcido, tem chamado por Will incanssavelmente.

Assinado — Pauline".

Quando terminou de ler a última palavra, Gilan estava mais branco que um papel.

–Halt não. . .

Notas finais
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