Random Love
17 I was wrong about you
Notas iniciais
Boa leitura, de qualquer modo.
Chamei o elevador, apertando os botões de uma forma meio compulsiva. Não sei ao certo o motivo, mas queria ir embora dali o quanto antes. Entramos assim que o mesmo chegou.
Foram uns 3 minutos de silêncio até Bieber o cortar:
– Você vai se encontrar mesmo com esse tal de Ian? – o encarei surpresa.
– Vou? – soou como uma pergunta, talvez nem eu mesma soubesse direito. Só não entendi onde ele pretendia chegar com aquilo. – Por quê?
– Quero dizer, vocês já se conheciam antes...antes desse filme? – não tive tempo de responder, a porta do elevador se abriu para que pudéssemos sair.
Preferi não tocar no assunto novamente, não por mal. Mas é que nós não éramos tão próximos a ponto de discutir minha vida íntima. Digo, nós não éramos nada próximos.
Entrei no carro assim que ele abriu a porta pra mim e o vi fazendo o mesmo logo depois.
– Você não respondeu minha pergunta. – droga!
– Não, nós não nos conhecíamos. Mas esse é o propósito de um encontro, certo? Conhecer melhor o outro.
– É, acho que sim. – disse ligando o carro e dando partida.
– Por que queria tanto saber?
– Nada...pode ligar o rádio pra mim, fazendo favor? – mudou de assunto. Idiota.
– Ok. – liguei o rádio e estava tocando um rap chato dos infernos. Resolvi trocar de estação e, para a minha sorte, tava tocando Coldplay. Amo.
– Quem mandou mudar?
– Aquela musica não falada de produtivo. Pelo contrário, só tem palavrões e coisas relacionadas a sexo. – usei meus melhores argumentos.
– Por isso mesmo! Deixa lá!
– Não, eu gosto de Coldplay. E não sou obrigada a ouvir aquelas baixarias!
– Quem vê pensa que é uma menina descente. – o olhei abismada.
– Repete o que disse e eu juro que te mato! – desliguei o rádio e ele bufou.
– Como você consegue ser tão irritante? – dissemos ao mesmo tempo. O xinguei mentalmente.
– Ok, se você não quer ouvir música, eu posso cantar pra você. Garanto que vai amar.
– Prefiro que cortem meus ouvidos a ouvir você cantando. Aliás, como você faz tanto sucesso com essa voz aguda e chata? – respondi irritada.
Estava demorando tempo demais para chegarmos ao estúdio, não era tão longe assim. Mas pegamos dia de congestionamento, aí já viu.
Não estava mais aguentando ficar naquele carro, com ele.
– Qual é? Não precisava pegar tão pesado assim. Só estava tentado descontrair o ambiente.
– Não tem uma desculpa melhor, não? Não sei por que ainda fico surpresa com suas atitudes. Olha só pra você, obvio que escutaria aquele tipo de música.
– O quê? É música como outra qualquer. Você que é muito inocente. Aposto que nunca namorou ninguém. – agora ele apelou.
– Olha, pelo amor de Deus, cala essa sua boca ou eu te jogo desse carro! Juro, por tudo que há de mais sagrado, que faço você ficar fora daquele filme! – tínhamos chegado ao nosso destino.
Nem esperei que ele desligasse o carro e já fui abrindo a porta.
– Quer se matar agora? Espera eu estacionar, louca!
– Não me dirija à palavra, imbecil! Não sei como ainda cheguei a pensar que você pudesse ser uma pessoa legal. – sai do carro e bati a porta com força.
– Não tem geladeira em casa?!? – o escutei gritando. Me virei em direção ao carro e mostrei o dedo.
Não é o tipo de coisa que estou acostumada a fazer, mas ele pede pra levar patada.
Caminhei apressadamente pelos corredores até dar de cara com Jason:
– E ai, gatinha?! A noite foi boa?
– Eu não sei onde tava com a cabeça quando aceitei trabalhar com aquele moleque! Não sei! – disse de forma rápida. – O que tenho que fazer hoje? Vamos logo com isso, quero sair daqui o quanto antes.
Jason me olhou assustado enquanto eu o deixava plantado na estrada do camarim.
Notas finais
xxx
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