Rakuen PROJECT I ~ FIRST STAGE [BETA VERSION]
1 PROLOGUE ~ Changes
Notas iniciais
Ao longe eu ouvia batidas. No início elas eram lentas, mas depois começaram a ficar frenéticas até o ponto que eu pensei que o mundo iria desabar sobre mim!
–Onii-chan, acorda! Já te chamei quinze vezes! — minha irmã gritou.
Eu não queria enfrentar outro dia. E ainda por cima era o início do ano letivo, dia primeiro de abril de 2013. A cerimônia de abertura era um saco e todos têm que me ver apresentando-me. Realmente queria faltar, mas minha irmã não permitiu, invadindo meu quarto.
[N/A: O ano letivo no Japão inicia-se na primeira semana abril e termina na primeira semana de março]
–Onii-chan, se você não... — ela parou de falar quando viu uma saliência pervertida no lençol. — Quer saber, pode continuar se divertindo, he he he...
E saiu. Merda, por que ela tinha que entrar assim? Ela não sabe que os garotos ficam excitados de manhã?, pensei.
Minha irmã se chama Shizuka Junko, tem 13 anos; cabelos castanho-claros, lisos e presos em rabo-de-cavalo; olhos azul-anil e é bem fofinha (*kawaii*), por mais que às vezes seja um pouco infantil e irritante. Mas ela me odeia tanto que vêm me acordar cedo todos os dias só para me incomodar!
Tentei acalmar meu amigo teimoso, levantei da cama, fui ao banheiro, troquei de roupa, tomei café da manhã e fui para o colégio a pé jogando meu PSP. Essa última frase foi chata de se ler? Pois essa é a minha vida chata e tediosa, assim como deve ser a de vocês (mas sem um PSP para distrair, né? Fiquei com pena agora).
Enquanto caminhava distraidamente e jogava, esbarrei com uma garota que andava em alta velocidade e nós dois caímos no chão. Quando recobrei a consciência, minhas mãos estavam nos seios volumosos da garota, meu PSP estava no chão entre minhas pernas e ela estava sobre mim. Ela tinha cabelos pretos, compridos e lisos. A garota despertou logo, porém minhas mãos não permitiam que ela se levantasse. Seus olhos verdes estavam sem foco, e enrubescida estava sua face. O mais estranho é que ela não gritou. Ela respirava com dificuldade e sua expressão parecia excitada.
Kawaii~, pensei. Espera! Eu tenho que soltar ela! Mas se eu fizer isso, perderei a chance de apertar esses peitos maravilhosos!!
Apertei os peitos, e ela soltou um gemido. Um pingo d'água vindo da boca dela caiu em uma de minhas bochechas. Descobri logo que ela estava sem sutiã, então acariciei e apertei seus mamilos e auréolas. Ela gemia e tremia, mas parecia gostar disso. O único porém é que estávamos no meio da rua. Algumas pessoas nos encaravam, e uma mulher de terno usava o celular enquanto nos observava. Suspeitei que ela estivesse ligando para a polícia, pois nada dizia e ela tinha acabado de discar, por isso parei de acariciar os maravilhosos seios (NÃÃÃÃÃÃOOOOOOOO!!!!!) e sussurrei em seu ouvido:
–É melhor levantarmos...
–Sim. — ela concordou — Vamos continuar depois...
Meu rosto começou a pegar fogo. Pegando o PSP, levantei e a ajudei em seguida. Peguei em sua mão e corri até um beco próximo. Assim que paramos, ela me olhou com uma expressão confusa e perguntou:
–Por que você me trouxe até aqui? Não me diga que...
Ela pausou e ficou vermelha.
Kawaii~ Espera! Eu preciso ser rápido!
–N-n-não é isso! Só quero saber o seu nome e o seu celular! Até perguntaria isso lá onde nos encontramos se aquelas pessoas não estivessem ligando para a polícia!
–Elas estavam ligando para a polícia? — ela perguntou inocentemente.
Comecei a boiar com a voz dela. Kawaii~, pensei. Ela é muito kawaii... Corpo perfeito, belo par de peitos, ótimo rosto e... essa voz...! Ah! Como eu quero...
–Você tá babando! — ela avisou prestes a soltar uma risada.
–O-o-o q-quê?! AHHH!! — gritei quando percebi que a baba estava molhando a minha camisa.
Ela riu muito alto, mas por sorte estávamos longe da população. Pigarreei, interrompendo-a. Então respondi a pergunta dela:
–Quanto a sua pergunta anterior, mas é claro que eles estavam ligando! Caso você não saiba, aquilo que eu estava fazendo em você é atentado ao pudor! É proibido fazer isso na rua!
–Então por que você fez isso comigo?
–Errr... — eu estava constrangido, tremendo, mas logo inventei algo — Digamos que eu não estava pensando muito sobre isso na hora...
Ela sufocou outra risada. Ela me encarou com um sorriso suspeito no rosto e após alguns segundos de silêncio afirmou:
–Até que você é divertido... Eu sou... — ela ficou em silêncio por alguns segundos, como se não soubesse o próprio nome — Yami Tsuki! Prazer em conhecê-lo! — e estendeu a mão.
Hesitei em cumprimentá-la. Meu rosto se contorceu com uma infeliz ideia. O nome dela era estranho demais. Yami Tsuki? Espera, se eu inverter... Tsuki no Yami?! Escuridão da Lua!! Mas que tipo de nome é esse?! Isso não é normal. Tem algo de errado com ela. Melhor eu ser cauteloso... Nãããooo~! Ela é bonita! Por que seria suspeita? Não tem nada de mais nela! He He, He he...
–Você está bem? – ela perguntou com certo tom de preocupação
–Estou... – respondi. – Eu sou Shizuki Arashi! Prazer!
Cumprimentei-a. A mão dela era incrivelmente gelada. Ela ficou vermelha por alguns segundos, encarando nossas mãos unidas, e então as separou rapidamente.
–Como sua mão é quente! – ela comentou com um berro.
–S-sério? – perguntei. Resolvi fazer uma piada: — Te queimei?
–Quase... – ela parecia séria sobre isso. – Enfim, aqui está meu celular...
Ela tirou de um bolso da camiseta do uniforme um papel dobrado. Abri-o e vi o número. Peguei meu celular no bolso e a registrei com o nome de “Tsu-chan”. Depois peguei uma caneta preta de outro bolso de minha calça e anotei o meu número.
–Aqui está. – informei, estendendo o papel para ela.
Ela pegou e encarou por um tempo, vermelha. Então me lembrei da escola.
–Tenho que ir para a escola! Depois a gente... Espera! Esse uniforme...!
–Sim, eu sou da mesma escola que você! – ela me interrompeu e informou – Vamos juntos?
–S-sim! – respondi
–--ABERTURA---
Poderia ter terminado assim, termos ido à escola e tudo ficar certo. Mas como eu sou azarado até a alma, é lógico que foi diferente do que eu esperava. Logo depois da oferta, ela aproximou seu rosto do meu. Senti como se chamas lambessem minhas maçãs do rosto. Sua respiração me excitava, sua boca fina era irresistível. E o mais louco é que ela estava realmente com a intenção de me beijar. Entrei na onda e comecei a me aproximar no mesmo ritmo que ela. Porém, a poucos centímetros de nossos lábios se encontrarem, ela sorriu e desviou o beijo para a minha testa.
–Como as minhas fontes disseram, você é bem pervertido! – ela comentou após o beijo.
Eu estava confuso e vermelho. Após alguns segundos de silêncio, eu respirei fundo e comecei a fazer muitas perguntas:
–Por que você tentou me beijar? Por que não achou estranho ou reagiu aos meus abusos? Que fontes são essas? Afinal, quem...
–Calma, são muitas perguntas! – ela me interrompeu. – Respondendo em ordem... Eu estava brincando com você, bobo! Eu só queria amaldiçoá-lo com o beijo na testa, e deu certo! Quantos aos abusos, queria confirmar se você era o meu alvo, e quanto as minhas fontes, elas são secretas! Vamos, acho que...
Olhei no relógio e gelei.
–Já são oito horas! – revelei.
–Devemos nos apressar! – Tsu-chan comentou.
–Sim!
Corremos até a escola. Como eu tenho um azar desgraçado, Noyogi-san me viu junto com Tsu-chan. Ela quase desmaiou quando nos viu. Ela bufava, e logo fez uma pergunta:
–Quem é ela, Ara-kun?!
–Eu sou Yami Tsuki, futura noiva de Shizuka Arashi-san. Prazer em conhecê-la!
–O-o quê?! – e desmaiou.
–He he... – ri sem jeito.
Essa que desmaiou se chama Noyogi Shoujo. Ela tem 15 anos; cabelos pretos, lisos e curtos; olhos castanho-escuros e foscos; e usa óculos; é muito tímida e é minha amiga de infância. Talvez ela ter me visto com Tsu-chan tenha a feito pirar, pois ela tem certo ciúme de mim...
–O que está fazendo aí parado! – gritou Tomodachi, aparecendo do nada atrás de mim e batendo em minhas costas.
O grandalhão Shinrasei Tomodachi tem 16 anos; cabelos brancos, crespos e curtos; olhos pretos e foscos; 1,82 m de altura e uma força monstruosa. É meu amigo de infância, é albino e extremamente influenciável e ao mesmo tempo influenciador. Foi ele que me levou ao caminho da perversão com aquelas malditas Playboys, doushinji e Blu-ray hentais...
–Pegue ela e leve a enfermaria! – ele continuou.
–S-sim! – confirmei, pegando-a no colo. Ele e Tsu-chan nos acompanharam.
No caminho, Tomodachi perguntou a Tsu-chan:
–Você é nova por aqui?
–Sim... – ela respondeu, meio distante.
–E você veio junto do Arashi-chan para escola?
–Sim...
–Não me chame assim! – gritei.
–Por que você veio com ele, delícia? Por acaso se conheceram em algum lugar e agora estão saindo?
Ele me ignorou completamente!!, pensei.
–Hm... Não é a toa que Shizuka Arashi-san é pervertido... – ela sussurrou.
–O quê?
–Nada... Quanto ao que você perguntou, sou noiva dele. Nossos pais combinaram o casamento quando nascemos!
–Isso é proibido no Japão! – Tomodachi protestou.
–Pois é... Mas eu ainda assim amo ele e não escolheria outro...
–O-o quê!? – agora foi minha vez de me manifestar – Nós acabamos de nos conhecer! Que história é essa de casamento arranjado e paixão? Não tem como você se apaixonar por mim sem me conhecer!
–Quem disse que eu não te conhecia? Eu tenho certeza de que nunca me viu antes do encontro de hoje, mas eu já te conheço desde a infância...
Estremeci e quase deixei Noyogi-san cair. A expressão dela era arrasadora.
***
Eu e Tsu-chan, ou melhor, Yami-san, estávamos sentados, cada um em uma cadeira de madeira ao lado da cama de Noyogi-san. Tomodachi foi procurar a enfermeira, que não estava na enfermaria por sinal... Encarávamos seriamente, analisando um ao outro. Ela provavelmente tentando descobrir o que eu pensava e eu tentando ver seus seios pelo decote no uniforme.
–O que você está pensando em fazer, Arashi-san? – ela perguntou.
Ela perguntou diretamente!, pensei. Espera, devo aproveitar a chance para perguntar mais sobre aquele beijo...
–Quero saber mais sobre aquele beijo. – contornei – Sabe, naquela hora você falou que me amaldiçoou... Explique direito isso.
Ela abriu um sorriso malicioso e lambeu os lábios, como se ansiasse pelos meus. Fiquei meio constrangido. O estranho é que geralmente não fico constrangido tantas vezes com uma pessoa... Esta riu levemente e depois afirmou:
–Você é uma gracinha~...
–Isso não respondeu a minha pergunta. – resolvi ir direto ao ponto.
–Ha ha... Bem... Eu coloquei em você a “maldição do amor”... Olhe debaixo de sua franja para ver se tem uma marca... Tome um espelho!
Ela me estendeu um espelho pequeno para maquiagem tirado da... calcinha. Peguei-o e cheirei. Ela riu. Fiquei confuso e resolvi ver se estava mesmo com essa marca. Levantei minha franja e vi uma marca bem estranha, algo que não estava lá até essa manhã.
–Essa marca sinaliza sua maldição. Ela fará com que todas as garotas propicias a se apaixonarem por você, se apaixonem só de te olharem agora.
Fiquei confuso. Todas as garotas propicias? Como assim? Se bem que... isso não é uma maldição...
Comecei a rir maliciosamente, abafando com as mãos.
–Hentai. – ela disse, me condenando. Isso me assustou.
–Ahh, eu não...
–Eu te conheço muito bem. Acha que essa maldição é uma benção.
Resolvi admitir.
–Sim, como que isso pode ser uma maldição?
–Por que eu sei que você vai administrar isso mal, e sua vida virará um inferno...
Estremeci novamente. Os olhos dela estavam sem foco, apenas olhando para frente sem propósito. Ela se levantou, vindo em minha direção. Sentou em meu colo. Pude sentir a fenda... A adrenalina começou a subir a cabeça. Ela sussurrou em meu ouvido:
–...porém eu serei sua mesmo sem a maldição. ♥
Ela apoiou seus peitos no meu peitoral. Consegui ver os mamilos. A fenda dela começou a me provocar, pois ela ficava mexendo com os quadris. Meu amigo despertou, penetrando levemente na fenda, ainda no tecido da calça. Ela gemeu e se abraçou em mim.
–Vamos... Quero ver do que é capaz.
Ahhh~ É hoje que eu...
–O que vocês estão fazendo?! – gritou Yui, entrando na enfermaria com a enfermeira e Tomodachi.
Chitsujo Yui tem 16 anos; cabelos compridos, castanho-escuros e lisos; olhos castanho-claro e foscos e 1,70 m de altura. Seu corpo e rosto são muito bonitos, porém ela é a presidente da classe todos os anos e monitora de turmas do colegial a partir desse ano, por isso ela é totalmente focada nas regras. Ela me odeia, e quando me viu junto com Yami-san deve ter ficado uma fera. Por que ela me odeia? Ora, porque eu já quebrei as regras da escola várias vezes, como, por exemplo, da vez que eu estava “lendo” no intervalo com um grupo de “amigos” algumas revistas “interessantes”...
–Só podia ser você, seu sem-vergonha! – Yui gritou, vindo em nossa direção.
Sorte que Yami-san saiu de cima de mim antes de Yui empurrá-la no chão. Ela fechou alguns botões da camisa e disse:
–Eu só estava testando ele. Queria ver se era realmente pervertido como dizem. E é a mais pura verdade...
–Pare de fazer essas coisas vergonhosas! Vocês estão aqui para estudar, não para...
–Fazer coisas pervertidas? – completou a enfermeira ironicamente – Vocês são adolescentes, isso é normal...
–Sensei...! – Yui protestou
[N/A: Sensei significa mestre, professora ou doutora, enfermeira]
–Deixe eles... Afinal, se a garota engravidar, problema é dela! – Tomodachi brincou.
–Que rude...
–Foi mal, acho que exagerei!
–Enfim, acho melhor saírem daqui. – interrompeu a enfermeira. – Tenho que examiná-la em silêncio.
–OK... – disseram todos, saindo.
Porém eu não saí.
–Você não pode ficar aqui. – ela informou.
–Não se preocupe, ficarei quieto.
–Então tá. Essa eu deixo passar...
Algum tempo depois a enfermeira constatou que Noyogi-san teve apenas uma queda de pressão, e no momento estava bem. O primeiro rosto que ela viu quando acordou foi o meu, o que a deixou feliz.
–Que bom que veio me visitar...
–Eu te trouxe até aqui... – informei.
Ela corou e depois agradeceu. Sorri para ela.
–Como é bom ser jovem e ter esses romances assim... Tão kawaii~.
–S-sensei!! – repreendemos ela em uníssono.
Agora que a Noyogi-san está bem, devo saber mais sobre a tal maldição... Não deve ser tão ruim várias garotas se apaixonarem por você, he he he..., pensei.
–--ENCERRAMENTO---
Notas finais
EDIT: Corrigido trecho:
De: "O único porém é que estávamos no meio da rua. Algumas pessoas nos encaravam, e uma mulher de terno usava o celular enquanto nos 'encarava'."
Para: "O único porém é que estávamos no meio da rua. Algumas pessoas nos encaravam, e uma mulher de terno usava o celular enquanto nos observava."
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