Rakuen PROJECT I ~ FIRST STAGE [BETA VERSION]

6 CHAPTER #3 ~ Feelings Out the Curse


Notas iniciais
Err... Acho que sem querer coloquei mais ação do que pretendia... Enfim, já que está assim, vamos continuar nesse caminho. Planejei o porquê dos poderes de Yami Tsuki, e acho que irão gostar. Nesse capítulo acontecerão muitas coisas, como no anterior, então prestem atenção!

Desculpem-me pelo MEGA atraso, é porque eu estou fazendo duas outras fics com amigos. Nas duas eles são os autores principais, mas eu dou sempre um toque meu nos textos, então o estilo não muda muito de Rakuen PROJECT! Ambas são ecchi também, mas acredito que terá mais ação do que nelas, pois os planos deles são:

-Fallen Girl ~ Sister of Evil: é uma espécie de mistura de Shugo Chara, só que mais sério, com ecchi. Os resultados são até bons, gostei da história e por isso decidi ajudá-lo. O único problema é que ele não tem tanta criatividade, por isso os capítulos vão demorar... O link para a fic logo a seguir: http://fanfiction.com.br/historia/350882/Fallen_Girl_Sister_Of_Evil/

-Soul Hunks: quando penso em Soul Hunks, lembro logo de Shakugan no Shana. Será focado em uma aventura com bastante ação que transitará entre o mundo espiritual e o humano. Não é como Bleach, mas também tem shinigamis. E, a propósito, esses shinigamis são do mal O.o (SPOILER MALDITO!!). Enfim, tem bem mais intrigas e mistério do que Shakugan no Shana, mas o estilo é bem parecido, só que mais... animado! Acho que vão adorar: http://fanfiction.com.br/historia/360373/Soul_Hunks/

[02/04/2013 – TUESDAY – EVENING]

Perdido em milhares de pensamentos e dúvidas, eu estava parado no mesmo lugar, em frente à barraca improvisada do Rakuen PROJECT Club, olhando para a direção onde Yami-san fora. Tomodachi surpreendeu-me, surgindo atrás de mim. Deu um pequeno pulo para frente. Ele apenas riu de leve, e em seguida botou as mãos nos bolsos e sussurrou em meus ouvidos:

–Você tem alguma ideia do porque Tsuki-chan ter a habilidade de criar cristais de gelo com a mão?

Parecia uma pergunta estúpida que eu não teria como responder. Realmente não tinha, mas eu tinha uma informação importante, um fato que só naquele momento eu lembrei.

–Pra falar a verdade, eu me surpreendi com as habilidades dela também, mas... Ontem, quando eu conheci ela, algo estranho aconteceu.

–O quê exatamente? – Tomodachi perguntou ansioso.

Lembrei-me de quando fui cumprimentá-la e disse ao Tomodachi exatamente o que aconteceu...

[Flashback: ON]

–Até que você é divertido... Eu sou... — ela ficou em silêncio por alguns segundos, como se não soubesse o próprio nome — Yami Tsuki! Prazer em conhecê-lo! — e estendeu a mão.

Hesitei em cumprimentá-la. Meu rosto se contorceu com uma infeliz ideia. O nome dela era estranho demais. Yami Tsuki? Espera, se eu inverter... Tsuki no Yami?! Escuridão da Lua!! Mas que tipo de nome é esse?! Isso não é normal. Tem algo de errado com ela. Melhor eu ser cauteloso... Nãããooo~! Ela é bonita! Por que seria suspeita? Não tem nada de mais nela! He He, He he...

–Você está bem? – ela perguntou com certo tom de preocupação

–Estou... – respondi. – Eu sou Shizuki Arashi! Prazer!

Cumprimentei-a. A mão dela era incrivelmente gelada. Ela ficou vermelha por alguns segundos, encarando nossas mãos unidas, e então as separou rapidamente.

–Como sua mão é quente! – ela comentou com um berro.

–S-sério? – perguntei. Resolvi fazer uma piada: – Te queimei?

–Quase... – ela parecia séria sobre isso.

[Flashback: OFF]

–Entendo – Tomodachi disse. – Bem, isso é bem curioso... Ela é sensível ao calor... Mas se ela é assim, porque conseguiu te beijar por tanto tempo e não se sentiu mal?

–Hm... – realmente aquela era uma ótima questão.

Espera! O beijo é pouco! Hoje à noite, ela...! Afe, bem que eu senti que ela estava gelada demais..., pensei.

Após pensar por um momento, tive uma conclusão: ir atrás das duas garotas. Comecei a correr, mas logo parei. Não sabia aonde ir.

–Olhe! – Tomodachi gritou, apontando para o prédio da escola.

Olhei para onde ele apontou, e vi as duas garotas, Yami-san e Hikari-san, subindo pela parede correndo e destruindo tudo o que deixam para trás. Calculei que estavam indo para o telhado, então corri em disparada naquela direção. Porém Yui e Chie-sensei me seguraram pelos braços.

–Você não pode ir! – Yui informou.

–V-vai se machucar! – Chie-sensei afirmou encabulada.

–Não vou me machucar. Está tudo bem. Acreditem em... –

–Acreditem nele! – Sho-chan interrompeu-me, porém me apoiou.

–Sho-chan...

Ela sorriu para mim. Yui e Chie-sensei me soltaram. Desfiz o semblante de dúvida e sorri de volta antes de partir em disparada para o telhado do campus.

---ABERTURA---

Pessoas que assistiam empolgadas a luta cercando o prédio saíram correndo apavoradas, pois pedaços de vidro das janelas e do próprio concreto do prédio estavam caindo, consequências da feroz e anormal batalha. Desviei de todos os obstáculos mortais e voadores, entrando no prédio e começando a subir as escadas.

Enquanto eu subia, percebi que estava ficando muito suado e cansado devido ao excesso de roupa. Decidi largar meu blazer e continuar a subida rapidamente. O calor melhorou, mas então a camisa começou a colar em meu corpo. Tirei-a e continuei a subida. Após alguns andares de eu ter tirado a camisa, o campus estremeceu. Deduzi que elas já tivessem chegado ao terraço, então acelerei meu passo o máximo que eu podia. Ao chegar ao topo da escola, havia um corredor que levava ao telhado. Corri com um braço na frente no corpo, no intuito de arrombar a porta. Mesmo que estivesse trancada, suas trancas estavam enferrujadas, o que me permitiu abri-la.

Tendo entrado na cobertura, vi Hikari-san cheia de ferimentos, sangrando, e caída no chão, tentando se levantar e voltar à luta; enquanto Yami-san tinha muito menos ferimentos e carregava no braço uma broca de gelo. No momento em que Hikari-san se levantou, não conseguiu mais se mover, e eu vi que Yami-san mirava direto em seu coração. Corri na direção das duas e fiz algo inusitado. Um dos fragmentos do gelo cortou minha maçã esquerda do rosto levemente. Não foi algo grave, apenas me marcou.

Ao segurá-la, o gelo se partiu como vidro. Hikari-san nos observava, impressionada e confusa. Yami-san estava surpresa também, pois eu a impedi de matar Hikari-san, mas ao mesmo tempo estava levemente irritada. Sua expressão mudou de surpresa para sombria. Ela abaixou a cabeça em reflexão, e quando uma gota de suor que estava escorrendo em meu rosto pingou na mão dela, a tal questionou:

–O que pensa que está fazendo, idiota?

–O quê? – estranhei o tratamento incomum.

–Baka*! Você me impediu de matar a garota que quer te matar! – ela gritou, desvencilhando-se de mim. – Percebe o que fez? O que você tem na cabeça?!

–Eu apenas fiz isso por uma razão...

–E qual seria?

Senti que Hikari-san estava de pé, e sua garra a poucos centímetros de minha aorta, mas não liguei, pois a sentença que eu disse a seguir fez todos pararem para refletir:

–Se ela quer me matar, é claro que tem um motivo!

Faltou um milímetro para ela me matar. Ao ouvir isso, ela parou e recuou alguns passos. Olhei para ela pelos ombros. Sua face estava tão confusa que ao invés de eu me dirigir a ela, continuei a falar com Yami-san. Do jeito que planejei, tudo se resolveria...

–Pensem comigo: as pessoas, por mais que cometam erros, fazem ações e escolhas em sua vida por algum motivo. E, no caso de um assassinato, ela tem um motivo muito bom para querer me matar. Yami-san, por que tentou matá-la?

–Não é óbvio que era por você? – ela respondeu, meio que desesperada para eu acreditar nela – Eu estava apenas te protegendo!

–Sei... Você é muito suspeita... Esse casamento arranjado e essa maldição... – puxei a franja e apontei com a outra mão para a marca – Você tá armando algo. Agora quero ouvir Hikari-san. Por que você quer me matar?

–Eu... – ela disse, pausando. Provavelmente estava pensando que dizer seus motivos era algo errado – Eu apenas... quero um mundo melhor...

–O quê?!

–Se você morrer, o mal não despertará novamente e tudo ficará bem. – ela ficou mais decidida, mas tinha uma ponta de dúvida em seu semblante ainda – Não é culpa sua, mas alguém está armando algo grande, e escolherão você como a chave desse plano. Se você morrer, o plano maligno ruirá.

–Plano? Que plano?

–Não sei. Não me deram detalhes, afim de que a missão de assassinato e as informações secretas da ONU não fossem comprometidas. O importante é: você deve morrer.

Ela começou a andar lentamente em minha direção com a garra metálica direita pronta. Não me movi um centímetro, mas minhas mãos não paravam de tremer. Tenho que me acalmar! Isso vai se resolver!, pensei.

–Y-yuri... – tentei chamá-la pelo primeiro nome. Yami-san ficou levemente surpresa.

–O quê? – o olhar de Hikari-san era frio como gelo naquele momento.

Por algum motivo Yami-san estava parada, apenas assistindo. Talvez estivesse se divertindo com a peça de teatro improvisado. Sádica, pensei.

–Me diga uma coisa – continuei.

–O quê? – seu tom me pareceu levemente impaciente

–Você realmente quer me matar? Ou são apenas ordens?

–A minha opinião não é importante. O que importa é a paz mundial.

–Se você quer paz, então matar é errado!

–Então o que é certo?

–Se eu serei usado em algo “ruim” – risquei aspas – então é só você impedir, não?

–É o que estou fazendo. Matar você irá impedir o plano.

–Não dessa forma!

–De qual forma então?

–Me protegendo de quem está realizando o plano.

Ela se surpreendeu por alguns segundos, mas logo ficou serena novamente. Virou seu rosto para o lado e cuspiu. Quando o cuspe caiu no piso, vi que era sangue. Ela então voltou a me encarar, e pouco tempo depois disse:

–Pare de fazer piadas. Eu não sou guarda-costas de ninguém.

–Você é uma pessoa que não se importa consigo mesma e só com as outras pessoas, certo?

–Sim. Trabalho para um bem maior. Mesmo que eu tenha que sacrificar meu corpo, minha estatura e memórias.

Fiquei meio confuso com aquela revelação, mas decidi ignorar a bizarrice e continuar:

–Então, quanto mais você matar, menos pessoas estarão neste mundo, certo?

–Sim, mas os maus e aqueles que ameaçam a sociedade devem morrer.

–Mas eu não sou uma ameaça.

–É claro que é! Você... mesmo sendo mais um inocente... você...

–Já matou inocentes em situações como a minha?

–Acredito que sim, mesmo que minha memória esteja... nebulosa... Mas sacrifícios são necessários!

–Não são! Não nessa situação! Além disso... Eu... Eu tenho vários amigos que dependem de mim.

–Amigos?

–Sim. A maioria são garotas, mas há um garoto também... Eles são pessoas que são preciosas para mim, e eles também o mesmo de mim.

–Pessoas preciosas?

–Sim. Se eu morrer, uma infelicidade tremenda cairá sobre eles, e eu não quero isso! Eu estou me esforçando para alegrar todas as garotas ao meu redor, então, por favor, me dê mais um tempo!

Isso mexeu com ela. Eu não precisava dizer aquilo tudo, apenas a primeira frase. Depois de refletir por um minuto, ela desfez as garras metálicas balançando os braços, um de cada vez, olhou-me com os olhos quase transbordando em lágrimas e perguntou:

–O que eu devo fazer? Devo manter a paz, mas se eu te matar, eu só causarei mais caos! Eu... estou confusa... Minha missão é para matá-lo e manter a paz mundial. Causarei caos se te matar, porém será algo pequeno comparado a o que acontecerá se o plano for concluído...

–Não escolha entre um e outro. Proteja-me de meus perseguidores, e tudo estará bem.

–Não posso fazer isso! Tenho que retornar com sua cabeça para...

–Agente! – gritou uma voz vinda do céu.

Acima de nós havia um helicóptero. Um homem cheio de equipamentos e um uniforme da S.W.A.T. desceu por uma escada de barbante até o telhado da escola e disse:

–Mate-o. Essa é uma chance perfeita.

–Mas... ele é inocente!

–Não importa! Ele é o seu alvo. E está indefeso!

–Mas...

–Tsc! – ele sacou um rifle de suas costas e mirou em mim – Parece que terei que fazer isso por eu mesmo.

Engoli em seco. Ele atirou. Hikari-san e Yami-san entraram na minha frente, interceptando o tiro com seus poderes, cortando o rifle ao meio, jogando o agente americano no helicóptero e o abatendo em seguida. Fiquei olhando perplexo para tudo aquilo.

Mas o quê?! Espera, até que elas formam uma boa dupla... O quê?! O que diabos estou pensando?!

Assim que elas tocaram o piso do telhado, encararam-me com um olhar inquisitivo. Fiquei curioso com o que elas queriam, porém um silêncio se seguiu por um tempo, sufocando-me. Hikari-san quebrou a angústia, perguntando-me:

–Você fala que tem amigos, então você sabe o que é amizade?

–Sim, por quê? – rebati.

–Arashi-san, você pode me explicar o que é isso?

Fiquei meio atordoado. Ela me encarou, analisando-me. Depois comentou antes de eu dizer algo:

–Olhando para você agora, me lembrei de uma missão que fiz no passado. Meus companheiros da equipe de investigação se diziam amigos entre si. Eles tinham uma... felicidade em se encontrarem e conversarem. Tinham o que pessoas normais chamam de laços afetivos. Mas quando eu ia perguntar mais sobre esses laços, eles simplesmente me ignoravam...

Respirei fundo. Seria difícil explicar algo tão... sentimental.

–Bem... Amizade é um sentimento, geralmente mútuo, que se tem com outra pessoa. Porém ele é diferente de qualquer outro. Os amigos têm necessidade e às vezes até ansiedade por se ajudarem e saberem se o outro está bem. É como um laço, realmente, contudo invisível. Você se liga a pessoa te uma forma única, sem segundas, terceiras ou quartas intenções. E somente os amigos verdadeiros em que se pode confiar.

Um momento de silêncio ocorreu, e Hikari-san concluiu o diálogo:

–Eu... não consigo entender... Isso é tão... inalcançável e impossível...

O vento do crepúsculo começou a soprar fortemente na cobertura. As saias das garotas dançavam errantemente para frente. Tentei evitar, mas acabei olhando as calcinhas. A de Hikari-san era azul-anil e da Yami-san era preta. Segurei minha hemorragia nasal com as mãos. Hikari-san ficou confusa com a situação e perguntou:

–Você está bem?

–S-sim! – respondi, sem jeito.

–Hm... – Yami-san lambeu os lábios de forma sedutora. Ela entendeu o que tinha acontecido.

–Enfim... – eu disse após ter parado a hemorragia e o vento parar de bater tão forte – O que você disse... “Isso é tão inalcançável e impossível”... Como posso dizer... Eu já passei por isso.

–Já?

–Sim. E te entendo perfeitamente.

–Você... me entende?

–Sim. E quero te ajudar. Vamos ser amigos e ajudar uns aos outros. Eu vou te mostrar as vantagens de uma amizade e você me protege do tal plano que você disse antes.

–Impossível. Eu...

Interrompi-a com um abraço. Ela arregalou os olhos, perplexa.

–O que pensa que está fazendo?

Nada é impossível para aquele que crê. Tenha fé que isso é possível! Tente, pelo menos...

–Eu... – pude sentir gotas quentes molhando meus ombros.

–O que eu estou fazendo...?

Chorando. O que está saindo de seus olhos são lágrimas.

–Você... Você está fazendo isso?!

–Não se preocupe. As lágrimas só provam que você é humana e que está sofrendo. Pode chorar em meus braços o quanto quiser...

–Perdoe-me, mas... Eu tenho que te matar de qualquer jeito.

Ouvi o som da metamorfose. Ela refez a garra. Apertei-a mais.

–O quê?! Fuja enquanto pode! Eu... estou me segurando para não...

–Não fugirei.

–Idiota! Eu... logo não poderei me controlar... E... você... MORRERÁ!!!

Ela tentou me golpear, mas Yami-san segurou a garra com uma mão nua. Ela suspirou e em seguida disse:

–Aquele microchip na parte de trás de seu pescoço... Para que ele serve?

–Cale-se, espiã! Você que... AHH!! – ela tentou me atacar novamente, mas Yami-san usou seus poderes para prender a garra e o outro braço ao piso. – Você que... trabalha para o plano maligno! Afinal quem amaldiçoou Arashi-san foi você! Eu tenho... que... eliminá-la. Mas... esse controle... AHH!!

Dessa vez não deu tempo: ela me chutou. Caí sentado no chão. Yami-san aumentou a quantidade de gelo que prendia as duas mãos e congelou as pernas também. Suspirou novamente e argumentou:

–Olha aqui: eu realmente amaldiçoei o Arashi, mas eu o amo e sou sua noiva. Não permitirei aquele velho concluir o FINAL STAGE. Não se preocupe, eu tenho meus próprios planos.

–Você quer dizer... – Hikari disse com dificuldade. Ela provavelmente lutava contra algo que queria controlá-la – Que é uma espiã dupla?

–Exatamente. Confie em mim.

–Hmpf... Não confiarei, apenas observarei. Tem como você destruir o microchip?

–Ah, eu sabia que era ele o responsável pelos ataques indesejados. Sim, um momento.

Yami-san foi para trás de Hikari-san e congelou o microchip, queimando-o instantaneamente e libertando-a em seguida. Hikari-san parecia aliviada por estar livre. Yami-san sorriu de leve e sussurrou algo no ouvido de Hikari-san. Segundos depois Hikari-san respondeu assentindo com a cabeça levemente.

Então é o tal microchip que controlava a Hikari-san, voz do além?, tentei perguntar.

Não era exatamente o microchip. Ele apenas recebia um sinal a distância. Alguém viu e ouviu tudo o que aconteceu aqui em cima e já estava começando a ficar impaciente, respondeu a voz.

Ah, sim... Valeu pela explicação...

–Agora eu tenho uma pergunta – eu disse ao me levantar.

–O quê? – as duas questionaram em uníssono.

–A escola vai ficar do jeito que está?

Elas não sabiam o que responder. Suspirei. Nesse exato momento uma corrente de vento abalou toda a cidade e o tempo parou. Gritei para as garotas em vão. Tudo estava congelado, com exceção de mim. Quando eu já estava entrando em desespero, um garoto com o uniforme da minha escola apareceu descendo do céu em passos mansos. Atrás dele, raios do Sol ressaltavam sua glória. O reflexo nos óculos dele era pouco, porém davam certo charme. Quando ele pisou no piso do terraço, consertou a posição dos óculos como se estivesse me analisando e começou a caminhar em minha direção.

–Seu rosto me é familiar, mas... eu não me lembro de você – revelei – Quem é você mesmo?

Ele riu de leve antes de responder:

–Jiki Hideo, primeiro ano do colegial da Elemental School and High School, esta escola, sala 1-E.

–Não posso crer... – declarei – Como que eu nunca notei sua presença?!

–Já percebeu muitas vezes, mas eu apaguei sua memória de nossos contatos. Mesmo assim, você parece ter algum resquício. Isso é bom. Parece que serás útil nos meus planos...

–Apagou minha memória? Resquício? Mais planos?! – estranhei – Afinal, que merda tá acontecendo?! Todos estão com planos além da compreensão humana e me envolvem neles! O que eu tenho haver com essa confusão?

Ele riu outra vez, e então respondeu:

–Simplesmente porque és diferente de todos os outros garotos desta cidade.

–Desta cidade?

–Sim. Essa cidade em específico é a única que pode ser palco destes e dos próximos eventos. Não posso dar mais detalhes, e devo partir logo. Mas antes disso... HAAA!

Ele esticou a mão direita em minha direção. Um raio foi disparado em meu peito, e eu caí sentado. Uma marca foi feita nele, mas quando uma chave dourada entrou nela, a tal desapareceu.

–O que você fez? – perguntei.

–Deixei a Dawn’s Key* contigo. Primeiramente ela servirá apenas para repare os danos à escola, mas como meu tempo está acabando, não posso falar mais. Até mais, Hope’s Boy*.

–“Hope’s Boy”?! O que você quer dizer...

Mas ele já havia sumido e o tempo voltado ao normal. Suspirei. Hikari-san pigarreou e disse:

–Bem, acho que a escola terá que permanecer assim...

–Não, eu posso consertar o estrago! – protestei.

–O quê?! – as duas estranharam em uníssono.

Pensei na chave dourada, e logo ela saiu do meu peito e voou até a minha mão.

–O-o que é... isso?! – Yami-san perguntou, pela primeira vez perplexa.

–Meus novos truques. Observe.

Ergui a chave para o alto e imaginei a escola como era antes da luta. Rapidamente tudo se consertou. Alguns espíritos foram sugados do térreo e de dentro do prédio para dentro da chave, e em seguida ela desapareceu. Desabei no chão na mesma hora, exausto e suando frio.

O que foi aquilo? O que a chave absorveu?

As memórias das pessoas. As únicas que se lembraram dos poderes de Yuri e Tsuki são vocês três. E os E.U.A não vão notar a ausência desses agentes que morreram. Entretanto essa chave absorveu parte de sua energia vital, e como seu corpo é mais inteligente que você, está reduzindo a atividade de seu corpo, fazendo-o desmaiar.

–Arashi-san, você está bem? – Hikari-san perguntou, correndo em minha direção.

As garotas pareciam distantes, e logo tudo ficou negro.

***

Acordei no mesmo dia em meu quarto e vestindo pijama completo. Olhei em meu relógio. Eram oito horas da noite. Percebi algo estranho em minha cama. Como estava escuro, comecei a apalpá-la. Aparentemente era uma garota, porque quando peguei em algo macio, ela gemeu:

–Aah!

–O que foi isso? – perguntei-me, apertando mais.

–Ah! Pare com isso, Shizuka-kun... ♥ Espere a Junko-chan chegar...

–O QUÊ?! – estranhei, tirando as cobertas e vendo a dona da voz. – YUI?! O QUE ESTÁ FAZENDO EM MINHA CAMA?!

–Cuidando de você... Só que eu acabei pegando no sono...

Suspirei.

Ela não está fazendo isso por que quer, e sim por causa da maldição..., pensei.

Yui se debruçou em mim, começou a ofegar e bem próxima a minha boca, disse:

–Acho que não vou aguentar...

–Aguentar o quê? – perguntei, estranhando a pausa.

–...Esperar pela Junko-chan para começarmos... Sei que está ansioso para saber como é...

Engoli em seco. Ela vai... “fazer” comigo?!, pensei. Ela continuou:

–Prometo lhe dar muito... prazer... ♥

Meu corpo estava recebendo o calor de Yui, ficando ainda mais quente e suado que antes. Eu tremia de excitação, mas estava em dúvida do que fazer ou dizer. Eu queria fazer, mas uma parte de minha consciência era contra isso. Por fim subi em cima dela e comecei a acariciar seus seios. Eles eram maiores que eu pensava, e eu fiquei feliz com isso. Após gemer um pouco, ela franziu o cenho, segurou em meus ombros e disse:

–Eu estava só brincando! Me solta que eu preciso avisar a todos que você acordou...

Saí de cima dela, sentando na cama. Ela se levantou e tentou desamarrotar a blusa. Ri um pouco, coçando minha têmpora direita. Quando ela estava na porta, perguntei:

–Como assim você tem que avisar a todos? Quem está aí?

–Ora, todo mundo! – ela respondeu como se fosse óbvio – Seus pais, eu, Junko-chan, Yami-san, Noyogi-san, Shinrasei-kun, Chie-sensei e Hikari-san! Todos preocupados com seu desmaio repentino!

–O-o quê?! Até a Chie-sensei e a Hikari-san?! – estranhei.

–Mas é claro! – ela sorriu para mim antes de sumir de vista.

Suspirei.

Ela me enganou direitinho, pensei.

Logo Chie-sensei e Hikari-san invadiram meu quarto fazendo muitas perguntas. Eram simples, como: “Você está bem”? Respondi-as e depois pedi para que me deixassem dormir. Estava cansado daquele dia atribulado.

[03/04/2013 – WEDNESDAY – MORNING]

No dia seguinte Yami-san e Junko-neechan me acordaram juntas. Estranhei um pouco, mas nada disse. Quando estávamos prestes a sair, a campainha tocou. Arregalamos os olhos com o susto.

Quem será a essa hora da manhã?, pensei.

Abri a porta e vi Hikari-san. Dei um salto para trás e perguntei:

–O-o-o q-que você tá fazendo aqui?!

–Apenas te observando – ela respondeu calmamente. – Você me disse que iria me ajudar com o assunto amizade, certo? Preciso te observar para aprender...

–Ahh~... Mas é claro! Pode vir com a gente!

Ela nada respondeu, apenas assentiu com a cabeça. Logo nos aprontamos e saímos. Antes era somente eu e Junko-neechan, mas agora Yami-san e Hikari-san nos acompanham. Quando cruzamos a esquina, como eu estava na frente, acabei esbarrando e derrubando alguém, caindo em cima do sujeito.

–Ite-te-te... – eu disse ao me sentar – N-n-n-noyogi-san?!

Comecei a reparar que só a chamo pelo apelido quando estou calmo...

–Ara-kun?! – ela exclamou ao ver que eu estava sentado em cima dela. – O quê...?!

–Foi apenas um acidente! – interrompi-a.

–Então que esse acidente continue... – ela declarou corada.

–Hã?

Sho-chan formou um arco com os braços dela, fechando-o com as mãos atrás de meu pescoço. Inconscientemente puxou-me lentamente para si, e enquanto eu descia, ela se preparava para um beijo.

–Pervertido – Hikari-san comentou, usando a sua garra metálica direita para me içar de cima de Sho-chan.

–Ahn~... – Sho-chan reclamou – Logo quando eu iria roubar um beijo dele...

–Oh! Se a Shoujo-san não ficou atrevida... – Yami-san zombou.

–E-eu só... – Sho-chan começou a ficar constrangida mesmo. Estava voltando ao normal...

Sho-chan seguiu o caminho junto com a gente. Quando chegamos ao portão, eu disse:

–Hikari-san...

–Sim?

–Você pode me soltar, por favor?

–OK.

Ela desfez a garra, e eu caí no chão. Uma cratera se formou, e tenho certeza de que quebrei todo o minha bacia. Usei a chave e reverti isso. Felizmente não desmaiei e meus ossos quebrados voltaram ao normal. Ninguém ligou para a reversão, como se nada demais tivesse acontecido, e então fomos para a sala de aula. Despedi-me de Junko-neechan com um beijo no rosto e segui para minha sala.

***

O resto do dia foi mais normal do que eu imaginava. Eu estava cercado de olhares, mas ninguém realmente conversou comigo. Não tropecei em mais nenhuma garota e a escola não foi novamente destruída ou algo assim. Estava até achando estranho, mas decidi ficar quieto. Ao final das aulas, pensei se deveria ir ao clube Rakuen PROJECT. Por fim voltei para casa direto. Hikari-san apenas que me acompanhou, porém seguimos o caminho sem dizer uma única palavra. Junko-neechan, Yami-san e Sho-chan provavelmente estavam no clube.

[12/04/2013 – FRIDAY – EVENING]

Esses últimos dias foram tão calmos que eu senti falta da confusão. Quando a aula terminou, Yami-san me esperou junto com Hikari-san, já que eu sou o último a sair da sala, e perguntou:

–Por que você não vem ao clube?

–Porque eu não tô com vontade...

–Todos nós sentimos falta de você! E você também, Yuri-san. Entre no clube!

–Que clube? – Hikari-san perguntou.

–Rakuen PROJECT Club!

–Que nome mais... – uma aura negra envolvia Hikari-san, e suas garras estavam coçando para destroçar Yami-san.

–Acalme-se, Hikari-san! – pedi em desespero – Ela não planeja nada de errado! Além disso, o clube foi aceito pela diretoria!

–Mas é claro, o pai dela é o...

–Cale-se! – Yami-san gritou antes de Hikari-san completar a frase. Fiquei confuso.

–Err... Acho que eu vou para casa... – confessei.

–ESPERA! Você precisa ir ao clube!

–Não.

–Mas... – ela se aproximou de mim e começou a sussurrar em meu ouvido – Você não queria construir seu harém? Não desista agora, senão elas desistiram de você.

Engoli em seco.

–Eu não te disse nada. Como sabe disso?

–Tenho meus truques, hi hi hi...

Suspirei.

–OK, vamos logo que eu quero descobrir o que vocês fazem naquele clube... Hikari-san, vamos!

–Sim... – ela assentiu sem um pingo de expressão, seguindo-me.

Assim que chegamos à sala do clube, alguém me abraçou, gritando:

–Shizuka-kun! Até que enfim veio ao clube!

–Chie-sensei? – reconheci. – O que você...?

–Parece que você precisa de mais ajuda... – ela se afastou um pouco, mas ficou segurando meus ombros – Posso ir na sua casa a partir da semana que vem para continuar a te ensinar?

–Sim... Mas... Por que você virou monitora desse clube?

–Porque você tá nele! Mas fiquei chateada que você não tava vindo... – seus olhos começaram a ficar molhados.

–Ei! Não chore!

–Okay... – ela respondeu, secando as lágrimas.

***

–Certo... O que esse clube faz? – perguntei já sentado em uma cadeira.

–Eu te disse antes! – Yami-san respondeu – “Ensinar os jovens a aproveitarem a vida da melhor forma possível através de relacionamentos amorosos”!

–Hm... E o que isso seria?

–Err... – ela parecia ter ensaiado tanto aquele discurso que havia perdido o significado.

–Ela quer dizer que ajudaremos as pessoas com dúvidas em seus relacionamentos amorosos! Seremos como cupidos, respondendo dúvidas e auxiliando em conquistas!

–Hm... Mas e se ninguém vier pedir ajuda?

–Eu preciso de ajuda... Não posso crer que esqueceu... – Hikari-san comentou.

–Ahh... Eu não estava incluindo você, e sim outras pessoas, he he...

–Hm... Entendo... – ela continuava inexpressiva.

Suspirei. As garotas, com exceção de Hikari-san, formaram um semicírculo a minha frente. Yami-san revelou:

–Não sei se percebeu, por isso estou dizendo: todas elas amam você, independente da maldição ou benção que tenha.

–O QUÊ?! – estranhei.

Tomodachi sufocou uma risada.

–Sempre estivemos te observando... – Yui e Yami-san revelaram em uníssono.

–Sempre sendo ajudadas... – Sho-chan revelou.

–Sempre te ajudando... – Chie-sensei revelou.

–Sempre admirando sua gentileza... – Junko-neechan revelou.

–...Por isso te amamos! – todas disseram juntas.

–E se ninguém quiser ajuda do nosso clube, simplesmente continuaremos a te ajudar a formar seu harém! – Sho-chan finalizou.

–O quê?! – estranhei.

–Harém?! – Hikari-san estranhou.

Todas as garotas do círculo se jogaram em cima de mim, me beijando em muitos lugares, querendo tirar a minha roupa. As taradas foram interrompidas por Tomodachi, que disse:

–Ei, eu ainda tô aqui! Deixa eu sair...

–OK! – elas assentiram.

–O que foi isso? – perguntei – Espera! Todas juntas vão...

–Te agradar! – todas assentiram juntas.

–O que vocês estão fazendo? – Hikari-san perguntou, já que não estava na confusão.

Elas estavam me dominando, não conseguia responder. Ela percebeu minha dificuldade e afirmou:

–Já que vocês estão dificultando a respiração de Arashi-san, irei eliminá-las.

Ela fez a garra. Empurrei Chie-sensei porque seus peitos estavam em cima de meu rosto e gritei desesperado:

–PERAÍ, HIKARI-SAN! ELAS SÓ...!!!

A porta abriu violentamente, e quem estava lá era uma mulher jovem, de mais ou menos vinte anos, familiar para mim. Ela se assustou com a cena, e começou a sair, dizendo:

–Acho que entrei na sala errada...

–Não, onee-san! É aqui mesmo! Sou eu! – Sho-chan revelou, saindo da bagunça.

–Shoujo! – Toshimi-sempai, a irmã mais velha de Sho-chan, exclamou – Por que você estava junto com um monte de garotas em cima de um único garoto? Harém é crime no Japão...

–Estávamos apenas brincando! – ela mentiu – Desculpe por ter te assustado!

–Hm...

–Enfim, o que veio fazer aqui, onee-san?

–Como você não estava em casa nem na casa do Arashi, vim ver se estava em algum clube para avisá-la...

–Me avisar sobre o quê?

–Eu fui... demitida.

–O QUÊ?! – Sho-chan exclamou.

Engoli em seco. No passado, meu pai deu muito apoio para Toshimi-sempai para ela arranjar aquele emprego, e agora ela perdeu...

–E por causa disso perdemos o apartamento doado pela empresa. Temos três dias até o despejo imediato.

Sho-chan parecia abalada, afogada em questões e dúvidas. Ela estava tão perplexa que tremia sem parar e não conseguia encarar ninguém. As garotas escutaram a conversa, saindo aos poucos de cima de mim. Suspirei e respirei fundo, feliz por ter oxigênio novamente em meu corpo. Mesmo assim, não conseguia sair do chão.

–Aonde... Aonde vamos morar? – Sho-chan questionou com um olhar vago, como se tivesse perdido um familiar.

–Não sei...

–Podem vir para minha casa novamente – informei, levantando-me.

–Arashi... – Toshimi-sempai disse.

Sorri para ela.

–Tudo bem. Obrigada!

–Nada! – respondi, alargando meu sorriso.

As garotas que estavam me amando segundos atrás estavam dominadas por auras negras. Estremeci. Hikari-san parecia não estar entendendo nada. Mesmo assim ela ameaçou:

–Guardem seus instintos assassinos para outra ocasião. Senão matarei vocês...

Como se não tivessem perdido a memória, elas se acanharam, assustadas. Fiquei confuso, e acabei soltando uma risada besta.

---ENCERRAMENTO---

Enquanto eu voltava para casa junto com Hikari-san, Yami-san, Junko-neechan, Sho-chan e Toshimi-sempai, estava pensativo sobre aquele momento no clube, antes de Toshimi-sempai chegar.

Então realmente todas me amam?

Sim..., respondeu a voz.

Lembrei-me de alguns dias atrás quando eu estava pensativo de madrugada e Yami-san me assediou nua...

[Flashback: ON]

...Não sei se estou errado, mas me parece que essa “maldição” apenas amplia os sentimentos das garotas. Se for assim, significa que todas... realmente me amam? Pelo que me pareceu, elas já estavam apaixonadas, mas... isso é impossível! Um cara como eu... Não tem como!

–Você tá tão pensativo que nem notou que estou aqui a meia-hora, né, amor? ♥

[Flashback: OFF]

Ao me lembrar disso, acabei soltando uma gargalhada repentina. As garotas se assustaram com isso.

–Desculpa... Apenas me lembrei de uma piada... – menti.

Elas se tranquilizaram.

Quer dizer que é justamente o que eu imaginei? Não, é melhor ainda! O que a Sho-chan disse não parecia ser piada...

[Flashback: ON]

–E se ninguém quiser ajuda do nosso clube, simplesmente continuaremos a te ajudar a formar seu harém!

[Flashback: OFF]

–Tem alguma coisa errada, onii-chan? – Junko-neechan perguntou.

–Nada – respondi. – Apenas estou feliz pelo clube e por vocês que estão nele...

–Sério?! – ela parecia empolgada com a notícia – Onii-chan, você é o melhor garoto que eu já conheci!

Após dizer isso, ela me abraçou com força. Retribuí o abraço e sussurrei em seu ouvido:

–Um futuro brilhante está a nossa frente. Temos que ficar unidos para não perdê-lo.

–Sim, onii-chan!

Sorri, e então soltei-a. Antes de continuar a caminhada, Toshimi-sempai perguntou:

–O que foi isso?

–Ah, hum, bem... Apenas demonstração de afeto!

–Huum... Ela era bem agressiva com você, pelo o que eu me lembro...

–Eu mudei! – Junko-neechan revelou.

–OK, então... Bem, acho que devemos chegar logo em casa... A noite já está chegando...

–Então vamos... – confirmei, e continuamos o caminho.

Até chegarmos a nossa casa, um sorriso triunfante e maquiavélico não se apagava de meus lábios.

JIKAI

Arashi: Hu hu hu... Finalmente terei meu HARÉM!!!

Tomodachi: O que aconteceu com sua inocência e gentileza, Arashi-chan?

Arashi: Pare de me chamar assim! E, bem, elas desapareceram junto com minhas dúvidas! Agora sim me decidi! Serei um conquistador, mua ha ha ha ha ha ha...!!!

Tomodachi: (suspiro) Você enlouqueceu...

Yuri: Tudo bem. Eu o curo em três segundos... (transformou a mão direita em uma garra metálica)

Arashi (pensamento): Vish, fodeu!

PRÓXIMO: CHAPTER #4 ~ Madness

Notas finais
Finalmente terminei este capítulo. ¬¬ Outro longo pra caramba... Desculpa aí, gente, mas quando se está inspirado, as palavras simplesmente saem sem limites. Enfim, tentarei montar um padrão para a postagem dos capítulos. Por enquanto serão todas as sextas, no período da tarde. Isso pode sofrer alterações

N/As:

*Baka: idiota em japonês.
*Dawns Key: Chave da Alvorada
*Hopes Boy: Garoto da Esperança