Raizer-blade

4 Capítulo 4- O mundo ao meu ver


*Antes do meu acidente, sempre adorei o mundo, gostava demais de praticar esportes, brincar com meus amigos e fazer tudo que eu tinha vontade. Eu era livre.

Mas depois do acidente, ou seja, o da minha perda de visao, meus amigos pararam de falar comigo, me deixaram sozinho, meu pai morreu e minha mãe começou a beber. Nem sei se ela sabe que eu existo mais. Então eu decidi fugir, fugir para bem longe, e morei 3 anos na rua.


*Os dias eram terríveis, era o inferno pra mim até que conheci Haruna onee-chan.


Uma moça que aparenta ter uns 30 anos se aproxima de Kakeru:


–Olá, menino fofinho, o que você faz mastigando esse copo de plástico?


*Acho que foi uma das melhores coisas que me aconteceram, ela me levou pro orfanato. Mesmo com todos de lá me odiando ela nunca deixou de me dar atenção, amor e carinho:


–Ei Kakeru, a onee-chan vai sair um pouquinho para ir no supermercado, a Onee já volta ok?


*Depois desse dia, a Haruna-san desapareceu, e logo encontraram o corpo dela boiando em um rio. A polícia estimou que fosse um assalto mais ninguém encontrou nada:


*Depois disso aos meus 10 anos, fora do orfanato encontrei a Tabata-chan.


Kakeru vai andando, com um pacote de balas coloridas na mão ele vai comendo. Até que depara com uma menina chorando, encostada na parede, na parte de fora do orfanato.


–Uh...Uhh!


Ele vai se aproximando, aos poucos, enxe o pulmão de ar e cria coragem para falar com ela:


–Ei.


Ela para de esfregar seus olhos, cheio de lágrimas. Olha para o pé de um menino que. ela nunca tinha visto e vai subindo sua cabeça, para enxergar o rosto do menino, que vinha esta voz:


–Uh...Uh...!

–Por favor, não chore.

–Uh... AAAAHHH **choro**


Kakeru então se agaixa um pouco, do mesmo jeito que ela estava agaixada. E fala:


–Eu sei que você deve estar triste, mas, eu não quero te ver chorando.

–Snif... snif...

–Ei, toma!


Ele dá o saco de balas, que tinha acabado de pegar.


–Snif... o... obrigada...

–Não me agradeça! Não ache que vai ser minha amiga só por causa disso, só te dei isso porque fiquei com dó!


Ele vai andando rápido para dentro do orfanato. E então ela olha pro saco de balas, e come uma bala:


–Isso é...doce... **Abre um sorriso**


No dia seguinte o sol já tinha saído e na mesma hora, Kakeru como sempre, comprou seu saquinho de balas coloridas e saiu para fora do orfanato. Foi quando dai ele avistou a mesma menina toda envergonhada olhando na sua direção. Ele também fica com vergonha e vai voltando até que a menina, cria coragem e diz:


–Ei...


Ele fica parado, vira suas costas e fala:


–A chorona de ontem?


Ela se encurva diante dele e diz:


–Muito obrigado por ontem, fiquei muito feliz, pois meus pais tinham discutido em casa e eu fiquei magoada e fugi de lá, mas você me deu coragem para eu retornar para lá.

–Hunf... eu não ligo!


Ele vira as costas até que houve:


–Ei...

–O que é?

–Qual é seu nome?

–...K...Kakeru...

–Obrigada Kakeru-kun.


Ele fica envergonhado e entra no orfanato.


*Depois desse dia ela sempre veio me ver, todo dia no orfanato, até que eu criei amizade com ela, e vi que ela era uma das pessoas iguais a Haruna-san. Depois, a mãe dela me adotou como irmão, mas infelizmente, depois da adoção o pai dela não me aceitou e a mãe dela acabou comprando uma casa para mim morar. Então nos tornamos vizinhos. Ainda tenho uma lembrança valiosa, que guardo comigo até hoje.


-Ei, não olhe pro meu tampão!

-Porque?

-Porque ele é feio.

-Kakeru-kun porque você usa tampão.

-Eu perdi a visão quando era pequeno. Eu não sou normal.

-Entendo. Mais venha aqui!

-O que?


Kakeru se aproxima e Tabata desenha um olho em seu tampão.


-Agora você não é mais normal?

-Mas porque eu seri...


Kakeru bate o olho na água cristilina, e ve o tampão com o olho desenhado.


-Viu? Agora você é normal **Sorriso**


*Mas a maioria das pessoas não prestam, ou então o mundo inteiro. Isso sempre foi minha concepção e sempre vai ser.


Kakeru quando tinha 11 anos:


–Eiii Kakeru, venha aqui!!

–O que vocês querem comigo de novo?

–Qual é pirralho?! Mais respeito!! E desculpa ai mas, a gente encontrou seu passáro aqui no quintal, HAHAHAHAHA.

–O meu...?


Kakeru olha aterrorizado para o chão.


–NÃÃÃÃOOOO!!!!


*Até crianças de 10 anos, que sejam, não prestam. Todo dia tento ser gentil com a Tabata-chan pois, ela é a única pessoa que posso contar nesse mundo.


Kakeru entra dentro de casa.


*A única pessoa que posso contar...