... um olhando para o outro.
— Por que eles saíram correndo? — perguntei
— Não sei. — repondeu Cody
— Eles estão aprontando alguma coisa.
— Só pode. — depois de um silêncio longo: Vamos comer sorvete?

- Vamos!
— Você vai querer de quê? — perguntou Cody
— De morango e creme.
— Vou buscar para nós.
— Ok.
Cody foi buscar nossos sorvetes, fiquei lembrando do seu cheiro, da sua boca macia, suas mão em meu rosto. Estava mesmo gostando dele, e ele será que estava gostando de mim?
— Está aqui seu sorvete. — chegou Cody
— Obrigado.
Ficamos alguns minutos em silêcio.
— Aonde estão os outro? — perguntou Cody, para si mesmo
— Estou me fazendo a mesma pergunta.
— Bom, eles estão perdendo o sorvete.
— Hàháhá. — dei uma risada
— E aí, você tinha algum namorado no Brasil? — perguntou curioso
— Não, nenhum.
— Não? Duvido.
— Juro que não tinha nenhum namorado.
— Hmmm. Mas o Brasil é parecido com a Austrália?
— Não, é um pouco diferente. O clima do Rio de Janeiro é parecido com o daqui.
— Você tem algum irmão, irmã?
Ele queria minha ficha completa, só faltava pedir CPF, o Bairro em que eu morava, que hospital nasci,.... Mas para ele responderia qualquer pergunta.
— Sim uma irmã de 16 anos, chama-se Sara. E você?
— Eu sou filho único, meu pai se chama Brad e minha mãe Angie.
— Hmmm. Você mora por aqui? — perguntei
— Sim, eu moro a algumas quadras da casa de Bruno.

Ficamos um tempo em silêncio.

- Estou ficando preocupada. — falei

- A deixa eles. Devem estar andando po aí. — disse Cody

- É. — sorri

- Você quer dar uma volta?

- Claro, vamos! — respondi animada

Então saimos da sorveteria, andamos um pouco em silêncio. Derrepente Cody diz:

- Está é a minha casa!

- Bonita.

A casa era enorme, um pouca maior que a dos meu tios.

- Quer entrar? — perguntou Cody

- Não, ficaria chato, seus pais iriam pensar o quê?

- Meus pais estão trabalhando, eles trabalha até tarde.

- Hmm, não sei. — estava com vergonha

- Vamos, só para você conhecê-la.

- Está bem, mas só um pouco, Bruno vai ficar preocupado se não me ver.

- Não ele sabe que você está comigo. — falou sorrindo

- Está bem.

Entramos na casa, era enorme, muito bonita. Subimos as escadas e fomos até seu quarto, era parecido com o de Bruno, posters de surfistas, cama de casal, banheiro,... Fiquei olhando os posters, quando vi Cody tinha pegado seu violão.

- Você sabe tocar? — perguntei

- Sim, todos dizem que toco muito bem — sorriu

- Háháhá, quero ver você tocar.

Então começou a tocar e cantar " Talking to teh moon", sua voz era perfeita, soava como um canto de passarinho em meus ouvidos. Me derreti, senti uma atração incontrolável. por pouco não abraçei-o. Sentei ao seu lado, então lhe disse:

- Você canta muito b...

- Psiii — me interrompeu

Começou a contornar meu rosto, com suas mãos. Fui sentindo seu corpo mais perto do meu, seu cheiro doce, mas nítido. Então me beijou, mas desviei.

- Não, não! — disse, sem saber o por que tinha feito aquilo

- Por quê?

- Você só faz isso porque sente atração por mim e nada mais.

- Não, quem lhe disse isso? — falou indignado

- Ninguém.

- Mas por que você pensa isso?

- Não sei, é que eu me sinto diferente ao seu lado.

- Eu também, me sinto mais protegido, quando estamos juntos. -falou Cody

- Sim isso também acontece comigo.

- Mas então por que você disse que eu só sinto atração por você? Eu sinto muito mais do que isso.

- Sim, mas...

Me deu um beijo de tirar o fôlego. Não tinha como escapar dele. Eu não sabia se ele só sentia atração ou algo a mais, estava confusa. Mas que eu estava ' apaixonada' por ele, apaixonada será a palavra certa?

Cody me abraçou com força e disse em meu ouvido:

- Mary, te amo!

Então disse-lhe

- Cody, também te amo.

Não sabia se o que ele me dizia era sincero, mas o que eu sentia por ele, era o sentimento mais puro e verdadeiro que já senti por alguém. Derrepente escutei aguém gritar, lá da rua:

- Mary, Cody!

- Deixa eles! — alguém disse mais baixo

- Não minha priminha com o Cody sózinhos lá em cima, nunca. — falou rindo

Então fui na janela e vi Bruno e Gabi. Desci as escadas e Cody atrás de mim. Abri a porta e Bruno disse:

- Mary, você está inteira, Cody não fez nada em você?

- Para Bruno! — sorri

- Meu, eu não fiz nada. — falou Cody brincando

- Mary, me conta tudo! — falou Gabi no meu ouvio.

- Sim conto tudo. — falei cochichando

- Mary, vamos para casa. — falou Bruno

- Sim, vamos.

- Mas antes deixa eu me despedir dela. — disse Cody

- Está bem, vamos te esperar ali na outra quadra. — disse Bruno

Então Cody, me agarrou derrepente.

- Mary, nunca esquece do que eu lhe disse.

- Não, nunca vou esquecer.

Cody me deu um beijo, olhei para o lado estava Bruno e Gabi olhando para nós. Então fui em direção á eles. Pedi para Bruno se Gabi poderia ir um pouco lá em nossa casa. Ele disse que sim, então fomos conversando:

- Hm, quero saber tudo o que aconteceu entre vocês. — disse Bruno

- Eu não vou contar pra você, só para Gabi. — falei brincando

- Conta, conta. — disseram os dois

- Tá, resumindo. Enquanto Bruno foi falar com a amiga dele, Cody me beijou mas eu desviei.

- Por que? Isso é tão constrangedor para um menino — disse Bruno

- Não sei, estava insegura.

- Tadinha, isso acontece — disse Gabi

- Então conversamos e ficamos novamante, só que daí chegaram vocês.

- Háháhá, Ele fico me chingando depois. — disse Bruno

- A e quem armou a da sorveteria? — perguntei

- O Cody — disse Gabi

- Hm, safadinho — disse

- Aham, até de mais — disse Bruno

- Tá, daí comemos sorvete e ele me convidou para ir na casa dele.

- Agora sim eu quero saber o que aconteceu lá dentro. — falou Bruno

- Té entramos e ele tocou uma música para mim, Ficamos novamente, mas eu estava com dúvida se ele só sentia atração por mim ou mais alguma coisa.

- Eu acho que ele...

Notas finais
Amooores, taah boom? Reviews, beeeijos :*