Raio
12 Primavera
Notas iniciais
Nós dragões podemos transformar humanos em Dragon Slayer’s, no processo para transformar o individuo em Dragon Slayer, o dragão passa pequena porcentagem de sua magia que cabe no individuo.
Mas, para transformar um humano em um imortal, devemos passar o nosso para o humano através de uma corrente sanguínea dele, ou seja, através de uma mordida no pescoço, o individuo mordido pelo dragão ganha características do dragão no qual mordeu, é quase igual os Dragon Slayer’s, mas, as características são mais fortes, a força do individuo aumenta, como ganha uma magia extra sem ter que abrir a mão de outra.
* * *
Quem a visse agora não a reconheceria ela mais, seu andar era mais firme e suas curvas estavam mais definidas, seus cabelos loiros agora tinham tomado um tom mais amarelado escuro, os olhos antes achocolatados viraram um olhos pretos e frios, sua pela ficou mais pálida e no seu braço esquerdo uma cicatriz igual um raio e em seu pescoço uma marca de um raio, seus caninos ficaram maiores destacando os seus lábios rosados.
E lá estava as marcas de dentes quase idênticos a vampiros mas, não era vampiro.
Sentou-se no banco da praça aproveitando o doce cheiro das cerejeiras no ar, como não tinha notado?
Era como se o tempo tivesse passado rápido e agora era...
– Primavera! – falou ela em um tom despreocupada.
Inspirou o ar para dentro ficando calma, olhou para os ventos que batiam nas cerejeiras deixando as flores e folhas rosadas caírem, assim cobrindo o chão, como um mar de rosas.
– Um mar de rosas em... – falou ela em um tom de deboche.
Afinal, ela nunca tinha tido uma vida de mar de rosas, sempre fora maltratada pelo seu pai, sua mãe tinha morrido, tinha visto a pessoa que ela amava ficar com outra e sua vida estava quase totalmente arruinada.
– Norte, Sul, Leste e Oeste, os quatro ventos, os mesmo quatro ventos que levaram a minha felicidade.
Sua vida desde que conhecera o dragão ficará bem agitada. Primeiro seus sentimentos pelo rosado, conhecendo o dragão, e Natsu novamente e depois ter ficado deprimida e...
–“Minha” – passou a mão no pescoço sentindo uma leve ondulação na pele onde devia estar as marcas da presa do dragão.
– Não foi um sonho? – se indagou, as lembranças da noite passada começaram a ficarem mais nítidas assim podendo entender o que se tinha passado na tal noite.
– O que foi tudo aquilo?
“Suas palavras soaram como um pensamento para si mesmo”
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