Raio
18 One-shot de Natal
Notas iniciais
Alguns tempos antes da Guilda começar a ignorar Lucy:
Natal, uma época alegre e divertida que é comemorada por todo mundo, mas, Fiore é o lugar que mais é comemorado o Natal, presentes e festas e alegria para todo o lugar, Fairy Tail?
Poucas pessoas fazem missões na época de Natal, ou só as fazem para recardar dinheiro para comprar presentes e a decoração, na época de Natal em Fiore a cidade é toda alegrada com a neve que cai e com as luzes acesas assim, brilhando toda a cidade.
Mas, na Fairy Tail apenas uma pessoa não comemorava o Natal, apenas uma pessoa, uma pessoa que mal conversava com as pessoas da guilda, uma pessoa que não ajudava na decoração ou nem comprava presentes, essa pessoa era a maga mais alegre da guilda, a maga que tinha o sorriso mais brilhante que agora é apenas um sorriso falso e amarelo, um sorriso sem sentimento, essa pessoa é Lucy, a Maga Celestial da Fairy Tail, a maga loira de cabelos um pouco abaixo do ombro e olhos chocolatados.
A época de Natal completa alguns meses que alguns membros da guilda a ignoram e por isso ela ficou sozinha.
Nessa noite de Natal ela não compareceu a guilda e muito menos a lugar nenhum, apenas deitou em sua cama e aprofundou-se em sua cama.
* * *
– Onde eu estou? — falou a maga loira.
– "Corre Lu-chan" — a voz de Levy ecoou sobre os ares, a maga olhou aos redores e só via branco, um lugar branco totalmente, como se ela estivesse dentro de uma folha de papel branca e novinha.
– "Maldita, irei te mata" — outra voz soou dessa vez ela reconheceu como se fosse Natsu.
– "Substituta" — dessa vez foi Lisanna.
– Ridícula, está chorando. — essa foi a voz de Mira, quando a voz disse isso ela passou as mãos em suas bochechas sentido as mesmas molhadas pelas lágrimas.
Agora o local onde ela estava se mudou, estava em uma floresta escura e sombria, os galhos se mexiam com os ventos, soltando ruídos horríveis e assustadores, olhou em volta e nada, escutou o vento passar e passos entre as flores, fazendo que a mesma olhasse para trás e se deparando com uma árvore com marcas de garras nela, outro ruído de passos, olhou entre outra direção e agora era uma árvore que tinha caído silenciosamente.
Deu um passo para trás em sinal de medo o que fez um risinho ecoar por toda a floresta, trazendo vários outros risinhos para acompanhar o primeiro, logo depois os risinhos começaram a engrossar e os risos antes fofinhos ficarem aterrorizante e assustador.
A loira deu outro passo para trás e olhou em direção dos risos, mas, nada conseguia ver agora estava tudo escuro, não tinha árvore, céu, ruídos, flores, risos assustadores, agora estavam em um lugar totalmente escuro.
– Onde eu estou agora? – proferiu e continuou a andar sem rumo e começou a correr em direção ao nada quando uma pequena luz começou a aparecer, minúscula que quase não se enxergava.
– "Luz"- gritou ela feliz e logo começou a correr em direção a luz e mais que ela andava parecia que o local que ela tinha que passar começava a ficar estreito e pequenos fazendo que ela engatinhasse no chão, quando chegou até a luz, era mesmo um pontinho pequeno, pequeno que não dava para ela passar, o que fez que suas lágrimas caíssem.
– Onde eu estou? — disse ela e logo as paredes e o teto preto começaram a se espremer em sua direção, sem defesa começou a ser esmagada pelas paredes e teto, o terror entrou no seu corpo e as paredes se fecharam e o teto também a esmagando fazendo que seu sangue voasse para todo lugar, a dor era horrenda, abriu os olhos e agora estava em um lugar claro novamente, para ser exato em um lugar branco como o da primeira vez, o que fez ela fechar novamente os olhos para acostumar com a claridade.
Abriu novamente os olhos e se viu em uma sala de cirurgia assustadora, todos aqueles médicos a sua volta parecia estar mexendo em algo no seu corpo, mas, dessa vez ela não sentia como se eles tivessem dado anestesia a ela antes, mas, se eles tivessem dado anestesia a ela então...
Levantou a cabeça em um rápido ato vendo o seu coração na mão dos médicos, seu corpo estava todo aberto mostrando os seus intestinos, ossos, fígado e entre outras partes do corpo fazendo que a mesma sentisse enjoou e fechasse os olhos, abriu novamente e agora estava em outro lugar, mas, ainda estava com roupa de hospital, mas, não tinha nenhum vestígio da cirurgia anterior.
Olhou para trás e percebeu que estava em Magnólia no meio da cidade, olhou para trás e viu uma enorme multidão com tochas nas mãos, facões e entre outras armas e na frente havia os membros da Fairy Tail em exceção ela.
Viu que todos olhavam para ela, mas por quê?
–“Peguem-na” — o grito da Titânia deu a ordem para que todos os moradores e membros da guilda Fairy Tail viessem em sua direção o que a fez por extinto correr.
–"Demônio" — um dos moradores gritou.
–"Você é uma desgraça para a humanidade" — outro gritou.
Sem rumo continuou a correr chorando, ela escutava os gritos e insultos dos morados e membros da Fairy Tail, as lágrimas escorriam pelas suas bochechas e o seu soluço era alto e visível e quando estava preste a desistir duas mãos a agarrou e a puxou para um beco.
Por um momento pensou que era algo ruim que ia acontecer, mas, quando se virou viu um homem de cabelos loiros como raio e olhos negros como duas pedras brilhantes, sentiu os lábios quentes dele tocar a sua pele e um choque percorrer até ela.
– Acorde Lucy e Feliz Natal. — falou ele e logo se sentiu caindo, olhou para baixo e viu todas as suas memórias de trás para frente até quando nasceu e quando viu sua mãe a segurando tudo ficou escuro.
* * *
Acordou ofegante pelo sonho, passou a mão na testa sentido um formigamento na área do beijo do belo rapaz de cabelos dourados como o raio. A sensação de querer mais um beijo daqueles, mas em outro lugar entrou dentro dela e um calafrio horrível entrou em sua pele por causa do sonho.
Mas, novamente o beijo em sua testa foi relembrado.
– Se um dia for real, eu até posso considerar Natal uma ótima data. — disse ela olhando para a escuridão pela janela.
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