Notas iniciais
Espero que gostem =)

Nathalia acordou sentindo se dolorida, seu pescoço doía muito como se houvesse dado mau jeito nele. E não era pra menos havia dormido debruçada em cima de sua mesinha a onde estava desenhando o rosto dos homens de seu banheiro.

Olhou no relógio eram exatas dez horas. Havia esperado Erika voltar do torno mais parecia que ela iria rodar a noite inteira pela cidade.

Cidade. Fazia tempo que não saia por ai sem preocupação. Nathalia levantou em um salto, correu até ao banheiro lavou o rosto amassado e trocou sua roupa. Colocou uma calça jeans, bota preta uma regata preta e uma jaqueta de couro marrom. Pegou por segurança sua adaga de prata que havia ganhado de seu pai, era estranho hoje ter tal objeto na mão, na lamina dela estava gravada a marca do primeiro de sua espécie. Quando havia ganhado de seu pai ele havia contado que esta arma havia sido de seu pai Josef filho do rei Vladimir.

Caminhou apresada até a garagem esperava que ninguém a visse sair se não seu passeio tranqüilo iria pelos ares. Uma coisa sabia, agora que sua ligação com seu irmão estava mais forte, tinha certeza que ele sabia de seus planos mais não a atrapalharia, era um bom frate.

No estacionamento gigante no subsolo do casarão encontrou o seu Citroën c4. Deu partida no carro e saiu da propriedade em direção a cidade.

Estacionou o carro em um dos becos da cidade e desceu dele, agora continuaria seu passeio a pé. Havia uma grande sensação de paz e tranquilidade em seu corpo, que vazia tempo que não sentia.

Olhou para o céu as estrelas que havia aparecido mais cedo havia sumindo completamente, agora dando lugar a nuvens escuras e pesadas, não demorou muito para a chuva de verão desabar sobre a cidade.

Sua roupa estava toda molhada pela chuva, seu cabelo grudava no rosto, ventava pouca, mas já o suficiente para era sentir um pouco de frio. Nada a incomodava a água que caia do céu e a ensopava, faziam o serviço de relaxa lá.

Porém estava maravilhosa sensação sumiu no momento que viu um homem entrando em um prédio. Seria uma cena normal em Nova York se não fosse pelos olhos vermelhos dele.

Algo dizia a ela que havia algo errado com ele e que não deveria estar ali. Começou a correr em direção ao prédio que o homem havia entrado. Ao chegar à frente do prédio suas suspeitas se confirmarão. O cheiro podre de lobisomens invadia o lugar e lá dentro havia com certeza era um vampiro traidor.

Se havia só ele de vampiro podia ter sorte, mas quantos lobisomens poderiam ter lá dentro. Olhou o topo do prédio de nove andares.

Caminhou até ao beco do lado a onde se encontrava a escada de incêndio, subiu rapidamente dois degraus de uma vez só apenas tomando cuidado quando passava na frente das janelas. Neste momento agradecia aos céus por ser uma dhampir seu cheiro era mais humano do que vampiro, então não a rastreariam com facilidade. Ao chegar ao topo olhou por cima vendo boa parte da cidade. Pegou o celular e começou a digitar o numero de Erika, mas hesitou antes de apertar okay outra coisa, um cheiro, havia chamado sua atenção novamente.

A chuva desabava pesadamente sobre a cidade. Pelas ruas de Nova York podia ver os guardas chuvas e pessoas que se abrigavam sobre eles, pessoas que apouco haviam saído de seu trabalho e que agora poderiam retornar para os seus lares. A noite escura e fria parecia lhe um tormento eterno. Nathalia não se importava com o fato de estar debaixo daquele aguaceiro que castigava boa parte da cidade A água escorria por seus cabelos, seu rosto, ensopada sua jaqueta e seu jeans, mas o fato não lhe incomodava, observava atentamente a cidade abaixo de si não busca de algo precioso.

A brisa parecia um pouco mais agressiva devido a toda aquela tempestade, e com o movimento brusco que de repente soprou pro leste, inflou as narinas sentindo o cheiro que á alguns minutos atrás havia atraído sua atenção. O aroma quente e forte ardeu em sua garganta fazendo a arregalar os olhos e procurar o dono daquele cheiro. Não demorou muito mesmo estando aquela distancia e algumas dezenas de metros acima do chão encontrou o.

Eram vampiros caçadores natos, mas não reconheceu nenhum do grupo de três. Havia uma grande bomba na mão. Se ela não conhecia nenhum deles, isso significa que alguém fora dos limites dos casarões e longe das observações dos anciões havia os transformados, eram vampiros sem treinamento sem saber segurar suas feras interiores.

Num sobressalto pôs-se de pé, examinou por alguns segundos a altura e a distância e depois como um fantasma saltou, demorou alguns segundos para atingir o chão, apoiou seu peso na parte dianteira dos pés e o impacto de suas botas no asfalto molhado provocou um baque.

Observou o beco escuro por alguns segundos e depois saiu para a rua, misturando-se aos outros pedestres, procurando novamente pelo cheiro e seu dono.

A moça seguia apressada pela viela escura, o vento soprando em direção contrária a seu destino nada lhe favorecia, apenas teimava em empurrar sua sombrinha, era a primeira vez que estivera tão atrasada em voltar para sua casa. A exaustão tomava pouco a pouco conta de seu corpo. A rua parecia bem mais tenebrosa àquela hora da noite e a chuva só piorava.

Por alguns instantes pensou estar sendo seguida, mas sabia que aquilo poderia ser obra de sua mente cansada. Adentrou na estação do metrô, almejando para que aquela hora ainda houvesse passageiros que seguiriam o mesmo destino que ela, o tão sonhado lar depois de mais um dia de trabalho.

Mas não dera sorte, a estação estava vazia e agora esperaria pelo próximo metrô que passaria em 15 ou 20 minutos talvez. Seus pés batiam impacientemente no chão, foi então que escutou a primeira risada, pelo visto, era mais de uma pessoa, e pelo timbre de vós deviam ser jovens. Estava ficando mais ansiosa conforme os rapazes se aproximavam.

Notou suas roupas encharcadas e um frio percorreu-lhe a espinha. De repente os viu apontando em sua direção e seus olhares a fizeram estremecer mais uma vez.

-Oi gatinha! -murmurou um dos rapazes e em um instante os três a encaravam.

A garota tentou ignorá-los virando a face na direção contrária com a esperança de que a deixassem em paz, não obteve sucesso.

-E aí está interessada em se divertir um pouquinho?-perguntou-lhe outro se aproximando.

Com a aproximação a garota pôde notar os olhos vermelhos e as presas expostas, apavorou-se ainda mais e tentou em vão fugir, sendo cercada e imobilizada por um dos rapazes, enquanto os outros dois lançavam rosnados, logo um deles tocou-lhe a face murmurando para ela que seria algo rápido, mas antes que ele pudesse cravar suas presas no pescoço da garota, uma voz ressoou:

-Soltem a garota! -os garotos se entreolharam procurando pelo dono da voz.

E de repente saindo da penumbra uma silhueta apareceu.

Era uma mulher, assim como os garotos suas roupas estavam encharcadas, os cabelos castanhos na altura da cintura. As íris eram de um esverdeado, os lábios mesclavam entre um rosa e um avermelhado, os traços delicados de seu rosto como o nariz fino e as maçãs do rosto levemente avermelhadas, combinados com a silhueta esbelta da estranha moça lhe chamaram a atenção. Logo os garotos se desinteressaram pela garota atrás de si, atraídos pela recente companhia. Aproximaram-se cautelosos da moça, seus olhos cintilando de desejo, avaliando toda a extensão de seu corpo, porém a mulher nada demonstrava, apenas mantinha a expressão fria. Seu olhar de indiferença atiçou a curiosidade do líder do pequeno grupo que em passos sigilosos se aproximava dela.

A sensação de querer acabar com a vida daqueles miseráveis passou por seu corpo. O jeito deles com a garota sabia que eles iriam tortura lá até a morte, e a indiferença deles com ela, deixava irritada. Tinha que se controlar, controlar a furia dentro de si, o despertar de sua fera. Porém que diferença iria fazer? Parecia que nenhum deles a conheciam, com certeza não iria fazer diferença alguma. Mataria os três, algo dentro de si dizia que era isso que ela queria.

-Oi gracinha de onde você veio?-perguntou-lhe, o líder, aproximando cada vez mais.

-Já disse pra deixarem a garota ir!-murmurou entre dentes cerrando seus punhos, podia sentir sua fúria assumindo o controle sobre suas, não demoraria muito para que sua raiva lhe escapasse do controle.

O garoto tratou logo de deixar suas intenções claras.

-A garota pode ir agora se quiser, acho que encontramos algo bem mais interessante aqui. –murmurava ele entre pequenos risos.

***

O liquido gelado e refrescante, desceu por sua garganta aliviando a dor insuportável da sede. Nicolas largou Bruna, que já se encontrava bem debilitada sobre sua cama. O sangue da Meretriz era muito bom. O sangue retirado direto da fonte o deixava mais forte do que o sangue guardado que havia se alimentado durante o tempo de sua transformação.

Limpou o canto da boca, com as próprias mãos.

Admirou por longos segundos a bela ruiva que estava ao seu lado. Bruna era bela e jovem; pouco mais de dezessete anos, cabelos ruivos e olhos amendoados. Nunca havia servido de alimento para nenhum dos vampiros do casão estava sendo preparada pela mãe para ir á São Viktor e dar seus serviços por lá. Porém com a transformação de Nicolas, o sacerdote, Cantarzo, declarou que ela iria ser a Meretriz de Nicolas, que seu sangue o daria muita força.

Os olhos de Nicolas se estreitaram, o peito apertou.

\\t\\t -Nathalia – sussurrou.

Saiu do quarto indo em direção ao da irmã. Sentia que algo estava errado e ela precisava de sua ajuda.

Antes mesmo de bater na porta ela se abriu, e uma jovem mulher saiu do aposento.

\\t\\t -É bom saber que já está bem. – disse Erika.

\\t\\t -Obrigada. Ela está ai dentro?

\\t\\t -Não. Nem o carro dela esta na garagem.

\\t\\t -Eu acho que sei onde ela está. Você vem comigo?

***

Em um segundo apareceu atrás de Nathalia, afagando seus cabelos molhados e os afastando de seu pescoço, revelando a pele alva e macia. Ele tocou levemente a pele fria exposta da moça. Ela apenas sussurrou.

\\t\\t -Se eu fosse você não faria isso.

Os três vampiros começaram a rir da ameaça dela. Três vampiros e uma humana era isso que se passava na mente deles. Achavam que ela era uma frágil humana.

Passos descendo a escada os silenciou

Os quatro olharam em direção a escadaria. Onde um homem bem vestido descia com a companhia de uma bela mulher, que carregava em seu colo uma criança.

Os olhos de Nathalia se estreitaram ou reconhecer o homem, que fez o mesmo ao perceber a presença dela. O vento que vinha das ruas assim deles, entrou na estação trazendo até suas narinas o cheiro da mulher. Cheiro podre de Lobisomem.

\\t\\t -Ignácio...-sussurrou.

A mulher olhou para ela com indiferença. Laura sabia que a jovem Dhampir era perigosa, mas mesmo assim não se importou em encara lá. Era esposa do líder dos lobisomens, ninguém a machucaria e nem seu filho sabendo das conseqüências. A morte seria uma dela. O que um jovem dhampir podia com Edgar, o primeiro lycan, assassino de Viktor? Não, não podia.

Os três jovens recuaram alguns passos com aproximação dos recém chegados, já Nathalia se aproximava deles sem ao menos disfarçar.

\\t\\t -Nathalia, por favor? Deixe nos passar. – disse Edgar se aproximando dela, fazendo uma barreira entre as duas mulheres que não deixavam de se encarar.

Traidor. Era isso que Ignácio era um traidor.

Ele era sem duvida um dos mais antigos, havia vivido na época que primeira guerra. O melhor guardião de sua espécie, mas havia falhado uma única vez. Falhado, não. Havia sido também um traidor, só podia. Seu dever era ter mantido o Rei Viktor em segurança, mas ele havia morrido pelas mãos de Edgar, o líder dos lobisomens. E agora mais de quatro séculos depois cá estava ele novamente. Agora protegendo a esposa de Edgar.

Um rosnado ameaçador cortou a garganta de Nathalia, fazendo com que Ignácio recuasse alguns passos.

\\t\\t -Criança, por favor?

\\t\\t -Nããão... – os sons das palavras saíram tão ameaçadores quando seu rosnado.

O seu controle já escapava.

Ignácio fez um leve gesto com a cabeça. Dois dos três rapazes vieram por trás de Nathalia e a seguraram.

Começou a se debater como louca para soltar das mãos fortes dos vampiros.

Enquanto isso Laura e Ignácio desciam as escadas e caminharam em direção a linha do metro.

Nathalia conseguiu se soltar das mãos dos dois vampiros, e foi para cima de Laura que virou se e rosnou. Abraçando mais seu filho, que agora já se encontrava acordado. A criança levantou a cabeça e olhou em direção de Nathalia, fazendo a para.

Neste instante viu algo nele que esperava nunca mais ver.

Em seu pescoço a marca do guerreiro antigo estava gravada. A mostra para quem quisesse ver.

\\t\\t -Vamos Laura! – exclamou Ignácio na beirada marquise – Sinto muito Nathalia.

Laura correu, pulou na linha do trem quando. Quando Nathalia chegou na beirada o metro parou, fazendo com que ela desse apenas um passo para trás antes que batesse a cara no metal.

Tudo sua volta escureceu. Estava em uma sala dourada encarando novamente a mesa de sacrifício. Ao seu redor estavam os dois demônios, e atrás o velho homem pronto para sacrificar a mulher...

Quando voltou a si, os vampiros já havia a cercado novamente é o trem já tinha partido.

\\t\\t -Parece que o chefe conhece você – disse o líder.

\\t\\t -Foi ele que os transformou?

\\t\\t -E se for. O que você tem haver com isso? – sussurrou ele em seu ouvido.

\\t\\t -Nada, só que ele vai ter que arranjar outros capachos.

O homem riu.

\\t\\t -Por quê?

\\t\\t -Por que vocês vão morrer...

\\t\\t -E quem vai nos matar?

\\t\\t -Eu – respondeu Nathalia deixando que seu controle fosse para o espaço e sua raiva se escapasse de dentro de si. Tomando conta de do seu corpo.

Os três rapazes riram.

\\t\\t -Isso que vamos ver – disse ele beijando o pescoço dela.

-Vá para o inferno! -e no segundo seguinte desferiu uma cotovelada no abdômen do garoto que uivou de dor, se agachando, porém foi novamente surpreendido quando a moça rodando sobre os próprios calcanhares num giro de 180º acertou um chute em seu maxilar, o trinco que foi ouvido seguido pelos gritos da vítima confirmaram que a força de seu golpe havia quebrado sua mandíbula.

-O que você é? – perguntou o rapaz ajoelhado no chão.

Suas palavras eram quase inaudível por causa de sua mandíbula quebrada. Hipnotizado pelos olhos quase brancos dela.

\\t\\t -Se pior pesadelo – respondeu Nathalia dando mais um golpe no vampiro.

Que desabou no chão se contorcendo, os outros dois olhavam atônitos, e quando despertaram, rosnaram avançando em direção a morena, que percebendo a aproximação lançou seu corpo no ar para trás dos deles. Era tão rápida que nenhum dos dois perceberam quando ela com um chute certeiro no tórax lançou um deles na pilastra da estação vazia, abrindo uma fenda no concreto, e enquanto se recompunha do chute girou novamente, desviando dos punhos do outro vampiro e com as mãos desferiu um golpe no rosto do rapaz que desabou de encontro ao chão.

Aproveitando isso agarrou um de seus braços e o estendeu logo em seguida dando um chute, quebrando o osso. O garoto ainda gritava de agonia quando ela, mais rápida, passou as mãos em sua face e seu pescoço e as girou rapidamente quebrando por fim seu pescoço e silenciando-o.

Seu corpo se desfez imediatamente em um monte de cinza, evaporando rapidamente no ar. O outro garoto agora recuperado do impacto contra a pilastra correu em sua direção, a mulher mais rápida e ágil correu na direção da pilastra atrás de si, deu alguns passos na vertical em cima da estrutura da coluna resistente e com um mortal lançou seu corpo novamente para trás, acertando um chute novamente na face do rapaz assim que seus pés atingiram o chão, seu corpo foi de encontro á coluna, e antes que pudesse esboçar qualquer reação viu o salto de uma das botas da moça pressionar-lhe a garganta, sufocando-o.

-Vá para o inferno sua cadela!-engasgava ele devido á pressão em sua garganta.

A mulher esboçava agora uma fúria ardente nos olhos, e seus lábios estavam repuxados em um sorriso assustador, enquanto lia o desespero nas feições do garoto.

- Por favor, não me mate! -O desespero era notável na voz do rapaz, porém não demoveu nem um pouco a morena de sua decisão.

Com um rosnado de fúria ela retirou o salto de sua bota da garganta do garoto, e em seguida com um movimento ágil retirou a pequena adaga prateada presa á parte de trás do cinto de seu jeans, cravando-a no tórax da vítima na altura do coração e logo seu corpo desapareceu em um monte de cinza avermelhada, que evaporou no ar. Assim que virou sua face para trás viu a silhueta do garoto que ela quebrara a mandíbula tentando fugir. Girou a pequena adaga nas mãos e a arremessou nas costas de sua última presa, acertando exatamente na altura do coração do mesmo que antes que terminasse de cair no chão teve seu corpo esfumaçado.

Passos pesados descendo as escadas atrás de si, fez com que Nathalia vira se surpresa.

O cheiro dos vampiros que desciam chegou rapidamente às narinas de Nathalia, que virou surpresa, ou pensar que os três não eram os únicos. Porém ao se virar teve uma grande surpresa.

Desceram rapidamente as escadas na esperança de ajudar a garota que podia estar correndo serio risco de vida. A cena que viram na estação quando chegaram era indescritível. As cinzas de vampiros mortos estavam espalhada pelo chão, as estruturas da estação estavam completamente abalada, e no estande que chegaram lá poderão ver a garota acertar a adaga direto no coração do ultimo vampiro que caiu no chão virando cinzas igual os anteriores.

Nathalia ao olhar para os recém chegados, demonstrava sua raiva estampada no rosto em seus olhos é até mesmo em seu sorriso.

A garota que assistira a todo o embate, agora tinha a expressão horrorizada, rapidamente ela levantou-se do chão, correu em direção à rua subindo as escadas da estação o mais rápido que pôde.

\\t\\t -Seguram á! – gritou Nathalia.

O rapaz que havia acabado de chegar avançou para cima da jovem pegando a pelo braço e arrastando ela novamente para dentro da estação.

\\t\\t -O que houve aqui, Nathalia? – perguntou Erika se pondo ao lado da amiga.

\\t\\t -Eu conto depois. – disse Nathalia se afastando e indo em direção da jovem que estava sendo segurada por Nicolas. – Ela viu demais o que vamos fazer com ela.

\\t\\t -O problema e teu. Você que se mostrou. – falou Erika.

\\t\\t -O problema e meu. Então se eu te contar que Ignácio estava aqui junto com estes vampiros, recém criados, fazendo a segurança de Laura e sua cria. – Nathalia quase gritou as palavras para Erika que abaixou os olhos.

\\t\\t -Você matou Ignácio?

\\t\\t -Não seja tola. Ele fugiu com Laura.

Os três se entreolharam rapidamente.

\\t\\t -O que faremos com ela? – perguntou Nicolas quebrando o silencio atormentador que havia tomado conta do lugar.

Nathalia avançou ameaçadoramente para cima da garota que voltou a debater.

-Dă-mi drumul.Demonii lui de noapte.Adepţi de Klaus.În numele lui Vladimir lasă-mă să plec!!![1] – Gritou ela em romeno fazendo que Nathalia para se de se aproximar, e Nicolas a soltasse.

Erika se aproximou da jovem que agora parecia estar mais calma ao ter deixado os vampiros a sua frente preocupados.

\\t\\t -O que você disse?

\\t\\t -Me deixe ir embora seus seguidores do demônio da noite. Em nome do eterno rei Vladimir me deixe ir embora. – falou ela. Mesmo que seu corpo já demonstrava calma sua voz descontrolada demonstrava completamente ao contrario.

Antes mesmo que Erika pudesse falar alguma coisa Nathalia partiu para cima da garota segurando á pelo pescoço e a prensando contra a parede.

\\t\\t -Nathalia não! – exclamou Nicolas e Erika juntos.

Um rosnado feros cortou a garganta de Nathalia e mostrando suas presas a fiadas perguntou:

\\t\\t -Quem é você?

A garota já quase sufocada, mesmo tentando dizer alguma coisa sua voz não saia.

Nathalia sentiu as mãos de seu irmão em seu ombro e relaxou o aperto e depois a soltou. A garota caiu no chão respirando rapidamente e massageando o pescoço.

\\t\\t -Me chamo Aléxia. – respondeu a jovem olhando com cara de desespero para Nathalia que se afastou atordoada.

Já havia visto a garota antes. Tinha certeza. Dos seus sonhos.

\\t\\t -Ela e do Coven. – disse Erika.

\\t\\t -Do Coven! Mas ela é humana – questionou Nicolas.

\\t\\t -O Coven e montado por todos os seres.

Aléxia se levantou apoiando se na parede.

\\t\\t -O que fazemos agora? A situação agora esta mais complicada — falou Nicolas segurando no braço da garota.

\\t\\t -Fazemos nada. Vamos deixa lá ir. – disse Nathalia

\\t\\t -Como?! – exclamou Erika.

\\t\\t -O que você escutou ela ira embora.

\\t\\t -Mas Nathi. Ela é do Coven... – disse Nicolas preocupado com a atitude da irmã.

\\t\\t -Ela manterá o meu segredo seguro. – disse Nathalia se aproximando de Aléxia. –Não é?

\\t\\t -Se isso for que eu terei que fazer para vocês me deixarem ir. Eu não falarei nada sobre o que vi com ninguém. – respondeu Aléxia.

\\t\\t -Então vá – disse Nathalia tirando a mão do irmão do braço da jovem, que saiu correndo da estação.

\\t\\t -Você tem certeza do que fez? – perguntou Erika

\\t\\t -Não — sussurrou Nathalia, caminhando em direção a saída.

[1] Me solte. Seus demônios da noite. Seguidores de Klaus. Em nome de Vladimir me solte!!!

Notas finais
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Beijos =D