Nathalia andava de um lado para o outro na frente da porta principal do casarão. Eles estavam demorando o trem podia ter se atrasado , mas também podia ter acontecido alguma coisa na estação, lobisomens, bateu na boca isso seria um desastre. Alguns guardiões se encontrava do lado de fora da casa conversando. Rosa e Eduarda estavam paradas uma do lado da outra olhando a Nathalia que andava de um lado para o outro, caminharam ate o lado dela.

-Nathi eles estão demorando- disse Eduarda.

-Eu concordo deve ter acontecido algo e melhor você arrumar um grupo e ir para lá – disse Rosa

-E deixar os anciões desprotegidos, não os melhores Guardiões estão lá eu não vou sair daqui e ninguém vai.

-Mais Nathalia eu acho...

-Você não acha nada Rosa , ninguém sai daqui sem minha ordem.

Rosa não disse mas nada, fechou a cara se afastou deixando Nathalia e Eduarda para trás. Eduarda encarou a amiga que não disse nada. Nathalia caminho ate a janela olhou para fora na esperança de ver os carros chegando. Vento soprou um cabelo branco pro seu rosto fazendo a olhar assustada para o vizinho que ali também estava esperando pela chegada dos carros.

-Pai, o que faz aqui?

-Acho que o mesmo que você minha princesa – falou homem com grandes cabelos pretos e olhos verdes e aparentava ter uns cinquenta e poucos anos.

-O senhor não precisa ficar aqui quando eles chegarem te chamarei

-Eu sei Nathalia mas estou preocupado com a demora.

-Não se preocupe pai esta tudo bem só ouve um atraso em São Viktor. Agora vai descansar teremos uma noite longa.

-Você não precisa se preocupar tanto assim comigo princesa, mas irei para meu quarto esperarei ate que eles cheguem.

-Vou acompanhar o senhor, Mateus – chamou Nathalia e um rapaz jovem alto loiro apareceu na porta respondendo o chamado dela.

-Senhora?

-Vou acompanhar meu pai ate o quarto, quando eles chegarem me chama.

-Sim senhora.

Nathalia e Caius subiram a escadaria em direção ao terceiro andar da casa a onde era o aposento dos anciões, do sarcedote e do líder de são Vladimir os aposentos mas seguros de toda mansão.

***********************************************************************

Samuel estava desorientado contanto destruição as cinzas deixadas pelos Vampiros mortos se espalhavam com o vento o corpo dos Dhampir derramava seu sangue no chão ate a ultima gota cair e suas correntes sanguíneas se esvaziarem. Juntaria os corpos vivos e levaria para São Vladimir junto com o corpo da esposa de Marcus sua ultima gota de sangue já havia sido derramada, mas este corpo teria que ser enterrado junto com as outras esposas. O resto dos corpos serão queimados ali mesmo.

***********************************************************************

Mateus avistou os carros entrarem na propriedade e correu o mas rápido que pode para alcançar o terceiro andar e chamar Nathalia. Não precisou muito ela já descia as escadas as presas.

-Chegou senhora.

-Eu vi Mateus, mais obrigada. – o garoto se preparava para descer novamente quando Nathalia o chamou. – Fique a que em cima e se certifique que mem Caius ou Marcus dessa e principalmente não deixe que Cantarzo sai do quarto.

-Mas senhora eu não posso e contras as regras.

-você não vai entrar nos aposentos vai simplesmente ficar aqui e vigiar e qualquer coisa você me chamar. Entendeu?

-Sim senhor – o garoto sumiu o resto dos degraus enquanto Nathalia descia os outros para chegar ate o térreo.

Andava em direção ao escritório quando escutou um falatório vindo da enfermaria então se dirigiu ate o outro lado da casa.

A enfermaria estava lotada de feridos e de pessoas tentando socorrê-los. Olhou atordoada por todos os lados a procura do irmão e o encontrou em um maca entre a vida e a morte. Correu ate a maca e começou ajudar Antonieta que cuidava de Nicolas.

-O que aconteceu Samuel? – perguntou Rosa que socorria alguns feridos.

-Depois Rosa, depois.

-Depois nada Samuel, eu quero saber o que aconteceu olha o estado de meu irmão – disse Nathalia.

-Eu sei mas precisamos cuidar dos feridos de pois eu conto que aconteceu – respondeu Samuel voltando a ajudar Daniel no transporte dos feridos do chão paras macas.

-Daniel, por favor? – perguntou Nathalia na esperança dele dizer o que ela precisava ouvir já que aquela cena foi vista por ela no espelho do banheiro.

-Acho que você já sabe a resposta Nathalia. – respondeu Daniel líder de São Viktor

Nathalia abaixou a cabeça e voltou a cuidar de Nicolas. Gritos ecoaram na enfermaria, Nathalia levantou a cabeça e olhou para onde veio o grito e enxergou Mariana irmã do guardião Miguel que também estava ferido. A garota gritava e seu irmão segurava seu pulso havia algo errado com Miguel. Nathalia deu a volta na cama de seu irmão parou atrás de Mariana puxou a garota para longe a menina ainda gritava muito.

-Tirem ela daqui! – gritou Nathalia e algum levou a garota para fora da enfermaria.

Se aproximou de Miguel, a aparência dele era horrível marcas de arranhões e uma mordida no ombro, seus olhos estava ficando preto. Miguel agarrou o braço de Nathalia e falou alguma coisa no ouvido dela e depois rosnou abriu a boca, iria morde-la mas ela se afastou rosnou mais auto e mostrou suas presas inclinou o rosto para mais um tentativa de morde-la. Barulho de tiro, a bala certeira atingiu a cabeça de Miguel espirrando sangue para todos os lados e principalmente no rosto de Nathalia, seu braço foi solto e seu corpo foi de encontro com outro que o seguro não deixando ela cair no chão.

Samuel sentou Nathalia em um cadeira e deu pano para ela se limpar o sangue de Miguel que estava em seu rosto.

-Você esta bem? – perguntou ele

Nathalia não respondeu, levantou deu o pano sujo como sangue na mão dele e perguntou.

-Cadê a esposa de Caius e a criança?

-Se recuperado – respondeu

-a onde?

-No escritório – disse Erika.

Saiu da enfermaria em disparada batendo a porta atrás dela. Corria em direção ao escritório conforme Erika ele estava –la precisava ver com o próprios olhos o que Miguel havia lê dito.

-Volta aqui , Nathalia! – gritou Daniel vendo a onde a garota iria. Mas foi Samuel que a seguiu.

Nathalia não parou continuo a andar em direção ao escritório mesmo com os protestos falados por Samuel. Sentiu uma mão em seu braço, apertou ele e a puxou a fazendo parar e voltar alguns passos indo de encontro ao peito de Samuel que e bem mas alto que ela. Apoio a mão livre no peito par não bater o rosto olhou para cima e viu o rosto de Samuel bravo e tenso. Olhos verdes lindos lábios perfeito nunca tinha percebido que ele era tão lindo sacudiu a cabeça tirando estes pensamentos dela.

-A onde pensa que vai menina?

-preciso vê-lo

-Não ela esta mito abalada.

-Não me interessa preciso ver a criança, por favor, Sam me solta

Samuel olhou nos olhos de castanhos de Nathalia e não entendeu ela nunca o chamou assim muito menos doces e sensível da que le jeito e olhar em seus olhos apaixonantes o fez afrouxar a mão no braço dela que puxou com força e voltou a corre. Samuel ficou lá sem entender, como pode cair no charme dela e deixá-la fugir da que — le jeito.

Nathalia abriu a porta do escritório com tudo fazendo ela bater na parede e fazer barulho, caminhou a te a metade do lugar e parou na frente de Mia que estava sendo acudida por Lucia.

-O que e isto Nathalia? – perguntou Lucia

-Cadê a criança??

-Nathalia você precisa se acalmar

-Cadê a criança?

-Nathalia, por favor?

Nathalia sacou um arma da roupa e apontou bem no meio da testa de Mia .

-Cadê a criança, Lucia? — a mulher sem reação alguma apontou para o sofá no canto da sal a onde a criança dormia.

Nathalia caminhou ate o sofá guardou a arma sentou-se na beirada e puxou com cuidado a gola da camisa da criança para não acordá-la viu uma marca de nascença na forma de uma adaga igual àquelas usadas pelos antigos guardiões. A adaga da profecia do guerreiro antigo.

Nathalia se levantou foi ate o canto da sal uma imagem aterrorizante veio a sua mente.

Corpos caídos por todos os lados um homem velho atrás de um mesa e duas criaturas duas figuras do mal, dois demônios ao lado dele e uma mulher deitada e amordaçada a mesa. Uma mesa de sacrifício e o objeto de tal sacrifício era a mulher inconsciente sobre a mesa.