Rainha: o Despertar
12 10. Furia
Notas iniciais
Espero que gostem ;)
Os carros seguiam em alta velocidade cada um na direção que devia tomar.
O bairro no subúrbio era o maior território dos Lobisomens dentro da cidade. Poucas as vezes que os vampiros vieram até este lugar. Não por medo de uma guerra mais sim por que nunca souberam a onde é se encontrava o “quartel general” dos lobisomens.
O carro aparou em um dos becos escuros.
-Nathalia e Erika você seguem para o leste eu é Jason vamos para o sul – disse Samuel descendo do carro.
Ninguém questionou apenas seguiram seus caminhos.
Quando já estavam longe do carro Erika começou a falar.
-Você já contou?
-Não
-E vai contar quando?
-Não vou contar.
-Como? – disse Erika se distraindo e incrivelmente esbarrando em um latão de lixo, fazendo com que ele caísse no chão e fizesse bastante barulho.
-Olha por onde anda.
As duas voltaram andando em silencio prestando bem atenção no que acontecia ao seu redor até que Nathalia falou.
-Não vou contar até ter algumas certezas.
-Você não con... – Erika parou de falar quando escutou vozes.
As duas se encostaram à parede sumindo na escuridão até as pessoas que passavam na rua que cortava o beco passassem.
-Eu não disse isso, só acho que tenho muitas coisas para descobrir antes de contar a ele.
-Eu não gosto muito do Samuel a anos e você sabe disso, mas não acho justo você esconder tal segredo dele.
-Será apenas mais um que vou ter que esconder.
Andaram becos e mais becos e nada encontraram. Nenhum vestígio de lobisomem, apenas alguns drogados tento alucinações no meio da rua.
-Me diz, por que você não confia em Samuel? – perguntou Nathalia.
-Vamos dizer que não goste de algumas atitudes dele.
-Você não vai me contar mesmo o porquê?
-Ainda não.
Um falatório na rua do final de mais um dos becos que andavam, fez com que elas para sem de falar e diminuísse o passe. Um vento vindo no norte trouxe as narinas delas o cheiro nada agradável de lobisomem. Trocaram um olhar rápido enquanto caminhava em direção a esquina.
As duas inclinaram a cabeça para rua e olharam para onde vinha o cheiro. Viramno fundo da rua uma casa muito movimentada, de onde saia um som alto, na entrada da casa tinha um homem alto corpulento e negro encostado em um moto conversando.Risadas fizeram com que as duas olhassem na outra direção. Viram um rapaz subindo abraçado com duas garotas que riam das gracinhas que ele sussurrava na orelha delas.
Nathalia e Erika voltaram a encostar-se à parede no meio da escuridão, para não ser vistas. Quando ele passou, elas voltaram a andar em direção da onde vinham.
Já estavam em uma boa distancia quando Nathalia falou.
-Era o Felipe, não?
-Era sim.
O som de algo caindo atrás delas as fez olhar preocupadas, para escuridão.
Quando voltaram a andar se depararam com um homem parado as encarando.
-É feio vigiar os outros, garotas.
-Fe... Felipe – disse Nathalia se acalmando um pouco do susto levado.
-Como vai Nathalia? Erika?
Nenhumas das duas responderam.
-Como é bom te ver Nathi. Não sabe como eu sinto saudade de você.
Nathalia não disse nada apenas fitou Felipe. Ele esticou o braço para abraça lá. Ela deu passos para trás se afastando dele. Felipe insistiu, pegou o braço dela e pós a mão em sua cintura.
-Não põem suas mãos imundas em cima de mim, nunca mais. – disse Nathalia se soltando dele.
-Por quê? O que te fiz?
-O que você me fez. Como pode ser tão sínico em perguntar isso. Você traiu todo mundo, seu pai, sua raça, eu...
-Tinha que ser feito não queria te magoar, sinto muito.
-Deve sentir muito mesmo. Por sua causa, ou melhor, você quase matou Nicolas. Nem ele o seu melhor amigo você teve compaixão.
-Eu sei o que fiz, não queria machuca lá, mas ele entrou na frente ele é Fátima. Então tive que mata ló, mesmo assim não consegui o que eu queria. Mia sabia de tudo.
-Você é um monstro – disse Nathalia não acreditando no que Felipe falava.
-Eu te amo Nathalia me desculpe.
Ela não disse nada. Havia uma raiva de Felipe dentro de si, mas também existia outra coisa que não sabia o que era.
Felipe aproveitando um segundo de distração de Nathalia pegou os braços dela e o prendeu nas costa, e o segurou com uma só mão aproximando o corpo dos dois, e com a outra alisava o rosto dela.
-Me solta Felipe – disse Nathalia, vendo que não conseguia se livrar daquele abraço.
Felipe não prestou atenção no que ela dizia. Cheirava os cabelos dela o pescoço e o mordiscava.
-Fica aqui comigo, te farei a mulher mais feliz do mundo – sussurrou ele no ouvido dela.
-Me solta Felipe.
-Não faz isso comigo. Eu te amo tanto sou capaz de tudo para ficar com você.
-Me solta Felipe! – exclamou Nathalia.
-Não — rosnou ele. Dando um beijo forçado nela.
-Solta ela Felipe – disse uma voz masculina vinda de dentro do beco escuro.
Nathalia olhou sobre o ombro de Felipe e viu Samuel, Jason e Erika vindos pelo beco escuro. A jovem havia fugido quando Felipe está ocupado tentando convencer Nathalia a força de sua inocência.
-Eu disse para solta lá – disse Samuel bem próximo agora.
Felipe soltou Nathalia, mas ainda segurava-a pelo pulso o apertando.
-Calma, só estou falando com minha namorada – disse Felipe, vendo a expressão de raiva de Samuel.
-Eu não sou nada tua! – Nathalia gritou as palavras para Felipe.
Samuel a segurou pela cintura, a juntando com o seu corpo. Quando sentiu as mãos dele passar sobre sua barriga próxima ao ventre, algo estremeceu dentro de si fazendo um arrepio subir sobre a sua espinha.
-Você e minha! Você não pode acreditar nele, ele é um traidor.
-Traidor! Quem e você para falar de traição. –disse Samuel afastando Nathalia de seu corpo e dando alguns passos em direção a Felipe. Porém ele parou antes de chegar mais perto de Felipe quando sentiu alguém se aproximando do beco pelo lado oposto que havia chegado. Todos viraram se para ver quem se aproximava foi quando viram Rosa, Leona, Daniel e Nicolas se aproximando.
Nathalia olhou para dentro do beco e viu que Felipe não estava mais lá.
-O que ouve? – perguntou Daniel
-Felipe – respondeu Erika.
As pessoas conversavam e discutiam o que havia acontecido e tudo não passavam de resmungos para Nathalia que olhava para dentro da escuridão hipnotizada por algo. Foi tirada de seus pensamentos quando sentiu mão em seu ombro. Olhou para cima e viu Nicolas parado ao lado dela, e já não havia mais ninguém ao redor.
-Vai ficar parada ai estamos indo embora. – disse ele.
Nathalia sorriu, e começou a andar acompanhada pelo irmão.
-Você está bem?
-Estou sim.
“Ou pelo menos acho que estou” pensou.
***
Seus olhos vagavam de um lado para o outro acompanhando os passos de Daniel que resmungava algumas vezes e nas outras gritava. Samuel já havia desistido de acalma ló, e ela não intervir se quer uma vez por dois motivos. Primeiro estava ocupada de mais sentindo raiva de Felipe, raiva que devia ter sentido na noite que ele traiu todos, na noite em que ele quase matou o seu irmão e consecutivamente quase havia matado á. Segunda se lembrava do “recado” dado por Daniel mais cedo, se ela o enfrentasse na frente dos outros ou em qualquer lugar iria apagar.
As lembranças de dois anos atrás vieram em sua mente, lembranças que havia tentado apagar.
“Era mais uma noite quente de verão.
Os seus gritos eram escutados por todos que estavam em São Viktor. Discutia com Daniel, o desautorizava.
Como sempre Daniel e sua sede de vingança queria por muitos de seus soldados em risco, e ela nunca aceitava isso.
Até que o castelo se silenciou.
Daniel havia tapado a boca dela como mão. Tentava se livrar inutilmente, ele é um vampiro e bem antigo.
Jogo a na cama e rapidamente subiu em cima de seu corpo delicado. Afastou o cabelo dela, que ainda lutava inutilmente, deixando o pescoço visível sua pele branca e alfa o deixou com mais sede e excitado.
Seus lábios ligeiramente se entreabriram, expondo os caninos que todos normalmente mantêm escondidos
Aquelas presas contrastavam estranhamente com o resto de suas feições. Com seu rosto bonito e seus cabelos negros e pele pálido, ele aparentava mais um anjo do que um vampiro.
Enquanto seus dentes se aproximavam da pele nua, Nathalia sentia o seu coração correr numa mistura de medo e antecipação
Seus caninos a morderam, fortemente, ela gritou na breve explosão de dor. Então desapareceu, substituído por um maravilhoso e excelente prazer que se espalhou por meu corpo. Era melhor do que todas às vezes em que esteve bêbada ou doidona, melhor que sexo Era um coberto do mais absoluto, puro prazer, que a envolvia e prometia que tudo ficaria bem no mundo. E assim foi continuamente. As químicas em sua saliva provocaram uma alta de endorfina, e a fez perder a noção do mundo, perder a noção de quem eu era.
E em minutos sobre o efeito do veneno dele, ela sem ao menos saber o que fazia se entregou.
Entregou o seu corpo, para ele fazer o que bem estendesse.”
Nathalia balançou a cabeça de um lado para o outro, se livrando das lembranças.
Nada havia mudado no momento dês que tinha embarcado em seu inconsciente.
O relógio velho de corda que se encontrava no escritório, começou a badalar. Eram seis horas da manhã.
Será que ele nunca iria para de falar! Seu tédio já havai surgido nos primeiro trinta minutos logo em seguida que já não existia mais em seu corpo vestígios de adrenalina alguma.
Leona levantou se de seu lugar e foi até o esposo. Sussurrou algo no ouvido dele, que Nathalia não fez questão alguma de força a audição para escutar, ao contrario de muitos outros que estavam na aquela sala.
Daniel olhou furioso para mulher, e saiu do escritório pisando firme sendo seguido por Leona
Muitos suspiraram de alivio.
E as poucos o lugar foi ficando vazio até não sobrar mais ninguém, apenas o relógio velho que cismava em badalar informando as horas para aqueles não tinham presa em morrer.
***
Dias depois
Nathalia se revirava de um lado para o outro na cama sem conseguir dormir. Era frustrante ter que perder suas poucas horas de sono por medo em pegar no sono e ter novos pesadelos.
Bufou de raiva de si mesma. Levantou da cama e foi para o andar de baixo, mas especificamente na cozinha procurar algo pra comer.
Saboreava uma pequena bolacha de maisena e um copo de suco quando escutou barulho vindo da direção do escritório.
Achou estranho, pois está hora era para todos estar em seu quartos com exceção daqueles que tinha que ficar acordado para proteção do casarão.
Por desencargo de consciência largou seu lanche e foi até lá ver quem era.
O lugar estava vazio e agora silencioso, quando se virou para sair uma mão pousou em seu ombro a puxando para trás fazendo a cair sobre a mesa de vidro.
As mesmas mãos a pegaram pelo pescoço a levantando e a jogando em direção as estantes que caiu junto com ela no chão. Tentou se levantar, mas a estante era muito pesada e não conseguia tirar o seu corpo de baixo dela. Reuniu todas as forças que tinha e puxou o seu corpo para frente se livrando da estante, quando ia se levantar foi atingida novamente por um chute que a fez para na parede caindo de joelhos no chão.
Já havia costelas quebradas. O ar já chegava aos seus pulmões com muita dificuldade. Sentiu uma ardência pelo corpo, havia se cortado no vidro da mesa e sua perna doía demais, quando olhou para ela viu um grande caco que vidro preso em sua coxa.
Levantou se novamente e um novo chute a atingiu. Antes de bater na parede já tinha se recuperado, e estava em pé na busca de seu agressor.
Um vulto passou ao seu lado, e neste momento de distração em querer vê-lo mãos pegaram o seu pescoço a erguendo alguns palmos no chão.
Puxou o ar desesperadamente mais ele não veio. Olhou para o seu agressor e se surpreendeu quando viu quem era.
-Por que você tinha que se meter em meu caminho? – perguntou Lucia
-Nã... Consig... Respira... – resmungou Nathalia tentando se livrar.
-Como ousa se aproximar dele? Como ousa engravidar dele? – perguntou Lucia sussurrando no ouvido dela.
Nathalia não disse nada apenas olhava para Lucia, esperando pelo momento em que todas as suas dores iriam sumir e a morte a encontraria,
-Como ousa sua vadia! – gritou Lucia.
Em sua mão girava agilmente uma adaga em punhos e sem pestanejar enfiou a adaga no lado esquerdo do peito, no coração, de Nathalia que suspirou uma ultima vez e caiu no chão desfalecida.
***
Vozes a incomodaram estariam gritando em seu ouvido. Abriu os olhos com dificuldade a luz a incomodou. As dores em seu corpo eram insuportáveis, mas já havia se acostumado com elas. Olhou com dificuldade para o seu redor e viu que encontrava se na enfermaria que estava lotada de pessoas.
Procurou por alguém que pudesse explicar o que estava acontecendo.
A única coisa que se lembrava era de estar levando uma surra de Lucia e depois ela a apunhalando uma adaga em seu peito.
Estaria morta então? Mas era tão ruim apenas sentia dor e nada maia.
Alguém percebeu que ela estava acordada e começou a falar.
-Como está se sentindo?
Nathalia olhou na procura de quem falava com ela e encontrou Rosa sorrindo, mas era visivelmente que estava abatida e cansada.
-Tonta, mas o que aconteceu?
-Não se preocupe já esta tudo resolvido. Apenas descanse vocês tem que se recuperar.
Nathalia ia discutir, mas desistiu. Precisava mesmo descansar.
***
O sacru há anos não era usado pelos anciões, mas um acontecimento esta semana fez com que eles reabrissem a sala.
Poucas pessoas estavam no lugar, eram apenas os anciões, os líderes e alguns guardiões.
Lucia se encontrava ajoelhado à frente das cadeiras dos anciões. Suas mãos eram seguradas por Jason que a manteve presa e olhando para os anciões.
-A guardião Lucia Miller, vampira. Nascida em 26 de abril de 1832 e transformada em 1864, por Daniel Padalecki. E sentenciada à morte por tentativa de assassinato a realeza. – disse Marcos.
Todos se levantaram e se retiraram da sala, apenas ficou Jason e Lucia.
O homem a arrastou até uma estrutura de madeira fincada no chão e a corretou lá, depois se afastou.
Do lado de fora do Sacru ele girou uma manivela que aos poucos foi abrindo um globo na sala, por onde se entrava a luz solar.
Lucia começou a gritar desesperadamente enquanto a luz do astro rei tocou a sua pele, e em minutos depois de uma longa sessão de tortura não restava mais nada dela apenas cinzas.
Nathalia acordou sobre saltada.
Olhou para todos os lados na busca de alguém e viu Rosa e Erika dormindo sentadas em uma cadeira. Pegou um dos seus travesseiros jogou em direção de Erika que acordou assustada e a assustando Rosa também.
-Ta maluca garota? – perguntou Erika.
-O que aconteceu?
Rosa e Erika se encararam por alguns minutos e depois começaram a falar.
-Do que você se lembra? – perguntou Rosa.
-Hum... De estar no escritório e levando surra de Lucia e depois ela me apunhalou com uma adaga no peito – disse Nathalia levando a mão na altura do coração. – Eu não entendo.
-Se você não entende imagina a gente – comentou Erika.
-Adaga perfurou o seu lado esquerdo do peito Nathalia, mas pelo que parece o seu coração de encontra no lado direito. – disse Rosa.
Nathalia ficou pensativa por alguns segundo até que voltou a falar.
-Ela sabia. Ela sabia de minha... – Nathalia não terminou de falar apenas levou a mão até a barriga.
-Não se preocupe ela não vai contar para ninguém. – disse Erika.
-Como?
-Caius ficou uma fera e a condenou. Ela foi presa no Sacru e incinerada quando o sol nasceu. – respondeu Erika.
Nathalia encarou as duas, preocupada.
Notas finais
Beijos =D
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