Notas iniciais
galera, desculpa a falta de noticias... mas é que eu não tava tendo tempo de escrever, mas aí está o novo capitulo

– Então eu sou um alien como vocês? E meu poder é criar e controlar objetos de ouro? Normal, isso não altera muita coisa na minha vida.

Como eu disse Romolo não tinha muita noção da gravidade das coisas e muito menos do que era perigoso nessa maluquice que nos metemos. Kahel ainda olhava pra ele com um olhar de quem pergunta se é possível existir uma pessoa assim, e Romolo olhava pra ele como se estivesse vendo uma paisagem mais ou menos, quase como olhar pela janela do quarto.

– Você não está nem um pouco pirado com essa história toda? Nem mesmo um pouquinho? – perguntei abismado com a tranqüilidade dele.

– Não, e nem tem por que. Anda, conversa logo com ele e vamos embora daqui.

– E você não vai querer saber de todos os babados também? Pode ser importante para a sua sobrevivência! – Kahel parecia um pouco preocupado com a falta de preocupação de Romolo e isso estava me deixando preocupado.

Romolo pensou um pouco e viu que não perderia nada se ficasse lá pra escutar o que quer que ele venha me falar. Então todos nos sentamos novamente nos bancos da praça e começamos a nos encarar pra saber quem de nós ia tirar a sorte grande de começar a falar primeiro, e no fim Kahel se decidiu a falar e repetiu a mesma história sobre a guerra dos mundos, sobre as casas reais e tudo mais que precisávamos saber sobre nossa verdadeira origem.

– E tem mais algumas coisas que eu vim descobrindo. Tipo, eu achava que os outros aliens estavam distantes um dos outros, mas fomos deixados próximos justamente pra podermos nos confrontar. Então fui pesquisar quem eram os outros aliens e seus poderes, e consegui descobrir os poderes de todos nós: os mercurianos tem asas de fogo, que podem usar como membros extras pra qualquer coisa; venusianos podem criar e controlar objetos de ouro; marcianos tem poderes aéreos giratórios, resumindo, criam tornados com oxigênio e outros gases; jupiterianos tem poderes elétricos; saturnianos podem lançar energia concentrada como arma; uranianos podem fazer o solo ficar mole ou duro, de acordo com a vontade; netunianos pode controlar qualquer coisa liquida.

– E os plutonianos podem controlar as sombras – completei – nem parecem muito fortes quando lutamos.

– Na verdade os poderes de um plutoniano são muito maiores. Como eu disse pra você naquela hora, eles aprenderam a arte da batalha dos outros povos, e com isso algumas técnicas de batalha. Se duvidar, eles aprenderam como fazer alguns dos nossos truques e podem usar contra nós.

– Então vamos ter que encontrar logo os outros aliens, fazer uma aliança com eles, derrotar Darkshadow e salvar o mundo. Parece tão clichê pra mim – Romolo não tinha jeito.

Estamos pensando em como salvar o mundo de um psicopata que quer beber o nosso sangue direto na jugular e você fica julgando as situações em clichês ou originais, seu loco?! Será que esse menino tinha alguma coisa na cabeça?! Eu juro que um dia eu não vou conseguir me segurar e vou matá-lo de uma maneira tão horrenda que só mesmo Deus descendo do céu, e falando pra eu não acabar com a raça dele pra ter uma chance salvação.

– Romolo, a questão não é se é clichê ou se é mais original do que o papa, a questão é como vamos localizar essas pessoas se nem sabemos como começar a procurar por elas?

– Kahel, você é o mais velho. Deve ter alguma coisa que você sabe e que podemos usar, né? – disse Romolo.

Ele pensou um pouco sobre o assunto e olhou pra Romolo com um rosto muito sério e grave. E pelo pouco que eu o conhecia, sabia que ia vinha uma besteira gigante.

– Existem oito seres com poderes nesse mundo que realmente podemos afirmar que vão nos ajudar nessa guerra: eu, você, Jack, Darkshadow e outras quatro pessoas que vão se revelar em um determinado momento, quando todos os fatores estiverem propícios para uma guerra.

– Se vai haver mesmo uma guerra, então seria muito bom que começássemos a procurar pelos outros aliens o mais rápido possível. E tenho certeza de que podemos dar conta da semana de provas que vai ser daqui a uma semana.

Agora eu quero me matar, tinha esquecido de que a semana de provas estava a apenas sete dias de distância. Eu vou começar a anotar minha lista de prioridades pra poder saber a hora de estudar pra tirar nota boa, mas por hora, eu ia me concentrar em uma maneira de tentar localizar a próxima pessoa que seria o próximo alien da lista.

– Gente, eu não sei se vocês repararam, mas existe um horário bom pra ficar em uma praça abandonada e existe um horário altamente impróprio pra ficar em qualquer lugar. Acho que estamos chegando nesse horário.

Realmente Romolo tem razão nesse ponto, já estava beirando umas 18:45 e eu ainda não tinha nem telefonado pra casa dizendo qualquer coisa que tinha acontecido. Na certa meus pais deveriam me arrancar às tripas pelo nariz quando eu entrasse pela porta da frente, mas eu precisava terminar aquele assunto. Mas é bem melhor fazer isso outro dia.

– Ta bem, vamos todos pra casa descansar e nos preparar pra amanhã que vai ser um dia pesado. Mas temos de combinar de nos encontrar outro dia pra podermos nos organizar. Kahel, me dá teu telefone.

O quê? Aliens também tem telefone. E só pra comprovar: ele me deu o telefone de casa, o celular e ainda pediu meu MSN. Assim nos despedimos dele e eu e Romolo nos viramos pra encarar um passeio ate o ponto de ônibus e esperar ate o nosso chegar. Começamos a andar um ao lado do outro em silêncio e sempre prestando atenção nas sombras por perto nenhum dos dois queria falar, até eu falar.

– E aí, como está se sentindo?

– Normal. Como eu deveria me sentir? – disse Romolo.

– Sei lá, como se estivesse pirando só de emoção por descobrir que você é especial.

– Não sou especial. Em Vênus, todos são como eu, e mesmo que não fossem… é normal ser diferente.

– Como assim?

Ele parou de andar e me encarou no fundo dos olhos.

– Como eu sempre fui. Nunca disseram pra mim que eu era uma pessoa comum, mas que eu era uma pessoa totalmente diferente do restante. Eu estou acostumado a ser diferente.

Não me lembro exatamente do que eu falei, ou do que quer que eu tenha feito. Sei que de uma hora pra outra eu estava a apenas um palmo do rosto dele, e ainda com o contato visual forte entre nós. Não faço a mínima idéia do que aconteceria depois, mas o ônibus chegou e eu e ele embarcamos em direção ao lar e eu matutando sobre como iríamos cuidar de todas as coisas que estavam acontecendo na nossa vida.