Rainbow 5

5 Olhos nas sombras


Dois dias passaram-se desde o encontro de Sing, sem que ninguém suspeitasse, contudo, um sentimento de nervosismo impregnou o alojamento das Rainbow 5. O Grande Festival Musical de Seongju, marcado como o palco de sua estreia, aproximava-se rapidamente, e a antecipação pesava sobre cada uma das garotas. A cada momento, a expectativa crescia, criando uma atmosfera eletricamente carregada que percorria os corredores do alojamento como uma melodia inaudível.

O sol lançava seus raios dourados sobre o alojamento, espalhando um calor reconfortante pelas paredes. Os dias frios do inverno já estavam chegando, mas o clima ainda era ameno e gentil. As garotas, porém, não podiam desfrutar completamente da beleza do dia, pois suas mentes estavam ocupadas com os ensaios finais, os ajustes nos figurinos e os detalhes que culminariam na apresentação que poderia definir suas carreiras.

Lea, no entanto, estava passando por um período particularmente difícil. Enquanto as outras garotas estavam ocupadas com suas próprias ansiedades e preparações, ela sofria de dores de cabeça recorrentes, que a afligiam de forma quase constante. As dores eram tão intensas que ela muitas vezes se via lutando para se concentrar, e as luzes brilhantes dos ensaios só pioravam sua condição.

Durante o almoço de um desses dias, quando o sol estava alto no céu, Lea abaixou a cabeça, tentando aliviar a dor. Jia, observadora como sempre, notou o desconforto da amiga e se aproximou com um olhar de preocupação.

"Lea, você está bem? Parece que a dor de cabeça está piorando", disse Jia, tocando levemente o ombro de Lea.

Lea suspirou, uma careta de dor cruzando seu rosto. "Eu sei, Jia. Não sei o que está acontecendo comigo. Essas dores de cabeça estão me deixando exausta."

Jia assentiu compreensivamente. "Talvez você devesse ir ao hospital depois dos ensaios de hoje. Pode ser algo que os médicos possam ajudar."

Enquanto elas conversavam, Lea estremeceu, uma expressão de desconforto atravessando seu rosto. Jia percebeu que havia algo errado e olhou com mais atenção para a amiga. Foi então que ela notou o sangue escorrendo do nariz de Lea, manchando o lenço que ela segurava contra o rosto.

"Lea, você está sangrando do nariz!" exclamou Jia, alarmada.

Lea tocou o sangue, seus olhos arregalados de surpresa e preocupação. "O quê? Isso não é normal..."

Jia pegou um guardanapo de papel e ajudou Lea a limpar o sangramento com cuidado. "Isso não é normal mesmo. Você deveria mesmo ver um médico depois."

O almoço continuou, mas Lea estava notavelmente abatida e desconcentrada. Jia ficou ao seu lado, oferecendo apoio e palavras de consolo, enquanto as outras garotas estavam imersas em suas próprias conversas.

Após o almoço, Jia decidiu que era melhor levar Lea para o quarto dela, para que pudesse descansar um pouco. Lea assentiu, agradecida por ter uma amiga tão preocupada com o seu bem-estar. Elas caminharam pelos corredores, chegando ao quarto de Lea. Jia ajudou a outra jovem a se deitar na cama, cobrindo-a com um lençol.

"Descanse, Lea. Vou ficar aqui com você por um tempo", disse Jia, sentando-se na beirada da cama.

Lea sorriu fraco, apreciando a amizade de Jia. "Obrigada, Jia. Espero que isso passe logo."

Enquanto Lea fechava os olhos, Jia notou algo estranho do lado de fora. As janelas do alojamento estavam abertas, o que era incomum, considerando que todas as garotas tinham saído para o almoço. Ela olhou para as janelas, perplexa. Havia algo inquietante naquela visão, mas ela não conseguia identificar o que era.

Curiosa, Jia se aproximou da janela e olhou para fora. O sol brilhava intensamente, iluminando o cenário do lado de fora. No entanto, tudo parecia normal. Não havia nada fora do lugar, nenhum sinal de intrusos. Ela franziu o cenho, sentindo-se cada vez mais confusa.

Jia abaixou o vidro da janela do quarto e olhou para o pátio do alojamento, examinando cuidadosamente os arredores. Nada parecia fora do comum. Ela soltou um suspiro frustrado, perguntando-se se talvez estivesse apenas imaginando coisas.

Voltando-se para Lea, ela murmurou: "Talvez tenha sido apenas o vento que abriu as janelas. Você deve descansar, Lea."

Lea concordou, seus olhos ainda fechados. Jia ficou parada por mais um momento, olhando para as janelas com uma sensação estranha de inquietação. No entanto, ela não conseguiu encontrar uma explicação lógica para o que viu, e assim, ela se afastou e fechou as cortinas da janela antes de voltar para o lado de Lea.

O sol continuava a sua dança através do céu, lançando sombras que oscilavam suavemente pelas paredes do alojamento das Rainbow 5. As garotas, ansiosas e exaustas após o almoço, voltaram ao alojamento, prontas para um breve repouso antes dos ensaios da tarde.

Jia, por sua vez, encontrou as outras garotas reunidas na sala de estar do alojamento. Com um olhar sério, ela se aproximou, chamando a atenção delas. "Garotas, Lea não está se sentindo bem. Ela está com uma forte dor de cabeça e precisa descansar por algumas horas."

A preocupação se espalhou pelo rosto das garotas enquanto absorviam a notícia. Di, no entanto, pareceu ser tocada por um pensamento fugaz, uma lembrança que surgiu de suas profundezas. Ela se lembrava dos poderes telepáticos de Lea, de como ela podia compartilhar pensamentos e sentimentos com as outras garotas através de sua conexão especial. Um arrepio percorreu a espinha de Di, e ela considerou que as dores de cabeça de Lea poderiam ter alguma ligação com seus poderes. Mas ela não podia compartilhar essa suspeita com as outras garotas. Era um segredo que não podia ser revelado, não ainda.

Enquanto Jia explicava a situação, seu olhar vagava ocasionalmente para as janelas do alojamento, que permaneciam abertas. Ela tinha notado aquilo antes, mas não queria preocupar as outras garotas com algo que poderia ser uma mera coincidência.

Di e Sun trocaram olhares e decidiram que preparar uma sobremesa seria uma maneira de animar Lea. Enquanto elas se ocupavam na cozinha, Jia decidiu dar uma volta ao redor do alojamento. Ela queria verificar novamente as janelas e garantir que tudo estava como deveria ser.

Passo a passo, Jia seguiu o perímetro do alojamento, seus olhos observando cada detalhe das janelas e da área ao redor. Ela circulou o quarteirão, examinando cada canto e recanto. No entanto, tudo parecia normal. Não havia sinais de intrusos, nem nada fora do comum.

Com um suspiro de frustração, Jia virou-se e começou a voltar para o alojamento. Ela estava determinada a não causar alarme desnecessário, mas uma sensação inquietante persistia em sua mente.

Ao retornar ao alojamento, Jia sentiu um cansaço profundo pesar sobre seus ombros. Ela decidiu que tomar um banho a ajudaria a relaxar e a clarear a mente. Dirigiu-se ao banheiro, abrindo a porta e entrando.

No entanto, assim que ela deu o primeiro passo, uma sensação estranha a envolveu. Era como se os olhos invisíveis a observassem de todas as direções. Ela olhou ao seu redor, seus sentidos aguçados em alerta máximo. Mas não havia nada lá, nada que pudesse explicar a sensação incômoda.

Ela caminhou até a pia e olhou para o espelho, seu próprio reflexo a encarando de volta. A sensação de ser observada não a deixava. Uma onda de arrepio percorreu sua pele enquanto ela estudava o reflexo. Nada parecia fora do lugar, mas algo definitivamente estava errado.

Com um leve suspiro, Jia decidiu que a melhor coisa a fazer era tomar um banho rápido e voltar para o quarto. Ela ligou a água e deixou que a temperatura agradável a envolvesse, tentando afastar a sensação de desconforto.

No entanto, mesmo quando a água fluía sobre seu corpo, a sensação não a deixava. Era como se algo ou alguém estivesse escondido nas sombras do banheiro, observando-a com olhos invisíveis. Ela tornou a olhar para todos os cantos, sua mente aguçada como uma lâmina, mas não encontrou nada.

Com a sensação de inquietação ainda pairando sobre ela, Jia terminou o banho rapidamente e saiu do banheiro. Ela enxugou-se e vestiu-se, tentando afastar a sensação de ser observada. A ansiedade a acompanhava enquanto ela saía do banheiro, deixando para trás a sensação inquietante que a atormentava.

O aroma doce da torta recém-assada pairava no ar do alojamento, enchendo-o com uma sensação reconfortante. Di e Sun trabalharam juntas para criar a sobremesa favorita de Lea, uma tentativa de elevar o espírito da amiga. Di cortou um pedaço generoso da torta e colocou-o em um prato, pronta para levar até o quarto de Lea.

Com o prato nas mãos, Di se dirigiu ao quarto de Lea, as preocupações flutuando em sua mente. Ela empurrou a porta suavemente e entrou no aposento. Lea estava deitada na cama, seus cabelos rosados espalhados sobre o travesseiro, o rosto mostrando sinais de exaustão. A dor de cabeça a havia deixado cansada, e suas feições pareciam um pouco pálidas.

Com um sorriso suave, Di se aproximou da amiga, o prato na mão. Ela tocou gentilmente o ombro de Lea, acordando-a do sono profundo. Os olhos de Lea piscaram lentamente, focando-se em Di. Um sorriso cansado curvou seus lábios enquanto ela se ajeitava na cama.

"Di? O que você está fazendo aqui?" Lea perguntou com uma voz suave, ainda um pouco sonolenta.

Di colocou o prato na cama ao lado de Lea e se sentou na beira. Seus olhos se encontraram, e Di não pôde deixar de notar a dor nos olhos de Lea. "Trouxe um pedaço da torta que a Sun e eu fizemos. Pensei que talvez isso animasse você um pouco."

Lea assentiu levemente, agradecida pelo gesto. Ela olhou para a torta por um momento, mas a dor de cabeça a lembrava de que comer algo talvez não fosse a melhor ideia no momento.

Di percebeu a hesitação de Lea e inclinou a cabeça ligeiramente. "Lea, você sabe que pode confiar em mim, certo?"

Lea olhou para Di, seus olhos âmbar expressando um misto de emoções. Ela suspirou suavemente e assentiu. "Eu sei, Di. Eu confio em você."

Di manteve o olhar firme, suas palavras carregadas de sinceridade. "Nós duas carregamos um peso semelhante por causa dos nossos dons. Você não precisa enfrentar isso sozinha. Se você quiser falar sobre isso, estou aqui para ouvir."

Lea olhou para as mãos por um momento antes de encontrar novamente o olhar de Di. Havia uma ligação entre elas, uma compreensão silenciosa que vinha de compartilhar um segredo tão profundo. Ela suspirou e finalmente falou, sua voz um sussurro.

"Essas dores de cabeça... elas estão relacionadas aos meus poderes. Quando os uso, quando me conecto com vocês... é como se meu cérebro estivesse sendo pressionado, como se algo estivesse tentando entrar."

Di assentiu lentamente, suas suspeitas confirmadas. Ela sabia que Lea estava enfrentando desafios que iam além do que as outras garotas podiam entender. "Lea, você não está sozinha nisso. Nós somos uma equipe, uma família. Se algo está afetando você, afeta todas nós. Vamos superar isso juntas."

Lea forçou um sorriso fraco, o alívio de finalmente compartilhar sua preocupação evidente em seus olhos. "Obrigada, Di."

A conversa entre as duas amigas foi um lembrete de que, mesmo em meio à incerteza e às dificuldades, elas podiam confiar uma na outra. Di se levantou e tocou gentilmente o ombro de Lea antes de sair do quarto, deixando-a descansar.

No corredor, Di se encontrou novamente com Sun e Jia, que estavam conversando em voz baixa. Elas estavam preocupadas com Lea e queriam garantir que ela estivesse bem.

Enquanto conversavam, Di sentiu um aperto em seu peito, uma sensação estranha de que algo estava errado. Ela olhou ao redor e notou que a porta de seu quarto estava entreaberta. Ela tinha certeza de que a tinha fechado após sair.

Um frio percorreu sua espinha quando ela empurrou a porta e entrou no quarto. Ela sentiu seu coração acelerar quando viu as portas do guarda-roupas abertas, roupas bagunçadas dentro. Sobre a cama, uma foto estava colocada com cuidado. Uma foto dela e de Lea, voltando do treinamento noturno que haviam feito no parque, a mesma saída que resultara no alarme silencioso.

Seus olhos se fixaram na foto, a perplexidade e o choque lutando por espaço em seu rosto. Como aquela foto havia ido parar ali? Quem teria entrado em seu quarto e deixado aquilo?

Di pegou a foto, estudando-a com olhos estreitos. Cada detalhe estava nitidamente capturado.

Com a foto trêmula em suas mãos, Di saiu de seu quarto, a ansiedade fazendo com que suas mãos tremessem. Cada passo que ela dava pelo corredor parecia ecoar com uma tensão crescente. Seus olhos varreram o ambiente, buscando sinais de qualquer presença indesejada. Ela viu Jia parada no corredor, um olhar atento em seu rosto.

Jia percebeu imediatamente o nervosismo de Di e se aproximou com preocupação evidente em sua expressão. "Di, o que aconteceu? Você parece abalada."

Di segurou a foto com mais firmeza, seus olhos inquietos encontrando os de Jia. "Jia, eu... Alguém invadiu o meu quarto. Abriram o meu guarda-roupas, alguém esteve na minha cama..."

Jia franziu o cenho, claramente preocupada. Ela sabia que a situação era grave. "Invadiram o seu quarto? Isso é muito sério."

Di assentiu, mas não podia compartilhar toda a verdade com Jia. "Sim, estou nervosa. E você, Jia? Achei que iria para o refeitório comer um pedaço da torta também."

Jia hesitou por um momento antes de suspirar, parecendo resignada. "Desde que voltei do banho, eu me sinto... observada. Não sei explicar exatamente, mas é como se alguém estivesse nos vigiando."

As palavras de Jia só aumentaram a inquietação de Di. Era como se uma sombra escura pairasse sobre o alojamento, uma ameaça invisível que elas não podiam ignorar.

As duas garotas trocaram olhares aflitos, compartilhando uma preocupação mútua que não podiam evitar. Di apertou a foto em suas mãos, seus pensamentos correndo em círculos enquanto tentava entender o que estava acontecendo.

Depois de um momento de silêncio tenso, Di tomou uma decisão. Ela sabia que Lea precisava ser informada, já que ela também estava na foto. Di se dirigiu ao quarto de Lea, a apreensão crescendo à medida que se aproximava da porta.

Lea estava deitada em sua cama, seus olhos fechados enquanto ela lutava para aliviar a dor de cabeça persistente. Di entrou suavemente no quarto e se aproximou da cama da amiga. Ela segurou a foto à vista de Lea e esperou até que os olhos dela se abrissem.

"Lea, temos um problema. Alguém invadiu o meu quarto e deixou essa foto lá", Di explicou com um tom tenso em sua voz.

Lea piscou os olhos, o choque da imagem diante dela sendo substituído por uma ansiedade ainda maior. Ela olhou para a foto e então para Di, os pensamentos girando em sua mente.

"Di, isso... isso é ruim. Eu também estou na foto", Lea sussurrou, sua voz trêmula.

Di assentiu, a gravidade da situação pesando em suas palavras. "Eu sei. E é por isso que precisamos entender o que está acontecendo. Alguém sabe sobre nós, sobre nossos poderes. Não podemos ignorar isso."

Lea sentou-se na cama, apertando as têmporas enquanto a dor de cabeça parecia se intensificar. "E se isso for uma ameaça? E se alguém quiser expor o que somos?"

Di manteve o olhar firme em Lea, a determinação evidente em sua expressão. "Nós não vamos deixar isso acontecer. Nós somos mais fortes juntas. Vamos descobrir quem está fazendo isso e garantir que eles não tenham a chance de nos prejudicar."

Enquanto Di e Lea conversavam em busca de soluções, Jia entrou no refeitório, onde Sun e Sing estavam saboreando pedaços da torta recém-feita. Jia fez um esforço consciente para disfarçar seu nervosismo enquanto se aproximava das amigas.

Sun olhou para cima, um sorriso caloroso curvando seus lábios. "Jia, você quer um pedaço da torta? Está deliciosa."

Jia forçou um sorriso e acenou com a cabeça, embora sua mente estivesse distante. Ela não queria preocupar as outras garotas com suas suspeitas, pelo menos não ainda. Ela sabia que precisava ser cautelosa.

"Eu... talvez mais tarde. Só estou pensando em algumas coisas agora", disse Jia com uma voz que traía sua apreensão.

Enquanto Jia se afastava do refeitório, Sun e Sing trocaram olhares de preocupação. O comportamento distante da amiga não passou despercebido, mas elas decidiram não incomodá-la com perguntas. A tensão pairava no ar, como uma sombra fugaz, mas o foco agora estava em manter a harmonia entre elas.

Jia seguiu pelo corredor, seus passos parecendo ecoar de forma distante em seus ouvidos. Seus pensamentos estavam em um turbilhão, as preocupações sobre as ameaças que rondavam o alojamento ocupando seu espaço mental. Ela chegou à sala do alojamento, olhando ao redor como se estivesse buscando respostas nas paredes e móveis que a cercavam.

Seus olhos se demoraram nas janelas, um vislumbre do mundo lá fora. A luz do sol parecia mais distante do que nunca, como se sua energia não pudesse penetrar o peso das preocupações que a envolviam. O show de estreia da banda Rainbow 5, o Grande Festival Musical de Seongju, estava se aproximando, mas Jia lutava para direcionar sua mente para o que deveria ser seu principal foco.

Enquanto isso, Di desceu do andar dos quartos e entrou na sala. Ela havia deixado a foto escondida no quarto de Lea, uma precaução para garantir que nenhuma evidência incriminatória fosse encontrada. Ao ver Jia lá, Di se aproximou com um olhar preocupado.

"Di, como está Lea?" Jia perguntou, tentando disfarçar a ansiedade que também a consumia.

Di olhou para Jia, sua expressão distante por um momento antes de focar novamente na conversa. "Ela ainda está com dor de cabeça. Achei melhor que ela descansasse um pouco mais."

Jia assentiu, sua mente girando com pensamentos semelhantes aos de Di. Elas estavam juntas nessa situação, compartilhando as preocupações e os segredos que agora envolviam o grupo.

Ambas guardaram suas preocupações para si, tentando não sobrecarregar uma a outra com o peso do desconhecido. A amizade entre elas era um apoio silencioso, uma compreensão mútua de que estavam enfrentando algo maior do que qualquer uma podia imaginar.

Fora do alojamento, longe da vista das garotas, um misterioso vulto vestido com uma pesada capa verde observava a cena. Seus olhos ocultos pareciam penetrar os vidros das janelas, estudando Di e Jia. Uma aura de mistério o envolvia, como se ele estivesse em sintonia com algo além do alcance dos demais.

O vulto permaneceu imóvel por um momento, absorvendo a dinâmica da cena. Em seguida, como uma sombra evanescente, ele virou-se lentamente e desapareceu. Não havia pegadas deixadas para trás, apenas a sensação de que algo inexplicável estava se desenrolando.