Rainbow 5
14 A chegada de Parker Jun
O amanhecer no alojamento das Rainbow 5 pintava o céu com tons suaves de laranja e rosa. O refeitório era preenchido com o aroma tentador de panquecas integrais, cortesia do talento culinário de Sun.
Sentadas ao redor da mesa, as cinco garotas compartilhavam risadas e conversas animadas. O brilho do amanhecer iluminava o espaço, destacando a diversidade das integrantes da banda.
Sun, com seu sorriso caloroso, servia panquecas douradas em pratos decorados. "Espero que gostem, garotas. Panquecas integrais são boas para começar o dia com energia e ainda ajudam a controlar o peso!"
Lea, apesar de sua aura melancólica recente, não conseguia resistir ao aroma delicioso. "Isso parece incrível, Sun. Você realmente sabe como cozinhar."
Sing, sempre extrovertida, já estava dando a primeira mordida em suas panquecas. "Eu estava com saudades de um bom café da manhã. Vamos ver se estão à altura do meu paladar refinado."
Enquanto Jia elogiava a habilidade culinária de Sun, Di permanecia mais silenciosa. Seus olhos, por vezes, perdiam-se no espaço, como se procurassem respostas que escapavam.
A atmosfera amigável, no entanto, persistia, apesar das sombras sutis. O café da manhã tornou-se um refúgio momentâneo, onde a música das risadas das garotas ecoava, desafiando as incertezas que podiam se esconder nas entrelinhas de suas vidas movimentadas.
As garotas saboreavam as últimas garfadas de panquecas, quando um murmúrio estranho ecoou do lado de fora do refeitório. Curiosas, elas deixaram os pratos sobre a mesa e dirigiram-se à porta, onde o gerente Min Jae mantinha uma conversa séria com um homem misterioso.
"Como mencionei, Senhor Jun, as garotas são o nosso ativo mais valioso. Precisamos garantir a segurança delas", dizia o gerente, com uma expressão preocupada.
O homem, com um porte físico atlético, ajustava o paletó elegantemente cortado enquanto examinava o prédio do alojamento com um olhar atento. Seus olhos penetrantes se encontraram com os das garotas quando entraram na sala.
"Garotas", Min Jae chamou a atenção delas. "Este é Parker Jun, um investigador particular que contratamos para nos ajudar a lidar com o incidente recente e garantir a segurança de vocês."
O investigador acenou com um sorriso amigável, mas seus olhos indicavam uma seriedade profissional. "Olá, Rainbow 5. Ouvi muito sobre vocês. Espero que possamos trabalhar juntos para resolver essa situação… ahn… complicada."
Di, Lea, Jia, Sing e Sun trocaram olhares cautelosos entre si antes de cumprimentar Jun. A presença dele adicionava uma camada de complexidade às relações da banda com o mundo da fama em que estavam entrando.
Min Jae continuou explicando detalhes sobre o trabalho de Jun enquanto as garotas observavam, absorvendo a gravidade da situação. O investigador particular estava ali para desvendar os mistérios que cercavam a banda, uma sombra que pairava sobre elas desde o incidente da foto.
Parker Jun, com uma postura confiante e olhar assustadoramente astuto, dirigiu-se às garotas da Rainbow 5 após a breve explicação do gerente Min Jae sobre seu papel como investigador particular.
"Boa tarde, senhoritas. Sou Parker Jun, nasci em uma pequena vila no campo, na China. Desde jovem, desenvolvi um interesse peculiar em resolver mistérios, e meu caminho me levou a este trabalho. Investigação é uma arte delicada, que exige paciência e dedicação", disse o homem, com um sotaque carregado, mas entendível para as idols.
As garotas observavam-no com atenção, Di mantendo um olhar especialmente perspicaz. A desconfiança era palpável no ar, mas Sun, a líder do grupo, decidiu quebrar o gelo.
"É um prazer conhecê-lo, Senhor Jun, eu sou Kim Saem, mas pode me chamar de Sun. Esperamos que possa nos ajudar a superar essa situação delicada", disse ela com um sorriso contido.
“É um prazer, Sun. Garotas, podem me chamar somente de Jun, não sou tão mais velho do que vocês, afinal” respondeu ele, com um sorriso aberto.
Sing, sempre a mais extrovertida, não perdeu tempo. "Um homem tão bonito e inteligente investigando para nós? Parece que a sorte está do nosso lado, não é mesmo?" provocou, lançando um olhar sugestivo.
Jun, demonstrando habilidade em manter a compostura, sorriu de volta. "Agradeço pelo elogio, Sing. Estou aqui para ajudar, e se houver algo que eu possa fazer, estou à disposição."
O flerte de Sing não passou despercebido. Parker, discretamente encorajador, acrescentou: "Acredito que todos trazemos um toque especial ao que fazemos, seja na música ou nas investigações. É isso que nos torna únicos."
Ao final da apresentação, enquanto as garotas trocavam olhares curiosos, Parker dirigiu um olhar especial a Di, que ficou momentaneamente encabulada. Era uma troca sutil, mas suficiente para semear a dinâmica entre o investigador e a vocalista da banda.
Enquanto Sun assumia a liderança da rotina matinal, o gerente Min Jae guiava Parker Jun pelos corredores do alojamento. Sing, aproveitando o momento, não resistiu a lançar mais um flerte para o investigador, cujos olhos expressavam uma resposta sutil.
"Bem, Senhor Jun”, começou Sing, com um de voz sedutor. ”Se precisar de alguma coisa, estaremos aqui. Especialmente eu", completou a jovem, piscando de forma provocativa.
Parker, com um sorriso educado, respondeu: "Fico grato pela oferta, Sing. E, claro, estou à disposição para qualquer necessidade."
Min Jae, consciente do jogo de sedução, preferiu ignorar, focando na conversa com Jun. Enquanto observavam o prédio do alojamento, o investigador chinês apontou para as muitas janelas.
"Há muitas entradas potenciais para observadores indesejados. São detalhes como esse que um stalker pode explorar, especialmente se tiver algum conhecimento interno", explicou Jun, analisando o prédio.
Min Jae ficou momentaneamente surpreso, como se essa possibilidade não tivesse cruzado sua mente. "Nunca pensei nisso. A segurança é uma preocupação constante, mas talvez tenhamos subestimado alguns pontos sensíveis."
Parker Jun assentiu. "É compreensível. Às vezes, as ameaças mais evidentes estão diante de nós, mas nossa atenção está em outro lugar. Um bom stalker pode ser astuto, explorar as lacunas nas nossas defesas."
Enquanto continuavam a inspeção, a conversa entre Min Jae e Jun se aprofundava, revelando novas nuances da situação e da complexidade que envolvia a vida das Rainbow 5.
Já no andar dos quartos do alojamento, Sun ajudava as outras garotas com a maquiagem, a agenda do dia estava repleta com uma visita a um popular programa de rádio local. O ambiente estava descontraído, e elas planejavam cantar algumas músicas, compartilhar histórias pessoais e participar de algumas brincadeiras propostas pelos radialistas. Tudo parecia tranquilo, sem câmeras desta vez, então dispensaram os serviços da estilista da banda.
Com suas maquiagens simples e roupas confortáveis escolhidas, as garotas embarcaram nos transportes enviados pelo gerente, rumo à estação de rádio. Durante o percurso, Di e Lea notaram um motociclista que as seguia de perto, realizando ultrapassagens perigosas para se manter próximo aos carros. Era Parker Jun em sua moto, acompanhando o trajeto das garotas.
Di, observando pelo retrovisor, comentou com Lea: "Ele está arriscando a vida de todos no trânsito só para nos seguir."
Lea concordou, mas não pôde negar: "Mesmo assim, ele é muito estiloso."
A moto de Jun deslizava entre os carros, sua presença era discreta, mas inegável. Seu olhar atento transmitia uma segurança que contrastava com a situação arriscada no trânsito. Enquanto as garotas ponderavam sobre a decisão de Jun, a aura misteriosa e cativante que o investigador particular emanava não passava despercebida. O dilema entre a inconsequência e o charme se desenrolava no asfalto da movimentada cidade de Seul.
O dia na estação de rádio passou como um turbilhão de emoções. A equipe da rádio ficou encantada com as personalidades vibrantes das garotas da Rainbow 5, e o clima descontraído da entrevista transformou-se quase em um show de dança exclusivo, mesmo sem câmeras para registrar.
Ao fim do compromisso, enquanto as garotas se organizavam para retornar ao alojamento, Parker Jun aproximou-se do grupo na porta da estação de rádio. Com um sorriso, ele cumprimentou-as: "Como foi a entrevista, garotas? Arrasaram?"
Sing, sempre efusiva, respondeu: "Foi incrível! Eles até pediram uma coreografia improvisada, e adivinha? Nós entregamos!"
O investigador, mostrando um interesse genuíno, comentou: "Fantástico! Vocês têm mesmo uma presença cativante."
Então, de forma mais discreta, Jun se aproximou de Jia. "Jia, posso falar contigo por um momento?"
Jia olhou para suas companheiras e, com um aceno, concordou em seguir Jun. Ele indicou sua motocicleta, estacionada nas proximidades. "Eu gostaria de conversar com você sobre o que tem vivenciado com o stalker. Você se importa de voltar comigo?"
Jia hesitou por um momento, olhando para as outras garotas. No entanto, sentindo a necessidade de compartilhar suas preocupações, ela assentiu. "Está bem, Jun. Vamos lá."
As outras integrantes da banda observaram enquanto Jia subia na moto e partia com o investigador particular, as luzes da cidade refletindo em suas expressões inquietas.
A noite caía sobre Seul, criando um manto de sombras que envolvia a cidade. Jia segurava-se firme na motocicleta de Jun enquanto atravessavam as ruas movimentadas, contornando carros com destemor. O vento noturno soprava em seus rostos, trazendo consigo uma sensação de liberdade contrastante com a tensão que pairava sobre as garotas da Rainbow 5.
Entre curvas perigosas e ultrapassagens habilidosas, Jun começou a questionar Jia sobre suas emoções após a exposição íntima causada pela fotografia do stalker. Ele buscava entender o impacto psicológico que aquilo havia causado na jovem.
"Jia, como você está se sentindo sobre tudo isso?" perguntou Jun, mantendo a atenção na estrada à frente.
Jia suspirou, sua voz carregada de vulnerabilidade. "É como se alguém tivesse invadido meu espaço mais íntimo, sabe? É difícil confiar novamente, especialmente quando desconhecidos me olham nos olhos, porque eu me pergunto se sabem algo que eu mesma ainda não descobri."
O investigador assentiu compreensivo. "É normal sentir-se assim. Essa invasão de privacidade é uma violação profunda. Mas, se precisar conversar, estou aqui."
Eles continuaram a viagem pelas ruas de Seul, e Jun decidiu abordar outro ponto delicado: "Você tem alguma ideia de quem poderia ser o stalker? Alguém que tenha rancor ou algum motivo para fazer isso?"
Jia balançou a cabeça negativamente. "Não faço ideia, Jun. Eu não consigo pensar em ninguém que tenha algum motivo para me fazer mal. Somos apenas garotas tentando realizar nossos sonhos, afinal."
A conversa prosseguiu, tornando-se mais íntima à medida que Jia compartilhava seus medos mais profundos. "Às vezes, quando estou sozinha, sinto como se alguém estivesse sempre me observando. E essa sensação é aterrorizante, sabe? Não sei se é paranoia ou se há mesmo alguém nos observando nas sombras."
Jun ouvia atentamente, sua expressão séria, mas compreensiva. "Você não está sozinha, Jia. Vamos descobrir quem está por trás disso e garantir que vocês possam viver suas vidas sem esse medo constante."
Ao chegarem ao alojamento, a noite mantinha seu véu sobre as garotas da banda. Jia desmontou da motocicleta, sentindo uma mistura de alívio e ansiedade, enquanto Jun permanecia ao seu lado, mantendo uma expressão determinada ao remover o capacete. Enquanto caminhava até a porta do alojamento, Jia olhou para trás e lançou um último olhar para Jun, que respondeu com um sorriso protetor.
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