Notas iniciais
É apenas um capítulo piloto, mostrando quem são os deuses a julgar o mundo.

PRÓLOGO



Era um lugar magnífico. A grama e as flores, que se distribuíam como um tapete sob a luz quente de um sol branco, que não feria os olhos, tinham cores vivas e fortes, como se fossem a própia condensação da vida. Não se viam animais, mas mesmo assim se ouviam pássaros cantando, como músicas que deixariam Menestréis boquiabertos. Arbustos se viam, como um toque naturalidade em uma paisagem que parecia criada pelos maiores mestres da jardinagem, em seu maior lampejo de genialidade. O vento era como uma brisa contínua, que não incomodava, e não era quente, nem frio, ele apenas “estava” ali.


No centro se erguia uma gigantesca colina, rodeada por flores rasteiras que nenhum humano conhece, e que continham uma beleza transcendental. No topo desta colina, se erguia um majestoso castelo, gigante, e com aparência milenar, antiga, respeitosa, mas que de forma alguma poderia ser chamado de “velho”. Não. Nada nesta paisagem poderia ser chamado por essas palavras. Velho, feio, desnecessário. Tudo estava no seu devido lugar, tudo estava na medida certa. Tudo faria um humano dar sua vida, para ficar 5 minutos ali, em silêncio, apenas contemplando.


Os portões do castelo eram de um dourado fosco, brilhante, que radiava uma aura sagrada como nenhum Sacerdote poderia sequer pensar em igualar. Eram completamente feitos do metal Emperium, tão valioso e procurado no mundo humano. Os adornos no portão continham anjos com armaduras brilhantes, luz, e no topo, sob todos os seres angelicais, um homem. Porém não um homem comum. Suas feições se mostravam fortes, e ao mesmo tempo sábias e cheias de compaixão. Ele vestia uma armadura tão bela, que Templários não poderiam sequer olhar, sem serem consumidos pela magnificência. Seus cabelos eram compridos, lisos, e sua barba lhe dava o toque final de respeito, que nenhum rei teria de nenhum súdito em mais de mil vidas.


Os muros, altos como o céu, exibiam também, ornamentações de batalhas, não sangrentas ou violentas, mas que mostravam a soberania eterna de quem ali morava.


Adentrando os muros, existia um jardim, se possível ainda mais belo que o de fora, com chafarizes e bancos, cercas e árvores com frutos, dentre os quais se identificavam os lendários Frutos de

Yggdrasil. Torres despontavam para o alto, e por todo lado se viam ornamentos feitos com Emperium. Gigantescos portões se abriam na frente do castelo, depois dos jardins. Portas de madeira que parecia milenar, e ainda assim parecia irradiar vida por cada poro. Tudo aquilo naquele jardim parecia nunca ter sido tocado por mãos humanas, como se tivesse apenas nascido ali, como toda a natureza, apenas embelezando mais as paisagens.


Entrando pelas portas do castelo, um imenso salão largo e comprido com tapetes vermelhos, cortinas com cores de vinho, púrpura e dourado, e janelas altas que deixavam a luz diurna passar com naturalidade. Portas para outros cômodos se colocavam nos lados, e entre elas estátuas de guerreiros que poderiam ser a expressão máxima da experiência humana, semi-deuses abençoados. Ainda sim, poderiam ser o que menos havia de bonito no lugar. Em cada estátua, no seu pedestal, um nome. Nomes de heróis humanos, que transcenderam os limites mortais da força, bondade, humildade, sacrifício, servidão. Estátuas de todas as classes humanas, com seu respectivo nome. No fim de muitas portas, muitas cortinas, metros de tapetes e estátuas, um gigantesco vitral, com cenas de uma batalha onde o principal personagem e vencedor é o homem do portão, que segurava uma espada, tão bonita e brilhante, não se via sua lâmina. apenas luz e mais luz. Sob este vitral, um trono, magnífico, alto, imponente. De cima, vinham asas, que acabavam nos braços ao lado do assento. No acento, o homem dos adornos. Porém, nenhum adorno o mostrou como era. Era mil vezes mais bonito respeitável e sábio. Era como se o mundo o devesse sua vida, e como se cada coisa que se chama “bela”, o devesse tributo. Faltava-lhe o olho esquerdo, coisa que não fazia cerimônia em mostrar, e estava com a armadura retratada, também muito mais bonita ao vivo.


Degrais abaixo dele, se mostravam seus servos. Anjos vestidos em armaduras prateadas brilhantes, asas brancas magníficas, e coroas feitas de Folhas de Yggdrasil. Tinham aspecto feminino, mulheres loiras, de olhos verdes, com feições de guerreiras, porém musas. Estavam todas ajoelhadas, cabisbaixas, esperando ordens. Na frente destas, se postava uma em especial, pequenos detalhes a mais na armadura. Em sua mão havia um cajado dourado com pequenos adornos. Seus olhos, diferentemente das outras, eram cada um de uma cor. Um vermelho e outro azul. Sua voz era doce e melódica.



- Senhor Odin, lorde dos vales da sagrada Asgard. Senhor deste castelo. Em que suas servas podem servi-lo? – Ela falava como se todo o respeito fosse necessário para que sua voz saísse por sua boca.

- Levantem-se, Valquírias, guardiãs do poder de Asgard. Levante-se Randgris, comandante das Tropas Sagradas. Você sabe que não precisa se ajoelhar perante mim. – Sua voz era forte, e respeitosa. Podia ser ouvido em todo o salão. – Não é um assunto leviano que me colocou no impasse de chamá-las, guerreiras.


Randgris pareceu envergonhada, e ainda falava com nítido temor.

- O senhor sabe que não deve esitar quando precisar de nossos serviços. Para mim, comandante das Tropas Sagradas é sempre uma honra.

- Não farei rodeios quanto ao meu motivo então. Sabem que Midgard, o mundo dado por mim aos homens está caindo. Sua magia tira da terra o poder que a Árvore de Yggdrasill não consegue mais repor, e suas guerras fazem germinar gerações manchadas pelo mal. Monstros e demônios infestam a terra, causando derramamento de sangue sem fim. Poucos são os bons de coração e muitos são os que querem apenas o poder sem limites não importando o quanto ou por quem precisassem passar. Em fim. O Ragnarök está chegando, e você, Randgris, deve julgar o Midgard, destruindo-o ou me dizendo se devo mantê-lo, renovando a Yggdrasil. Sabe do poder necessário para revivê-la, e não quero gastar este poder se vão destruí-la de novo.

-... – Ela apenas crispou os lábios, e assentiu com as ordens do soberano, como se já esperasse coisa do tipo.

- Vejo que se sente preparada para a tarefa.

- Senhor... Apesar de estar honrada com suas ordens... Devo dizer que não sei se sou a pessoa mais correta para esta missão...


As outras Valquírias arregalaram os olhos. Aparentemente ninguém naquela sala além de Randgris ousaria questionar uma ordem de Odin

- Eu a conheço, Valquíria Randgris, e já sabia que haveria dúvidas quanto minha escolha. Porém devo perguntar: Alguma vez alguma ordem que tenha saído da minha boca foi enganosa?

- Não, meu senhor... Porém...


A voz de Odin saiu agora de forma mais carinhosa, como se estivesse tirando os temores de sua própria filha.

- Não se preocupe. Siga suas ordens, e faça o que achar melhor para mim e para os seres de Midgard.

- Sim, meu senhor.

- Quanto ao meio que usarão para chegar ao mundo mortal, existe lá um templo, erguido em minha memória pelos humanos enquanto ainda aprendiam as artes das magias e do pensamento. Este templo permaneceu por muito tempo como um portal, usado por nós para executar missões em Midgard. Com a evolução dos humanos, e os perigos que começaram a representar, comecei a proibir sua entrada no templo, e fui obrigado a colocar criaturas hostis no local, para que apenas alguns muito fortes e que pudessem se provar capazes entrassem. O Templo de Odin, como lá é chamado, é hoje um lugar deserto e perigoso para os humanos, e é o único meio de contato entre os dois mundos. Vocês devem usá-lo como quartel general até que escolham se revelar ao mundo, e que chegue o tempo de executar seu propósito.

- Sim, meu senhor.

- Devem partir usando meu portal.

As Valquírias estenderam suas asas, ao mesmo tempo em que Odin se levantava de seu trono. O soberano estendeu uma mão ao céu, e o teto do salão já não mais existia, dando lugar ao brilho intenso e azulado de um portal, que despontava em outro lugar de Asgard, onde ruínas existiam entre jardins de um templo caído.

- Isso é tudo, Guerreiras do Valhala. Agora partam, em meu nome, e em nome da terra sagrada de Asgard.


Randgris levantou seu cetro e virou-se para as Valquírias comandadas.

- Por Asgard! E por Odin!!


Um coro de vozes femininas foi ouvido por todo o castelo, e além.

- Por Asgard! E por Odin!!


Elas levantaram vôo, e entraram todas no portal aberto no teto, com uma velocidade incrível. Todas haviam ido, porém Randgris permanecia no lugar, em pé, a frente de Odin.


Ele saiu do trono, e abraçou a Valquíria.

- Você não é apenas a general da maior força do País Sagrado, Randgris, Você é filha de Odin, o homem que derrotou Mimir... Você vai saber o que fazer, e o que escolher, terá a minha aprovação.

- Fico honrada, meu pai.

- Por último, tenho um espião entre o povo de Midgard, ele irá encontrá-la assim que chegar lá. Devem escutá-lo para instruções sobre os humanos, sua cultura, problemas e coisas assim.

- Mas... Eu ainda não acredito que...

- Apenas vá, Randgris.


A Valquíria sorriu, retribuindo as palavras do pai, e sem mais nenhuma, levantou vôo em direção ao teto. Ela se foi, e o portal se fechou.
Notas finais
Bom... É minha primeira postagem (correta) por aqui! XD
Isso não quer dizer que podem pegar leve, a caixa de texto ali em baixo é bem grande, então critiquem bastante, ok? Podem me mandar pm's com sugestões (nomes principalmente, ou personagens inteiros XD)
Ja Mata ne?