Notas iniciais
[Bom... Voltei :D Meus pais resolveram pagar a internet xD]
O Hidrolancer havia sido destruido. mas parece que algo não ficou certo...
Acompanhem o/

Duas asas brancas ruflaram mais alto, como um último esforço antes de parar no chão da encosta de mármore do Templo de Odin. Valquírias conversavam, sentadas na relva com trajes leves, ou montando tendas de tecidos brilhantes. Pareciam humanas normais vistas desse jeito, mas com uma beleza descomunal. Allgrim, a segunda Valquíria no comando, pousava em trajes de reconhecimento, sua normal armadura leve azul. Com um relance, avistou sua superior, Randgris, na parte mais alta do Templo, com roupas leves e douradas, sentada em um trono e olhando fixamente para o sol. Chegando perto, por trás do trono de mármore, ela se ajoelha.

- Missão de reconhecimento completada.

A líder das tropas celestiais não se vira, apenas sua boca se move em palavras firmes porém vazias.

- Apresente relatório.

- Me pareceu que a língua falada por aqui não difere muito da língua celestial, apenas com mais modismos. Quanto a força bélica, pude notar que não haviam muitos guardas, mas um predominância de outras pessoas, dotadas de poderes que não servem ao reinos, apenas às suas guildas. São o que chamam de “aventureiros”. Em um primeiro momento, em alguns milhares de pessoas que se aglomeravam na cidade – Que se chama Hugel – Não vi nem mesmo um que pudesse fazer algum diferença no resultado de um conflito direto.

- Primeiro momento? Houve um segundo? Se explique.

- Bom... Houve uma coisa que não planejamos.

- Pare de enrolar. Explique-se. – Ela se levantou e virou um olhar feroz para a soldado. Seus olhos, geralmente de cor clara, brilharam na cor vermelha. Allgrim não se lembrava de ter sentido tanto medo em toda sua vida.

- Nos arredores desta cidade, existe uma caverna, onde vivem milhares de Dragões. São 3 pisos, onde se concentram todos eles. Nunca havia sido documentado um ataque deles, mas mesmo assim havia uma barreira que impedia sua saída da caverna. Mas não se sabe como, eles saíram do covil, deixaram todo seu ouro e atacaram a cidade com uma ferocidade incrível. Me foge o motivo do ataque, pois os dragões são seres inteligentes e passivos com quem não entra em seu território, e que inclusive criaram várias magias, agora usadas freqüentemente por humanos.

- Entendo...

- as defesas da cidade estavam prestes a ruir, por causa do ataque, quando o número de inimigos começou a reduzir drasticamente. Eu notei humanos, também aventureiros, que vestiam roupas que fugiam do padrão, e eles aniquilaram os dragões com ferocidade e velocidade, usando técnicas que eu não havia visto antes. De acordo com minhas leituras, nenhum deles estava abaixo do nível de poder 99, que é o máximo alcançado por seres humanos.

- Interessante. Que conclusão você tirou?

- Bom mestra... É inegável o fato de que somos as criaturas mais poderosas que pisam o solo de Midgard nesse momento, e meu palpite é que isso foi notado pelos dragões. Apesar de não terem constituição humanóide, sua sabedoria é comparável a nossa, e eles sabem que tal poder pode significar o fim do mundo. Eles devem estar tentando de qualquer maneira evitar isso, ou se vingar da opressão feita pelos humanos antes que seu tempo acabe.

- Minha conclusão não é diferente. Algo mais? – Ela se encosta no trono, desviando o olhar para baixo.

- Na verdade sim. A mestra com certeza conhece o dragão Hidrolancer, não é mesmo?

- Lógico.

- Este dragão estava liderando o exército dracônico. De acordo com nossas expectativas ele deveria existir apenas em Asgard, ou em um dos mundos superiores.

- Conclusões?

- Na verdade nenhuma... É apenas curioso, e me faz perguntar se existem mais espécies como esta, que existiriam apenas nos mundos superiores. Se elas resolverem lutar para defender este mundo, teremos mais dificuldades do que o previsto.

- Entendo. Muito bem, sua missão foi concluída com sucesso.

- Senhora, tem mais um detalhe

- Fale.

- No fim da batalha, os dragões lutaram sozinhos com quem se chamaram Transclasses, os guerreiros mais fortes, e junto com eles, mais 3 aventureiros normais. Todos me espantaram com o nível de força, saindo quase ilesos.

- Interessante. Muito bem Allgrim. Como sempre, escolher você foi a decisão acertada. Deve descansar agora. Em dois dias eu irei chamá-la para outra missão, esteja preparada para batalha.

- Sim, minha senhora.

- Dispensada.

Allgrim se retira, com uma reverência, deixando Randgris, que se volta e senta-se no trono novamente.

- Até mesmo os dragões já sabem... Como os humanos podem ser tão cegos? Se esses ataques começarem a se alastrar, seremos detectadas cedo ou tarde.

Ela se levanta do trono e chama mais quatro valquírias com um estalar de dedos.

- Vistam-se. Vocês devem patrulhar todo o mundo habitado por humanos. Quero ser informada de revoltas por criaturas inimigas dos humanos, de qualquer tipo. Vão.

Sem uma palavra, as quatro valquírias saíram, com feições rígidas.

- Este mundo está fadado ao fracasso. – Seus olhos se fecham, em uma prece – Espere, meu pai. Eu farei a escolha certa, e nunca vou fazer com que o senhor se arrependa.

Estavam Ícarus, Aylen e Rouryu em volta de uma fogueira, na destruída cidade de Hugel. Os Soldados Transclasses estavam um pouco afastados.

- Sei não... Eles tem cara de quem vai simplesmente sair corrido e dexa a gente no vácuo...

- Eu não acho... Afinal a gente ajudou eles né...?

- Bom... Não seria estranho se eles nos deixassem, mas de qualquer forma deve haver alguma coisa na guilda. Não há nada que a nós não possamos descobrir.

- Você como sempre se achando... Se tivesse alguma coisa cê acha mesmo que eles iam deixar? Na certa já apagaram tudo que os ligava ao conhecimento popular né? Ou então nem apagaram... Devem ter uma influência do caramba. Nem precisariam fazer nada. Só de mostrar a Aura Celestial...

- O nome verdadeiro é Aura dos Campeões.

O homem de capuz branco se aproximava, na frente de mais duas pessoas. Seus cabelos, agora a mostra, eram castanhos e longos, presos na base do pescoço. Seus olhos escuros transmitiam paz, e suas feições, que eram suaves e firmes ao mesmo tempo, transmitiam segurança. Noah e Nolan estavam discutindo algo, e as mulheres não eram mais vistas.

- Essa é uma aura que representa o limite do crescimento de qualquer criatura. Quem tem aquela aura pode se sentir como tendo completado tudo que veio fazer na terra.

Os três se levantam, completamente rígidos.

- Meu nome é Cidius, o Mestre. prazer em conhecê-los.

- Err... Prazer... – Aylen falava, levando uma cotovelada logo depois.

- Bom... Normalmente apenas ignoramos as pessoas que nos vêem, afinal, ninguém acreditaria nelas. Mas como temos uma dívida com vocês, nos sentimos na obrigação de lhes dar alguma dica. Vocês têm direito a três perguntas. Acredito que a senhorita queira começar não é...?

Com um sorriso, Aylen começa a falar.

- Bom... Acho que todos nós queremos mesmo saber... Quem exatamente são vocês, e como conseguiram estas habilidades. Nós sabemos que são “evoluções” de classes avançadas, mas parecem ser mil vezes mais fortes que elas.

O mestre colocou a mão no queixo e fez uma expressão pensativa.

- Basicamente, somos isso que você mencionou, com uma diferença básica. Não temos nada a ver com as guildas de classes avançadas, apesar de seus líderes saberem de nossa existência. Nós somos seres humanos, que basicamente tinham um nível de batalha estupendamente grande, e que já conseguiram a Aura dos Campeões. Nós somos selecionados por alguma entidade superior, com novas habilidades, e conhecimentos, além de um caminho completamente novo pra percorrer. A muito tempo, um Lorde chamado Seyren Windsor saiu de sua terra natal em Lighthalzen, e procurou por pessoas com habilidades avançadas como ele. No início eram apenas 6, muitos outros sendo colocados depois, e mais Transclasses inventadas. Eles são praticamente deuses entre nós, por terem iniciado a maior força de defesa humana contra qualquer coisa. Se acredita que o fim do mundo aconteceu uma vez, e Seyren foi capaz de deter sozinho os ataques das hordas demoníacas que nos atacaram. Depois que não podiam mais se esconder, fizeram contato com o Rei da época, ele notificou os líderes das guildas. É isso... Somos um esquadrão de defesa suprema.

- Hmm... Mas então...

- Apensa uma pergunta. O Mercenário agora pode falar.

- Hmm... Por que se esconderam? Muitas pessoas poderiam ser muito mais fortes para ajudar a resolver muitos problemas com suas habilidaes não é?

- Ótima pergunta – Noah toma a frente – Licença Cidius? Nós mantemos o esquadrão em silêncio por que há um segundo pré-requisito para a entrada dos soldados. O primeiro é a questão da força. Se todos tivessem acesso, teríamos problemas com soldados mal-treinados, e naturalmente iríamos nos tornar um exército normal. O segundo, é por que nunca iríamos querer as habilidades superiores que nos são ensinadas em mãos malignas. Se alguém usar toda a força não-latente que possui dentro do esquadrão, poderia dizimar o exército de Prontera sozinho. Enquanto pudermos ensinar apenas um grupo seleto de pessoas, teremos o controle desse tipo.

- Minha vez. – Ícarus falou quando Rouryu abre a boca para falar – Eu não to nem aí de quem são vocês ou como vocês trabalham. Eu quero me juntar a vocês. Me digam como.

Os três homens olham um pro outro, olham pro Cavaleiro, que estava vermelho de apreensão e entusiasmo. Então desataram a rir.

- uAHEUaheuAHEUhaeuHAEUhaeuHAEUHAEUaheuae – Começaram a rir gritando com força. O cavaleiro ficou com cara de tacho, sem entender nada. Depois começou a se irritar. Isso um pouco antes de ficar com raiva.

- Oee... OEEE!! Qual foi a parte engraçadaaaa?!!

- Não é que... Hahahaha!! – Nolan se esforçava pra responder em meio a risadas. – Você... Hahaha!! Você acha mesmo que... Hahahaha! Ai ai... Você acha mesmo que tem competência pra entrar nas batalhas que nós enfrentamos? – Assumiu uma expressão séria, mas não conseguiu se segurar, e começou a rir de novo.

Ícarus se sentia ao mesmo tempo humilhado e como se fosse uma piada de mau gosto. Sabia que era muito forte. Em uma Guerra do Imperium, Ninguém conseguia chegar perto, sem que ele o lançasse de volta para longe.

Recuperado o controle, Nolan voltou a falar.

- Garoto, o que você não entendeu, é que nós só estávamos em maior número por que haviam vidas humanas em risco. A prioridade era garantir a sobrevivência de civis, então a operação devia ser ágil. Mas em uma situação normal, com inimigos de mesma periculosidade, apenas um de nós, no máximo uma dupla, dão um jeito em tudo. Me responda garoto. Se você e a Sacerdotiza ali fossem jogados no meio daquele monte de dragões, ou mesmo na frente do Hydro. Vocês conseguiriam sobreviver?

- Err... Eu... Nós...

- Não. Não conseguiriam. Essa é a resposta. Vocês são fracos demais para sobreviver às missões que nós enfrentamos sozinhos. Na verdade, não sobreviveriam nem mesmo aos testes.

- O que você...?! – Sem que pudesse terminar a frase, Nolan olhou nos olhos no Cavaleiro, e de súbito uma rajada de energia transparente atingiu o homem, que estava despreparado. Ícarus saiu voando e rolando, parando apenas na parede e produzindo uma rachadura.

- Esse foi o meu Ataque Espiritual. A magia de treinamento mais básica que qualquer mago de baixo nível consegue conjurar. Repare que não usei gestos ou palavras de conjuração. ESSE é o nível mínimo requerido para um Soldado Transclasse.

Caindo de joelhos no chão, o Cavaleiro vomitou uma quantidade considerável de sangue. Aylen deu um grito de pavor e se pôs a curar o amigo.

- Bem – o Mestre falou depois de um tempo de silêncio – Acho que isso é tudo. Suas três perguntas foram respondidas, e podem acreditar em tudo que ouviram. Dito isto, colocou a mão nas vestes, tirou uma pequena pedra azul brilhante e a jogou no chão. – Portal!! Vamos?

- É uma pena não poder dizer que espero vê-los de novo – Disse o Lorde Noah, com um sorriso – Por que afinal, talvez vocês morram não é? – Ele acrescentou com um risada, entrando no tubo de energia de cor azul fantasmagórica.

- Eu digo o mesmo. Sinto muito pelos problemas causados, e eu espero que vocês saibam conter para si mesmo tudo que ouviram por aqui. – Entrou no Portal sem mais um palavra, e ainda sério.

- Bom... Eles já disseram tudo né? – Cidius se virou. Ia entrar quando ouviu um resmungo. – Oro...? – Ao se virar, viu Ícarus em pé, limpando o sangue que havia vomitado.

- Eu... Eu juro... Eu vou me tornar mais forte! – Falou com um sorriso, e o punho cerrado.

- Cara... Não faça Iss...

- Eu vou mesmo. Aquele babaca vai engolir tudo que disse, e eu vou acabar com ele quando precisar. Marque o que eu disse.

O Mestre olhou para baixo, não sabendo direito o que pensar, mas afinal, apenas olhou com um sorriso para o garoto.

- Sabe... Às vezes eu acho que esse tipo de gente me segue... – E sem mais nenhuma palavra, apesar das perguntas mal formuladas que vieram atrás, ele entrou no Portal, que se fechou logo depois.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Mais tarde eu posto as Imagens...

Deixem um comentário me destruindo! xD E esperem por que é agora que e história começa a ficar quente! 8D