Notas iniciais
Geez... Sem imaginação e com pressa... ^^'
eu duvido que a leitura de vocês dependa disso, então apenas cliquem aí e leiam! XD [As imagens do capítulo vão abrir externamente, os links estão lá em baixo ^^ divirtam-se XD]

CAPÍTULO 2

Eram quase 6 da tarde quando chegaram em Geffen pelo portão leste. As lojas de Mercadores, Alquimistas e Ferreiros, assim como o comércio local começava a fechar, e a Torre do Relógio em Al de Baran logo iria bater com o início da noite.

Passaram pelo centro da cidade, cortando caminho em direção a sua estalagem, que ficava no lado oeste. Andavam conversando animadamente, tirando sarro de Ícarus, ou admirando a nova carta de Rouryu.

- Vocês vão na frente... esqueci de ver o correio hoje e tô esperando uma mensagem. – O Mercenário falou, virando na direção da Kafra que ficava a algumas quadras na entrada para a pousada. Os outros dois se encaminharam, enquanto ele voltava alguns metros na direção da moça de avental.

- Bem vindo a Corporação Kafra, em que posso servi-lo? – A garota loira de cabelos compridos o saudou, com a expressão cansada de quem passou o dia trabalhando e não esperava ter de atender mais um.

- Quero verificar a caixa de mensagens para Rouryu Rin por favor.

- Senha?

- ********

- Muito bem, só um segundo. – Ela se virou, digitou a senha em uma pequena caixa de digitação acoplada a uma caixa de correio vermelha, e no instante seguinte, uma gaveta se abriu, com vários itens de todos os tipos dentro dela. Ela pegou um envelope negro e entregou para o Mercenário, que crispou os lábios apreensivo.

- Só isso senhor?

- Sim... Pode fechar.

- A Corporação Kafra agrade... – O homem já havia saído andando na direção da estalagem – Mal educado...

As iguarias haviam sido servidas por uma senhora idosa em três tigelas. Aylen e Ícarus esperavam conversando, quando Rouryu apareceu na porta e foi na direção deles, se sentando sem dizer uma palavra.

- O que houve? – Aylen instantaneamente desfez o sorriso.

- É tão óbvio assim? – O Mercenário se espantou

- Tanto como um Poring em um Envelope... Não enrole. – Falou o Cavaleiro enquanto dava uma garfada em seu prato.

- Recebi o envelope que tava esperando. É uma mensagem da guilda, com uma missão.

Os outros dois olharam mais interessados. A guilda dos Mercenários era conhecida pelas ações secretas, então não havia motivo para que Rouryu os contasse algo, ainda que se conhecem desde que eram classes básicas.

- Não posso contar os detalhes, vocês sabem por que, mas precisamos ir à Hugel.

- Eles pagam? – Aylen era quem se preocupava com as finanças do grupo.

- Eu posso cuidar disso.

- A gente confia em você. Vamos partir quando? – Ícarus já imaginava alguma ação.

- Saímos amanhã de manhã então. Não vai ser por muito tempo, então não precisamos nos preocupar com muita bagagem.

- BLEEEEEEEERGH! – Rouryu voltava a olhar os amigos com a cara verde. – Porque? Me digam, por que raios não tem teleporte pra maldita Hugel?! – Seus olhos se arregalaram e voltou rapidamente a cabeça para o lado de fora do Dirigível.

- Será que não dá pra agüenta um poco mais não... ta dando vergonha... – Aylen olhava com nojo para o amigo, que esbravejava qualquer coisa antes de se voltar para fora e vomitar de novo.

A voz feminina anunciava a proximidade de Hugel, mais uma meia hora e eles chegariam

- Será que ele não precisa de ajuda...? – Ícarus fala preocupado.

- Pessoal... – O Mercenário fala de novo, em um tom diferente.

- Nem venha Ryuzinho, eu não vo até aí – Aylen ainda se recusava a se quer se virar na direção do amigo

- Pois acho que devia. Tem alguma coisa acontecendo ali. – Agora ele havia assumido de novo o tom sombrio normal.

Foi quando começou.

Uma chuva de meteoros, brancos e finos, que podiam ser vistos nitidamente do Dirigível. Não eram como os conjurados pelos Bruxos, sendo finos e brancos, quase parecendo fios, e em uma quantidade muito maior. Estavam se concentrando a oeste de hugel, onde ficava o conhecido e temido Templo de Odin, e quando encostaram na superfície, não causaram explosões ou tremores, mas sim uma onda de energia gigantesca, tão forte que com certeza foi sentida em todo o mundo.

A algum tempo quase ninguém havia visto, mas neste momento, não havia quem não estivesse olhando para o ponto onde os meteoros caíam, interminavelmente.

- A chegada em Midgard foi completada com sucesso, Senhora Randgris

As asas das mulheres louras desapareciam, seus corpos paravam de brilhar, e elas se levantavam, olhando ao seu redor. Entre elas, a de olhos coloridos olhava para as outras e respondia, friamente.

- Perfeito. Este é o mundo de Midgard...

As outras, agora recuperadas, esperavam ordens em silêncio.

- Quero que todas se espelhem por esta ilha, e façam contato com as criaturas. Ao sinal de humanóides inteligentes de qualquer tipo devem reagir. Nossa prioridade agora é que não vaze a informação de que estamos aqui. Allgrim, — Disse ela olhado para uma das que a ouviam.-Você deve ir até alguma vila ou cidade próxima e verificar a linguagem e costumes locais, assim como as forças bélicas. – A Valquíria assentiu sem falar.

As outras se dispersaram enquanto Randgris subia na parte mais alta da ilha, perto de uma ponte que dava provavelmente outra parte do gigantesco templo. Dali, ela teve uma visão do sol e do mar, no momento do crepúsculo. Teve náuseas ao sentir o odor do ar, e nojo ao olhar diretamente para o sol alaranjado e ofuscado.

- Não há salvação para este lugar. – E em seguida abriu as asas e voou na direção do horizonte.

Depois que o Dirigível chegou a Hugel, já era entardecer, e todos foram a uma estalagem se recuperar da viagem cansativa, principalmente Rouryu, que mesmo depois do espetáculo, não parara de vomitar. Depois do ocorrido, todos já sabiam que o Templo de Odin era o local, e ninguém mais teve dúvidas, afinal era um local hostil e estranho.

O dia amanhecia em Hugel, o que não quer dizer que as pessoas quizessem se levantar. Na cidade dos festivais o dia começava e terminava tarde.

Porém, os habitantes que tentavam viver normalmente na cidade já se encontravam em plena atividade, abrindo suas lojas e se ocupando em tarefas domésticas. Nesse momento, aventureiros eram raridade, pois a maioria aproveitara a noite festejando e descansava agora, para nova noitada mais tarde. Apenas três pessoas que haviam ido deitar e haviam se levantado na hora de costume estavam comendo na varanda da hospedaria que dava para a praça principal da cidade.

- Incrível como a noite tem mais gente fazendo barulho aqui do que classe básica nas Cavernas de Payon. De manhã parece um lugar tranqüilo esquecido... – Aylen comentava enquanto bebericava o chá.

Os dois apenas concordaram sem animação. Ícarus não dormira direito e Rouryu parecia desidratado. Terminaram a refeição sem falar muito, e os dois homens sem praticamente tocar na comida. Saíram da mesa deixando o dinheiro e desceram os dois lances de escada que separavam o pequeno restaurante da entrada do lugar.

- Preciso falar sobre a missão... Vamos a algum lugar afastado agora.

Todo o lugar na cidade era deserto, então não foi muito difícil. Decidiram por alguns bancos na praça principal.

- Bom... O que vocês precisam saber é que minha missão é resgatar um soldado que está preso aqui.

- Um soldado preso? Mas... não é muito normal né? Mandar o melhor soldado em uma missão do outro lado do mundo para resgatar alguém... – Ícarus perguntou.

- Sim, mas... este é um soldado especial.

- Quem é ele, Ryuzinho? – Aylen perguntava sem deixar transparecer a sua curiosidade.

- Isso não importa.

- Seu sem graça...

- Bom, — Ele continuou, ignorando-a – Precisamos achá-lo em uma estalagem, ele não especificou qual. Não será muito difícil, por que ele está gravemente ferido.

- Isso realmente é estranho... Logo a sua guilda, que é famosa pela “falta de sentimentos” em suas missões... – Uma voz desconhecida falou atrás dos três.

- Mas...! Quem?! – Os três viraram para trás espantados, e viram uma árvore grande.

- Sua intuição é muito forte... Ryuzinho... É isso? – Um Caçador pulou do topo da árvore. Ele tinha feições infantis, sem sinais de ter mais de 20 anos. Cabelos loiros muito claros, lisos caíam nos olhos. – Mas não é suficiente pra mim... Caçadores sabem como seguir uma presa.

De pronto, e sem que ninguém percebesse, Rouryu colocou os katares e investiu contra o Caçador com violência, e em um piscar de olhos ele estava atrás do alvo, com um katar apontado em sua nuca.

- Me diga o que você ouviu, e sua morte não será muito dolorida.

- Hehe... Não sei se você ouviu... Eu sou um caçador. – Mais agilmente que Rouryu, ele levou a mão direita a boca e soltou um assobio agudo, e no instante seguinte um falcão de cor marrom desceu da árvore e atacou o Mercenário na face. Um risco de sangue saltou, e ninguém mais o viu.

- Aylen! – Ícarus lentamente retirou seu sabre da bainha.

O Caçador suspirou, colocando a mão na cabeça, como se estivesse desanimado.

- Essas pessoas de hoje em dia... Não sabem de seus limites... Alerta!! – O falcão voou girando em volta dele dando um pio, e Rouryu foi jogado para trás , caindo logo em cima de Ícarus, que por pouco não perfurou o amigo com a ponta do sabre. – Eu ainda nem tirei o meu arco... Não tava querendo lutar logo de manhã... – Acrescentou com um sorriso infantil.

Os dois se levantaram, e Aylen estava estática, sem saber o que fazer.

- Eu já estava na árvore desde ontem... Quem chegou e falou sem nem saber quem tava ali foram vocês.

Ele também falava de forma inocente e rápida, sem que os três pudessem responder. Parecia que se o deixassem falando ali ele não notaria e continuaria falando para o nada.

- Alias... Meu nome é Lieggy, prazer. – Arrematou ainda sorrindo. – Você eu já sei que é o Ryuzinho, certo?

- Rouryu.

- Não importa, prefiro Ryuzinho.

- Você oque?! – Rouryu se adiantou de novo, mas foi detido por Aylen, que ainda estavam com cara de assustada.

- Eu sou Aylen, Sacerdotiza da Ordem da Luz de Prontera. Este é Ícarus, Cavaleiro da Guarda Real. – Ela não esboçava sentimentos, parecia congelada.

- Aylen... Cê ta legal? – O Cavaleiro havia notado e chegou do lado dela, pegando em seu braço.

Ela simplesmente ignorou-o

- Você deveria estar morto.

- Verdade... Né maninha?- O caçador acrescentou com um sorriso enquanto os outros dois arregalavam os olhos, completamente congelados.

Uma casa de campo branca, com Lunáticos brincando no quintal. A casa ficava no topo de uma colina, ladeada por uma densa floresta. Era pequena, com não mais que 4 cômodos. Tinha uma cerca branca baixa e na parte de fora, varais e um tanque. As janelas não tinham cortinas, a porta não era mais do que um pedaço de pano longo preso ao teto.

Dentro da cerca, brincavam duas crianças, um garoto e uma menina, ele, com cerca de 9 anos, e ela, com não mais que 7. O garoto tinha olhos claros e cabelos tão loiros que pareciam brancos. A menina usava tranças longas, e tinha olhos verdes. Na porta da casa, duas pessoas olhavam, como se apesar da aparente pobreza não pudessem ser mais felizes.

De repente, uma sombra cobre toda a colina, as 4 pessoas entram na casa, e as sobras tomaram forma humanóides. Logo, era noite, e a casa pegava fogo. Dois corpos maiores jaziam ensangüentados ao fim da colina, e o garoto estava com a menina no colo, apenas olhando de dentro da bordas da floresta. Ele está completamente machucado, e carrega uma adaga pequena e simples. Se prepara para fugir, mas pisa na folhagem e faz um ruído grande. Depois disso, tudo é sangue.

- Tem certeza que não vai dar um sorriso e vir me abraçar? – Lieggy fala, abrindo os braços. Seu corpo, não musculoso, mas longo e definido era escondido pelas roupas.

- Quem é você? Eu não vou perguntar de novo. – Ela tirara o cetro e uma Gema Azul de dentro das vestes.

Um grito correu no ar. De onde estavam , conseguiam ver o portão de entrada da cidade, pessoas correndo para dentro, eguardas fechando os portões enquanto elas tentavam entrar. Um apito estridente soa, Aylen, Rouryu e Ícarus saem correndo para falar com um policial. Lieggy some na multidão que agora começava a se formar na praça central.

- Como assim?! – A face de Aylen congelava-se de novo.

- Dragões. Parece que saíram do Lago do Abismo.

- Você quer dizer que tem dragões aí fora? – Ícarus repetia.

- Sim. – A voz de Rouryu aparece antes dele, logo atrás dos outros dois. – Não vêem invisível, então pude olhar de perto. Na maioria Ferus e Acidus, e em gigantesca quantidade.

- Então... – O guarda suava frio.Realmente, não tinham muitos, parecia que a fortificação da cidade havia sido esquecida.

- A tática é pedir reforços para o reinado e para a República. Nem todos os aventureiros daqui podem com aquilo. Fale com as Kafras, e avise para que todos os aventureiros da cidade venham lutar. Fiquem de fora só os de classe básica.

Vendo que não havia alternativa se nãoconfiar no estranho o guarda sai correndo para falar com amultidão, e logo depois foi para o escritório regional das Kafras de Hugel.

- Precisamos de um nome né?

- Garota... Isso não é hora pra se preocupar com o nome pra grupo. – Ícarus bate com a mão na testa.

- Não seja assim! Se não se importam... Eu escolho... que tal: “Sweet Dragonflyes”?

-...

- Então vê se escolhe!

- Ok. Formo agora uma aliança entre nós. “Allina” será nosso nome.

- Esse é o nome da sua mãe!!

- Agora não dá mais pra desfazer. – O cavaleiro saiu andando gargalhando, enquanto passava por ele o guarda da cidade, indo na direção de Rouryu.

- Todos os aventureiros da cidade estão a postos. As Kafras vão ficar e ajudar, e está sendo despachado um Dirigível pros civis saírem.

- Ótimo. – O Mercenário, agora se sentindo na posição de líder, rebate. – Você e o resto da guarda municipal devem sair também.

- Sim sr! – Ele saiu correndo, e ainda suava frio.

Rouryu foi até o meio da praça, subiu em um bancocomeçou a tentar falar. Tentou uma, mas ninguém o escutou. Tentou duas, mas menos gente ainda o escutou. Na terceira vez uma galinha voou sobre a cabeça dele.

- O SACO! EU TÔ NO COMANDO DESSA DROGA E QUERO TODO MUNDO ME ESCUTANDO!! ENTÃO SE NÃO VAI FECHAR A BOCA, SE JOGA DO MURO PRA FORA E ME POUPA TEMPO!!!

Ele conseguiu sua atenção, pois no instante seguinte, todos olhavam com rostos cadavericamente espantados com o tipinho que queria chamar a atenção.

- Ótimo. Os grupos devem SEMPRE andar juntos, e TODOS devem ter um sacerdote. Não devemos vencer, apenas esperar reforços. Se por acaso alguém ficar perdido, procure o grupo “Allina”, e a gente se acerta. – Ele nota um burburinho dizendo que ele “tava se achando” – E logo uma adaga e lançada na direção do insignificante barulho. Depois de um grito e algum rebuliço, ele retoma o comando. – Mais alguém?!

Aylen sobe no banco também.

- Os dragões são provavelmente um dos monstros mais fortes que conhecemos. Se bancarem heróis, vão morrer. E eu não ressuscito idiotas – Ela falava com uma calma aterrorizante. – Vamos abrir os portões e começar o combate logo, então se preparem.

O terceiro a subir no banco (e fazer Rouryu cair por falta de espaço no momento seguinte) Foi Ícarus.

- Eles tem propriedade elemental, e é fácil de dizer a de cada por causa das cores. Se concentrem em um certo tipo e massacrem. – Sua aura de Cavaleiro fazendo efeito e as mulheres suspirando. No segundo seguinte recebeu um belo tapa na nuca e uma Aylen com cara de zangada. – Bom... Divirtam-se!

Uma salva de gritos e palmas, e no segundo seguinte uma multidão portando armas de todo tipo, encantando terrenos e escrevendo testamentos de morte se encaminhava para o portão da cidade.

Notas finais
Este é o segundo capítulo, e a história começa a se desenvolver... Espero que gostem... e nem que seja uma letra pra eu saber se leu ou não... Dexem um comentário T^T