Notas iniciais
Bem, nem vou botar cara feia pra nao plagiarem, pq eh baseada em fatos reais =P

"Ragnarök Darkside" eh o meu fanzine sobre Ragnarök Online contando a história do meu personagem, Darksonic, que já é feita tem mais ou menos um ano, mas só alguns amigos tem conhecimento dela ^___^

Esse "OVA" é só um breve resumo (breve mesmo, só cita os acontecimentos mais importantes), e não é a história toda, pq enquanto Darksonic continuar vivo, haverá mais história para ser contada ^^

Ah, essa história se passa no servidor chaos do bRO, os clãs citados aqui existem mesmo o/

Obrigado a Kimiko-chan, por me ajudar com a adaptação da fanzine e por não deixar Darksonic perdido no tempo.

– Eu aceito!

– Serio? Ótimo! Eu te amo muito!

Dark parecia se divertir imitando a voz de Natália enquanto desenhava a cena em que pediu a mão dela em casamento.

Deitado de frente para o fogo da lareira de sua casa situada bem no meio da pacata – Infelizmente, uma das poucas cidades pacatas de Rune-Midgard – cidade natalina de Lutie, o cavaleiro Darksonic desenha animado em um caderno azul a história de sua agitada vida.

Ele desenhava o “Período Antália”, como Keiko costumava falar: “Antália” era na verdade Natália, a primeira esposa de Dark, por quem ele era perdidamente apaixonado...

“Você é apenas parte desse jogo”

Essa frase fria e cruel martelou a cabeça de Dark durante todo o tempo que ele passou desenhando essa cena. Normalmente ele teria ficado cabisbaixo e deprimido ao lembrar dessa cena, mas deu um sorrisinho amargo e virou a página de modo como se fosse uma página desnecessária do caderno: “eram águas passadas”, Dark repetia para si mesmo.

Logo após virar a página, o barulho da porta anunciou a chegada de Keiko, que estava na cidade vizinha de Al De Baran. Assim que a porta fechou, Keiko se espreguiçou, deliciando-se com a agradável temperatura de dentro da casa – bem diferente da nevasca que fazia lá fora – e sorrindo radiante, colocou sua pesada mochila ao lado do par de grevas de Dark, sacudiu os longos cabelos para derrubar a neve e avançou para cima de Dark.

BAM!

Apesar do impacto inicial que o deixou sem fôlego, Dark sorriu agradavelmente ao sentir aquele peso extra – cinqüenta e sete quilos – sobre suas costas ao mesmo tempo em que os braços frios de Keiko apertavam Dark contra o seios volumosos dela.

– Estava morrendo de saudades, darling – Keiko sussurrava no ouvido dele, provocando arrepios.

– Eu estava com mais, honey.

– Ah sim, seu bobão, tem um presente pra você – Keiko falava com a animação de sempre enquanto colocava um chapéu sobre a cabeça de Dark: Este passou a mão lentamente pela aba do chapéu – Achei um na sua medida!

– Uoooou!!! – Dark exclamou animado – Western Hat!!

Keiko olhou curiosa para o caderno que estava de frente para Dark.

– E o que você está fazendo?

– Estou desenhando minha vida!

Keiko olhou para o caderno, vendo os traços marcados da folha virada.

– Antália...

– Passado! Agora vem a melhor parte, presta atenção – Dark falava animado enquanto traçava rapidamente linhas por toda a extensão do papel – Lembra do bar de Prontera, quando nos conhecemos?

Keiko rolou de cima de Dark e caiu no chão de barriga para cima, soltando uma risada boba, fazendo-o sorrir serenamente.

– Dia dos namorados, oito meses atrás. Você entrou no bar com a Kami e disse – Keiko imita sorridente a voz infantil de Dark – “Eai, gatas?”, e ao chegar no balcão disse na maior cara de pau dando um tapa: “Eu quero Leite!”. Bobão!

Dark deu um rápido beijo em keiko e voltou a desenhar: Dessa vez o desenho retratava o instante em que Dark se encontrava com Imooto ao sair do bar: com um longo e provocante beijo na boca.

Keiko ficou roxa de ciúmes observando o desenho que Dark acabara de fazer: Ela abriu a boca para protestar, mas antes que conseguisse falar algo ela foi calada por um beijo romântico de Dark.

– Fiz de propósito – ele disse em um sorriso – Mas olhe, essa é a melhor parte!

– Amatsu! – Keiko exclamou enquanto roubava o caderno e o lápis para si

– Ei, ei!

– Não, eu quero desenhar a parte em que nos conhecemos!

– Tudo bem... Mas capriche nessas Sakuras!

A cena mágica em que Dark e Keiko se conheceram ia sendo formada pouco a pouco.

A cena ficou tão linda quanto naquele dia.

– Ei, ei – Keiko puxava a manga da camisa de Dark – E onde foi parar o Kivan?

– Kivan... – Dark não gostou da idéia de ter que desenhar a maior vítima do relacionamento proibido entre Dark e Keiko: Seria humilhante para o Ex-Marido dela ser retratado como “o traído” – nada de Kivansuk no meu caderno.

– Por que?

– Mesmo que o contrário não aconteça, eu ainda o respeito muito. Vamos fingir que Kivan não existiu. Vamos fingir que é um conto de fadas perfeito.

Traição... – Pensou Dark – Que palavra amarga...

Dark sentou de costas para Keiko segurando o caderno e começou a olhar para a sala da casa

– Desenhando a sala?

– Lembra dessa?

Keiko olhou para o desenho e pulou em cima de Dark: Era a cena em que Dark, ajoelhado, pedia Keiko em casamento, Imooto observava maravilhada da soleira da casa.

– E agora... A melhor parte! – Dark falava sorrindo.

– Qual?

– A nossa lua de mel!

– Seu bobão! – Keiko deu um tapinha de leve no ombro de Dark enquanto ria – Será que a praia de Jawaii ainda está linda como esteve aquele dia?

– Ela estava linda porque você estava lá comigo, mas não tenha pressa, em quatro meses iremos lá denovo, combinado?

– Vou cobrar!

Keiko deu um longo beijo na bochecha de Dark, então pegou o caderno e o lápis de volta e começou a desenhar.

– Bandeiras?

– Estandartes! São os seus clãs: Nova Slayers, Athena Knights, Angels, Ocean, War Squad, Legends of Emperium... Falta algum?

– Não

– O que falta?

– Hmm... – Dark franziu a testa, pensativo — Na verdade, falta isso aqui...

Dark começou a desenhar no caderno enquanto Keiko olhava atentamente: Ela Deu uma risadinha nervosa e ficou vermelha de vergonha.

– O-o que é isso?

Dark deu um longo beijo na boca dela, que continuava rindo sem graça pelo que acabara de ver

– Ora... – Dark beliscou a bochecha dela – O que vamos fazer agora! Não está com saudades?

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!