Radioativo

1 Parte 1 - Sangue, Ossos e Dor, Mas Talvez Olhos Castanhos Possam Mudar Isso - Capítulo 1 "Clara Black"


Notas iniciais
OIII! Obrigado por estar aqui, você não vai se arrepender! Acompanhe esta história, pois muitas coisas serão reveladas, e, quando você pensar que não poderia acontecer mais nada, que não poderia ter mais revelações que já tem, aí eu vou pegar você com uma nova! Nos vemos lá em baixo nas notas finais! :D

Era um dia mórbido, chuvoso e gélido, ainda mais para Clara Black, que se lembrava de como o mundo era antes de tudo enlouquecer. Ela estava escondida em uma casa abandonada — um pouco afastada da cidade — que para sua sorte havia muita comida enlatada nas despensas da cozinha, mas para seu azar não havia nenhum sobrevivente ali. Seus olhos castanhos se enchiam de lagrimas com as lembranças do passado, seus cachos ruivos caiam sobre seu rosto rosado.

As suas lembranças eram de um tempo que poderia-se ser feliz, até que tudo aconteceu, notícias de todo o mundo e todos os jornais que anunciavam a contaminação de várias pessoas pelo um vírus que deixava-as com uma febre infernal até enlouquecerem e atacarem os outros não infectados, no inicio não sabiam qual era o tipo de vírus, pois ele era muito contagioso, mas depois descobriram — infelizmente tarde de mais — que o vírus era uma evolução do vírus da raiva, todo o sistema entrou em colapso após cerca de 79 por cento da população ter sido contaminada e morta, o mundo entrou em um estado de pandemia total, falsas promessas de vacina entre outras histórias, só para atrair o maior número de pessoas para um extermínio maquiado por covardia.

Clara Black notou um barulho que vinha da cozinha — ela foi acordada dos seus dias passados, notou que tinha pegado no sono ali mesmo, num sofá consumido pelo tempo — ela pegou a arma que estava na sua mochila, uma arma que ela tinha achado em um carro abandonado na estrada, ela não sabia se tinha sorte por ter achado uma arma, ou se preferiria que o carro estivesse com gasolina, mas agora ela percebeu que aquela arma foi melhor do que tinha imaginado. Seu estomago ficou frio, suas mãos tremiam, mas uma voz dizia em sua cabeça: seja forte, você tem que ser forte. Ao se aproximar da cozinha seu coração acelerava cada vez mais, mas seu rosto foi logo transformado em um quase sorriso, ao ver que era apenas um guaxinim que roubava migalhas de pão, naquela cozinha grande e fria.

Clara logo arrumou sua mochila, colocou enlatados e algumas guloseimas e garrafas com água mineral, seguiu até lá fora, respirou profundamente, subiu em sua bike velha, e pedalou em direção ao o norte, com esperança de encontrar algum campo de refugiados. Ela já estava cansada e um pouco tonta de tanto pedalar sem parar, ela viu uma pessoa andando quase se arrastando na estrada, a uns 30 metros, sua garganta se esforçou para gritar:

— Ei... senhor... o senhor está bem?

O homem não respondeu nada, quando ela chegou a 5 metros largou a bike e a mochila, correndo em direção ao homem, ao chegar perto ele se virou revelando dentes podres e seu corpo em total estado de decomposição, Clara se afastou, tentou se livrar das garras daquele monstro, mas tropeçou em um buraco na estrada — um buraco não causado pelo apocalipse, mas sim pelo antigo descaso do governa — os dentes daquela criatura se aproximavam, e Clara fechou os olhos, sem esperança, deixando o fato de que a terra estava sem jeito à consumir por completa, até que ela ouviu um estampido alto, e ao abrir os olhos viu o cadáver ambulante "e super acabador de sonhos" cair feito um saco de carne e ossos podres. E então uma voz à acordou de seu pesadelo.

— Oi, me chamo Alex... Alex Wehe. Olha que quase aquele zumbi te pega.

Alex Wehe era bem atraente para Clara, e isso à tirou a atenção — Alex era forte, seu cabelo era castanho em um bagunçado estiloso e seus olhos eram de um castanho escuro sedutor.

— De que você chamou aquele doente?

— Doente? Quanto tempo você passou sozinha?

— Um mês... o ultimo mês, o que inicio toda essa loucura.

— Não sei como você conseguiu sobreviver a isso tudo sozinha.

— Nem eu.

Alex Wehe à ajudou a se alevantar, Clara se apresentou, e Alex à levou até o seu carro.

— Eu não sabia que aquelas criaturas migravam para tão longe — falou Clara com uma voz ainda exausta, mas doce como sempre foi sua voz — sabe né, eles só viviam por quatro dias, aquela febre fritava os seus neurônios, pelo menos o pouco que ainda lhes restaram.

— Parece que aquele vírus que falaram nos noticiários, ele ainda está sofrendo mutações. — retrucou Alex — Sim, e está aqui é a Bony... Bony Wehe — apontando para uma garotinha de 12 anos de idade — ela é minha irmãzinha.

— Prazer meu nome é Clara Black.

— O meu ele já falou. — falou a garotinha sorrindo — Mas pode me chamar só de Bony.

— Foi a Bony quem viu você Clara Black, caindo do outro lado da estrada, sabe eu estava indo muito rápido nem vi. Ainda bem que cheguei a tempo.

— Se você não tivesse chegado não sei o que seria de mim. E pode me chamar só de Clara.

— Clara você vai com a gente até a Capital, eu soube que lá foi formado uma comunidade, que estavam trabalhando em uma especie de cura, e que lá era seguro.

— Eu não quero ficar sozinha, se você aceita carona, eu irei é claro.

Clara Black iria até o fim do mundo com ele, mas sabia que não deveria se apaixonar, que era um erro se apaixonar nesse novo mundo, mas agora havia esperança, havia um motivo para continuar e uma chance de seguir em frente.

Notas finais
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