Radioativo

5 Capítulo 5 "Momentos de Agonia"


Notas iniciais
Gente! Foi mal a demora, muitos estudo e pouco tempo. Por favor não desistam dessa história que eu não desistirei! Bem vindos novos leitores! Espero que curtam! :) Comentem e recomendem, que eu dedicarei o próximo capítulo a vocês ♥ ♥ ♥!

Na Capital...

O frio que chegava com o início do inverno deixava as pessoas daquela comunidade com mais medo ainda de saírem dali. O medo as consumia a ponto de não comentarem sobre o que todos desconfiavam, que pessoas sem família ou amigos desapareciam sem explicação, sem deixar rastros, e o suposto governo se tornava ainda mais obscuro. Os muros que cercavam a comunidade eram bem resistentes e os agentes sempre estavam de guarda, e as pessoas que ali habitavam comiam, bebiam e sobreviviam, sem se perguntarem se tudo voltária a ser como antes? Sem ter coragem de sair para o mundo fora daquela muralha, com medo do frio e ainda mais das criaturas famintas que vagavam no mundo.

Sophia Kinberth sabia que havia uma comunidade acima dela, mas tinha uma sensação de que a Shadow Corporation escondia algo a mais ali. Sophia estudava a transmissão do vírus por mordida ou arranhão quando foi interrompida por uma pessoa que tinha se tornado um colega seu, mas ainda era muito reservado sobre sua vida pessoal. Simon Grey, tinha um metro e oitenta, cabelos loiros e olhos azuis, seu olhar escondia algo que ela ainda tentava decifrar.

– Sophia. Me ajudaria em uma pesquisa que estou desenvolvendo?

– É sobre a vacina? É... pensei que tivesse de ter uma cobaia, e não vi nenhum macaco até agora.

– É quase isso, mas logo verá.

Sophia o acompanhou até uma sala, onde poucos entravam. Ao ver o que tinha ali, ela ficou pasma e assustada — uma moça por volta de 20 anos, estava deitada numa cama, dopada e com muitas escoriações pelo corpo.

– O que aconteceu? Por que ela está assim? — Sophia falou atordoada.

– Calma, ela não tem ninguém no mundo, e resolveu colabora com a pesquisa quando soube — respondeu Simon tranquilamente.

– Não importa... ela é muito jovem, vocês não deviam ter feito experiências com ela!

– Ela só é uma pessoa. Há muitos por aí sofrendo esperando a cura — prosseguiu Simon com um tom ameaçador na voz — não venha me dizer o que fazer. Se quiser passar a eternidade aqui escondida das criaturas, tudo bem então não ajude, mas acho que seu namorado não iria querer isso, sabe?

Sophia absorveu as ameaças, e não queria que nada de ruim acontecesse com Caio, então ela seguiu até a cama para verificar se menina estava bem. Ao se aproximar ela ouviu um sussurro.

– Nã... não é nada do que eles falaram para mim... isso aqui é um inferno... — sussurrou a moça quase sem ar.

Sophia estranhou o que a moça tinha falado, e lembrou de perguntar por Caio.

– Você vai ficar melhor, durma... mas, antes me diga se você viu alguém na comunidade chamado Caio? Por favor, ele é meu noivo, preciso saber se ele está bem.

– Não há ningu... chamado Caio, Nã... acredite em nenhum deles... eles mentem...

– Eu vou te tirar daqui...

– Não, vá embora... eu não vou sobreviver... vá enquanto você ainda pode.

Sophia olhou para Simon, e ele a perguntou com preocupação, como quem quisesse esconder algo:

– O que ela falou?

– Nada, a não ser por sua mãe, acho que ela pensa que sofreu um acidente e está internada.

– O sofrimento dela ira valer a pena. E logo tudo irá acabar.

– Okay. Mas, antes de eu começar a examina-la preciso pegar algo que esqueci na minha sala.

– Tudo bem, mas venha logo, não posso deixar que ela sofra ainda mais.

Sophia acenou com a cabeça e saio da sala. Andando apreçada e nervosamente a procura da saída de emergência que havia visto à alguns dias atrás. Ela esperou que todos saíssem de perto da porta de emergência, e então colocou sua digital no aparelho ao lado da porta, a porta se abriu.

Com muito medo do que a esperava na superfície, Sophia Kinberth não hesitou em pegar o elevador atrás da porta de emergência para sair daquela suposta empresa secreta que supostamente “zelava” pela vida na terra. Ela não sabia qual era o plano deles, mas sabia que coisa boa não era.

. . . . .

Bony estava cada vez mais nervosa com tudo aquilo que estava acontecendo com ela, e por mais que ela tentasse fugir não poderia deixar que aquele menino, que estava com ela, sofresse mais ainda. Seu plano era fugir quando todos estivessem dormindo e levar Ethan com ela, mas tinha que pensar em como pegar a chave do cadeado que os prendiam por correntes?

– Acorda garota, deixe para trás seus pensamentos bestas de querer fugir, você não vai conseguir. — Falou Frankie sorrindo — Hoje nós temos que ir até o rio para trazer água para o acampamento... quer dizer você e Ethan vão trazer água para a gente, Thomas vai leva-los, enquanto eu resolvo o problema do seu irmão...

– Você não vai fazer nada com meu irmão! Se não...

– Se não o que? Você me mata com a arma que tomei de você? Relaxa garota, não quero guerra com seu irmão, só quero que ele vá embora. Eu tinha uma filha da sua idade — Prosseguiu Frankie — ela parecia com você, mas ela tinha acabado de morrer quando te encontramos, foi mordida. Enfim o corpo dela vai servir bem, é só eu desfigura-la um pouco e colocar sua roupa nela, aí seu irmão... bem você já sabe o que acontece depois.

– Você não vai fazer isso! Não vai! — Gritou Bony.

– E quem é que vai me impedir. Vamos logo garota abusada — Frankie jogou um par de roupas em Bony, que estava sentada no chão da floresta perto de uma barraca, acorrentada com Ethan — vista isso e me dê suas roupas, pode ficar tranquila que isso está limpo.

– Eu não vou vestir isto.

– O que foi tá com vergonha? Tudo bem todo mundo fecha os olhos, — todos fecharam os olhos, e então Bony trocou de roupa, ou era isso ou ela levava um tiro na perna — vamos garota cuide nós não temos o dia todo.

– Pronto — disse Bony.

– Que bom! Essa calça gins preta faz você me lembrar de como era a Emily. – Frankie se virou e se dirigiu até o garoto magro sentado próximo as brasas da fogueira que ainda ardiam — Thomas os leve para o rio, se eles derramarem uma gota se quer dos baldes, faça com que recomessem tudo de novo.

– Tá bem pai. Vamos pirralhos, a caminhada é longa.

Bony cada vez mais guardava sua raiva, arquitetando seu plano de fuga. Ela e Ethan foram conversando sobre suas vidas antes da pandemia, e cada vez mais Ethan gostava de Bony.

. . . . .

Clara e Alex procuravam Bony com todas as forças que ainda lhes restavam. Matar zumbis já estava sendo cada vez mais cansativos e cada passo naquela floresta causava um calo novo nos seus pés. Clara ouviu um grito de dor, e então correu para ver quem era, e tudo se transformou em lagrimas e dores quando viu que Alex gritava de raiva ao lado do corpo de Bony, que estava toda desfigurada.

Clara não tinha certeza de que era realmente Bony que estava ali, mas ao se lembrar das roupas que ela usava naquele dia, toda dor se tornou mais difícil de suportar.

. . . . .

Dentro do elevador Sophia cortou, a parte de borracha que prendia o rastreador no seu tornozelo com um estilete. Ela havia pego, e guardava no caso de precisar se defender.

Sophia Kinberth se assustou quando viu que o elevador que a levava para superfície, a tinha levado para um corredor e no fim havia a floresta, mas era bom pela parte de que não havia nenhum guarda e ruim por saber que havia criaturas terríveis naquele ambiente. Sophia correu o máximo que pode dali até que se misturou entre as árvores, e as sombras das árvores à confundiram, sem saber para onde ia, sem saber como iria chegar lá, Sophia só corria desesperadamente para o mais longe possível.

Num breve instante quando menos esperava Sophia foi surpreendida por um guarda que saiu de trás de uma árvore e lhe deu uma coronhada na cabeça. Ao acordar sua cabeça parecia que ia explodir e tudo parecia confuso, então um rosto turvo que logo ganhou forma falou.

– Tudo bem senhorita Kinberth? — perguntou Simon — Parece que esqueceu o seu rastreador no elevador. Tudo bem creio que a senhorita não vai precisar mais dele, e nem vai mais tentar fugir.

Sophia ficou confusa, mas ao tentar se levantar da cama onde estava, ela deu gritos agonizantes ao notar que tinham amputado suas duas pernas.

– Sinceramente penso que não irá precisar mais delas para realizar seu trabalho, senhorita Kinberth.

Notas finais
Iaê? O que acharam? Comenta aí... Alguma melhoria é só falar, no caso digitar, hahahhaha