Radioactive
9 Capítulo 9 - Você fica sexy de sutiã.
Notas iniciais
POV Valéria
Na manhã seguinte eu acordei cedo, amanhã começaria os jogos do colégio e eu e Paulo não iriamos participar. Eu ainda mato aquela velha, mas de uma coisa eu tenho certeza, era mereceu aquele monte de tinta. Fiz minhas higienes e me troquei, uma calça jeans desfiada no joelho, uma blusa branca escrito "Keep Calm and The Vamps". Penteei meus cabelos e fiz alguns cachos nas pontas, coloquei minha touca azul de cachorrinho e calcei um all star branco.
Tomei café rápido e saí do apartamento junto a Paulo, Daniel e Marcelina. No caminho eu encontrei Margarida e apostamos corrida com o skate, e eu cheguei primeiro que ela. O porteiro guardou nossos skate's e em seguida saiu andando, coloquei minha mochila na arquibancada e deitei minha cabeça em cima dela, estiquei as pernas e pluguei os fones no celular.
– Eu vou acabar com você, o seu namorado vai ser meu. — Bibi tirou os meus fones e disse, suspirei pesado e voltei a escutar música. Marcelina empurrou-a e se sentou ao meu lado com Jorge e Paulo. Ela saiu andando com um sorriso cínico e eu revirei os olhos, era tanta coisa pra acontecer esse mês, o professor de música adiou a entrega do trabalho dele e disse que logo que os jogos acabassem ele iria marcar uma data nova. O sinal tocou em 5minutos e logo fomos obrigados a ir para a sala de aula onde séria aula da professora de literatura (Helena).
– Eu vou buscar alguns livros na biblioteca e enquanto isso vocês tenham juízo, não vou demorar.
– Paulinho, me empresta um lápis. — Bibi perguntou quase esfregando o seus peitos na cara de Paulo, ele se afastou um pouco para trás e pegou um lápis qualquer no chão. Ela empurrou-o até uma parede e colou seus corpos, fechei o punho e respirei fundo, ele não é seu namorado Valéria, vocês estão apenas ficando. Marcelina olhou para o mesmo e fez uma cara de nojo. — Eu sei que você quer me beijar, deixa essa sem pai para trás e vem comigo.
– Eu não fico com garotas putas, lembre-se disso. — falou e os gritos de "toma trouxa" puderam ser escutados. Paulo empurrou-a e ficou me encarando com um sorriso fofo no rosto, abaixei a cabeça e fitei meu tênis. — Eu fico com a garota que usa touca de cachorrinho e tem um sorriso lindo nos lábios.
– Eu sei que você não gosta dela, ela não tem estilo.
– Escuta aqui o puta de primeira categoria. Eu não sou obrigada a te agradar ou algo parecido, e você não fala do meu pai não, você nunca o conheceu e não sabe como ele é! — disse e ela se aproximou de mim me empurrando para os armários, minhas costas bateram com tudo no cadeado e aquilo ardeu para caramba. Empurrei-a com força e a prendi na parede, minha mão estalou na sua cara e antes que eu desse outro tapa Helena entrou na sala.
– BIBIANA PRA SALA DA DIRETORIA AGORA! — gritou e ela saiu correndo, eu ia pronunciar algo porém todo mundo ficou me encarando assustado. Paulo me puxou até a enfermaria e logo eu fui obrigada a tirar minha blusa na frente dele, só aí que eu pude perceber que minhas costas estavam com um corte meio fundo, a moça fez um curativo nas minhas costas e em seguida saímos pelo pátio indo em direção aos armários, como eu não podia ficar de sutiã pelo colégio, Paulo me emprestou uma blusa preta de caveira que ficou enorme, parecendo um vestido.
– Professora.. — me interrompeu.
– Não precisa falar nada minha querida, a Marcelina já me explicou o que aconteceu e a Bibiana tomou uma suspensão. Não temos mas tempo aqui, então vocês estão liberados para aula de natação, podem ir. — disse e nós concordamos.
– Você fica sexy de sutiã. — Paulo disse e eu ri. — É sério.
– Fica calado seu idiota. — bati em seu ombro e me sentei na arquibancada, assim que Paulo tirou a camisa as marcas dos arranhões podiam ser vistas, os meninos começaram a zoar e logo o professor também. Ele ignorou e pulou na piscina com as meninas, deitei minha cabeça em cima do braço e fitei eles nadando na piscina.
POV Paulo
Assim que os dois horários da natação terminaram, seguimos para o vestiário masculino. Os meninos ficavam me enchendo de pergunta por quê eu e a Valéria não nos beijamos no inicio da aula ou dos arranhões nas minhas costas, isso era muito chato. Eu tive a oportunidade de ver o paraíso na minha frente, digamos assim.. ver a Valéria somente de sutiã, eu confesso, ela fica muito sexy.
– PAULO! — alguém me beliscou, era Jorge.
– QUE FOI PORRA? — perguntei gritando e ele riu. — Foi mal, mas você me tirou dos meus pensamentos com a Valéria.
– Huuuuuuuuuuuuum e que pensamentos? — perguntou.
– Não te interessa. — ele deu de ombros e saiu andando. Guardei as coisas no armário e fui até Valéria, lhe dei um beijo na bochecha já que não podíamos nos agarrar por conta do desafio. Fomos em direção a Marcelina e Jorge, eles estavam se beijando e aquilo me incomodou um pouco. — Arram..
– Não sabia que vocês estavam aí. — minha irmã murmurou.
– É, desculpa. — disse. — O Paulo estava tendo pensamentos maliciosos com a Valéria no vestiário.
– Eu estava pensando nela e não tendo pensamentos maliciosos. — falei.
– PAULO! — ela gritou comigo. — Só porque eu fui obrigada a ficar de sutiã na sua frente, não significa que eu vou fazer isso de novo.
– Ei calma, eu não tava pensando nisso. — menti e ela me encarou séria. Marcelina e Jorge estavam segurando o riso, me sentei na arquibancada e deitei minha cabeça na coxa da mesma que ficou fazendo carinho nos meus cabelos. — Hoje é quarta feira, teremos que aguentar isso até segunda feira.
– Do que eles estão falando? — Jorge perguntou.
– Ontem minha mãe pegou os dois se agarrando na cozinha, e isso explica os arranhões nas costas dele. O meu pai fez um desafio de que se os dois ficassem até segunda feira sem se beijar, ele iria dar cem reais pra cada um.
– Duvido vocês aguentarem. Os dois ficam se agarrando vinte quatro horas por dia, não param nem um segundo.. quero ver se vocês aguentam isso. — disse e eu revirei os olhos. Peguei um dos fones de Valéria e coloquei no ouvido, estava tocando alguma música do The Vamps ou se não era One Direction, não sei de quem era.. mas o ritmo era legal. — Nós vamos no refeitório, juízo.
– Ele quem devia ter juízo. — falei rindo e ela assentiu. Valéria abaixou o rosto e assim ficamos trocando olhares, levantei-me de seu colo e beijei sua testa. — Eu preciso te falar uma coisa.
– Pode falar.
– Eu te amo. — falei e ela me olhou surpresa.
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