Radioactive.

6 Then checking out on the prison bus...


Notas iniciais
Hey, hey :33333 Estou com preguiça de fazer notas grandes, porque estou com muuuuuita dor de cabeça, então eu só vou dizer o básico. ~Surto on~ SENHORITA ANNA POTTER JACKSON SUA LINDA, EU TE AMO! QUE RECOMENDAÇÃO PERFEITA FOI AQUELA? Eu morri de rir e chorar, sua linda *----------* Se quiserem seguir o exemplo dela, eu não me importo, oks? Obrigada a todas as leitoras que comentaram, e que favoritaram. Estou hiper feliz por ter várias leitoras novas, estou radiante :D Anna, esse capítulo é todinho seu, e como a sua recomendação foi gigante, esse capítulo também será. Ah, a Naya disse que te ama e que vai te morder.

– Você é um traidor! Como pode se juntar a eles? Eles são rebeldes...

– Ah, sério? Suzan, se você não tivesse me dito, eu nunca saberia!

Quando eu acordei, esses foram os primeiros sons que eu ouvi. Uma conversa.

Eu abri os olhos, e observei o local aonde eu me encontrava. Era um quarto, mal iluminado e estranhamente frio. Parecia ser grande, mas por ter muita pouca iluminação, eu não conseguia definir a aparência correta do cômodo.

Aparentemente, não era o quarto de Madeline. O quarto dela era bem decorado, e cheio de luzes, de várias cores, um quarto bem feminino.

Esse quarto era úmido, escuro e extremamente assutador.

Eu tentei me colocar de pé, sair da cama aonde eu estava, mas para a minha surpresa, eu não consegui. Meu corpo estava doendo, estava fraco, então eu acabei desabando na cama.

Olhei para mim mesma, para a minha cintura mais especificamente, e percebi que eu estava machucada. Minha cintura estava enfaixada, com sangue, muito sangue.

Fiquei confusa por um tempo, mas então eu lembrei. Tudo o que aconteceu na noite passada...A invasão; a batalha; as pessoas que morreram pelas minhas mãos; minha cabeça girando; uma dor intensa passando pelo meu corpo; eu caindo; e Anthony...

– Cala a boca! Você não tem nenhum poder sobre mim! Não pode dizer o que eu devo ou não fazer!
– Você não se importa com nada, não é? – Perguntou.

– Claro que sim, mas você não está na lista de coisas e pessoas que eu me importo. – Tinha sarcasmo na voz.

– A sua mãe...

– Ela está morta, Suzan.

As vozes cessaram. Mas percebi que elas vinham do lado de fora do quarto. Eu consegui ouvir o barulho de uma cadeira se arrastando, e as vozes voltando.

– Sim. Ela está. E sabe porque, Anthony? – Perguntou a voz feminina, se elevando. — Por causa dos rebeldes. Por causa deles, ela está morta, e você está do lado deles...seu ...seu...traídor!

– Traídor? Tem certeza de que eu sou o traidor, Suzan? – Perguntou a voz que eu reconhecia agora, era Anthony. — Os rebeldes mataram ela, eu sei. Mas não foram esses rebeldes. Foram os “rebeldes” pagos pelo governo que você tanto ama, que se disfarça como nós para que o povo nos veja como inimigos, não como aliados. O governo matou ela, para colocar a culpa nos rebeldes. Agora, Suzan, me diga quem aqui é o traidor.

Silêncio novamente. Eu queria saber quem era Suzan. Queria saber o que estava acontecendo, mas sentia que não deveria acabar com essas conversa...

Mas mesmo assim, eu o fiz. Porque como Simele diz, minha curiosidade é muito maior do que o meu bom senso.

Eu levantei da cama, cambaleando e quase tropeçando nos próprios pés. Quase gritei de frustração. Era só o que me faltava...não conseguir nem andar direito. Não tem um castigo pior para mim do que não conseguir me mover.

Eu fui até a porta, e hesitei na hora de mover a maçaneta.

– Anthony...e-eu...desculpe...

Eu abri a porta.

Eles me olharam, e eu encarei eles de volta, sem saber o que dizer.

Quando pude analisar melhor Suzan, eu tomei um susto. Ela era idêntica a Anthony e Madeline. Os mesmos cabelos castanhos, os mesmos olhos verdes azulados...ela parecia ser um pouco mais velha do que os dois, e tinha o cabelo curto como o de um homem.

Seu rosto estava vermelho, e ela encarava o chão, envergonhada.

– Eu não...desculpem, eu vou...- Eu comecei a falar, sem saber bem o que eu queria dizer.

– Vamos Katherine – Disse Anthony, se levantando da cadeira aonde estava sentado, e lançando um olhar mortal para Suzan, que permanecia de cabeça baixa. – O coronel quer te ver agora.

Eu assenti, e o segui pelo corredor, quando ele começou a se afastar de Suzan.

Mas cada passo que eu dava, parecia que um músculo se rompia. Eu estava mancando, e quando mais rápido eu andava, mas o meu ferimento ardia. Eu soltei um gemido involuntário, e Anthony se virou para mim.

– Tudo bem? – ele perguntou com uma expressão de...não sei bem o que era, mas parecia preocupação, talvez?

– Na verdade, não – eu respondi. Não estava fazendo drama, porque eu odeio drama. Mas realmente não estava nada bem.

– Ande devagar então, ou vai acabar morrendo. – Eu não sabia se ele estava brincando comigo, ou se estava falando sério.

Eu andei mais devagar, quase como se estivesse me arrastando, e não andando. E para a minha surpresa, Anthony acompanhou o meu ritmo, sem andar com a pressa que ele costumava andar.

– Posso fazer uma pergunta demasiadamente pessoal? – E lá estava, a minha curiosidade sendo maior que o meu bom senso, de novo.

– Faça a pergunta primeiro, depois eu vejo se vou responder ou não. – Ele parecia um pouco irritado, mas ele sempre está irritado, acho.

– Suzan...é sua irmã?

– Como você sabe o nome dela? – Ele perguntou, olhando diretamente para mim.

– Digamos que vocês conversam alto demais. – Eu queria sorrir, mas tinha a impressão de que se eu fizesse isso, iria doer também.

– Ouvir a conversa dos outros não é um ato muito bonito – Ele virou em um corredor escuro, que dava para o salão principal. – Mas sim, ela é minha irmã e da Madeline.

– Hum...- Foi só o que eu disse.

Nós caminhamos até o salão principal em silêncio, sem nem olhar um para o outro.

Quando chegamos lá e a primeira coisa que eu vi foi um caixão, com uma bandeira vermelha em cima, que tinha uma cruz preta sangrenta no meio. O símbolo dos rebeldes.

Depois eu avistei o coronel, sentado em um trono de prata que tinha um estofado roxo e parecia gigante dentro daquele salão grande e frio. Era um lugar bem vazio, sem nenhum móvel grande ou chamativo. Tudo era bem separado, parecia uma igreja, só que sem as decorações de fatos da bíblia e sem os enormes bancos. Como uma igreja vazia, fria e com cheiro de sangue e morte.

Ele levantou o olhar quando eu e Anthony se aproximamos, e deu um sorriso discreto e educado, eu retribuí o sorriso, mas foi mais como uma careta de dor.

Ele pareceu perceber, porque sua expressão mudou imediatamente. Ele saiu do seu trono, e fez um sinal para que eu me aproximasse. E eu o fiz.

– Sente-se, Senhorita Heymer. Você parece cansada.

Eu me sentei no trono, e uma sensação estranha tomou conta de mim. Eu olhei para o salão, para aquele vazio imenso, e me senti no topo do mundo. Me senti invencível, inabalável, me senti extremamente bem.

O coronel sorriu.

– Vejo que está bem melhor, Katherine. O que aconteceu ontem foi lamentável. Pensamos que você morreria...- ele fez uma pausa. – E talvez tivesse morrido, se Anthony não tivesse te trago para cá a tempo.

Eu olhei para Anthony, ele não estava prestando atenção na conversa. Estava encarando o caixão, e seu rosto não tinha expressão. Parecia mais pálido, como se estivesse assustado.

– Quem está naquele caixão? – Eu perguntei sem tirar os olhos de Anthony.

– Louis. O melhor amigo de Anthony. Um falso rebelde contratado pelo governo o esfaqueou, e ele estava longe do resto...ninguém percebeu que ele avia sumido.

Comecei a me sentir mal. Por um garoto que não conhecia, pelos que conheciam ele, e por Anthony. Porque eu sei como é perder alguém, e se eu perdesse minha melhor amiga, Becky, eu ficaria arrasada. Becky é como Simele, uma irmã.

– Ele...não parece abalado – murmurei para o coronel. Estava me referindo a Anthony.

O coronel olhou para ele, com algum tipo de afeição no olhar.

– Anthony...ele é um garoto muito forte. Viu e aprendeu coisas muito cedo, e com isso, ele ganhou uma característica que eu não sei se é ruim ou boa.

– E qual seria essa característica? – perguntei.

– Demonstrar uma coisa por fora, mas sentir outra coisa por dentro.

Eu não sabia o que responder, então continuei encarando Anthony e o caixão. Realmente ele parecia normal, como se estivesse observando um quadro, mas eu sabia que ele não se sentia bem.

Me virei novamente para encarar o coronel, determinada a mudar de assunto.

– Anthony me disse que você queria falar comigo.

– Eu quero – ele disse. – Eu preciso conversar com você sobre a sua irmã.

Senti um desespero tomar conta de mim.

– O que aconteceu com ela? – Perguntei, elevando a voz.

– Calma, ela está perfeitamente bem. O problema é que ela foi até o presidente, perguntando sobre você. Ele disse que provavelmente os rebeldes a sequestraram...

– Espera – eu disse. – Como sabe disso? Como tem essas informações sobre a minha irmã?

– Temos espiões. – Ele se aproximou de mim, e olhou para Anthony mais uma vez. – Nós...soubemos que sua irmã está noiva.

– O quê? – Eu perguntei quase engasgando. Senti meu corpo doer mais, e eu parecia estar em um sonho. Não podia acreditar...Simele não...

– Ela está noiva do prefeito.

Se eu estava descrente antes, agora eu tinha certeza de que eu estava sonhando. Simele falava muito bem do prefeito, e trabalhava para ele...mas se casar? Ela não faria isso...ela não pode ter feito isso.

– Você está brincando comigo? Ela nunca se casaria com ele! Nunca! – Eu gritei, desesperada para que ele acreditasse em mim, mas nem eu acreditava.

– Não disse que foi por vontade própria – ele explicou. – Pelo que eu sei, ele disse que se ela se casasse com ele, ele tentaria acha-la, e daria uma vida melhor para vocês duas.

Eu me calei. Não estava mais desesperada ou tentando acreditar que era mentira, eu podia ver que não era. O coronel não brincaria com isso, e o prefeito sempre gostou de Simele de um jeito estranho. Agora eu estava com raiva. Estava com vontade de...

– Eu vou mata-lo. – Eu declarei, para ninguém em especial.

– Não vai. – Uma voz disse atrás de mim, eu virei a cabeça, e vi Suzan. Seu rosto não estava mais vermelho, agora ela parecia decidida, parecia diferente.

Anthony saiu de perto do caixão do amigo ao ouvir a voz da irmã, ele parecia estar com raiva. Provavelmente, raiva de Suzan. Mas eu não sabia bem porquê.

– Suzan. – O coronel abriu um sorriso sarcástico, e a encarou com falsidade nos olhos. – Ouvi muito sobre você, mas não vou mentir; não foram coisas muito boas.

Ela parecia envergonhada novamente, mas continuou de cabeça erguida.

– O que está fazendo aqui? Eu mandei você ir embora! – Anthony gritou com a irmã. Ela o olhou como um pedido de desculpas, mas ele não parecia disposto a aceitar.

– Eu...estava errada. Desculpe, Anthony. Eu sempre estive errada, sempre fui uma péssima irmã mais velha...mas...

– Cala a boca, Suzan, por favor.

Ela hesitou por um momento, mas apenas assentiu e eu pude perceber que seus olhos estavam úmidos.

Eu queria saber porque ele estava sendo tão grosso com ela, mas pela maneira que ela se sentia mal quando ele era arrogante com ela, parecia que ela tinha feito algo muito ruim.

O coronel pigarreou.

– Bem, eu não sei o que eu faço, Katherine. Ele vai te procurar por todos os lugares, porque ele prometeu para a sua irmã, e se ele achar o nosso esconderijo...

– Não – eu o interrompi. – Ele não vai achar o esconderijo.

– Como pode ter tanta certeza? – Tinha um tom de amargura na voz de Suzan, como se ela tivesse raiva ou nojo de mim, apesar de não me conhecer. Talvez seja por isso que Anthony não gosta muito dela, e mesmo sem conhecer ela, eu já não tinha gostado muito dela.

– Porque eu vou encontra-lo – eu disse. – Eu vou até o prefeito.

Notas finais
Estou com vontade de comer chocolate, então vou comer chocolate. Enquanto isso, leiam :3 E deixem lindos comentários, por favor! Sou carente por comentários, suas lindaaaas (e lindos, acho)