Radioactive.
2 I\'m waking up to ash and dust...
Notas iniciais
Vamos parar de falar da Naya, vamos falar da linda Becky lady of moon! Caraaaaaaa, eu te amo! TE AMO! Sua linda *--------* Sua recomendação foi perfeita, vai ficar guardada no meu coração para sempre! Esse capítulo é todinho seu. Beijos!!
“O poder é alcançado com o tempo. Precisa de coragem, força e determinação.”
Minha mãe repetia isso todo o dia. O sonho dela, era acabar com as leis desse país podre. Como ela morreu, nunca conseguiu levar isso adiante. Eu sempre fui muito medrosa em relação ao governo do nosso país. Mas depois da morte dos nossos pais, isso tem mudado.
Eu começo a ver que você só tem duas opções. Lutar, ou ser covarde e seguir as regras, sendo tratado como uma marionete pelos poderosos.
E eu acabei de chegar a conclusão, de que eu prefiro morrer, do que continuar levando essa vida miserável.
Esse é o futuro? Isso é o que eles chamam de evolução? Só se for a evolução da injustiça e da corrupção. Mas eu decidi que não podemos ficar calados, que temos que lutar. Se eles querem nos tratar como lixo, e se aproveitar de nós, roubando o que nós trabalhamos para ter, vamos responder com a mesma consideração, ou seja, nenhuma.
Resolvi falar com Simele sobre isso.
— Si, o que você acha se nós...continuarmos com o que nossos pais começaram? – Eu perguntei um pouco tensa. Minha irmã sempre foi aquele tipo de pessoa adorável, que vê o mundo da melhor maneira possível, e gosta de ver o lado bom em pessoas que não tem lado bom. Que vê a luz, no meio das trevas.
— Porque você está pensando nisso Kate? – Ela perguntou com uma voz doce, enquanto terminada de lavar a louça.
— Porque...eu estou cansada disso, Si. Eles estão sempre controlando a gente...estão sempre matando quem não segue as leis...eu cansei. – Ela suspirou e sentou na cadeira em frente a minha.
— Kate, não é tão fácil assim. Não podemos começar uma guerra, não é...sensato. – Ela disse tentando parecer calma. Mas ela não estava. Ela sabe que quando eu boto alguma coisa na cabeça, eu não tiro mais.
— Então é isso Si? Vamos servir a eles até a morte? Eles acabaram com a nossa vida! Nós estamos aqui, sem pais, e tendo que trabalhar duro, para dar tudo para eles! Tudo que fazemos, são para eles! – Eu estava começando a me desesperar. Se ela não me ouvisse, estaria tudo perdido, como eu vou fazer uma revolução sem a minha irmã?
— Kate! Você tem quinze anos! Você não pode simplesmente começar uma revolução! Eles são poderosos demais, eles tem mais força, ninguém vai querer se juntar a nós! Ninguém vai arriscar a vida por uma ideia de revolução que venha de uma garota de quinze anos! – Ela estava gritando. Ela nunca grita comigo, só quando está preocupada. Eu já estava com lágrimas nos olhos. Não lágrimas de tristeza, mas de raiva.
— Sim, eu tenho quinze anos, e daí? Eu tenho quinze anos, mas tenho mais cabeça do que você que tem dezenove! Eu estou pensando em um futuro para todos, e para mim, ficar de cabeça baixa obedecendo a essas pessoas que se dizem superiores, não é ser inteligente, é ser covarde! – Eu abri a porta da nossa casa e sai. E eu fui para o centro, aonde eu sabia que minhas amigas estariam. A grama estava bem verde, e o sol forte. Eu comecei a cantar uma música que nossos pais sempre cantavam.
“Aonde menos se espera
ouvimos sons de vitória
Em uma terra esquecida que sofre pela glória
O poder está na mão do inimigo
Por isso vamos lutar
Pelo que nos é merecido
E pelo nosso lar.”
— Não deveria cantar essa música. – Eu ouvi uma voz rouca vindo das árvores, e me assustei. Meu coração disparou e eu peguei a minha adaga.
— Quem está aí? – Eu perguntei me aproximando da floresta.
— Alguém que acha que você não deveria andar sozinha em uma floresta. – Um garoto de cabelos quase castanhos quase loiro, e de olhos verdes azulados saiu das sombras da floresta.
— Eu não estava na floresta, e não devo satisfações a você, eu não te conheço. – Ele deu um sorriso que me fez ter medo dele. Um sorriso doentio.
— Não ainda. – Então ele voltou para a floresta. E eu estremeci.
Eu fiquei parada por um tempo, tentando ver se o que acabou de acontecer era real. Eu balancei a cabeça para que a lembrança daquele estranho garoto saísse da minha cabeça, e continuei andando até a feira do centro.
Quanto eu cheguei lá, Rebecca estava me esperando, ela sempre me espera.
- Chegou mais cedo hoje. – Ela observou.
— Digamos que eu tive uma briga com a minha irmã. – Eu falei enquanto nós andávamos entre as barracas da feira. Coisas no chão, pessoas gritando, crianças correndo...nossa querida feira.
— Porque você brigou com ela? Vocês nunca brigam. – Ela disse espantada pelo o que eu falei.
— É, mas...lembra sobre aquilo que eu te falei...a história sobre uma...revolução. – Ela ficou tensa. As mãos dela começaram a tremer, as pessoas sempre tem essa reação quando eu conto sobre a minha ideia. Será que eu sou a única que vê que esse é o melhor jeito de mudar tudo? O único jeito de salvar o nosso país.
— Sim, eu...lembro. Mas Kate, como você vai começar uma revolução? Você tem quinze anos. – Ela sussurrou. Com medo de que eu me irritasse. Eu realmente fiquei irritada, esse era o único argumento que eles tinham? A minha idade? Dane-se a minha idade. Quer dizer que se a minha avó começasse uma revolução, eles iriam apoiar? Ah, por favor!
— Eu sei a idade que eu tenho, obrigada por nada Becky. – Eu disse sarcástica.
— Eu estou tentando te avisar que isso não vai dar certo! Você não consegue o apoio da sua própria irmã! – Becky percebeu que estava falando alto demais, então abaixou o olhar.
— Eu não tenho apoio da minha irmã, porque ela tem medo de que ninguém nos apoie. Preciso de pessoas que considerem a ideia. Pessoas que não tem medo do governo. – Eu disse já sabendo qual seria a pergunta de Becky.
— Que pessoas? – Ela perguntou, como eu havia previsto.
— Os rebeldes.
— O que? – Ela se engasgou com a própria saliva. – Kate, você está bem? Bateu com a cabeça, ou comprou alguma maçã da senhora Bermam? Você está louca? Os rebeldes são perigosos, assim que você se aproximar deles, eles vão mata-la! – Ela tentava me convencer, mas eu já estava decidida.
— Rebecca, eu não tenho medo deles. E eles não são assim. O governo diz isso, mas eu não acredito nisso. Minha mãe e meu pai eram rebeldes. – Eu dei de ombros.
— Sim, mas eles eram diferentes! Você não pode falar com eles! – Ela estava agitada, Becky e eu éramos amigas desde sempre, e ela sabia como eu era. Eu sempre fui impulsiva. Sempre agi sem pensar.
— Não? Pois é o que eu estava indo fazer agora. – Eu sai andando em direção a floresta, que é proibida pelo governo, mas muitos esconderijos rebeldes ficam lá. Lembro que minha mãe dizia que me levaria lá um dia. A floresta assustadora e cruel, humpf!
— Você com certeza não está bem! Kate, eles...eles...são perigosos. Se eles te sequestrarem? – Eu joguei a cabeça para trás e ri.
— Não tem motivo para eles fazerem isso. E eu vou, nada que você disser vai me impedir, desista Becky. – Eu continuei andando em direção a floresta, e ouvi os passos de Becky atrás de mim.
— Se você for eu também vou. – Ela disse em um tom decidido.
— Okay, só tente não gritar quando os vampiros morderem seu pescoço ou quando algum caçador amaldiçoado, enfiar uma faca na sua barriga. – Eu a assustei. Minha mãe me contava as lendas de Portblan. Eram bem legais, apesar de quase ninguém gostar.
— Pare Kate! Assim eu não vou entrar! – Nós estávamos quase entrando na floresta.
— Ótimo, não entre. – Eu abaixei a cabeça para desviar do galho de uma árvore. Eu estava na floresta, pela primeira vez. Um barulho nas folhas me assustou, tirei minha adaga do bolso e me virei para trás rapidamente. Becky gritou.
— Você me assustou! – Eu gritei, um pouco ofegante. – Vamos logo. E pare de gritar!
Nós andamos sem orientação pela floresta. Eu não era o tipo de pessoas que acreditava em florestas mal assombradas ou coisas do tipo, mas tinha que admitir que aquela floresta era bem monstruosa.
As árvores pareciam ter rostos distorcidos, e o vento soprava no meu ouvido, como uma música fria e assustadora. E também tinha os corvos, a floresta era cheia deles, uma pena incrivelmente grande caiu no cabelo de Becky. Ela se assustou e abriu a boca para gritar. Eu tapei a boca dela com a minha mão e abafei o som do seu grito.
Eu ouvi passos. Pés pisando nas folhas secas da floresta. Eu botei o dedo na boca, pedindo que Becky fizesse silêncio. Ela assentiu.
Eu me aproximei do barulho. Olhei atrás de algumas árvores. Nada.
Me virei e olhei para Becky, que deu de ombros.
Então eu senti uma mão contra a minha boca, e uma faca a um centímetro do meu pescoço, comecei a me debater enquanto Becky gritava paralisada, sem saber o que fazer. Eu joguei a minha adaga para ela. E ela ficou descontrolada.
— Larga. A. Faca. – Disse uma voz que eu jurei conhecer. – Ou ela morre.
Becky jogou a adaga no chão. E eu continuei me debatendo.
— Calma, shhhh — sussurou no meu ouvido me fazendo tremer. – Não vou matar vocês. Pelo menos não agora.
— Ah! Grande conforto! Estou me sentindo bem melhor! – Becky disse nervosa.
— Vamos encontrar uma pessoa. Lá nós resolvemos o que fazemos com vocês, intrusas. – Ele disse me soltando, eu cai de joelhos no chão. E vi que era o mesmo garoto que me ouviu cantando alguns minutos antes. – Olá novamente. – Ele falou com um sorriso sarcástico e frio.
— Nós não somos intrusas! Queremos falar com os rebeldes. – Eu expus.
— Já está falando. – Eu olhei para ele. É claro que ele é um rebelde, um caçador amaldiçoado que não seria.
— Nós queríamos...é...- Eu suspirei antes de completar a frase. – Fazer uma proposta.
— Humm....uma proposta? Interessante. Antes, vamos falar com algumas pessoas. – Ele tinha aquele sorriso misterioso nos lábios.
— Que pessoas? – Perguntou Becky.
— Me sigam.
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