Radioactive.

9 De volta para casa


Notas iniciais
Esse capítulo ainda pode sofrer alterações, então não se desespere com o final dele! :D

Engoli um seco. Olhei para Dave, que parecia confuso, e depois para o corpo sem vida de Doze, que ainda estava com a espada no pescoço.

– Venha para a morte, loriena. – disse o mog. – Você sabe que esse é o seu destino.

Abaixei a cabeça, mordendo meu lábio. Respirei fundo e cerrei meus punhos.

– Lie? – sussurrou Dave, me olhando por cima do ombro.

– Adeus, Dave. – murmuro. – Diga para Al que eu amo ela, e eu também te amo.

Encarei o mogadoriano, indo em sua direção.

– Então é isso. – digo. – Vamos lutar.

O mog sorriu, sacando uma espada. Olhei em volta, procurando algo para usar contra ele, mas só avistei pedras. Pedras... Telecinesia... É isso!, pensei.

Concentrei-me nas pedras, levantando-as no ar. Lancei a mais pontuda contra a cabeça do mogadoriano, que me olhava confuso. Assim que a pedra atravessou sua cabeça, ele virou uma pilha de cinzas.

Sorri, esperançosa. Mas o sorriso sumiu tão rapidamente quanto apareceu, quando outro mog se aproximou.

Lancei mais pedras contra o mesmo, mas ele conseguiu se desviar de algumas. As poucas que o acertaram não foram suficiente para o matar.

– Pedras não podem me derrubar, garota burra! – ele rugiu, correndo em minha direção.

Por pouco consegui desviar de sua espada. Assim que olhei para ele, que estava atrás de mim, meu estomago deu voltas dentro de mim.

Dave estava segurando o mogadoriano pelo pescoço, apertando a espada contra a garganta do mesmo.

– Vá embora, Lie! – gritou – Por favor, salve-se...

Apertei os lábios. Dei um ultimo sorriso para Dave e saí correndo na direção dos outros mogs. Um deles levantou uma adaga para acertar em mim, mas antes da adaga descer em minha direção, cortando o ar, eu desapareço.

O mogadoriano para a adaga e olha em volta, confuso, procurando por mim. Ainda invisível, eu arranco a adaga de sua mão e acerto a lâmina em seu pescoço.

– Pelo Doze! – grito, antes de me tornar visível novamente. Dei uma última olhada em Dave, então lancei a adaga em um mogadoriano que se dele por trás. – E isso por todos os outros lorienos.

Então saí correndo pela floresta, eu precisava chegar em casa. Precisava proteger minha família e todo mundo.

. . .

Meus cabelos molhados estavam colados no meu rosto. Meus sapatos estavam encharcados, assim como minhas roupas. Pelo menos consegui me manter um pouco aquecida graças à minha jaqueta de couro.

Eu estava andando por uma estrada de barro há horas, e a chuva só havia piorado. O céu estava coberto por nuvens pretas e cinzas, um ou outro raio iluminava o céu.

De longe eu conseguia avistar uma velha pousada. Comecei a andar mais rápido, até estar correndo. Eu estava rindo feito louca, por estar salva. Acho que tinha algum dinheiro no bolso interno da minha jaqueta. Eu só precisava comer e descansar um pouco, então estaria pronta para continuar andando até minha cidadezinha.

Assim que cheguei na porte da pousada, fui recebida por uma senhora de uns sessenta anos. Ela usava uma calça preta e um suéter bege e, cobrindo seu pescoço, um cachecol vermelho.

– Posso ajudar? – ela perguntou com uma voz doce e acolhedora.

– Eu... – Paro para pensar no que dizer. Eu preciso de comida, talvez. – Eu preciso de comida...

A senhora abre a boca para falar, mas a interrompo, verificando meus bolsos internos da jaqueta.

– Sim, eu tenho dinheiro. – E tiro parte do dinheiro que estava em um dos bolsos.

– Oh, querida. Mesmo que você não tivesse dinheiro, eu poderia te ajudar. – ela sorri.

– Obrigada, muito obrigada mesmo. – digo, sorrindo de volta.

– Não há de que, querida. – ela diz. – Por favor, siga-me.

A senhora me conduz pelos corredores da pousada, até chegarmos na cozinha. Uma sala ampla, com balcões de mármore, fogão à lenha e uma porta que, provavelmente, levava a um quintal.

– Sente-se, querida. – ela me conduz até uma mesa, e me sento em uma das cadeiras. – Então, o que uma jovenzinha como você faz andando por ai nessa chuva à essa hora da noite?

– Bem, eu... Eu me perdi de uns amigos em um passeio, então tive que voltar sozinha para casa. – digo.

– Onde você mora? – ela pergunta, colocando uma xícara de café na mesa e a empurrando para mim.

– Em uma vila aqui perto. – digo, bebendo um gole do café.

– Há quanto tempo você está andando por ai até chegar aqui?

– Não sei, acho que há umas seis horas.

– Você está andando há seis horas? Sozinha? – ela pergunta. – Essa é a primeira vez que você pára para descansar ou fazer uma refeição?

Faço que sim com a cabeça.

– Você poderia morrer! Você é louca? – ela diz, rindo, enquanto coloca um prato com quadro panquecas na minha frente, junto com um garfo. – Pronto. Coma!

– Obrigada. – digo, sorrindo. Quando vou dar a primeira garfada na panqueca, sinto um cheiro estranho. Analiso o prato, depois levanto o olhar, procurando pela senhora, mas ela havia sumido.

Olhei em volta mais uma vez, antes de ouvir uma respiração forte vindo do teto da cozinha. Engoli um seco e olhei para cima. O que antes era senhora agora era algo grotesco e perturbador.

Metade do corpo da mulher tinha aspectos de corpo de uma aranha. Oito pernas raquíticas, peludas e pretas.

Aquela senhora era uma aranha.

Meu pior pesadelo.

Notas finais
Esse capítulo ainda pode sofrer alterações, então não se desespere com o final dele! :D