Radical Life
41 Corda bamba
Notas iniciais
Narrador Sakura:
Que burra que eu sou!
Invés de eu ajudar meu namorado a despertar do " sono profundo " que o retardado do irmão dele o colocou, eu simplesmente dou café com leite pro Sasuke! E ele é alérgico a leite! Palmas, Sakura, palmas!
E o coitado não saia do banheiro, eu e os meninos só ficávamos escutando o barulho de merda mole caindo no vaso.
E o cheiro já estava insuportável!
–Sasuke! Joga um bom ar depois que você sair! — Gritou Naruto em meio a risadas.
–Se é que ele vai sair. — Implicou Itachi rindo também.
–Tadinho! Parem com isso! — Repliquei. — Seu irmão tá sofrendo lá no banheiro e vocês rindo da desgraça alheia!
–Tem coisa melhor? — Indagou o moreno. — Sasuke, vê se limpa a porcelana depois! Não deixa igual você deixou da última vez!
–TOMAR NO CU! — Meu namorado gritou em agonia.
Minutos depois ele saiu com uma aparência péssima! Pega alguém de ressaca, um anêmico e um estudante universitário de medicina, soma, multiplica por 10, tira a raiz quadrada, faz racionalização e multiplique novamente por pi igual a 3! Pronto, você achou o Sasuke após uma cagada daquelas!
–Sua cara tá ótima! — Debochou o Uzumaki.
Meu namorado mostrou o dedo do meio e deitou de bunda pra cima na cama.
–Tá ardendo? — Perguntou Itachi.
–Não! — Ironizou. — Tão gostoso quanto chupar Halls preta e beber água!
–Sério?
–Claro que não, otário! — Tacou o travesseiro no irmão. — Ai, meu estômago...
Segundos depois após dizer isso, ele correu para o banheiro e defecou mais uma vez.
–É hoje que o banheiro entope! — Gargalhou Naruto. — Ainda bem que eu não sou a Sakura-chan.
–Caramba, eu não queria falar, Sakura... Mas você se fudeu. — O outro inconveniente comentou rindo.
–E agora?! — Bufei.
–Vou ligar pra tia Mikoto, me empresta seu celular, Sakura-chan?
–Cadê o seu? — Perguntei.
–Deixei no quarto. — Deu de ombros enquanto eu lhe passava o celular.
–Você sabe o número da minha mãe de cor? — Itachi estava surpreso. — Nem eu sei!
–Admito, tentei pegar a sua mãe quando eu a conheci.
–Você deu em cima da minha mãe?!
–Ela é gostosa.
–Não fala que minha mãe é gostosa! Eu te mato!
–Vai se ferrar! Você pegou o número da minha mãe também!
–Tia Kushina é mó gata!
–Liguem logo pra Mikoto! — Gritei com ambos.
–Tá! — O Uzumaki discou o número e começou a ligar.
–Alô?
–Tia Mikoto? Sou eu, Naruto. — Estava no viva-voz.
–Oi! Como está? Nem reconheci a sua voz!
–Estou bem. — Ele riu. — Aqui, eu só queria te falar que o Sasuke tá morrendo.
–O que fizeram com o meu bebê? — Ela perguntou em tom preocupado.
–Deram alguma coisa pra ele, que agora ele tá se desmanchando em merda no banheiro.
–Isso tem cheiro de obra do Itachi...
–Não tia, é merda mesmo.
–Por que sempre eu?! — Itachi perguntou num cochicho para mim. — Eu tenho cara de quem faria uma coisa dessas? — Assenti e ele me mostrou o dedo do meio.
–No mínimo o Itachi deu leite pro irmão dele! — Acusou Mikoto do outro lado da linha. — Até parece que não sabe que o moleque é todo bichado!
–Na verdade, foi a Sakura-chan quem deu. — Dedurou o galego. Loiro bocudo!
–Dois loucos conspirando contra o meu bebê? — Ela perguntou assustada. — Você está nessa também?
–Eu não! — Se defendeu. — Eu sou um amor com o seu filho, jamais faria algo de mal contra o meu melhor amigo! Ele é quase um irmão pra mim!
–Falsidade... — O Uchiha e eu dissemos em uníssono.
–Ownt! — Sério que ela acreditou? — Sasuke é outro estúpido também! Sabe que tem tolerância e bebe leite! Uma anta mesmo!
–Eu sou a vítima! — Sasuke gritou lá do banheiro. Mas a tia não ouviu.
–Naruto, isso não vai acabar tão cedo. — Soltou um suspiro. — Leva o Sasuke pra tomar soro na veia. Só assim ele melhora.
–Ok tia! Beijo, obrigado! — Desligou após a Uchiha se despedir. — Sasuke! — Gritou enquanto me devolvia o celular. — Bora, sai do banheiro!
–Nem a pau eu vou tomar injeção!
–Rapaz, você tá uma merda, literalmente, e ainda não quer tomar soro? — Indagou Itachi. — Então apodreça nas suas fezes aí!
–Sasuke, amor, vamos! É por uma justa causa! — Tentei convencê-lo.
–Não! — Mas que criança irritante! Eu definitivamente não estava com paciência! Arrombei a porta e o retirei de lá do vaso com a bunda cagada. Mas ele me convenceu de ao menos eu deixá-lo se limpar.
Quando estávamos indo à enfermaria, no corredor estava um tumulto só e vários murmurinhos. Me encontrei com o Akimichi Chouji, conselheiro do dormitório dois.
–O que aconteceu? — Lhe perguntei.
–Alguém dopou meu melhor amigo. — Seus olhos ardiam em fúria. — Quando eu puser as minhas mãos no desgraçado que fez aquilo com o Shikamaru, eu o matarei!
–Shikamaru? — Naruto perguntou surpreso. — O que houve?
–Meu amigo foi encontrado dormindo no quarto dele após ter faltado hoje, o que é bem impossível de ocorrer, mesmo ele dormindo na sala de aula. Cutucamos ele, mas sequer se mechia. Estamos levando ele para a enfermaria e entrevistando as últimas pessoas que se encontraram com ele.
Itachi, discreto que é — sintam a ironia -, olhou para cima e começou a assobiar como se não fosse com ele.
Revirei os olhos e continuei indo pra enfermaria com os meninos, Sasuke parecia uma criança se debatendo porque não queria ir pra lá.
Fomos abrindo espaço enquanto passávamos para o local, e na enfermaria havia apenas nós — Itachi, Naruto, Sasuke e eu -, e os outros conselheiros junto com uma mulher.
–Será possível que agora todo mundo está com problemas? — Bufou a enfermeira para nós.
–Ele precisa de soro, tomou leite e tem tolerância. — Falei enquanto jogava meu namorado com tudo naquela caminha.
–Vou pegar a agulha.
–Não! Pelo amor de Deus! Tudo! Menos isso! — Sasuke estava com uma cara de pânico.
–Oh, o Uchiha tem medo de agulhas? — A enfermeira perguntou com ar de deboche.
–Eu? Claro que não! — Respondeu orgulhoso de si mesmo.
–Só tem pavor! — Corrigiu Naruto em meio ao riso.
Sasuke é um completo orgulhoso perto de outras mulheres, acho que ele quer provar que é homem de verdade, que, segundo ele, homem que é homem não esperneia por causa de injeção. Mas comigo era diferente, ele não se importava de mostrar este lado frouxo dele, me sentia especial por isso. Ai, tô muito fofa, melhor parar!
Com a cara mais feia do mundo, meu namorado suplicava com os olhos para não lhe darem injeção! Ele estava quase chorando, quase! De tanto que ele se mexia, a pobre enfermeira furou o braço dele 11 vezes errado, só na décima segunda vez que ela acertou.
Sasuke desmaiou.
–Viadão... — Murmurou Itachi. Tentei segurar, mas acabei rindo.
–Uchiha Itachi. — Aburame Shino, conselheiro do dormitório três, o chamou. — Precisamos conversar. — Disse enquanto apontava para os outros dois, Chouji e Shikamaru, este último estava acordado.
–Shuichi. — Itachi me chamou pelo nome falso. — Sai daqui junto com o Naruto.
–Não. — Cortou o Akimichi. — Naruto pode sair, mas o Haruno vai ficar.
Ouvi o moreno ao meu lado fazer um " Tsc " aparentemente enfurecido. Naruto e eu parecíamos merdas boiando na água.
Sasuke permaneceu desmaiado e o galego se retirou.
–Então...? — Pigarreei.
–Imagino que saibam que Shikamaru foi encontrado dopado em seu dormitório. — Começou Aburame. — Ele disse que a última pessoa com quem ele conversou foi Uchiha Itachi.
–E o que isso tem a ver com o Shuichi. — O moreno perguntou.
–Na verdade, eu pedi que ficasse, pois isso envolve você também. — Começou Nara meio tonto, o efeito do remédio não se dissipou totalmente.
–Oh, já vou avisando que eu não fiz nada, quem fez foi ele! — Apontei pro Itachi.
–Isso Shuichi, me dedura mesmo. — Bufou revirando os olhos.
–Desculpa. — Ri. — Agora que descobriram que eu não estou envolvida, irei me retirar.
–Não! — Disseram os três conselheiros em uníssono, até estremeci de medo.
A enfermeira, vendo que parecia algo sério, se retirou do local. Agora que o clima parecia tenso mesmo!
–Entendemos que o culpado do ato foi o Uchiha, embora não saibamos o seu motivo, mas temos uma suspeita, e isso envolve você. — Chouji apontou para mim.
–Ele não tem nada a ver com isso. — Itachi se pôs em minha frente. — Eu dopei o Shikamaru pois queria comprar bebidas alcoólicas, e seria um problema se ele descobrisse.
–Provas? — Indagou Aburame.
–Tem uma garrafa sobrando em meu quarto. Aqui está a nota fiscal. — Lhe entregou confirmando.
–Imagino que saiba das consequências... — Começou Akimichi. — Uma semana suspenso e limpar os banheiros.
O moreno assentiu e me puxou para fora do local.
Enquanto caminhávamos, Itachi parecia estar longe a tudo que acontecia, parecia magoado. Ele parou num corredor vazio e abriu a janela se apoiando na mesma para tomar um ar fresco.
–Você só me traz problemas. — Comentou rindo. — Desculpa, não vou mais poder te ajudar.
–Do que está falando? — Indaguei.
–É provável que o Nara já saiba que você é uma mulher, é só questão de tempo até que os outros conselheiros também saibam.
–Faz quanto tempo que você sabe disso?
–Desde que o Sasuke perdeu o lacre. — O olhei indignada. — Não faz essa cara.
Abaixei meu olhar chateada.
" Você só me traz problemas "
Mesmo sendo dito em tom de brincadeira, eu sentia que era verdade. Itachi já fez muito por mim para encobrir o fato de que sou uma mulher, se permanecer desta forma, eu terei que sair da escola.
–Por que só está contando isso agora?
–Eu não queria deixar vocês preocupados. — Deu de ombros. — Mas meu maior erro foi tentar resolver tudo sozinho.
Ele parecia magoado, mesmo sendo um idiota, ele vem aguentando tudo nas costas só para proteger o meu segredo e por causa de seu irmão também.
Olhei ao longe e vi que Sasuke vinha em nossa direção com uma cara péssima, provavelmente seu braço estava doendo.
–Acordou, donzela? — Debochou o primogênito.
–Que cara é essa? — Me perguntou ignorando o irmão.
–Talvez eu tenha que sair da escola, meu segredo está a um fio de ser revelado. E se eu sair, terei que voltar para minha terra natal.
–O que isso significa? — Franziu o cenho.
–Que nunca mais nos veremos. — Na verdade, não era "nunca", mas ficaríamos em Estados diferentes, a chance de nos vermos seria nas férias.
Sasuke me olhou preocupado e me abraçou beijando minha testa. — Não vou deixar que isto aconteça.
–Sério? — Indaguei.
–Sim. — Sorriu. — Eu estou aqui, certo? Estarei sempre aqui quando você precisar. Mesmo que eu não possa fazer muita coisa, se for por você, farei o impossível se tornar possível.
Sorri involuntariamente e retribui o carinho. Eu não quero ir embora, e, junto com meu namorado, farei o impossível para permanecer aqui!
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