Racers of Life

9 Conhecendo Mikoto Uchiha - parte 1


Notas iniciais
Oi pessoas!! Hehehe eu ia postar ontem, mas me deu um baita de um bloqueio na última parte que vocês não tem noção! Mas consegui! hihihi Hoje a Saky conhece a nossa diva!! lol Ansiosos??? Eu vou dividir em duas partes essa interação entre elas, pra explorar bastante esse primeiro jantar ;) Enjoy!

Sasori e Sakura tomaram o café da manhã anormalmente silenciosos naquele dia.

Sakura estava nervosa e meio ansiosa para o jantar. Sasori repassava uma cena em sua cabeça incansavelmente.

[…] Sasori entra no quarto deixando a irmã e a amiga conversarem no quarto a sós. Coloca uma música baixa e começa a estudar para tentar um vestibular aquele ano. Escuta as vozes da irmã e de Temari no corredor e dá um sorriso aliviado quando escuta a irmã dizendo que um dos rapazes era gay. Se desse sorte os dois seriam... pensa rindo e se voltando para o livro.

As horas passam e ele escuta Sakura indo se deitar e mais tarde a porta da sala se abrir o som de passos arrastados denuncia a chegada do pai.

Ele respira fundo tentando se concentrar nos cálculos a sua frente, mas o som do telefone o faz desistir. Olha no visor e não reconhece o número.

– Alô? — atende sério esperando uma resposta. O único som que escuta é de um arfar. — Alô? — Ele insiste mais uma vez.

– Filho?

Ele congela quando escuta a voz. Ela estava receosa e fraca, mas reconheceu na hora.

– Mãe? — pergunta se sentindo estranho ao articular aquelas palavras.

O telefone ficou mudo por um momento e então caiu a ligação. Sasori ficou parado com o telefone na mão travando uma difícil batalha interna.



– […] Daí, eu vou colocar os tanques perto... tato?

Sasori desperta de sua lembrança e olha para Sakura. Ela o encara curiosa e com um sorriso maroto.

– Tá muito desligado, hein... Pensando em alguém? — ela cutuca com um sorriso largo.

Sasori balança a cabeça se levantando da mesa e pegando seu boné.

– Não viaja. — ele responde dando as costas a irmã.

– Hummm, acho que o Saso tá apaixonadooooo. — ela cantarola feliz da vida atrás do irmão que revira os olhos exasperado com a afirmativa da irmã.

Ele abre as portas da oficina e começa o seu trabalho enquanto Sakura não o deixa em paz fazendo insinuações.

– Então? É loira ou morena? Não me diz que é ruiva que nossa família só tem isso! — ela ri de si própria enquanto Sasori passa pelo teste de ignorá-la.

Ele anda pelo lugar atrás de peças e ferramentas enquanto Sakura tagarela animadamente. Seu olhar para no Maserati brilhante e consertado ao canto da oficina.

– Você tá saindo com o Uzumaki? — interrompe sério alguma cançãozinha idiota da irmã. Sakura se cala na hora olhando de olhos arregalados para o irmão.

– Tá maluco? — pergunta retoricamente se irritando com a aura negra que começa a se formar em volta do irmão.

– Responde – diz entre dentes não querendo imaginar aquele mauricinho se aproveitando da sua irmãzinha.

Estava tão ocupado saindo com os amigos e acreditando sempre na independência da irmã e de como ela consegue se virar sozinha, que não se deu conta de que agora ela estava andando em um caminho diferente, com um cara que tinha tudo e que poderia alimentar a paixão da irmã por carros e se aproveitar da situação, e...

– Sakura. — ele diz impaciente torcendo um pano em suas mãos enquanto Sakura bufa cansada balançando a cabeça.

– Aff... não tem nada Sasori. Ele só me levou lá pra correr e tal. Nada a ver... Até parece que não me conhece. — ela diz colocando a mãos na cintura.

Normalmente ficaria constrangida tendo este tipo de conversa com o irmão. Eles tinham um trato silencioso de que um não se mete na vida particular do outro, mas essa era uma coisa difícil para Sasori.

– Ele não tentou nada? — pergunta ele mais calmo.

– Se tentasse, você saberia. — ela diz já entediada com aquela conversa toda.

– Hum. — resmunga Sasori acreditando nela e voltando sua atenção para o trabalho.

– Então... — começa Sakura querendo desfazer aquele clima chato. Ela carrega um tipo de cilindro azul bem grande e um sorriso empolgado. — Sabe o que é isso?

Ele olha despreocupado para a direção dela ignorando o fato de ser um cilindro de óxido nitroso... Ele volta sua atenção na hora com os olhos arregalados enquanto Sakura alarga mais o sorriso.

– Eu vou envenenar o Bucky! — ela diz colocando o cilindro na parte dianteira do fusca e fazendo uns ajustes.

– Nitro? — grita Sasori largando o carro que estava trabalhando e correndo até a irmã. — Você é maluca? Onde conseguiu isso?

– Kakashi. — responde ela dando de ombros e ignorando as indagações furiosas do irmão.

Ela ajeita o cilindro de qualquer jeito só para ter a visão dele ali, ainda não pode mexer em nada por causa da mão, mas só a ideia de correr mais a faz sorrir.

– Eu vou ter uma conversinha...

Antes que Sasori terminasse, um bom dia escandaloso ecoa pela oficina chamando a atenção dos dois irmão para as portas.

– Belo dia para levar meu bebê pra casa. — diz o loiro sorrindo enquanto um táxi vai embora do lado de fora.

– Naruto!

– Uzumaki.

Os dois irmão falam juntos e depois se encaram bicudos.

– Primeiramente – começa Naruto se aproximando de Sakura e dando um abraço caloroso na garota. Sasori limpa a garganta e Naruto a solta. — Não sabe como to feliz e surpreso por ter dado compatível. — diz o loiro ignorando Sasori e sorrindo para uma Sakura constrangida. — Parece até que você apareceu na hora certa.

Sakura sorri em resposta não sabendo o que responder. Estava se sentindo bem até aquela hora, já havia se esquecido da pressão pelo transplante, da agulha.... ai a agulha!

– Melhor agradecer depois que der tudo certo – diz Sasori se pondo ao lado da irmã e estendo a chave do Maserati para Naruto. — Está pronto.

Os olhos do loro brilham e rapidamente pega a chave e correndo para seu possante. Sakura esquece o constrangimento e corre atrás sendo seguida por um Sasori que acha estar vendo duas crianças na sua frente.

– Vai, dá partida e acelera – pede Sakura animada parando junto a janela do motorista.

Naruto não perde tempo e faz o que ela falou. O ronco do Maserati tira um gemido de Naruto que joga a cabeça para trás aproveitando o momento.

– Que saudade disso! — exclama dando uma acelerada.

– A gente deu uma limpada no escapamento, trocamos os anéis dos pistões... — Sakura começa a contar tudo o que foi feito no carro animadamente enquanto Naruto curte o seu bebê.

Depois de passar o cartão e pagar pelo concerto, Naruto se aproxima de Sakura sorrateiro.

– Não vai me falar quem é a garota? — ele pergunta de repente.

Sakura gargalha alisando a pintura do carro com os dedos.

– Nem pensar, não vou estragar a magia. — ela diz cruzando os braços.

Naruto faz cara de pidão mas não dá resultado. Ele entra, derrotado, em seu carro e puxa o cinto de segurança.

– Ok, quer estrear meu carro no sábado? — ele pergunta se voltando para ela.

– E-eu vou poder... dirigir? — ela pergunta com os olhos brilhando.

Naruto engole em seco. Não era bem isso o que ele quis dizer, ele iria dirigir e ela ir do lado.

– Nada de dirigir. — grita Sasori do outro lado da oficina tirando uma carranca de Sakura e um suspiro aliviado de Naruto.

– Aliás, o que você fez na pulso? — pergunta vendo a faixa.

– Nada – responde rapidamente escondendo o braço atrás do corpo. — Er.. posso levar uma amiga... sábado? — pergunta desviando o assunto.

– Claro! — responde sorrindo e dando partida. — Vou indo, então.

O Maserati sai cantando pneu, mas mesmo assim conseguia-se escutar a gargalhada de Naruto e os gritos de despedida.

– Com o dinheiro que ele nos pagou vai dar pra fazer uma pintura no barracão. — diz Sasori se juntando a irmã.

– Legal – ela responde voltando sua atenção ao Bucky. — Agora eu tenho que pegar amizade com aquele pessoal e trazer os carros deles pra cá, logo vamos ser uma oficina de luxo. — diz Sakura girando uma chave de fenda com a mão boa.

– Até lá, vai pra dentro fazer coisas de dona de casa, que aqui você só vai se machucar mais. Anda. Vai trabalhar com o rodo... — diz Sasori bem humorado com a perspectiva empurrando a irmã pra dentro de casa.

– Idiota! — grita Sakura – Vou pegar o rodo e enfiar no seu...

Sasori a empurra pra dentro a salvando de si mesma. Sabe como ela é e o mais sensato é deixá-la longe de todas aquelas ferramentas antes que ela fique muito empolgada e faça algo que não deva. Serviço de casa ele tem certeza que ela não vai se esforçar tanto...



***



Neji está tentando ler um jornal na mesa do café, mas o olhar incansável da irmã começa a deixá-lo desconfortável.

– O que é? — ele pergunta ranzinza.

Hinata pousa sua xícara com delicadeza sem tirar os olhos dele. Ela arquei uma sobrancelha felinamente.

– Desde quando começou a me responder assim, nii-san. — pergunta a mulher com a voz falsamente inocente.

Neji bufa e volta sua atenção para o jornal.

– Você não tem feito as coisas direito. — diz Hinata em voz mais alta passando geleia displicentemente em uma torrada.

Neji amarra a cara e desliza o jornal para a mesa a fim de fitar a irmã.

– Ele não tá afim de você. Aceita. — diz azedo esperando o momento de ira.

Hinata para a torrada a centímetros da boca e volta seu olhar para o irmão. Um olhar tão gélido que faz Neji se sentir como quando eram crianças e instintivamente ele se retrai.

– Eu não pedi a sua opinião. — Hinata diz firme sustentando seu olhar no do irmão. — Faça apenas o que eu mandar. O resultado já está certo.

Ela desvia o olhar para a torrada e Neji agradece por isso. Ele começa a se recordar de como sua vida foi feliz e tranquila durante estes 5 anos que Hinata esteve fora. Antes dela ir, já nutria uma paixonite por Naruto, e fazia exatamente o que faz agora para chamar a atenção do loiro, porém nunca deu resultado, mas o único que se ferrava na história era Neji, que não tinha paz por um segundo e tinha que fazer o que a megera da sua gêmea ordenava... afinal, ela é a princesinha Hyuuga, um ser quase feito de porcelana... Humph, mal sabiam a criatura do mal que ela era.

– Vai ficar com essa cara de bunda me olhando ou vai ligar pra ele? — Pergunta Hinata irada fazendo Neji acordar.

Neji pensa em mil palavrões pra soltar na cara de anjinho daquela garota, mas se controla sabendo que a culpa vai ser sempre dele. Nunca ninguém acreditou nele...

Ele pega o celular e espera Naruto atender. Hinata, a sua frente o encara com certa ansiedade e um sorriso de lado.

Neji conversa falsamente animado com Naruto e quando desliga o celular, Hinata já abre a boca para mandá-lo dizer logo o que falaram, mas o moreno é mais rápido.

– Ele vem. Satisfeita?

Hinata não responde. Se fecha em seu mundo de fantasias e começa a repassar todo o seu plano em sua mente.

Essa noite ele seria seu.





***



Itachi espera ansioso para dar 17:00 em seu escritório. Assim que o relógio aponta o horário, ele sai desembalado sem se importar com os resmungos pelo caminho.

Sobe em sua moto e vai direto a livraria. Seu coração vacila um segundo quando a vê.

Os cabelos castanhos displicentemente enrolados em um nó no alto da cabeça, os fones de ouvido caídos na lateral do pescoço, o uniforme preto e verde da livraria bem ajustado no corpo, o chiclete sendo mastigado lentamente enquanto ela arruma alguns livros distraidamente... e a tatuagem atrás da orelha bem visível.... pimenta.

Ele sorri bobamente observando a garota de longe. Lembrava-se da pimeira vez que tentou flertar com ela e do toco que levou, a segunda vez foi a mesma coisa, a terceira, a quarta... Antes era um desafio, depois virou questão de honra, mas agora já tinha aceitado estar apaixonado pela sua pimentinha...

– Posso ajudar, senhor? — pergunta um homenzinho solicito sorrindo para Itachi.

O Uchiha quase dá um salto e olha para o vendedor baixinho e carismático.

– Só to dando uma olhada. — responde evasivo, o que não deixava de ser verdade.

– Ah sim, fique a vontade senhor. — diz o vendedor sorrindo e se afastando pra dar espaço.

Itachi dá um sorrisinho para o homem e volta a sua atenção para o lugar onde estava sua musa. Ela havia sumido. Antes que ele pudesse xingar alguém, escuta a voz dela à suas costas.

– Chegou cedo, hoje.

Itachi sente aquela borboletinhas malditas no estômago quando escuta a voz forte e direta da mulher. Ele se vira dando seu melhor sorriso e dá uma piscada para a garota.

– Já estou me acostumando com todo esse tratamento VIP, pimentinha. — diz com sua voz de sedução. Aquela que nunca falha... quase nunca.

A garota o encara entediada sem esboçar reação ao charme do Uchiha.

– Qual vai ser sua desculpa de hoje? — ela pergunta fazendo uma bola com seu chiclete e estourando em seguida. Itachi assiste ao ato hipnotizado, mas acorda com o barulho do estralo.

– Você sabe que eu só venho pra te ver. — ele responde se aproximando lentamente.

A garota desvia os olhos e se afasta sem dizer uma palavra indo atender uma garota loira que acabou de entrar na loja, deixando Itachi frustrado. Ele respira fundo e fala mais alto.

– Minha mãe quer uns de culinária.

A garota dá um sorriso de costas e se vira indo na direção dele.

– Chegou uma coletânea com 15 volumes que sua mãe vai adorar. — diz a garota com uma simpatia rara e colocando a pilha de livros na mãos do Uchiha.

Itachi olha espantado para o preço de cada um, mas não diz nada.

– Vou levar. — diz recomposto dando um sorriso presunçoso.

Mostrar seu poder monetário é uma boa tática para “pegar” as mulheres. A garota dá um sorriso enorme pensando em sua gorda comissão naquele mês.

Ela o guia até o caixa e consegue cortar todas as chances que Itachi encontra para chamá-la pra sair.

– Aqui está seu cartão, Sr Uchiha. — diz a garota devolvendo o cartão de crédito, Itachi aproveita e segura a mão dela. Ela não aparenta surpresa e o encara levantando uma sobrancelha.

– Me chame de Itachi, pimentinha. — diz com a voz rouca.

Ela sorri forçadamente colocando um mecha de franja solta atrás da orelha.

– Itachi... Até amanhã? — ela pergunta entregando as sacolas com livros.

Itachi dá uma piscada e sai. A garota revira os olhos voltando para as suas atividades.



***



– Eu vou andar de Mustang, eu vou andar de Mustang... — cantarola Sakura empolgada escolhendo bem a roupa que irá usar no jantar.

Opta por uma calça jeans escura e um suéter azul, faz uma trança lateral não deixando de dançar enquanto pensa naquele carro...

Deve ser todo de couro branco por dentro...” devaneia Sakura sentindo uma ansiedade enorme.

Quando Sasori praticamente a expulsou da oficina, ficou com o dia ocioso e isso a fez ficar ansiosa, nervosa, animada e tudo mais em antecipação.

Faltavam 20 minutos para a hora marcada e sua mãos começaram a soar e seus pés andavam de um lado para o outro na sala. A movimentação na escada chamou a atenção dela.

Sasori apareceu só de calça de moletom e óculos de leitura.

– Ué! Se arruma, grandão! — diz Sakura exasperada olhando a cara de preguiça do irmão.

Sasori torce os lábios e vai em direção a cozinha.

– Vou fazer uns cursos online, você se vira sozinha, não? — pergunta despreocupado.

Sakura estranha a atitude do irmão.

– Poxa, tato. Vai me deixar sozinha no meio de um monte de gente que eu nem conheço? E se eu falar alguma coisa errada? — ela entra em pânico, mas logo vê que vai ser uma boa ideia ir sozinha, o Mustang vai estar lá e Sasori não... ela poderia usar e abusar do carro sem se preocupar com as repreendas do irmão. — Ok! — diz rapidamente – Eu já sou adulta e sei me cuidar sozinha.

Sasori a encara entendendo tudo só de ver o brilho nos olhos dela.

– Não vai parecer uma louca varrida atrás do carro, viu? Se comporta!

Sakura revira os olhos concordando da boca pra fora quando escuta a campainha sendo tocada. Ela se precipita e abre a boca sorrindo. Ao contrário do que esperava, era Itachi quem a esperava com um sorriso.

Não sabe porque, mas sentiu uma sensação de frustração que se intensificou quando, ao invés do Mustang, viu um Civic prata parado atrás dele.

Antes que Sasori chegasse e mudasse de ideia – se lembrando do jeito de Itachi – ela saiu gritando que já estava indo.

– Boa noite, Sakura. — cumprimenta rindo da mudança repentina de humor da garota. — Foi mal, eu sei que você estava esperando o Sasuke – diz com a voz maliciosa, mas Sakura nem percebe – mas ele se atrasou no serviço. — termina dando de ombros e saindo com o carro.

– Sem problemas – responde a garota começando a ficar nervosa novamente.

Itachi olha de canto de olho para as pernas da garota que se mexem inquietas e as mãos em seu colo que se apertam enquanto ela olha pela janela.

– Mas, e aí. Seu irmão não quis vir? — pergunta tentando aliviar a tensão da garota.

Ela olha para ele e nega com a cabeça.

– O que você faz da vida? — pergunta simpático.

Antes dela responder ele dá um “checada no produto”. Sorri satisfeito, mas essa ele não pode fazer nada... por enquanto.

– Eu? — pergunta Sakura parecendo sair de um devaneio – Eu sou mecânica.

Itachi arregala os olhos por um segundo, bastante surpreso, mas não tira os olhos da rua.

Aos poucos, Sakura vai se soltando por causa do jeito descontraído de Itachi, e nem repara quando chegam a frente de uma casa bem grande de dois andares.

– Moto pega mulher? — indaga Sakura indignada entrando na casa sem perceber – Meu querido, mulher não se “pega” se conquista. E se ela chegar em você por causa da moto, é por que você não dá pro gasto. — ela diz desdenhosa tirando uma cara engraçada de Itachi e uma fraca gargalhada de alguém na sala.

Ela se sobressalta ao reparar onde está. Uma sala muito branca nas paredes e no sofá. Um tapete azul marinho com detalhes mínimos em vermelho, uma TV gigante num painel chique na parede, uma mesinha de centro com um porta-retratos e uma mulher bonita, porém com aparência muito fraca, sentada no sofá com um sorriso no rosto.

Sakura aperta os lábios nervosa e segura as mãos em frente ao corpo enquanto Itachi resmunga algumas coisas. Os olhos da mulher e de Sakura se encontram, e inconscientemente ela se lembra do irmão de Itachi. A mulher e Sasuke se parecem muito. Até demais.

– Itachi, já gostei dela. — diz Mikoto dando um sorriso bondoso na direção de Sakura.

– Hum, feminista. — diz Itachi cruzando os braços e tirando um sorriso das duas mulheres. Ele sorri também e guia Sakura até onde a mãe está. — Mãe, esta é Sakura Haruno. Sakura, esta é minha mãe.

Sakura não consegue não prestar atenção na forma com que o tom de Itachi mudou rapidamente, do debochado ao carinhoso no instante em que falou com a mãe.

Mikoto sorri e se levanta com dificuldades. Itachi prontamente a ajuda e Sakura se sente constrangida em estar ali.

– É um prazer imenso te conhecer, minha filha. — diz Mikoto dando um abraço gentil em Sakura.

A mulher não percebe, mas o simples fato de chamá-la de filha desencadeou sensações e sentimentos que antes estavam enterrados na garota.

Poderia receber quantos abraços fossem, nenhum jamais, seria igual ao de uma mãe.

– Desculpem a demora.

Mikoto desfaz o abraço apertando os dois ombros de Sakura com suavidade. Os olhares vão para a porta e Sakura reconhece o dono do Mustang. Ele usa terno e gravata e os olhos parecem casados. Mas ainda sim, tão bonito...

– Sakura. — cumprimenta fazendo um pequena reverência.

Sakura espanta os pensamento malucos e devolve o cumprimento.

– Vá tomar banho, querido, esperaremos você – diz Mikoto e Sasuke simplesmente assente subindo as escadas. — Venha, sente-se, Sakura.

A garota vai timidamente até o sofá e se senta em uma ponta enquanto Mikoto se ajeita com ajuda de Itachi em outra ponta.

– Querido, poderia me deixar conversar um pouco com Sakura antes de jantarmos?

– Claro, minha lindeza. — diz Itachi levantando-se do sofá e tirando um sorriso da mãe. Sakura observa tudo maravilhada.

Ao ficarem sozinhas, Mikoto se vira novamente para Sakura. A garota dá um sorriso tímido enquanto Mikoto a fita com olhos gentis. A garota espera nervosamente pelo que Mikoto quer falar, mas a mulher passa um tempo somente observando-a.

– Você é realmente muito bonita. — diz a mulher rindo fracamente fazendo Sakura corar ao extremo.

– Obrigada, a senhora também é muito bonita. — devolve Sakura admirando o rosto bem desenhado da mulher.

– Obrigada. — responde a mulher formalmente se ajeitando mais no sofá e ficando séria. — Sabe, querida, eu fiquei realmente feliz quando soube que encontraram alguém compatível e sei que você deve estar sofrendo muita pressão para fazer esse transplante. — Sakura sente um bolo na garganta, mas apenas observa a mulher se sentindo apreensiva. — Só quero te dizer que eu não quero que você se sinta obrigada a nada. Você mal nos conhece e está com um peso desses nas costas. Não quero que seja influenciada para tomar uma decisão.

Sakura repara estar com os olhos marejados quando a mulher termina de falar. Ela respira fundo desviando o olhar para o porta-retratos na mesa. Lá há uma foto do que parece ser a família toda reunida. Somente o filho mais velho e a mulher sorriem. Essa imagem já toca demais o coração de Sakura. Ela olha para as próprias mãos, que agora estão geladas.

– Eu tenho medo – ela confessa num sussurro sem erguer a cabeça.

– Eu entendo. — diz Mikoto sem qualquer sinal de tristeza com a resposta da garota.

Sakura se sente perdida até sentir uma mão carinhosa passar por seus cabelos. Não sabe como aquilo aconteceu, mas as lágrimas começaram a sair sem nenhum soluço.

Quando viu já estava agarrada a mulher com a cabeça em seu peito sentindo o coração dela bater um pouco acelerado.

– Calma, está tudo bem, minha filha. – diz Mikoto passando a mão nos cabelos rosa estranhando um pouco a reação da garota ao se jogar em seus braços. — Não se sinta mal, eu entendo...

– Não. — diz Sakura decidida engolindo o choro e olhando para a mulher. Suas bochechas ficam mais vermelhas quando vê o que fez. — Eu vou ajudar a senhora. — diz convicta.

Mikoto sorri agradecida e a puxa para um abraço novamente.

Nesse ato, Sakura sente um alívio tão grande. O medo de agulha e de qualquer reação que possa ter pela doação é esquecida.

Ela sentia um peso grande, uma pressão enorme, mas viu que tudo o que precisava era de carinho. Com tantos problemas acumulados e ainda mais uma decisão de vida em suas mãos, tudo o que precisava era de alguém lhe abraçando e dizendo que estava tudo bem.

Naqueles braços descobriu que ainda era uma criança e que precisava de proteção.

– Me desculpa. — diz Sakura se afastando e secando os olhos. — Eu... eu não deveria... desculpa.

– Não se preocupa – Mikoto afaga os cabelos de Sakura – Se tudo der certo, você será como da família. — Sakura sorri ao ouvir essa palavra. — Eu sempre quis ter uma filha, mesmo.

Sakura aperta os lábios e engole em seco, desviando seus olhos para o chão ao ouvir isso. Mikoto repara e se pergunta qual a história dela. Com seu instinto materno, ela puxa a garota novamente para um abraço e coloca sua cabeça no topo da dela enquanto sente o corpo de Sakura tremer quase que imperceptivelmente sobre si.

Na escada, Sasuke assiste toda a cena sem saber como reagir.

Notas finais
A mãe de Sasori e Sakura dando o ar da graça! O que ela quer??? Gostaram da Hinatinha mostrando sua verdadeira face? hahahahaha já sinto dó do Naruto!! e coitado do Neji!! Essa pimentinha do Itachi vai dar um trabalho pro nosso Uchiha mais velho kkkkkk coitado viu!! hehehehe O que acharam do momento Mikoto e Sakura? A Saky só queria uma mãe tadinha TT Mandem seus números por MP ŕa fazermos um grupo no whats, quem sabe não rola spoiler kkkkkkk Bom, até sexta gentem!! Beijos